segunda-feira, 23 de abril de 2018

Pílulas Políticas, 23/04/2018

Infelizmente, completaram duas semanas da prisão de Lula. Mesmo assim, a plutocracia golpista não está tranquila. Fatos mostram que o Brasil entrou num túnel escuro e sem saída e que a população se prepara para entrar numa época de incerteza que poderá virar  uma nova era de trevas. Vamos ver o que aconteceu recentemente para tentar entender e montar um possível cenário para o futuro próximo.

- Lula Preso, mas Lula em alta: A plutocracia tenta se esforçar para "enterrar" Lula, politicamente "morto" por causa da prisão. Mas seu nome é cada vez mais mencionado. A vitória de Gleici, a ativista social do BBB, que gritou durante a comemoração de sua conquista "Lula Livre!" diante das câmeras da emissora que mais lutou pela derrota não somente de Lula, mas de todos os progressistas, furou a bolha que se limitava a converter convertidos. O povão que assiste TV viu no desabafo um grito pela democracia que - felizmente para nós, infelizmente para a Globo - não pode ser calado. mesmo na prisão, Lula segue mais forte, convertido em mártir político.

- Mais Lula: A proibição das visitas do filósofo Leonardo Boff e do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Peres Esquivel, criou um mal estar na plutocracia. São dois notáveis homens bastante influentes e com notável prestígio. A atitude deu ainda mais visibilidade a Lula (que pode ser indicado por Esquivel a se candidatar para o Nobel da Paz em 2019), além de deixar claro o estado de exceção (ditadura não assumida) em que vivemos. mais pontos para Lula, que mesmo preso, segue conquistando corações e denunciando o golpe. A foto de Leonardo Boff esperando do lado de fora do local onde Lula está preso, que comoveu muita gente, ilustra esta postagem, agravando mais ainda a denúncia contra os golpistas que prenderam injustamente o ex-presidente.

- Usou, joga fora: A plutocracia golpista já começa a descartar os tucanos do PSDB, incluindo os de grande plumagem. Os serviços de golpeamento das forças progressistas, da eliminação de direitos da população e do fim da soberania nacional foram todos concluídos ou perto de ser. O que significa que os incômodos políticos da cor azul podem ser descartados para abrir caminho para um plutocrata moderado que seguirá com o golpe, mas de forma controlada, com direito a algumas amenizações. Esta figura ainda não apareceu, apesar de especulações. Mas o certo é que com a descoberta de que o golpe tem autoria tucana, tendo Temer como mero porta-voz dos tucanos, tem enfraquecido o partido, criando a sua necessidade de descarte urgente para recuperar a confiança da opinião pública.

- Bolsonaro também no lixo: A plutocracia nunca foi de fato a favor do capitão de ideais retrógrados. Bolsonaro foi útil como uma espécie de cão rotweiller a tirar os progressistas do caminho. Sem progressistas, os conservadores golpistas já não precisam mais do cãozinho raivoso . Recentemente, o intelectual neoliberal nipo-americano Francis Fukuyama classificou Bolsonaro como "nocivo para a democracia brasileira". Se um neoliberal pensa assim, é bom ficar atento em relação ao capitão querido dos mini-machistas brasileiros. Sinal de que o rotweiller útil para espantar reações contrárias ao golpe também será descartado pela plutocracia. Ganância não exige a violência física de autocracias arrogantes.

- Tiratemer: a versão atualizada remixada com remasterização digital em versão estendida do Joaquim Silvério dos Reis, o golpista que os plutocratas ainda tem a coragem de se referir como "meu presidente", Michel Temer, se comparou na TV a Tiradentes, num verdadeira demonstração de cara de pau que não conseguiu ser aceita pela população. Somente Temer acreditou nesta lorota. Temer e um blogueiro da revista semi-fascista Veja que inverteu a realidade, comparando Lula, com Silvério, mesmo com direitistas leitores da revista aceitando a tese real de que o traidor é Temer. Cada vez mais os golpistas seguem enlouquecidos falando coisas sem pé nem cabeça.

- Será a vez de Joaquim Barbosa?: O partido de centro PSB se prepara para lançar a candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Barbosa já começa a se tornar querido dos plutocratas e tem o perfil ideal para o plano de recuperação de confiança desejado pelas elites brasileiras. Se por um lado é negro, tem origem humilde e, segundo dizem, foi eleitor do PT, por outro, atuou no mensalão favorecendo tucanos (há quem considere a atitude de Barbosa como embrião do Golpe de 2016) e ideologicamente segue ideais neoliberais. As coisas ainda estão incertas em relação a Barbosa. Mas o crescimento da simpatia das elites por uma figura que, pelo menos na aparência, simboliza a união entre as classes opressoras e as classes oprimidas, é real. São grandes as chances de Joaquim Barbosa crescer nas pesquisas. É esperar para ver.

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