segunda-feira, 2 de abril de 2018

Maioria dos pesquisados não é maioria dos brasileiros

Brasileiros tem a mania de confundir maiorias com totalidade. Isso faz com que pesquisas sejam tratadas como algo absoluto, como se todos os brasileiros tivessem respondido às pesquisas.

Isso explica  excessivo otimismo das esquerdas, que trata os resultados das pesquisas, em geral feita com uma quantidade relativamente pequena - em relação ás dimensões do país - de pessoas. Para os esquerdistas, as pesquisas demonstram não apenas a vontade dos entrevistados, mas a d todos os brasileiros. Isso significa tomar uma parte como o todo.

Imagine uma pesquisa que envolva a opinião de apenas 10 pessoas. Pergunte a elas se preferem suco de goiaba ou de acerola. 9 desses 10 entrevistados respondem que preferem acerola. O resultado da pesquisa mostrará 90% a favor da acerola. E se entre os não-pesquisados a preferência pela goiaba se sobreponha? As esquerdas se esqueceram deste detalhe.

Falam tanto que a maioria dos brasileiros é de esquerda e quer Lula presidente. Gozado, no meu circulo social são quase todos de direita e opositores de Lula. Apenas meu irmão e uns dois caras, além de mim são de esquerda e preferem Lula. Todos os outros integrantes de meu círculo social, incluindo parentes - até meus pais são "coxinhas" - são de direita e sonham com o desparecimento de Lula na face da Terra.

Se as pesquisas estivessem certas, eu teria a oportunidade de ter muitos esquerdistas em meu círculo social. O que me leva a crer que pesquisas devem ser bem relativizadas, por mostrar o que pensa os entrevistados e não toda a população. 

Claro que há métodos de amostragem que sugerem que um certo numero de entrevistados corresponde ao pensamento da totalidade. Mesmo assim, a quantidade de entrevistados deve ser grande o suficiente para que a comparação por amostragem possa fazer sentido.

Não sei. Prefiro ser cauteloso e não ser otimista em relação às pesquisas. Vai que as coisas passem a acontecer do contrário do que se pensa e afunde todo o vestígio do excessivo otimismo que vemos nos corações das esquerdas.

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