terça-feira, 15 de agosto de 2017

Somente imbecis acham que Nazismo é de esquerda


Com a notícia do terrível ato neonazista ocorrido nos EUA, brasileiros mal informados começaram a retomar a tese cretina de que o Nazismo e ideais semelhantes são "de esquerda". Uma prova de que gente odiosa não está disposta ao menor raciocínio e que desconhece fatos históricos preferindo construir a compreensão da realidade com base em convicções próprias, como se temperasse uma comida a seu gosto pessoal. 

Eu, pessoalmente conheço um direitista enrustido que acredita nesta tese. Mas não vou citar o nome dele, pois não me interessa prejudicar os outros. Ele que procure se informar melhor para não ser objeto de chacota alheia. Provavelmente, se ele ainda usa redes sociais e insiste nesta tese, já deve ter virado piada para muita gente um pouco mais sensata que ele.

 A tese de que o Nazismo é de esquerda é idiota porque ideais de esquerda são construídos com base no altruísmo. Como uma ideologia oposta ao altruísmo e altamente genocida pode ser considerada "de esquerda"? Esta ideia é resultante de uma grande confusão com regimes stalinistas e similares.

O Nazismo nunca pode ser de esquerda porque é excludente e tem base na ideia de que existem seres humanos que são melhores e merecem ter exclusividade em muitos benefícios. Algo que vai contra os ideais de esquerda que enxergam todos os seres humanos como iguais e merecedores dos mesmos direitos. Quando erram, devem responder também da mesma forma, sem distinção.

Ah, quase eu ia me esquecendo: Hitler odiava a esquerda. Considerava socialistas seus inimigos mortais e perseguiu e matou muitos ideólogos de esquerda pois reprovava ideologias que pretendessem proteger as classes que considerava inferiores. Enfim, como o Nazismo poderia ser de esquerda se odiava a esquerda? A burrice da direita brasileira parece ignorar limites.

Stalin e o estereótipo equivocado das esquerdas

Josef Stalin usou o estereótipo socialista e comunista para definir a sua gestão, mas no fundo, sua gestão tinha características de fascismo. Eu considero o stalinismo uma espécie de fascismo. Apesar de estereótipo de "esquerda" frequentemente associado a Stalin, eu não o considero um esquerdista. Até porque Stalin mandou matar Trotski, este sim um verdadeiro esquerdista, o que sugere oposição ideológica entre eles.

Stalin gerou um estereótipo negativo para as esquerdas graças aos estadunidenses, sobretudo a Joseph McCarthy (Josef, Joseph, coincidência?) que definiu os esquerdistas típicos com as características de Stalin, que agia de forma muito parecida com Adolf  Hitler.

Para piorar ainda mais o estereótipo, o nome Nazismo vem de "Nacional Socialismo" com os direitistas se esquecendo que a palavra "socialismo" no caso da ideologia de Hitler, tinha sentido bem diferente da do Socialismo de esquerda. Se lembrarmos bem, há partidos de direita que usam a palavra em seus nomes, incluindo o famoso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), de explícita linha capitalista neoliberal.

Extremistas de direita brasileiros são nazistas enrustidos

Outra coisa que os direitistas que alegam ser o Nazismo uma ideologia "de esquerda" se esquecem é que eles tem muita afinidade com as ideias defendidas pelos nazistas. Mas como o Nazismo gerou um mau estigma e nossas leis condenam ideias deste tipo, podendo levar extremistas para a cadeia, os extremistas brasileiros logo trataram de jogar a "bomba" para longe de suas mãos e recusar o rótulo que casa com a ideologia que defendem.

Para os extremistas brasileiros foi conveniente jogar o rótulo de "nazista" para as esquerdas. Para os extremistas é uma boa forma de criminalizar as esquerdas e tirar do caminho uma ideologia oposta a deles. Mesmo que não faça nenhum sentido, classificar o Nazismo como "de esquerda" enfraquece as esquerdas além de dar a esperança aos extremistas de ver esquerdistas na cadeia por "afinidade" ideológica com a mais genocida das ideologias.

Mas para que um pingo é letra sabe muito bem que os extremistas brasileiros se afinam totalmente com o Nazismo e ideais afins. Recusam o rótulo com medo de punições, mas se olharmos bem o repertório ideológico dos extremistas brasileiros, vemos de forma bem nítida a presença de ideais herdados do Nazismo.

É necessário lembrar que infelizmente se existem extremistas de direita no Brasil é porque devemos ter o maior cuidado possível. São todos assassinos em potencial.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Partidos conservadores trocam de nome: nova embalagem para conteúdo apodrecido

Alguém já me disse que a melhor forma de conservar algo antigo é colocá-lo em uma embalagem nova. Pelo jeito os partidos conservadores trataram esta frase como conselho e trataram logo de comprar roupas novas para os mortos-vivos. Vários partidos conservadores já trataram de mudar seus nomes. Mas mantendo suas velhas ideias, várias nocivas à população em geral.
O curioso é que em quase todos, os novos nomes tem relação a valores nobres e positivos, como se a simples utilização de um nome que transmita melhora e responsabilidade fosse o suficiente para transmitir essa ideia e ganhar confiança dos eleitores.

Mas alto lá! Estes partidos são os mais retrógrados que existem no país e com a mais absoluta certeza no cumprirão o que dizem em seus novos nomes. Até fazem parte de sua ideologia e seus interesses permanecer retrógrados, para que continuem lucrando e ferrando com aqueles que eles julgam ser seus adversários.

A hipocrisia é a constante nestas mudanças de nome. São as mesmas carinhas feias que fizeram plastica sem melhorar a sua linha de pensamento. E você os conhece muito bem. A saber:

DEM (Democratas) - MUDE (Movimento de Unidade Democrática)
PEN (Partido Ecológico Nacional) - Patriotas
PTN (Partido Trabalhista Nacional) - Podemos
PT do B (Partido Trabalhista do Brasil) - Avante
PSL (Partido Social Liberal) - Livres

Isso sem falar do "Partido Novo" que segue a mesma linha ideológica do PSDB, embora seja de fato um partido inédito. Tirando este, os outros evitam colocar a palavra "partido" no nome para forjar uma "anti-política". Fazer política sem política é algo sem sentido. Mas no Brasil, absurdos e contradições sempre foram permitidos.

Enquanto isso, partidos de esquerda seguem fazendo justamente o oposto: oferecem conteúdo novo com embalagens velhas, o que espanta os eleitores que certamente serão ingenuamente seduzidos pelas belas embalagens de conteúdo velho dos partidos de direita. Se as esquerdas não mudarem também, vão continuar perdendo.

Pena que quando abrirem as novas e belas embalagens sentirão aquele fedor de mofo dos tempos das múmias e aí será tarde demais para descobrir que foi atingido pela maldição dos antigos faraós. Esses mesmos "faraós" que realizaram o golpe e pretendem voltar legitimamente ao poder. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Esperança para os coxinhas: PSDB vai pedir perdão

O que eu sempre desconfiei está prestes a acontecer: na tentativa de se recuperar e voltar ao poder, já que é o partido alugado pelas grades corporações estrangeiras, o PSDB vai lançar uma campanha de recuperação de sua imagem com direito a um pedido de perdão pelo envolvimento em escândalos políticos.

Claro que é um perdão meio cara-de-pau pois todo mundo sabe que o PSDB é totalmente corrompido (não escapa um, segundo Jucá) e que o esquema do Aécio todo mundo já conhece, incluindo os "ingênuos" Armínio Fraga e Luciano Huck, que fingiram ser traídos pelo partido.

Mas como não há uma campanha de ódio contra o PSDB, vai ser fácil convencer a população mal informada (incluindo muitos diplomados, de nível superior e pós-superior, que estudam apenas para se dar bem no mercado de trabalho) de que os tucanos "são gente honesta que entrou no esquema por ingenuidade", prometendo se recuperar e retomar o suposto estadismo que alegam ter vocação.

Enquanto isso, o PT segue levando murro na cara e insistindo em se manter de pé sangrando e cambaleando, ao invés de dar um pequeno sumiço para voltar fortalecido e combater o direitismo que destrói o país. 

Lula crescendo nas pesquisas não significa nada fora das teorias, pois o crescimento se dá apenas entre as pessoas que foram pesquisadas, que não são todos os brasileiros. Não é impossível Lula perder de forma humilhante nas eleições de 2018 e entregar o poder a um ganancioso capitalista que arruinará ainda mais o país e eliminar de vez os direitos dos brasileiros.

Porque se o PSDB recuperar a sua imagem, vai voltar ao poder e continuar as "reformas" que irão transformar o Brasil numa imensa África, com direito a extrema miséria e ao apartheid que separará pobres e abastados que declararão entre si a enrustida guerra civil que já transforma cidadãos em belicosos inimigos uns dos outros.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Achille Mbembe: A era do humanismo está terminando

ESPREMENDO A LARANJA: O cientista político e historiador camaronense, professor de universidades na África do Sul, Achille Mbembe é um dos maiores e mais importantes intelectuais da atualidade e fez um preciso e claro diagnóstico da política atual, além de fazer um alerta de como a humanidade será tratada neste início de século, muito diferente do que pensavam os antigos futurólogos e suas previsões mai otimistas sobre a época atual.

Esta entrevista com o cientista fez parte de um artigo publicado no Mail & Guardian da África do Sul e traduzido em português por André Langer e publicado na revista iHU da Unisinos e no site da revista Fórum. Leia abaixo parte do excelente artigo e o link para o texto integral vem logo em seguida.

A era do Humanismo estão terminando

Achille Mbembe, tradução de André Lianger - Site Instituto Humanitas - Unisinos

Não há sinais de que 2017 seja muito diferente de 2016.

Sob a ocupação israelense por décadas, Gaza continuará a ser a maior prisão a céu aberto do mundo.

Nos Estados Unidos, o assassinato de negros pela polícia continuará ininterruptamente e mais centenas de milhares se juntarão aos que já estão alojados no complexo industrial-carcerário que foi instalado após a escravidão das plantações e as leis de Jim Crow.

A Europa continuará sua lenta descida ao autoritarismo liberal ou o que o teórico cultural Stuart Hall chamou de populismo autoritário. Apesar dos complexos acordos alcançados nos fóruns internacionais, a destruição ecológica da Terra continuará e a guerra contra o terror se converterá cada vez mais em uma guerra de extermínio entre as várias formas de niilismo.

As desigualdades continuarão a crescer em todo o mundo. Mas, longe de alimentar um ciclo renovado de lutas de classe, os conflitos sociais tomarão cada vez mais a forma de racismo, ultranacionalismo, sexismo, rivalidades étnicas e religiosas, xenofobia, homofobia e outras paixões mortais.

A difamação de virtudes como o cuidado, a compaixão e a generosidade vai de mãos dadas com a crença, especialmente entre os pobres, de que ganhar é a única coisa que importa e de que ganhar – por qualquer meio necessário – é, em última instância, a coisa certa.

Com o triunfo desta aproximação neodarwiniana para fazer história, o apartheid, sob diversas modulações, será restaurado como a nova velha norma. Sua restauração abrirá caminho para novos impulsos separatistas, para a construção de mais muros, para a militarização de mais fronteiras, para formas mortais de policiamento, para guerras mais assimétricas, para alianças quebradas e para inumeráveis divisões internas, inclusive em democracias estabelecidas.

Nenhuma das alternativas acima é acidental. Em qualquer caso, é um sintoma de mudanças estruturais, mudanças que se farão cada vez mais evidentes à medida que o novo século se desenrolar. O mundo como o conhecemos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com os longos anos da descolonização, a Guerra Fria e a derrota do comunismo, esse mundo acabou.

Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo.

O capitalismo e a democracia liberal triunfaram sobre o fascismo em 1945 e sobre o comunismo no começo dos anos 1990 com a queda da União Soviética. Com a dissolução da União Soviética e o advento da globalização, seus destinos foram desenredados. A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização.

Apoiado pelo poder tecnológico e militar, o capital financeiro conseguiu sua hegemonia sobre o mundo mediante a anexação do núcleo dos desejos humanos e, no processo, transformando-se ele mesmo na primeira teologia secular global. Combinando os atributos de uma tecnologia e uma religião, ela se baseava em dogmas inquestionáveis que as formas modernas de capitalismo compartilharam relutantemente com a democracia desde o período do pós-guerra – a liberdade individual, a competição no mercado e a regra da mercadoria e da propriedade, o culto à ciência, à tecnologia e à razão.

(Leia o texto completo neste link)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Leonardo Stoppa explica as razões do golpe de maneira bem simples

O economista Leonardo Stoppa é um dos melhores analistas políticos da atualidade. Muito bem informado, ele explica muito bem os bastidores da política em uma linguagem facilmente entendida por leigos e por pessoas que não estão por dentro destes bastidores.

Stoppa postou há pouco tempo um vídeo onde explica como foi possível o golpe de forma bem simples. Nele, você vai perceber porque a Dilma foi expulsa do poder e porque Temer não. É um vídeo curto, mas direto, onde em poucas palavras se sabe porque os deputados agiram de forma bem diversa nos dois casos.

Claro que o desejo dos EUA em impedir o desenvolvimento do Brasil e pegar para si as nossas riquezas é o motivo central do golpe. Mas aqui entendemos como se deu o processo através do congresso, que na realidade nunca representa o povo que votou mas sim os empresários e classes dominantes que patrocinaram as campanhas de seus ocupantes.

Veja o vídeo abaixo e entendam porque Dilma caiu e Temer ficou de pé.

sábado, 5 de agosto de 2017

Cadê a indignação dos brasileiros?

O Brasil mergulhou definitivamente no mais profundo caos. Não apenas a corrupção e a crise cresceram como vão crescer ainda mais, já que a população em geral não terá mais direitos nem salário e terá que apelar para o jeitinho brasileiro (pequena corrupção) para sobreviver.

Mas ultimamente não vemos grandes manifestações da população, a não ser quando a mídia ou organizações como a CUT chamam para as ruas. O povo brasileiro é conformista e obediente e necessita de uma liderança para que se diga o que fazer.

No próprio cotidiano vemos pessoas à procura de algum tipo de ordem, seja de um amigo, de pais, da mídia ou até de religiões. Brasileiros adoram ser mandados e vivem a procura de algum líder ou herói. Isso comprova que o brasileiro não sabe decidir por conta própria, algo coerente para o povo em sua infância coletiva de pouco mais de 500 anos de nação.

Essa inércia do brasileiro pelo menos revelou duas coisas: 1) Os protestos de direita de dias como o de 13/03/2016 foram uma farsa paga por entidades ligadas ao capital internacional; 2) Se a esquerda não coloca show musicais e personalidades famosas no palanque, ninguém vai aos manifestos.

Isso significa que seja de direita, seja de esquerda, o brasileiro não está o mínimo com vontade de protestar. Desde que se garanta e preserve futebol, carnaval, cerveja e as religiões, a vida do brasileiro pode até piorar bastante que ele terá as suas "fugas" para poder fingir que tudo está bem.

No vídeo abaixo eu falo mais coisas a respeito. Ouçam, compartilhem e divulguem.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O patriotismo hipócrita dos direitistas

Dois fatos me inspiraram a escrever este texto, embora existam muitos motivos para eu tocar neste assunto. Um é a declaração de um fascista contra um imigrante sírio pedindo: "saia de meu país, o Brasil é meu". Outra é a escolha da data 7 de setembro para a estreia do filme que defende o ponto de vista da direita sobre o processo conhecido como Lava Jato.

Quanto ao fascista que atacou o imigrante sírio (este evidentemente um homem de bem que só queria trabalhar e viver pacificamente), eu estranho  seu "patriotismo". Porque o tal fascista fica incomodado com um simples vendedor sírio mas fica tranquilo diante das grandes corporações ianques e europeias que dão sinais claros de prejudicar a sociedade brasileira? 

Quanto ao filme da Lava Jato: porque a escolha do Dia da Pátria (revogado na prática pelo golpe) se o episódio mostra claramente a condenação subjetiva, sem provas de um político de esquerda, responsável pela melhor fase política que o país já teve. A escolha da data para o filme pretende tratar, diante dos olhos dos menos esclarecidos, como um "evento cívico" algo que pretende destruir a reputação de um presidente que conseguiu melhorar a vida dos mais carentes e tornar o Brasil competitivo no exterior, melhorando nossa imagem diante dos estrangeiros.

Estranho prejudicar alguém que beneficia tanta gente enquanto protege e até exalta verdadeiros sanguessugas como Temer e o próprio juiz Moro (personagem protagonista do filme), já responsáveis, apenas os dois, por uma avaladadora destruição do país para ser vendido a preço de banana para estrangeiros. Patriotismo sem a defesa da soberania? Você entregaria os bens da sua casa a estranhos? Eu não!

Noção distorcida e falsa de patriotismo

A noção de patriotismo da direita é completamente distorcida. Talvez para a direita, o que interessa é proteger a bandeira, o hino e a "seleção" brasileira de futebol. Sim, acredite. Futebol. Ou por qual motivo os direitistas colocam a camiseta da CBF quando querem demonstrar seu suposto amor pelo país? Fora estes três "símbolos cívicos" nada que haja neste país merece a defesa da direita. Se puder vender, que seja vendido a gringos, seja empresas, terrenos e até mulheres (né, Tucano Huck?).

A direita não pensa no Brasil como um país, mas como um gigantesco terreno onde eles podem fazer o que quiser e chamar os amiguinhos (os gringos). Como aquele cara que chama os amigos para uma festa, a direita entende ser dona de nossos bens e riquezas e por isso se acham no direito de entregar para quem quiser, caso não queiram mais possuí-los. 

Mas claro que eles vão fazer para os amigos, sejam ianques, europeus ou japoneses. Árabes, estigmatizados como "terroristas" não são amigos e por isso não perecem receber nosso bens, nem mesmo um mísero emprego. Por isso que o tal fascista fez com o sírio o que ele nunca faria com alguém vindo dos EUA. Mesmo que o estadunidense demonstre ser um terrorista de fato.

Apoiadores do golpe fogem da destruição do país pelos golpistas

Outra coisa a lembrar sobre o patriotismo da direita é que muitos ricos e parte da classe média alta brasileira já bate as suas asas para longe do Brasil. Várias celebridades estão se mudando para o exterior e curiosamente são as mesmas que apoiaram o golpe de 2016. Como deve ser bom sacanear com a vida dos outros para depois cair fora feito um covarde, protegido pelo distanciamento das atrocidades que acontecerão por aqui.

Na verdade, o falso patriotismo da direita tem mais a ver com a defesa de instituições (O Brasil como instituição e não como um lugar onde vivem seres humanos) e para "ficar bem na foto" patriotismo é um dos valores sociais e fingir estar a favor do Brasil transmite uma boa imagem. Quem se assume patriota é tratado como altruísta e responsável. E isso atrai o afeto e confiança de outras pessoas, além de inúmeros benefícios materiais.

Mas a destruição de tudo que temos de bom em nosso país mostra que este patriotismo alegado pela direita é pura fachada. Direitistas não se importam em ver o país sucateado desde que seja pelas pessoas "corretas", as grandes corporações que desejam devolver o Brasil à condição de colônia de exploração. 

Enquanto isso, os direitistas, sob o sol de Miami, riem da cara dos seus admiradores, que pensaram que estes fugitivos eram altruístas e patriotas. Não se fazem mais homens de bem como antigamente.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Direitistas se consideram "democráticos"

Direitistas vivem fora da realidade. trancados em sua farta vida de sucesso econômico e privilégios de diversos tipos. Egoístas e gananciosos por natureza, costumam medir a realidade de acordo com suas vidas pessoais e todos aqueles que não correspondem a farta vida que vivem são facilmente ignorados e descartados. Somente aquilo que já faz parte de suas vidas lhe interessa.

Vários direitistas vem declarado que "democracia" era quando os direitistas estavam no poder, governando apenas para as elites. Há inclusive os que recusam a classificar como ditadura os governos militares de 1964 a 1985. Pior: há quem diga que o holocausto alemão nunca aconteceu. Se há no poder alguém trabalhando em prol das elites, está tudo bem.

A desordem causada às classes oprimidas é surrealisticamente tratada como um tipo de ordem. Para garantir a ordem dos fortes é preciso arruinar com a ordem dos fracos. Como se ordem, progresso e democracia fossem prerrogativas dos mais fortes (ricos e poderosos). Como se quisessem privatizar a democracia e os direitos humanos, transformadas em propriedades privadas exclusivas dos mais ricos. Agora só falta privatizar o ar, pois a água já foi.

Num mundo onde direitos passam a ser exclusivos dos ricos, obrigando os mais fracos a quase morre para tentar - sem sucesso - obtê-los, tudo parece democrático para quem vive trancafiado em condomínios de luxo e trabalha em escritórios refrigerados em uma confortável poltrona.

Brasileiros só sabem o que é dor quando sentem na pela a tal dor. Não pensam a longo prazo e só aprendem no momento em que os danos aparecem. Brasileiros não são altruístas e o pouco de caridade que praticam não vai  muito além da sopinha aguada e agasalhos rasgados.

Pessoas naturalmente egoístas mas que se definem como boas, direitas e corretas só porque cumprem um conjunto de regras e rituais, já comemoram o golpe não como tal, mas como uma forma "diferente" de instaurar aquilo que entendem como "democracia" onde privilegiados e excluídos tentam viver de forma pacífica (ou passiva?) aceitando suas injustas condições.

Por isso que muitos direitistas vivem acusando os progressistas de "mimimi" quando alertam que não vivemos em uma democracia. Mesmo que haja algum nível de liberdade - senão eu não estaria aqui escrevendo - é evidente que não vivemos em uma democracia de fato, pois as decisões estão sendo feitas por poderosos empresários, invisíveis para a grande população, que beneficiam apenas a eles e aqueles (não todos) que os apoiam.

Os direitistas que ainda acreditam que estamos em uma democracia, vivem fora da realidade, trancafiados em um mundo fantasioso de sucesso econômico e fartura de bens e direitos. Melhor não dermos ouvidos aos direitistas. Essa gente com certeza tem algum problema mental que os incapacita de compreender a realidade como ela é, e não como parece ser.