domingo, 23 de julho de 2017

Lula criticou o PSOL. E ele está certo!

Lula deu há poucos dias uma histórica entrevista para o jornalista esportivo de mentalidade progressista José Trajano em seu canal Ultrajano. A entrevista foi transmitida ao vivo pelo YouTube e teve bastante repercussão. 

Mas um trecho da entrevista rendeu uma polêmica entre vários esquerdistas militantes ou simpáticos ao PSOL, partido formado majoritariamente por professores universitários e que tem fama de festivo e de priorizar causas secundárias em detrimento a causas essenciais.

Lula criticou algumas posturas comuns de vários integrantes do PSOL,numa crítica honesta e construtiva, mas que foi entendida como forma de ingratidão pelo partido ter reprovado publicamente a sua condenação, por motivos subjetivos, decretado por Sérgio Moro, juiz que age como advogado de acusação. Para o PSOL, defender Lula foi um favor que deveria ser retribuído com "respeito". Mas não houve desrespeito por parte de Lula. Leiam:

“(…) a única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar. Eles vão perceber que não dá pra gente nadar teoricamente. Você não pode ficar na beira da praia falando ‘você dê uma braçada pra cá, uma braçada pra lá, levanta a cabeça…’. Entra na água e vai nadar, pô! Então eu quero que eles governem uma cidade. Depois que eles governarem uma cidade eles vão compreender que nem o Sarney, quando foi em 2006 [1986], que elegeu 323 deputados constituintes e 23 governadores, conseguiu governar”. E conclui afirmando que: “O problema é o seguinte: eles ‘se acham’. Sabe aquele cara que levanta de manhã, vai no espelho e fala, ‘espelho, espelho meu: tem alguém mais fodido que eu? Tem alguém mais sério do que eu? Tem alguém mais honesto que eu, mais bonito que eu, mais sabido que eu?”

Lula, por ser um esquerdista veterano e de conhecer os bastidores da política de forma bem objetiva e atenta, sabia o que estava dizendo. Integrantes do PSOL, sem entender  caráter construtivo da crítica, se sentiram ofendidos e exigiram um pedido de desculpas de Lula, como se o ex-presidente tivesse falado uma mentira. Não falou.

Acrescento que, apesar de admirar alguns de seus integrantes de forma isolada (Jean Wyllys é um dos caras mais inteligentes e sensatos de quem eu ouvi falar), não tenho muita confiança no PSOL. Ele é realmente festivo, prioriza causas que poderiam ser discutidas a longo prazo, faz apologia a decadência cultural (sobretudo ao horrendo "funk" carioca) e dá sinais de que pode virar direita com o tempo (como o PPS e o PV) o que faz os direitistas nutrirem um discreto respeito pelo PSOL.

O PSOL do Rio errou feio em recusar acordo com o PT e se aliar a Rede Globo. Acabou atraindo o eleitorado tucano e deixou aparecer a sua essência pequeno-burguesa (o que justifica a priorização de temas supérfluos em seu repertório ideológico), afastando o proletariado carioca. Sem querer acabou se aliando com a direita e se deu mal, perdendo para Crivella, que soube melhor conversar com os mais pobres, estranhamente atraindo para si o eleitorado do PT.

Claro que estamos em uma fase da história política que exige união das esquerdas. Mas mesmo assim, é bom a gente ficar atento, pois quem dá as mãos agora pode nos chutar depois. Observemos o comportamento dos PSOlistas e tire cada um a sua conclusão. Mas um pouco de auto-crítica por parte dos integrantes do criticado partido não faria mal.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Reforma Trabalhista: Enfim um problema real para o povo se preocupar

Uma atrocidade sem tamanho foi aprovada e sancionada no país: a chamada "Reforma Trabalhista". A medida, que visa cortar os direitos dos trabalhadores para não prejudicar o aumento do patrimônio e a elevação de qualidade de vida dos grandes empresários, deve ser posta em prática em pouco tempo, daqui a 120 dias e vai, com a mais certa das certezas, arruinar a economia como um todo.

É sabido que o golpe teve a intenção de favorecer lucros excessivos dos maiores empresários do país, que se achavam prejudicados com a distribuição justa de renda proposta pelas gestões petistas. Eles precisavam agir para manter seu nababesco padrão de vida, que os faz "melhores" que o resto da humanidade.

Ignorando qualquer tipo de ética, bom senso e respeito humano e desobedecendo qualquer tipo de lei, os empresários de grande porte, através dos políticos e juízes que os representam, fizeram o Brasil chegar aonde chegou: em uma ditadura capitalista que promete transformar o Brasil em uma "África".

Claro que para evitar o pânico entre a população, aproveitando-se da ignorância de boa parte do povo brasileiro, muito discurso está sendo feito para parecer que as reformas s]ao vantajosas para o trabalhador, sempre se baseando na utopia de que a nossa elite empresarial é generosa. Até um nome pomposo foi dado à reforma: "Modernização das relações de trabalho", apesar da prática nos devolver a uma situação similar aos primórdios da Revolução Industrial.

Especialistas em Direito, Economia e Administração estão perplexos. Confirmam o fato de que a reforma poderá gerar um gigantesco estrago na economia brasileira. O Brasil reduzirá drasticamente seu nível de desenvolvimento, retomando a sua vocação de colonia de exploração. Já se fala muito em revogação não somente da Lei Áurea, mas também da Independência do Brasil. 

O país se reduz desde já a fonte de commodities para consumo de países desenvolvidos, que encontram desde já as condições perfeitas para exploração: com mão de obra barata e vastos bens naturais que agora passam a pertencer as nações exploradoras.

E a malfadada corrupção? Não era o nosso maior mal?

O povo, ingenuamente, sempre direcionou toda a sua preocupação para a abstrata corrupção, cujo verdadeiro significado e os danos para a economia são desconhecidos de quase todos. Para muitos, corrupção é o ato de pegar o dinheiro pago do imposto e colocar nas contas particulares dos políticos. Embora esta seja uma das modalidades de corrupção, não é a unica. 

Corrupção é uma troca ilícita de favores praticada por mais de uma pessoa. Há modalidades de corrupção que não interferem de forma danosa na realidade cotidiana do povo. E a corrupção pode ser praticada por qualquer um, mesmo pelo mais pacato cidadão. Bom lembrar que corrupção é rotina os meios empresariais, embora muitos insistam em negar isso.

Já a reforma trabalhista, aceita silenciosamente pela população que considera a corrupção o nosso maior mal, gerará danos estratosféricos. Finalmente o brasileiro terá um problema real para poder se revoltar, já que só sabia reclamar de más atuações no futebol e de corrupção. 

Aliás, vai favorecer o surgimento de novas modalidades de corrupção, já que aos poucos a troca de trabalho por salário irá desaparecer, favorecendo a volta da escravidão (razão de ter posto a gravura da Escrava Anastácia para ilustrar esta postagem).

Algo tem que ser feito para esta reforma ser revogada. Mesmo que a CLT necessite de uma reforma, ela não pode ser substituída por algo típico dos primórdios da indústria mundial. Trocamos a CLT por algo que existia muito antes dela, eliminando todas as conquistas que vieram depois. 

É triste ver que os idealizadores desta reforma comete a sádica mentira de chamá-la de "modernização" quando se sabe que ela não é aplicada em nações mais humanitárias. Quem conhece o desenvolvimento da história da Administração sabe muito bem que a evolução sempre pendeu para o favorecimento dos trabalhadores. Exatamente o oposto do que pretende a "Reforma Trabalhista", já carinhosamente chamada de Revogação da Lei Áurea, um nome realista, que faz mais sentido para qo que ala pretende fazer.

Para quem duvidava que as nossas elites sempre foram escravocratas, a aprovação das "reformas" serve como boa prova disto. O Brasil é país do futuro... do pretérito. Seja bem vindo de volta ao Brasil colonial.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Condenação de Lula e aprovação da Reforma Trabalhista mostra para que foi feito o golpe de 2016

Há uma guerra sutil entre classes em nosso país. Os meios de comunicação fazem conta de que tudo está bem e age em prol da população, mas longe dos holofotes um silencioso holocausto se prepara para acontecer. A condenação, sem provas, de Lula por suposta corrupção passiva, um dia após a reforma que acaba com os direitos dos trabalhadores desmascaram as razões do golpe, que nunca teve como propósito combater a corrupção, mas combater a classe operária.

Com as duas decisões, além dos trabalhadores perderem a sua maior liderança, o melhor presidente que o Brasil já teve, perde também direitos, sendo obrigado a trabalhar mais ganhando menos, sem poder reclamar, já que os sindicatos serão enfraquecidos e a justiça do trabalho ficará inerte até ser extinta com o passar do tempo.  A escravidão deixa de ser criminalizada, desde que não seja devidamente justificada.

É uma situação muito pior que o regime militar, que em pese torturas e censuras, não mexeu em direitos trabalhistas. Os maiores empresários do país, além de outros tipos de ricaços, todos apoiadores das medidas, passam a ser os únicos beneficiários de direitos no país.

O Brasil finalmente se prepara a entrar em uma situação muito parecida aos mais pobres países da África, somada a características que lembram bem, com devidas alterações, com o holocausto nazista liderado por Hitler. 

Mas como os mais ricos pretendem sair com a imagem de bonzinhos, tudo está sendo feito de foma mais sutil possível, acrescentado por mentiras que podem ser facilmente aceitas por leigos, por analfabetos e pessoas com senso crítico e capacidade de análise limitados. Pessoas que ainda acreditam na grande mídia demonstram aceitar facilmente as atrocidades cometidas por golpistas.

As duas medidas são reversíveis. Lula poderá recorrer e ainda há chance de ser liberado na segunda instância. De acordo com as regras da Economia, a reforma trabalhista levará empresas de micro, pequeno e médio porte a falência em massa devido a falta de consumidores, que como funcionários, deixarão de receber salário, substituído por algo similar a uma mesada ou ajuda de custo, quando houver.

Lei Áurea e Independência do Brasil oficialmente revogados

Mas até o Brasil voltar a ser uma nação soberana, as medidas como a reforma trabalhista e outras que já foram aprovadas pelos golpistas matarão multidões que não terão mais condições dignas de sobrevivência e de saúde mínima. 

O fim dos direitos trabalhistas e a condenação de sua maior liderança, o ex-presidente Lula, revelam as verdadeiras causas do golpe: favorecer a ganância empresarial para que ricos possam manter seu padrão durante acrise do Capitalismo e facilitar a entrada de especuladores financeiros que agirão feito os antigos exploradores, devolvendo o Brasil à condição de Colônia de Exploração.

Revogadas finalmente a Lei Áurea e o Grito da Independência. A democracia durou muito pouco, assassinada por um bando de saqueadores. Resta saber quando esses saqueadores responderão pelo que fizeram.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Pesquisa sobre crescimento de ideais de "esquerda" pode ter sido uma farsa

Foi divulgado o resultado de uma pesquisa organizada pelo Datafolha, instituto de pesquisas ligado a Folha de São Paulo, que sugere crescimento dos ideais de esquerda entre os brasileiros, se aproveitando do alto índice de reprovação em relação ao governo Temer. De início personalidades de esquerda comemoraram, mas após ver os detalhes da pesquisa e comparar com a realidade, logo perceberam que não passou de uma farsa.

A suposta pesquisa tomou base em 16 perguntas ao mesmo tempo superficiais e subjetivas. Os resultados form influenciados por estereótipos. Por exemplo, se alguém disser que pobreza é resultado da falta de oportunidades, era considerado de "esquerda". se outro dissesse que a pobreza é resultado da preguiça, de direita. 

Também ignorou que a pobreza é resultado dos desequilíbrios típicos do Capitalismo, caracterizados, cá entre nós, pela ganância do grande empresariado. Muitos não gostam de falar em ganância por achar um conceito subjetivo e meio "piegas". Mas é fato de que a ganância empresarial destrói qualquer sistema econômico e é a verdadeira raiz das desigualdades sociais e das crises.

Há suspeitas de que a pesquisa surgiu para esconder crescimento real dos ideais fascistas. Sinceramente, na prática, eu não vejo um crescimento dos ideais esquerdistas. A submissão do povo brasileiro à instituições e lideranças e a influência das religiões, somadas a aversão tradicional do brasileiro a racionalidade, tem reforçado bastante uma onda de neoconservadorismo entre a população. Mesmo com os avanços tecnológicos, brasileiros tem sonhado em preservar ideais antigos com medo de perder privilégios e vantagens.

Mesmo a adesão de direitistas ao "Fora Temer" se dá mais por interesse particular de impedir fim de direitos do que por defesa de uma soberania nacional e bem estar de toda a população. Se polos opostos querem a mesma coisa, é por motivos bem diferentes. Enfim, ser contra Temer não significa ser "de esquerda". Até porque Temer tem se demonstrado um pouco frouxo para as crueldades que os direitistas - representantes das "elites" brasileiras - desejam para a população maia carente.

Para ser bem sincero, eu não acredito muito em pesquisas. Não as vejo sendo feitas a todo momento e a amostragem é muito pequena em relação as dimensões de nosso país. Entrevistar umas 1000 pessoas é insuficiente para demonstrar o que pensa mais de 200 milhões. Não raramente a maioria de uma pesquisa representa a minoria de uma nação. Ou seja, se os pesquisados tendem a favorecer a esquerda, se a pesquisa for estendida a um número maior de pessoas, o resultado pode virar e favorecer a direita.

O Brasil está um caos. Sem lideranças responsáveis, um judiciário corrompido, uma elite cada vez mais gananciosa e uma população dividida entre uma esquerda preocupada com "funks", drag queens e siliconadas empinando os traseiros e liberação de narcóticos e uma direita sádica a querer a morte de todos os pobres. Estou perdido.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Isso aqui virou o pior lugar do mundo para se viver

ESPREMENDO A LARANJA: Este maravilhosos texto, escrito por Flávio Gomes, serve de síntese sobre o que foi o golpe e como é o Brasil antes e depois dele. Infelizmente, vivemos numa luta de classes, com um desejo enrustido de criar uma espécie de apartheid, onde os benefícios seriam exclusivos de classes mais abastadas e a classe média que as apoia. 

Concordo totalmente com o texto e peço licença para publicá-lo na íntegra pois quem não possui Facebook merece ter acesso a um diagnóstico ao mesmo tempo brilhante e preocupante. É Flávio, realmente, o Brasil virou o pior lugar para viver. Mas para os coxinhas, isso não importa. Se o Brasil ir para o fundo do poço, o coxinha tem dinheiro o suficiente para fugir para os EUA ou Europa e mandar uma banana (não a fruta, mas o gesto) para os coitados que ficarem.

Traduzindo a frase italiana de abertura: Abandone toda a esperança vós que entrais aqui.

Isso aqui virou o pior lugar do mundo para se viver

Flávio Gomes - Publicado no Facebook - extraído do Diário do Centro do Mundo

Lasciate ogni speranza voi ch’entrate.*

O Brasil acabou de vez com a decisão do STF de reconduzir o criminoso Aécio Neves ao Senado. Assim como a de soltar o criminoso Não Sei o Quê Loures. Assim como a de não abrir imediatamente um processo contra o criminoso Michel Temer no momento em que apareceram as gravações dele negociando crimes com o pilantra Joesley, outro criminoso vagabundo, milionário vagabundo, exemplo mais bem acabado da elite econômica e industrial brasileira, composta por vagabundos — para encontrá-los, todos, é só ir à Fiesp e ficar olhando quem entra no prédio pela garagem.

Dilma Rousseff foi expulsa da presidência por alocar verbas federais para programas sociais, tirando dinheiro do próprio governo daqui e colocando ali para entregar a quem mais precisava. Uma manobra fiscal, cujo único beneficiário era aquele coitado que recebe Bolsa Família. A isso se deu o nome de “pedalada”. E foi o bastante para derrubá-la.

Movida pelo ódio aos pobres, a classe média brasileira atendeu de imediato ao chamado da mídia — Veja, Folha, Estadão, Globo, O Globo e seus satélites, incluindo as patéticas emissoras de rádio — e se vestiu de amarelo para ir às ruas louvar um pato inflável.

A isso chamou-se de movimento popular. “O povo resolveu tirar o PT do poder”. Não foi o povo. Foi a classe média turbinada pelos desejos e ordens daqueles que, no fim das contas, são seus porta-vozes e grandes prejudicados por governos que distribuem renda — sempre tiveram, e sempre quererão ter a maior fatia do bolo, se possível o bolo inteiro.

A classe média brasileira, composta pela pior espécie de gente que se possa imaginar, bateu panelas a cada pronunciamento de Dilma. Mandou-a tomar no cu aos gritos num estádio, vociferou palavras de ódio e misoginia. Pôde, sob o olhar deliciado de gente como ela — os donos da mídia –, finalmente expressar sem pudor seu ódio de classes que faz escorrer baba pela boca.

Fora PT!, gritavam. Luladrão!, Dilmanta!, corruPTos!, berravam, urravam, relinchavam, e depois tiravam selfies ao lado de soldados do pelotão de choque da PM. E pediam a volta dos militares. E seus semelhantes, como Lobão, Danilo Gentili, Otávio Mesquita, Roger, Regina Duarte, alguns atores, muitos colunistas e radialistas, jornalistas globais, subiam em carros de som para repetir o mantra: Fora PT. Apareceram movimentos como Revoltados On Line e MBL e coisas do tipo. Deu-se voz a esses animais de sela relinchantes.

E o Brasil mostrou sua cara verdadeira. Um país de merda dirigido por uma elite de merda que, no fundo, é idêntica aos deputados que tiraram Dilma da presidência, é idêntica ao Aécio e sua mala de dinheiro, é idêntica aos ministros do STF que negam habeas corpus a uma mulher que furtou um ovo de Páscoa para dar ao seu filho, mas fazem elogios rasgados ao senador flagrado em gravação pedindo propina, indicando o primo para pegar uma mala de dinheiro, um filho da puta sem tamanho que, no fim das contas, fica livre porque é julgado por filhos da puta iguais a ele.

E você, que cada vez que o Lula aparecia na TV, ou a Dilma, ou um petista qualquer, batia panela na varanda gourmet do seu apartamento, ou buzinava na rua, é um filho da puta igual, porque você é um igual. Não se iluda: você que bateu panela é igual, idêntico ao Aécio, você colocaria 500 paus numa mala e entraria correndo num táxi, você ligaria para um juiz para armar alguma putaria se pudesse, você mandaria matar seu primo otário se ele fosse pego, você armaria uma conversa no porão da sua casa para tramar alguma roubalheira, você já deve ter feito coisa parecida, portanto não se revolte, não fique indignado, você pensa igual, age igual, é um bosta igual.

Hoje o copo d’água transbordou. Não se sabe mais o que é preciso fazer para ser preso no Brasil. Ou para perder a vergonha e renunciar a um cargo público quando se é flagrado cometendo crimes hediondos como desviar dinheiro que poderia estar melhorando a vida de miseráveis num país miserável. Essa elite brasileira que chutou o PT do governo não tem vergonha de ser o que é. Você, paneleiro, não tem vergonha de ser esse merda que é. Você gosta de ser assim, admira quem é assim, se orgulha de ser assim.

Se você não é preto, nem pobre, nem petista, fique tranquilo. Não será processado por nada, não será preso, sempre haverá alguém para bater panela por você. São tantos os absurdos, as decisões amorais, abjetas, obscenas, que partem do Judiciário e salvam gente do Legislativo, que é quase impossível listá-los.

São esses criminosos que legislam, e que estão arrebentando com os direitos dos trabalhadores e estuprando os mais frágeis na questão da Previdência. Esses filhos da puta nem cogitam mexer nas suas aposentadorias, nos “direitos adquiridos” de magistrados e militares, querem que se foda todo mundo.

Claro que tem gente que aplaude. O projeto era tirar o PT, seguir ganhando dinheiro fácil com especulação, voltar à posição de superioridade sobre pobres diabos que trabalham de sol a sol e são escravizados por empresários milionários, sonegadores, vagabundos.

O Brasil é imoral demais, e aqueles que ainda têm algum resto de vontade de lutar por algo melhor estão cansados. O povo povo, aquele que mais sofre, que está sendo atirado de volta ao lugar onde sempre esteve, à miséria, ao descaso, ao desalento, não tem forças para brigar e já nem compreende mais o que está acontecendo.

Isso aqui virou o pior lugar do mundo para se viver.