terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Conheça as elites brasileiras que apoiaram o Golpe

Uma das razões do sucesso do golpe é a força de nossas elites, financeiramente municiadas de condições para subornar tudo e todos para agirem em favor de seus interesses particulares. 

Esqueçam as justificativas pseudo-altruístas e pseudo patriotas para o golpe. O povo que saiu de verde e amarelo nas ruas, cultuando a corrupta CBF e o ganancioso Pato Gigante, nunca estiveram interessados no bem estar da população, usando isso apenas para conquistar apoio popular a uma causa que já era tradicional e exclusivamente particular, de interesse apenas das classes mais abastadas, nem sempre por mérito próprio e quase sempre com ajuda alheia, sobretudo de gente ainda mais graúda e com maior poder político, social e econômico.

Bom lembrar da palavra "tradicional", pois não é a toa que as nossas elites são rotuladas de conservadoras. Na verdade, apesar de entusiastas da tecnologia, de gírias, tatuagens, sexo e drogas lícitas ou não, estereótipos equivocados de modernidade, as nossas elites, em sua essência e em sua mentalidade, não são nada modernas ou progressistas. Para ser ainda mais sincero e direto: elas são as velhas oligarquias de engenho que se mantém de pé até agora e que evoluíram as suas formas de enriquecimento e de dominação.

O grosso do empresariado brasileiro é na verdade a versão moderna e atualizada dos velhos senhores de engenho. Se engana quem pensa que a mentalidade típica dos senhores de engenho, na prática um abrasileiramento já atualizado no século XVI, já na Idade Moderna, despareceu nos dias de hoje. Aliás, se a mentalidade medievalesca pode se  manter vigente na Idade Moderna, quando não fazia mais sentido, ela tem condições de se manter nos dias de hoje, com as devidas atualizações.

Isso foi possível porque as nossas elites são muito tradicionalistas, geralmente familiares, transmitindo não somente a mentalidade medievalesca aos seus descendentes, como também o próprio cargo de comando de empresas e patrimônio. A única coisa que os mais novos precisam fazer - e não é trabalhar - é atualizar esta mentalidade de domínio herdada dos Engenhos, sem arruinar com a sua essência neo-medieval.

Observando com maior atenção os comentários e ações de nossas elites, que não são tão inteligentes como pensávamos que seriam, percebemos claramente a essência medievalesca que ainda vive em suas mentes preconceituosas e gananciosas. Os velhos senhores medievais ainda sobrevivem firmes e fortes, embora carcomidos pelo mofo, dentro de suas convicções mais que datadas.

Devemos nos despir de qualquer estereótipo na hora de analisar as nossas elites, pois elas tentam na aparência desmentir o que ainda preservam em sua essência. Quando vemos alguém da elite com cabelos coloridos, todo tatuado, enchendo a cara e falando gíria sem parar ouvindo as canções do momento, frequentemente nos esquecemos que estamos diante de alguém que sonha com um mundo medieval, em que suseranos se achavam no direito de dominar sobre os vassalos, tratados como "equipamento" a executar as vontades dos senhores feudais, integrantes da suserania.

Por isso que o pensamento de direita, integrante essencial do pensamento de quem quer dominar o país, é chamado de "conservador". Não que ele queira conservar hábitos e bens antigos - bom lembrar que as elites é que tem a obsessão pelo desenvolvimento tecnológico, que é feito nem sempre de forma adequada, mas sempre de acordo com os interesses das elites. 

O que as elites querem conservar são seus interesses, a sua essência, e mais ainda, o seu poder e a capacidade de criar condições para obrigar que todos os que as elites julgam "inferiores" se mantenham ajoelhados diante deles, trabalhando apenas para que as elites enriqueçam e aumentem ainda mais a sua sádica sede pelo ganancioso poder.

E é também por isso que as elites odeiam a esquerda, os esquerdistas e qualquer um que defenda ideias humanitárias e de progresso social. Graças a isto, pagaram força para fazerem um golpe para colocar um representante das elites no poder para que este governe apena para elas. Isso tem a finalidade certa de fazer que a renda e benefícios nunca sejam repartidos, pois dar mais para os necessitados logicamente significa tirar dos mais ricos. Certamente os senhores de engenho só sobrevivem as custas de caviar e de migrações periódicas ao exterior de vez em quando.

Como são medievais as nossas elites...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A Marcha dos Coxinhas com o Capeta pela Destruição do Brasil

Hoje é época de Carnaval. E Carnaval costuma ser sinônimo de alegria. Mas desta vez, sendo o primeiro Carnaval do golpe, não temos motivos para nos alegrar. Mas como rir da desgraça é permitido, vamos cantar junto com o Bloco da Égua, da cidade paraense de Algodoal, que nos ofereceram o novo hino dos coxinhas, a ser tocado durante a marcha da TFP (ou seria Marcha dos FDP?) em suas manifestações em culto ao Gigantesco Pato Amarelo, vestidos com a camisa da corrupta CBF.

Vamos cantar junto com o Bloco da Égua e rir da cara dos coxinhas que de tao burros e odiosos, decidiram combater a corrupção clocando os corruptos no poder. Com os corruptos devidamente instalados, ouvimos os sons de todos os instrumentos neste carnaval, menos os das panelas-coxinhas, que pelo jeito, só faziam barulho para que um nordestino de origem pobre e sem diploma de curso superior pudesse voltar à presidência, num ato explícito (no sentido pornográfico do termo) de racismo elitista. Para os coxinhas, presidente bom é presidente sulista, lindo, rico e com doutorado.

O Bloco da Égua fez um clipe oficial para a música, muito bem legal. Mas eu decidi editar outro, com uma espécie de retrospectiva coxinha, colocando alguns fatos relevantes e mandando um recado aos coxinhas que fingiram tanto patriotismo para depois nosso país ser completamente entregue em ruínas para o capital estrangeiro. Se entregar o país sucateado aos gringos é patriotismo, eu não me surpreendo com mais nada! Vamos pular com a Égua!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

FHC e Miriam Dutra sabem o que está por trás da demissão de Serra

ESPREMENDO A LARANJA: Uma das marcas do governo Temer é a dispensa de membros que concluíram a sua "missão". Cunha já foi ejetado, Serra, que acaba de dar o pontapé inicial para a venda da camada petrolífera de Pré-Sal, já está sendo deixado de lado. Em março, será o próprio Temer. Uma prova de que nenhuma das lideranças está compromissada com a democracia, com o combate a corrupção e com a melhoria de vida da população. 

O motivo alegado para a saída de Serra foi saúde. O que é meio estranho, pois Serra não vai se aposentar da política, continuando como senador. O motivo certamente é outro. Leia no texto abaixo escrito pelo excelente jornalista Joaquim de Carvalho, responsável pelas melhores reportagens do Diário do Centro do Mundo, produzidas em vídeos bastante reveladores.

FHC e Miriam Dutra sabem o que está por trás da demissão de Serra

Joaquim de Carvalho - Diário do Centro do Mundo

O pedido de demissão de José Serra do governo de Michel Temer remete a um comentário que a jornalista Miriam Dutra fez quando cogitava detonar a corte tucana, da qual ela fez parte como mãe de um filho assumido tardiamente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Serra tem uma relação de amor e também de inveja do Fernando Henrique, ele vê o Fernando Henrique como um irmão mais velho que ele tenta imitar, mas não consegue”, disse ela.

Era fevereiro de 2016 quando ela fez esse comentário, nos dias em que passei em Barcelona e a entrevistei (veja aqui o documentário).

Três meses depois, quando a Câmara aprovou o processo de impeachment e colocou no poder os políticos que tinham sido derrotados na urna – que nome tem isso senão golpe? –, Serra ficou com o Ministério das Relações Exteriores.

Era a mesma pasta que Fernando Henrique ocupou quando Itamar Franco assumiu a presidência, 24 anos antes, no impeachment de Fernando Collor.

Talvez Serra, no ministério de Temer, se sentisse mais próximo da cadeira que ele tentou ocupar em duas eleições e perdeu. Quem sabe a crise política de 2016, como a de 1992, não lhe abrisse um novo caminho, com o protagonismo dele num governo sem brilho.

Mas, se falta brilho na presidência de Michel Temer, sobra truculência e não é fácil encontrar espaço onde quem se destaca é Alexandre de Moraes.

Até Moreira Franco já incorporou esse novo padrão, ele que era tido como um cavalheiro até por adversários e agora surta em entrevistas.

Poucos conhecem Serra como Fernando Henrique Cardoso, que registrou no primeiro volume dos seus “Diários da Presidência” uma observação sobre o aliado, que também nunca deixou de ser rival.

José Serra, apesar de convidado, não foi a uma cerimônia no Chile em que Fernando Henrique seria homenageado. Segundo o ex-presidente, José Serra “não se sente bem vendo homenagens que não sejam a ele”.

Apesar disso, os registros de Fernando Henrique mostram que Serra era um dos seus interlocutores mais frequentes. Ia muitas vezes sozinho almoçar ou jantar com o então presidente no Palácio do Alvorada e discutiam que ministério Serra poderia ocupar, depois que ele perdeu a eleição para prefeito em São Paulo, em 1996.

Fernando Henrique diz: “Se o Serra quiser, tenho um compromisso moral com ele, porque ele se jogou na campanha de São Paulo, e preciso manter o que disse naquela ocasião.”

Serra queria a área econômica, mas Fernando Henrique desejava manter Pedro Malan e, numa reflexão sobre os dividendos políticos que Serra poderia ter, disse que não havia muito mais a fazer no Ministério da Fazenda depois que ele, FHC, havia liderado a criação do Plano Real.

O impasse dura mais de um ano. Fernando Henrique registra que teve uma conversa franca com ele, depois de ouvir críticas à sua lealdade:

“Poucos têm o seu talento. Intelectualmente você pode se comparar com muito pouca gente, comigo e pouca gente mais na área política (…), não obstante está no ponto mais baixo da sua carreira.”

Segundo Fernando Henrique, Serra quis saber que problema ele tinha.

“Para mim, você não conseguiu ter liderança.”

Serra, relutante, aceitou ser ministro da Saúde, mas fez exigências quanto ao orçamento. Mas, pouco depois, Brasil passou por uma de suas piores crises econômicas.

Quando se estudavam cortes no orçamento, Serra pressionou o presidente e pelo menos duas vezes ameaçou se demitir:

“O Serra insiste, vai à imprensa, dá a impressão de que joga contra o governo. (…) Serra é um bom ministro, mas a falta de solidariedade aos outros ministros pesa. Terceiros me dão detalhes de coisas com a imprensa e com os empresários que são desagradáveis de serem sabidas por mim. Serra não é egoísta, mas autocentrado no que está fazendo.”

Em relação aos terceiros que lhe dão detalhes, FHC cita, em outra passagem do livro, Otávio Frias de Oliveira, então proprietário da Folha, e João Roberto Marinho, da Globo.

João Roberto lhe contou que Serra era a fonte das notas publicadas pelo jornal O Globo a respeito de uma crise na equipe econômica chefiada por Pedro Malan.

E Frias diz a Fernando Henrique Cardoso que Serra ligou para jornal e pediu destaque a uma nota que ele divulgaria mostrando que o governo federal havia reduzido os gastos com Saúde e Educação.

Fernando Henrique conta que, quando a nota foi divulgada, no tiroteio amigo, procurou Serra por telefone, mas não o encontrou e o chefe de gabinete do então ministro da Saúde, Barjas Negri, não retornou sua ligação.

A crise política, na época, foi enorme, e um editorial do Estadão defendeu a demissão de Serra. “Deslealdade se pune com demissão” era o título. Fernando Henrique diz que não quis (ou não teve força) para tirar Serra do governo.

Numa conversa que tiveram alguns dias depois, FHC contou que os donos dos jornais haviam entregado Serra. Segundo ele, Serra fez “cara de paisagem”.

No livro de FHC, sabe-se que Serra tinha seus trunfos.

“Basta ler os artigos de Elio Gaspari, que são obviamente escritos por inspiração do Serra.”

Serra também sabia com antecedência os resultados das pesquisas do Datafolha, que lhe eram passados pela direção do jornal.

Quando uma pesquisa indicou a subida de Lula e a queda de Fernando Henrique, o então presidente jantou com um especialista em marketing eleitoral e lá também estavam Serra e o jornalista Fernando Lemos.

Fernando Henrique não diz que Fernando Lemos era cunhado de Miriam Dutra e não há nas suas memórias nenhuma referência ao papel de Fernando Lemos no relacionamento com Miriam e o filho “exilados” na Europa.

Era Lemos quem levava o filho de Miriam para visitar Fernando Henrique – segundo Miriam, ele esteve uma vez no Palácio do Alvorada.

Lemos também ajudava na parte material. Além do salário que a jornalista Miriam Dutra recebeu da Globo, sem necessariamente trabalhar, ela teve um contrato de fachada com a Brasif, concessionária do governo federal, assinado com intermediação de Lemos.

Na parte do suprimento de recursos, Serra também teve papel relevante. Mas nada disso está no livro de FHC.

Segundo Miriam, entre 1998 e 1999, era ele – e o primo dele, Gregório Preciado – que liberava recursos para a reforma do apartamento dela em Barcelona.

Serra chegou a visitar Miriam na capital da Catalunha, para, segundo ela, verificar como andava a reforma. Juntos viajaram para Andorra. Foi nesse contato mais próximo com o ex-ministro que Miriam teve maiores impressões sobre a rivalidade latente entre ele e Fernando Henrique.

Miriam foi a namorada de FHC e Serra se aproximou da irmã dela, Margrit Dutra Schmidt, que até pouco tempo atrás tinha um cargo do gabinete dele no Senado.

“Acho que, desde o tempo do exílio dos dois no Chile, o Serra sempre procurou, de alguma forma, ser como o Fernando Henrique”, comentou Miriam.

A saída de Serra do Ministério das Relações Exteriores e do governo Temer pode indicar que, para ele, o sonho de ser Fernando Henrique acabou.

Visto por outro ponto de vista, a saída de Serra pode ser explicada como a acomodação de um governo que se formou pela força – não das armas –, mas do peso desproporcional de dois Poderes da República – o Congresso e o Supremo Tribunal Federal –, que permitiram o afastamento de uma presidente sem crime de responsabilidade.

Serra era um príncipe na corte de Fernando Henrique Cardoso, podia pintar e bordar. Com Michel Temer, esse papel cabe a quadros de outro calibre: Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Moreira Franco e, claro, Alexandre de Moraes.

O sociólogo Jessé Souza usa uma imagem interessante para definir o que está acontecendo no Brasil desde maio de 2016, no seu livro A Radiografia do Golpe.

“Como todo espectador de filme de gângster sabe muito bem, é fácil juntar aventureiros para assaltar um banco. Difícil é dividir o saque depois”, escreve Jessé.

Eduardo Cunha e outros já ficaram pelo caminho, agora é a vez de Serra.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Alexandre de Moraes no STF inaugura 2 fase do golpe: a da impunidade aos golpistas

Não adiantou protestos da população e muito menos de setores jurídicos especializados. O futuro ex-ministro da justiça foi aceito para ser ministro do Superior Tribunal Federal, a Suprema Corte do Brasil. Com características suspeitas que o fariam ser facilmente rejeitado para o STF se a Suprema Corte fosse realmente séria e imparcial, Moraes entra para a corte para cumprir a profecia anunciada por Romero Jucá, o de "estancar a sangria" da Lava Jato, tornando golpistas e aliados impunes.

Na prática, é a estabilização do golpe. Segundo a lei, para nos salvar dele, pasmem, somente uma intervenção militar, já que as instituições estão totalmente corrompidas. Mas não a "intervenção militar" reivindicada pelos fascistas, já que este é um eufemismo para ditadura militar, que e o que desejam os fãs do Bolsonaro, personagem pitoresco que, muitos não abem, está rompido com as forças armadas, apelando mais para a Bancada da Bíblia para se promover.

A intervenção deve ser apenas para obrigar as instituições a retomarem suas funções originais definidas pela Constituição e devolver o poder ao povo, que segundo a Carta Magna, é o único detentor legítimo do poder, sendo os políticos meros representantes da população. Importante que os militares interventores nunca se esqueçam que estão a serviço do povo e da Constituição, para que não se repita a tragédia iniciada em 1964. Recuperadas as instituições, a intervenção militar acaba e eleições são convocadas para que a democracia siga o seu rumo.

Com Alexandre de Moraes, o governo tem mais um representante seu no STF que ultimamente tem estado atamente corrompido, agindo apenas em prol de interesses próprios e das forças golpistas que representa. Lembrando que no STF, Moares será revisor da Lava Jato, servindo de garantia de impunidade para os golpistas, principalmente os tucanos, já que o seu novo integrante, além de Gilmar Mendes, são membros informais do PSDB.

É lamentável ver os poderes, junto com a mídia e setores econômicos, a agir exclusivamente em prol de interesses particulares, destruindo o país, matando multidões e acabando com as leis. Se o plano dos golpistas der certo, não teremos mais país e o Brasil não passará se um mero terreno a servir de banco de estoque para que exploradores gringos possam vir aqui pegar o que querem, não sobrando mais nada para a população que aqui estiver instalada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Muitos querem volta de Lula. Mas será que vai dar certo?

Não tem jeito. Toda e qualquer pesquisa eleitoral que se faça e inclua Lula entre as opções, é sempre esta a opção escolhida, seja qual for a alternativa a ela. Lula é favorito absoluto nas pesquisas e não raramente com larga diferença para seu consecutivo. Se depender destas pesquisas, a eleição do ex-presidente está praticamente ganha. Ou seja, caso as eleições de 2018 ocorram de forma limpa e tranquila, Lula está garantido como o próximo presidente.

Só que ao mesmo tempo que estamos felizes em ter a possibilidade do melhor presidente dos últimos 50 anos de volta ao cargo mais importante da política brasileira, estamos também apreensivos. Será que Lula irá governar em um cenário turbulento, com o país praticamente destruído? Será que ele conseguirá presidir com muitos agentes políticos, judiciários, midiáticos e empresariais interessados em prejudicar Lula e prontos para arruinar qualquer decisão tomada por ele?

O Golpe mostrou que forças ligadas ao capital estrangeiro não somente são fortes como também incluem muitas pessoas envolvidas. Do MBL a CNI. De Malafaia a FHC, de Alexandre Frota a Gilmar Mendes, passando pelas maiores empresas brasileiras ou instaladas no Brasil, além de internautas mal informados ou remunerados por estas forças, existe muita gente interessada no fracasso de gestões progressistas para que o elitismo se prevaleça e o bem estar seja exclusivo das elites. Esta gente que ruge feito leão faminto deve incomodar muito a gestão de Lula.

A minha preocupação, já mostrada neste blog em outras postagens, é a de que Lula, por ser a pessoa mais odiada do momento no Brasil, pode gerar pânico nas forças conservadoras, tradicionalmente gananciosas. Como elas tem os meios financeiros para mexer com o sistema, certamente atuarão para tentar sabotar a gestão de Lula e manipular a opinião pública com a intenção clara de no mínimo, fragilizá-lo. É sabido que majoritariamente, os brasileiros não são muito racionais, estudam só para obter emprego e ainda tem absoluta confiança na mídia oficial (TVs, rádios, jornais e revistas). São perfeitos para serem manipulados discretamente pelas elites, levando-os a pensar como elas.

O melhor presidente em 50 anos não agrada às elites, que desejam um estereótipo

Lula desagrada as elites por não corresponder ao estereótipo confiável de liderança que as  mesmas exigem de um presidente. Para as elites, o presidente deve ser um representante das elites, com diploma universitário (mesmo que o curso seja inútil na execução da gestão presidencial), de etnia caucasiana (europeia), fala polida e cristalina e de preferência nascido nas regiões sul ou sudeste do país, com experiência profissional em um emprego prestigiado.

Como Lula não se encaixa em nenhuma destas características, as elites transformaram-o no inimigo. As acusações falsas de que o petista seria desonesto e sádico, serviram para legitimar o elitismo anti-Lula. Pois se assumissem o preconceito contra Lula, as elites ficariam sem apoio popular para as suas causas e seriam até prejudicadas pela imagem de preconceituosos. Transformá-lo em um bandido legitimou o preconceito, hoje disfarçado em "direito de defesa".

Lula, apesar da inadequação aos estereótipos, ofereceu uma gestão de altíssima qualidade enquanto estava na presidência. Mesmo sem titulação universitária, demonstrou ser extremamente inteligente - há quem diga que ele tem QI alto - e de ter seguido rigorosamente as leis constituintes e as regras recomendadas pela Economia e Administração de uma gestão política de altíssima qualidade, levando o Brasil a sua melhor fase sócio-politico-econômica em mais de 50 anos. Sua qualidade na presidência do país é reconhecida mundialmente de forma incontestável, a ponto de estrangeiros estranharem porque ele é tão odiado em seu próprio país.

Eu mesmo desejo que Lula retorne a presidência, se ele pudesse governar com tranquilidade e sem a interferência negativa dos homens mais ricos do país. Criminalizar o ódio e desestimular a ganância - na verdade a verdadeira raiz da corrupção - seriam boas medidas a permitir que Lula possa presidir em paz e usar a sua inteligência e experiência humana para impulsionar o Brasil para o seu desenvolvimento, oferecendo a melhoria de qualidade não de uns, mas de todos os brasileiros.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aécio virou "cachorro morto" para a direita?

Os direitistas são gente egoísta, gananciosa e arrivista. Pessoas com estas características costumam ser sádicas, resolver as coisas na base da porrada ou no prejuízo alheio e nunca estão dispostas ao diálogo. Elegem como ídolos verdadeiros brucutus capazes de eliminar do caminho qualquer um que atrapalhe os planos arrivistas e gananciosos das elites que sonham em um mundo só para elas.

Quem pensa desta forma espera uma liderança austera, decidida e que nunca hesite na hora de avançar em cima de quem quer que seja, para proteger interesses e aumentar bens e privilégios. Conservadores exigem uma liderança cada vez mais truculenta e egoísta. Danem-se os fracos, para a direita, somente os fortes tem direitos.

Quando se deu o golpe de 2016, houve a suspeita de que ele teria sido encomendado por Aécio Neves, candidato derrotado de 2014 que acreditava ter vencido a eleição, mas acusava as máquinas de terem fraudado o resultado. A onda conservadora que atraiu boa parte dos incautos - mal informados pela mídia interesseira - dava a impressão que a maioria dos brasileiros queria a gananciosa direita de volta ao poder. E na época, o principal rosto da direita era Aécio Neves.

Mas as denúncias frequentes contra Aécio Neves e o jeito meio irresponsável que ele demonstra fora da vida política têm causado uma certa decepção nos direitistas. Aécio transite a imagem de um frouxo, de alguém que poderá hesitar na hora de satisfazer os interesses da direita. A decepção foi reforçada pelo fato do partido PSDB estar dividido, com vários possíveis candidatos de perfis diferenciados. Ou seja, se Aécio não é uma opção segura para o PSDB, ele seria para os direitistas?

O resultado das pesquisas divulgadas recentemente já mostra esta tendência. Embora Lula lidere as pesquisas, seja lá qual for o adversário, a ameaça ao ex-sindicalista não é mais Aécio e sim o truculento Jair Bolsonaro, que pelo jeito atende mais aos anseios direitistas, embora tudo que se fale dele nunca passou de mero estigma e adequação a estereótipos esperados.

O fenômeno Bolsonaro

Do contrário que muitos pensam, apesar de fazer parte da bancada da bala, Bolsonaro não se lançará como representante dos militares. Ha muito os militares não vão com a cara dele e conta que Bolsonaro foi um militar meio rebelde, sendo punido por indisciplina. Não tenho comprovações disso, mas só a suspeita é algo importante a ser observado. Bolsonaro deve se lançar como representante da bancada da Bíblia, já que virou evangélico e jurou governar em nome deles.

Mesmo desagradando os militares, Bolsonaro ainda se considera um e seus admiradores o veem como militar legitimo e altamente disciplinado. Bolsonaro não é visto como corrupto, mas seu padrão de vida é considerado alto para quem é militar da reserva. Tenho militares na família e percebo isso, pois tais militares vivem com uma certa limitação financeira.

Bolsonaro, que coincidentemente - e infelizmente - faz aniversário junto comigo, representa melhor o que os direitistas querem e com a hesitação dos tucanos, se torna desde já a principal opção da direita para manter preservada a sua ganancia e arrivismo, baseando-se na tola ideia de que a espécie humana é dividida em classes, onde os superiores tem mais direitos que os outros, num sistema onda a mobilidade social, além de baseada nas regras impostas pelos mais fortes, é extremamente difícil de ser alcançada.

Mas é bom os próprios direitistas tomarem cuidado, Bolsonaro, do contrário que Aécio, é imprevisível e pode ser capaz de blefar para atender a interesses próprios e dos evangélicos que o apoiam. Se Aécio tinha um perfil considerado seguro para os donos das maiores empresas (quem realmente governa no Brasil), Bolsonaro não as representa e pode se tornar algo a instabilizar ainda mais a instável situação sócio-político-econômica de nosso país.

Mas o fato do Aécio ter se tornado um cachorro morto é um sinal de que devemos ficar de olho na sádica direita. Se a esquerda não voltar ao poder, teremos tempos muito difíceis a acontecer em um país cheio de injustiças e que não consegue sair de seu sub-desenvolvimento.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A única coisa que a direita sabe fazer é xingar progressistas

Hoje, mais exatamente daqui a pouco, Niterói, a cidade onde eu vivo, vai receber para uma... digamos... palestra, o (filósofo? historiador? astrólogo? showman?) Luiz Felipe Ponde, uma das vozes mais empolgadas dessa nova onda de conservadorismo ganancioso. E o que um sujeitinho como ele vem fazer em Niterói?

Certamente não fará uma palestra inteligente, já que inteligência não é a especialidade da direita. Direitistas adoram se auto-rotular de inteligentes porque acreditam que o fato de pertencerem a uma elite financeira já traz embutida a inteligência. Nem é preciso raciocinar: basta ser da elite que automaticamente "se torna inteligente". Sabe de nada, inocente!

A palestra de Ponde certamente tem o único objetivo: descer o cacete nos progressistas, principalmente na maior liderança progressista, o ex-sindicalista e ex-presidente da república Luiz Inácio da Silva, o Lula. A recente informação de que pesquisas mostram que Lula ganharia se as eleições fossem hoje deve ser assunto da palestra de Ponde, que certamente contará com a presença de jovens fascistas (o niteroiense Klans Brasil vai?) na plateia.

Até hoje estou esperando algum argumento sensato de algum direitista que consiga me convencer de que eles estão certos. Até este exato segundo, nenhum sinal. Pelo jeito a especialidade de direitistas é ficar ofendendo e violentando seus opositores. Até quando resolvem propor uma "solução" para os problemas cotidianos, lançam mão de limitações a direitos alheios, prisões, atos de violência ou qualquer coisa que prejudique aos outros. Direitistas tem imensa dificuldade de enxergar a espécie humana como uma só espécie.

A palestra de Ponde ocorre na mesma semana em que duas mulheres, representantes da mais nojenta direita, manifestaram seu ódio contra progressistas: Joice Hasselman e Raquel Sheherazade. Enquanto Hasselman se revoltava contra a liderança de Lula nas pesquisas, pedindo para Bolsonaro (ué, não era o Aécio?) avançar em cima do petista, Sheherazade xingava várias personalidades com mentalidade progressista, por suas opiniões, alegando que "artista não deve opinar sobre política". Ah, mas Regina Duarte, Lobão e Alexandre Frota podem, não é Raquel?

Aliás, é curioso haver mulheres na direita. Mulheres direitistas certamente são masoquistas, pois apoiam um sistema que tradicionalmente sempre foi muito cruel com elas mesmas. Elas devem sonhar com um militar carrancudo e fortão, daqueles truculentos, as chicoteando e pedir "me chicoteiem mais e mais que eu mereço e gosto". Coitadas.

Pelo jeito, após anos esperando algo inteligente vir da boca de direitistas, desisto de esperar. O negócio da direita e partir para o ataque, descer o cacete mesmo. Não esperem uma lição de vida vindo de aberrações humanas como Pondé, Marco Antonio Villa, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Merval Pereira e das duas senhoras (no sentido de velhas mesmo) que eu citei. 

Derrotados por não apoiarem a humanidade de forma igualitária, direitistas agem como bestas-feras, rugindo ferozmente contra seus meros desafetos. Mesmo agindo como animais irracionais babando de raiva, direitistas se acham mais humanos que o resto da humanidade. Triste.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A decadência da Lava Jato

A operação que recebeu o pueril nome de "Lava Jato" surgiu sob o pretexto de acabar com a corrupção, inspirado em outras operações ocorridas pelo mundo, principalmente a italiana Mãos Limpas

Ela pretendia punir os corruptos*, sobretudo os graúdos, entre empresários e políticos poderosos, algo que nunca havia ocorrido no país.

Mas o problema é que a Lava Jato desviou de sua suposta finalidade para servir de "exército" jurídico do golpe. Uma operação criada para punir corruptos acabou por agir de forma equivocada e seletiva. Tanto a metodologia usada como o perfil de punidos e liberados parece não estar de acordo com as regras que recomenda a Constituição Federal do Brasil e o Direito em geral. 

Os personagens que conduzem a Lava Jato agem com total incompetência, não escondendo a mediocridade de suas ideias e atos, disfarçada pela pompa inventada pela grande mídia, interessada na punição de certos agentes políticos e empresariais e que se aproveita do desconhecimento de política, História e Direito de seu público para inventar que o que está sendo feito na Lava Jato segue de forma legal e correta.

Mas quem sabe o mínimo de Direito e conhece os bastidores da política brasileira, não consegue ignorar a mediocridade da operação Lava Jato. Sérgio Moro, que a mídia espalha ser um "super juiz", é um rapaz medíocre, ruim em Direito, dá sinais claros de que está no ofício por dinheiro (aliás, muito dinheiro) e não por amor às leis.

Moro tem agido como um inquisidor para opositores e advogado de defesa para aliados (sobretudo os do PSDB, partido cuja filial de sua terra natal, Maringá, foi fundada por seu pai). Sobre o PSDB, Moro já não consegue mais esconder que protege os políticos do partido, fato que ganhou repercussão após ser fotografado de forma empolgadamente alegre ao lado de Aécio Neves, "o primeiro a ser comido" na Lava Jato.

A popularidade de Moro e da operação que conduz - incluindo sua equipe, a destacar o evangélico Deltan Dallagnol - vem caindo drasticamente. Aos poucos que a população vai se informando, vai percebendo que o negócio da Lava Jato não e mais por justiça e sim como trapaça para eliminar da corrida presidencial os políticos que possam impedir o PSDB de ganhar as eleições.

O PSDB tem acordos importantes com grandes e gigantescas empresas e com setores ligados ao governo estadunidense o que significa que os homens mais ricos do undo querem ver os tucanos governando o Brasil. Sua maior liderança, Fernando Henrique Cardoso, é defensor da Teoria da Dependência, que defende que povo pobre e países emergentes nunca devem se desenvolver, algo que agrada muito aos EUA e aos grandes capitalistas espalhados pelo mundo. Ou seja, tudo relacionado entre si para favorecer o tucanato.

Lava Jato perde a credibilidade

Sabendo disso, já que as críticas à Lava Jato são feitas por especialistas e publicadas em fontes confiáveis na internet - fontes não-confiáveis se limitam a elogios histéricos à Lava Jato - as pessoas, se informando melhor das verdadeiras intenções da operação, já começam a desprezá-la, acreditando que no final tudo vai acabar em uma deliciosa pizza a ser servida entre os tucanos.

Manifestações a favor da Lava Jato já começam a perder drasticamente a atenção das pessoas. Um evento, organizado na capital paranaense, onde a operação está sendo executada, a favor de moro só atraiu 15 pessoas e um cachorro (que certamente estava lá só para "fazer numero"). 

Um evento evangélico em Belo Horizonte, com Deltan Dallagnol e o cantor-pastor André Valadão (nenhum parentesco com o líder da banda oitentista Ira!, Marcos "Nazi" Valadão)) foi rapidamente esvaziado quando o procurador começou a falar sobre a operação. Revoltado, André Valadão xingou os fiéis que abandonavam o recinto durante a exposição de Dallagnol numa demonstração de puro ódio cristão (ódio + cristão, sacaram?).

Sabe-se que somente quando Lava Jato voltar às origens, abrindo mão da metodologia carrasca e punindo apenas quem realmente praticou corrupção, sem perseguir a políticos opositores que não cometeram irregularidades, ela poderá recuperar a credibilidade.

Mas se manter tudo que está acontecendo, com um juiz e carrasco, procuradores incompetentes e um sistema seletivo e parcial, a Lava Jato certamente ficará sem a minima credibilidade e poderá naufragar, obtendo êxito apenas como forma de colocar os representantes dos maiores empresários no poder, para que as leis só favoreçam quem for economicamente poderoso.

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*OBS: Do contrário que os leigos em política pensam, a meta da Lava Jato, mesmo em sua suposta fase honesta e imparcial, nunca foi de acabar a corrupção. É impossível acabar com a corrupção apenas prendendo corruptos. 

A corrupção não é a raiz do problema e sim o caule. A origem da corrupção está nos erros do sistema político e nas desigualdades resultantes da má distribuição de renda, esta a verdadeira raiz profunda do problema. 

Países onde a distribuição de renda é mais justa conseguiram combater a corrupção de forma mais eficiente. É algo a pensar, ao invés de ficar torcendo para a prisão de fulano e de sicrano enquanto beltrano segue livre para cometer suas irregularidades.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Não há panelaços e bonecos infláveis para os acusados do governo Temer

ESPREMENDO A LARANJA: As maiores empresas do Brasil e do mundo não gostaram nada da ideia de melhorar a distribuição de renda. Sentindo a possibilidade das elites terem que repartir bens e direitos, essas empresas pagaram muita gente para ficar espalhando mentiras sobre a esquerda, se aproveitando do desconhecimento da maioria dos brasileiros sobre política. 

Com a esquerda fragilizada, agiram para implantar um golpe para que os interesses das elites sejam preservados, nem que custasse a vida dos pobres e de classes excluídas e/ou marginalizadas. E acontece como estamos vendo nos dias de hoje.

O papo de combate a corrupção foi só conversa para atrair apoio popular a uma causa que era de interesse exclusivo dos grandes empresários e de profissionais autônomos que não seria prejudicados com as mudanças das leis. Derrubados os governos de esquerda, a direita golpista instalada começa a fazer seus estragos para que a população pague o seu preço de viver no Brasil aos empresários mais poderosos, como se estes fossem os donos do Brasil.

A campanha difamatória contra Dilma e Lula foi disfarçada de "luta contra a corrupção"  pelo motivo que falei acima. os corruptos direitistas não oferecem ameaça às elites. As próprias elites são corruptas e pior: assassinas em potencial, com muitos integrantes dela desejando a morte de quem atrapalha seus interesses ou ate mesmo matando, achando que o papo de "defesa da honra" irá garantir a impunidade.

Por isso não vemos panelaços contra a direita. Ela não ameaça os interesses de conservadores brancos-cristãos-capitalistas. Temer, equipe, tucanos e o empresariado podem roubar a vontade que a população elitista não se sentirá incomodada. Até porque aquela gente que trata seres humanos como seres humanos e não como um sistema hierárquico de classes, já foi embora. Até porque para estas elites, é sempre lindo ver o circo pegar fogo. Desde que não sejam as próprias elites a serem servidas como churrasco.

Leiam o artigo interessante do "estranho no ninho" Jânio de Freitas, um progressista a escrever na retrógrada Folha de São Paulo.


Não há panelaços e bonecos infláveis para os acusados do governo Temer

Janio de Freitas - Folha de São Paulo

Agora ficou mais fácil compreender o que se tem passado no Brasil. O poder pós-impeachment compôs-se de sócios-atletas da Lava Jato e, no entanto, não há panelaço para o despejo de Moreira Franco, ou de qualquer outro da facção, como nem sequer houve para Geddel Vieira Lima. Não há panelaços nem bonecos inflados com roupa de presidiário.

Logo, onde não há trabalhador, desempregado, perdedor da moradia adquirida na anulada ascensão, também não há motivo para insatisfações com a natureza imoral do governo. Os que bancaram o impeachment desfrutam a devolução do poder aos seus servidores. Os operadores políticos do impeachment desfrutam do poder, sem se importar com o rodízio forçado, que não afeta a natureza do governo.

Derrubar uma Presidência legítima e uma presidente honesta, para retirar do poder toda aspiração de menor injustiça social e de soberania nacional, tinha como corolário pretendido a entrega do Poder aos que o receberam em maioria, os geddeis e moreiras, os cunhas, os calheiros, os jucás, nos seus diferentes graus e especialidades.

Como disse Aécio Neves a meio da semana, em sua condição de presidente do PSDB e de integrante das duas bandas de beneficiários do impeachment: "Nosso alinhamento com o governo é para o bem ou para o mal". Não faz diferença como o governo é e o que dele seja feito. Se é para o mal, também está cumprindo o papel a que estava destinado pela finalidade complementar da derrubada de uma Presidência legítima e de uma presidente honesta.

Não há panelaço, nem boneco com uniforme de presidiário. Também, não precisa. Terno e gravata não disfarçam.

Política, sim!

Se divulgar a delação da Odebrecht, como propõe Rodrigo Janot, pode levar à "destruição de prova útil" – como disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima ao repórter Thiago Herdy –, "de outro lado, há o uso de vazamentos para o jogo político, algo que não nos interessa".

Sem esse interesse, não teria havido os vazamentos. Atos cuja gravidade não se confunde com a liberação particular de informações para jornalista. O inaceitável eticamente nos vazamentos da Lava Jato é a perversa leviandade com que torna públicas, dando-lhes ares de verdades comprovadas, acusações não provadas, em geral nem postas (ainda?) sob verificação.

Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, por exemplo, proporcionou um desses vazamentos: acusou Edinho Silva e outro petista de receberem determinado cheque, relatando até o encontro para a entrega. O então ministro José Eduardo Cardozo localizou e exibiu o cheque de tal pagamento: o destinatário do cheque nominal era um certo Michel Temer. Mas a Lava Jato pusera Edinho Silva, secretário de Comunicação da Presidência de Dilma, nas manchetes e na TV como recebedor do suborno da empreiteira.

Otávio Azevedo e outros ex-dirigentes da Andrade Gutierrez estão chamados a corrigir seus depoimentos, porque a delação da Odebrecht revelou que distorceram ou omitiram. E também foram vazamentos acusatórios. Diz a regra que trapacear nas delações as anula. Não porém para protegidos na Lava Jato, como Otávio Azevedo e Alberto Youssef.

Ficou comprovado que a Lava Jato e mesmo o seu juiz programavam vazamentos nas vésperas dos dias importantes na campanha contra Dilma e Lula. Só por "interesse político" –evidência que ninguém na Lava Jato tem condições honestas de negar. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Globo monta esquema para matar a reputação de Lula e de Dilma

Ontem, vários portais progressistas, sem ligação um com o outro, repetiram o mesmo alerta: esta semana houve uma reunião secreta envolvendo donos e diretores da Globo e da Globo News para lançarem uma campanha difamatória para derrubar Lula e Dilma. A informação foi dada por um jornalista da própria Globo, que não concordou com a estratégia que ele classificou como cruel e desonesta, após ouvir a diretora em tom de voz alta impor à equipe de redação a implantação da estratégia. Por motivos óbvios, o jornalista não quis se identificar.

Desesperados por não ter encontrado nada comprometedor nas atitudes dos ex-presidentes petistas, a ordem, pelo que eu entendi, é embolar as noticias sobre corrupção envolvendo golpistas - haverá a delação da Odebrecht que poderá ferrar com vários golpistas, incluindo aliados da Organizações Globo - com os nomes de Lula e de Dilma para que a opinião pública, formada majoritariamente por pessoas mal informadas sobre política pensem que as notas sobre corrupção estão falando sobre os petistas e não dos outros.

Um jornalista conseguiu transcrever uma ordem dada pela diretora da Globo News, Eugênia Moreyra, mostrando que a Globo além de mais que parcial, é sádica contra aqueles que ela detesta: "…) Fachin vai liberar todos os vídeos das delações [da Odebrecht] de uma só vez. Não dará tempo de decupar [analisar e editar] as imagens… Você vai liderar uma força-tarefa em Brasília. Sua equipe vai assistir a todos os vídeos das delações. Assim que ouvirem “Lula” ou “Dilma”, coloquem no ar, na hora, ao vivo, interrompendo qualquer programa, no Plantão. Depois a gente assiste o resto. Dilma e Lula têm que ser denunciados na frente de qualquer outro delatado."

A meta é usar os trechos das delações onde apareçam os nomes dos petistas para que fique a impressão para o mais incautos de que Lula e Dilma estão realmente envolvidos em corrupção, e mesmo não sendo punidos, tenham a reputação destruída para que percam a próxima eleição e deixem o caminho aberto para Aécio Neves ou algum tucano, mais capazes de satisfazer os interesses dos donos da Globo e doa maiores empresários instalados no país.

É uma verdadeira cara-de-pau vinda daquela que se auto-define como a "melhor empresa jornalística do país". A estratégia soa como uma pré-vingança contra a possível punição de políticos golpistas. Isso caso a Globo não tente manipular as coisas para que pelo menos os integrantes do PSDB (partido da Rede Globo) saiam impunes da Lava Jato.

É um jornalismo desonesto, parcial e tendencioso, com intenção clara de manipular as mentes dos telespectadores para que pensem igual aos donos da mídia. É um cabresto moderno, onde a tecnologia de última geração é usada para algo retrógrado, antiquado e acima de tudo anti-democrático, a favorecer os interesses de uma escassa minoria de privilegiados.

A Globo tem intenções visíveis a olho nu de destruir o país, sobrando apenas o que interessa às elites e aos otários não-ricos que as apoiam. Se quer um país melhor e justo para todos, não seja bobo, desligue a Rede Globo.

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ATUALIZAÇÃO DA POSTAGEM: O site que divulgou tal nota, o Blog da Cidadania, recebeu uma resposta da citada diretora desmentindo tal iniciativa. É um direito dela e da empresa a qual ela representa se defenderem, mas esperaremos o andar do fatos para saber se ela está realmente falando a verdade. 

Sabe-se que é interesse da cúpula das Organizações Globo arruinar com a reputação de Lula e do PT, pois na ótica dos donos do grupo empresarial, petistas atrapalham seus planos de lucro garantido. Fatos comprovam o empenho das Organizações Globo em difamar petistas para que eles tenham uma imagem negativa perante a opinião pública, majoritariamente composta por leigos em política.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Caos pós golpe pode ser proposital para que haja "golpe no golpe", favorecendo nova ditadura militar

O Brasil virou um caos. Além das medidas tomadas pelo governo, sob a desculpa oposta de "arrumar o país" e que além de cortar direitos da população, vende riquezas da pátria e enche ainda mais os cofres das contas de ricaços brasileiros ou estrangeiros instalados aqui, já aparecem indícios de que a alertada convulsão social, na verdade um embrião para uma guerra civil, se instalou em nossa sociedade. Um clima perfeito para a instalação de uma ditadura ainda mais severa que poderá piorar ainda mais as a situação, apesar da esfarrapada promessa de "pôr ordem" no país.

Os direitistas que nunca gostaram dos governos de esquerda ou porque não se sentiam representados por eles ou porque enxergavam nos esquerdistas algo que fugia ao estereótipo do "bom líder", agora estão enlouquecidos. Com o país em caos, os conservadores agora se sentem sem qualquer tipo de representatividade, já que quase todas as lideranças que confiavam, já não escondem seus erros.

Aécio é o mais citado em casos de corrupção. Cunha foi preso pela Lava Jato, cujos membros, sobretudo Daltan Dallagnol e Sérgio Moro demonstram não entender tópicos de Direito e não conseguem mais esconder suas intenções cada vez mais claras de proteger membros do PSDB. Até mesmo o "austero "Bolsonaro já não corresponde aos anseios dos conservadores, já que a sua irreverente truculência entra em contradição com a rigorosa disciplina atribuída aos militares e esperada pelos conservadores mais radicais.

Sem lideranças a falar pelos conservadores, que por outro lado não conseguem confiar nas realmente equilibradas lideranças da esquerda, porem mal-estigmatizadas por mentiras espalhadas pela mídia e por setores "de confiança" das elites, resta para os conservadores causar o caos, para que possa favorecer uma decisão mais radical que possa garantir os direitos das classes requisitantes.

O que se sabe é que o golpe de 2016 foi a pior ideia que tiveram para o país. O caos existente durante dos governos petistas é resultante de três fatores ignorados pelos conservadores: 
1) da falência do Capitalismo; 
2) das sucessivas crises MUNDIAIS que interferem nas economias globalizadas (cujos países se tornam interdependentes); 
3) de sabotagem feita por gananciosos empresários com alto poder financeiro que estavam interessados em derrubar os governos petistas.

Crise precisava de tempo e não de golpe para ser resolvida

Os governos petistas, mesmo na perfeitos, lutavam com dificuldades para tentar manter o país em equilíbrio. Era algo extremamente complicado e que necessitaria muito mais que 4 anos para ser resolvido de alguma forma. O caos se resolveriam com o tempo, caso o golpe de 2016 não tivesse ocorrido. 

Mas o golpe ocorreu e não somente a crise permaneceu e piorou como ela atrai novas crises e vem mais cris acima de crise. Crise que poderá ser incontrolável caso haja uma intervenção militar, pois militares são seres humanos, imperfeitos e falíveis, capazes de cometer muitos erros. a ditadura de 1964-1985 já comprovou isto e quem ainda vê a intervenção militar como solução deve estar bem ruim da memória ou deve odiar os seres humanos que vivem no Brasil.

Era melhor que voltássemos para trás, desfazer o golpe e retomar a caminhada no estágio em que se estava. Não deixemos que coxinhas ignorantes digam o que deve ser feito pelo país, pois a racionalidade deles está em um pedaço de papel chamado "diploma" e não no cérebro.

O Brasil de uma certa forma estava de uma certa forma em situação tranquila nas gestões petistas e os problemas seriam melhor sanados por sua equipe e não por um bando de velhos delinquentes que hoje ocupam o poder sem qualquer legitimidade e responsabilidade.

Caros coxinhas, muito obrigado pelo caos. Vocês destruíram o Brasil. Peguem as suas camisetas da corrupta CBF e vão assistir futebol na TV Golpista de seu Brasil de faz-de-conta, que é o que vocês sabem fazer melhor. Com um boquirroto mentiroso a falar sem parar sobre 11 bonecos amarelos correndo atras de uma bolinha.

Enquanto isso, no Brasil da realidade o resto dos brasileiros morrem de fome, doença e violência, por causa de uma infantil histeria anti-comunista que arruinou com o pais.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Bandeira de Mello: manifestações contra Marisa Letícia são 'típicas de uma escória'

Esta entrevista abaixo, foi feita pelo Eduardo Maretti para o portal Rede Brasil Atual não com um moleque esquerdista de internet, como poderia pensar qualquer direitista, e sim com um jurista. E não é qualquer jurista. É Celso Antônio Bandeira de Mello, um dos maiores juristas do país, consagrado e de opiniões muito relevantes, estudado por 10 entre 10 faculdades de Direito pelo país e por alguns lugares do mundo. Logo, ele tem muita bagagem intelectual para saber o que está dizendo.

Sensato, Bandeira de Mello também se preocupa com a decadência que vive em nosso país, onde o senso de humanidade e respeito ao próximo desaparece da personalidade de muitas pessoas, principalmente de integrantes das classes média-alta e alta. 

Conhecedor incontestável de Direito, o jurista ainda fez uma crítica bem sensata ao juiz-celebridade Sérgio Moro, herói das elites e dos fascistas e que além de ser bastante parcial e seletivo, escolhendo quem ele quer punir ou não - e nunca pune os amigos - apela para métodos bastante duvidosos que chocam com o que recomenda as mais lógicas teorias de Direito. 

Veja a entrevista abaixo, extraída do site Rede Brasil Atual, aproveitando para recomendar a visita frequente ao excelente portal.

Eis a entrevista:

RBA - Como o sr. comenta os ataques a Lula e a Marisa Letícia, feito por pessoas que chegam a comemorar a morte da ex-primeira-dama?

Bandeira de Mello - Evidentemente, são bandidos que fazem isso. Pessoas que não têm sentimentos. Só assim para fazer um ataque à dona Marisa. As pessoas não suportam a evolução de uma pessoa de origem modesta. É isso. A classe média alta é constituída por uma escória, uma ralé. Pra mim, que esse tipo de gente se manifeste dessa maneira é muito típico de uma escória, de uma ralé.

RBA - Curioso que estamos num país cristão, onde muitas pessoas que fazem isso se dizem cristãs...

Bandeira de Mello - Supostamente cristãs.

RBA - Como vê o caso de Moreira Franco, nomeado ministro para, segundo a oposição, escapar da Lava Jato, caso semelhante ao de Lula, que foi impedido de ser ministro pela argumentação de que seria uma manobra para ter foro privilegiado?

Bandeira de Mello - Bom, mas você sabe que uma coisa é quando é para a direita, outra coisa é quando é para a esquerda. Não há nenhuma imparcialidade. Então essas coisas acontecem.

RBA - O sr. está otimista com o Brasil? 

Bandeira de Mello - Não, muito pessimista.

RBA - Por que?

Bandeira de Mello - Porque quando o Judiciário não vai bem, nada vai bem. E eu acho que o Judiciário não vai bem. Existe um homem que faz o que bem entende, que desrespeita a Constituição diariamente e ninguém faz nada. O Supremo não faz nada. Aquele homem do Paraná, um juiz que não respeita a Constituição. Se você olhar para a Constituição está dito que o prisioneiro tem direito de ficar calado. Fica calado, aí continua preso. Então evidentemente que não é respeitar o direito dele. O próprio ministro que morreu disse que era um tratamento medieval que era dado lá. E era mesmo.

RBA - O sr. se refere ao juiz Sérgio Moro?

Bandeira de Mello - Ao Moro, sem dúvida. É um suposto juiz, não é?

RBA - Qual sua opinião sobre o ministro Luiz Fachin ter ido da Primeira para a Segunda Turma do STF e em seguida ter sido sorteado como relator da Lava Jato?

Bandeira de Mello - Era uma opção. O Fachin tinha o direito de optar e optou, e o sorteio caiu nele. Não vejo nenhum problema nisso. Ele não é mau ministro, não. Já imaginou se tivesse caído com aquele homem do Mato Grosso (Gilmar Mendes)? Aí é que era uma desgraça.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Somos todos viúvos

Caríssimo Senhor Luís Inácio,

Recebi a notícia quando cheguei em casa. Embora a notícia anterior indicava um quadro irreversível, eu ainda tinha esperanças. Dona Marisa sempre foi uma mulher forte e estando do lado do senhor, sempre foi testemunha dos mais difíceis fatos.

Fiquei imensamente triste com o falecimento de Dona Marisa. Péssima hora para isso ocorrer. Sei que um dia todos nós encerraremos nossa jornada. Mas este momento não. A companhia de uma pessoa querida é indispensável em um momento instável como os dos últimos anos.

Lula - se me permite chamá-lo assim - o senhor foi o melhor presidente da República dos últimos 50 anos. Mas muita gente não entende isso. Muitos brasileiros só entendem estereótipos e muita gente nunca aceitou um presidente com o perfil como o seu.

Mesmo demonstrando conhecimento e capacidade de liderança que beiram a perfeição, fato comprovado por suas gestões como presidente, o senhor nunca foi aceito por esta parcela ignorante da sociedade que esperava alguém diplomado, com fala pseudo-elegante e aparência de galã, mesmo que fosse totalmente corrupto e incompetente.

Eu vi e ouvi as suas entrevistas Lula. Comparei dados do seu governo com o pouco que eu conheço sobre economia. Lula, o senhor é um gênio, de fato. Soube como ninguém tornar o Brasil um país de verdade, digno e capaz de erguer a sua cabeça diante do mundo. Lula, o senhor redescobriu o Brasil e o transformou em uma nação de verdade. 

Os que criticam com calunias das mais ofensivas não te conhecem. E nem querem te conhecer. Exigem diploma como se um pedaço de papel pudesse mudar o mundo. Exigem beleza e postura estereotipadas, que são de fato supérfluas para o sucesso de uma gestão.

Me revolta profundamente ver pessoas que se consideram "sábias", "dignas" e "bondosas" chamarem o senhor de "bandido" e de coisas piores. Ainda mais que eu conheço fatos que comprovam que não tivemos um presidente tão humilde e honesto da história de nosso país como o senhor.

Se doeu em mim ver a sua dignidade ferida, doeu ainda mais em Dona Marisa. Ela teve motivos de sobra para sofrer com tais calúnias, pois ela conhecia o senhor bem de perto. Sabia mais do que qualquer brasileiro sobre as suas qualidade e a sua integridade moral e intelectual. 

Tensões estressam e prejudicam a saúde. Ainda mais neste pesadelo real de saber que o marido, um ser humano exemplar, é objeto de calúnia constante e de ódio, vindo de gente que, apesar de claramente mal intencionada, tem poder e também o apoio de muitas lideranças graúdas e gananciosas.

Os que te odeiam, Lula, são gente que odeia ver pessoas felizes. Gente que acha que a humanidade é dividida em sub-espécies e que o bem estar só deveria alcançar uma pequena parcela da população. A parcela que estes ignorantes acreditam ser "superior".

Estamos tristes. Somos todos viúvos de Dona Marisa, que era uma pessoa indispensável em um momento como este. Mas sei que mesmo sem a sua companheira, Lula, o senhor vai se reerguer, pois "medo" é uma palavra que não existe em seu sábio vocabulário. E isso a sua trajetória já comprovou inúmeras vezes.

Lula, tenha todo o nosso respeito e todo o nosso apoio. A opinião de quem te odeia ou te despreza não interessa. A opinião dos que te amam e conhecem tudo que o senhor fez é a que vale.

A História, que é justa, no futuro mostrará quem está certo. É impossível para quem luta com dignidade pelo crescimento de uma população ser ignorado. Lula, o senhor está tranquilo na lista dos grandes humanistas. E não será qualquer ódio pequenez de quem não te conhece que irá tirá-lo desta lista.

Resta dar os pêsames pela morte de nossa querida Dona Marisa. Mas erguemos nossas cabeças e a luta continua, companheiro Lula!