sábado, 28 de janeiro de 2017

Condenação a Eike Batista pode ser uma cortina de fumaça a esconder mais ações pró-golpe

Eike Batista, aquele que foi o brasileiro mais rico e maior empresário brasileiro há poucos anos, foi condenado por uma operação ligada à Lava Jato. Sem diploma de nível superior (fato que os coxinhas denominam de "analfabetismo"), o empresário, hoje em dificuldades financeiras, poderá ser preso a qualquer momento por causa de envolvimento em vários casos de corrupção, entre eles o mesmo em que estava envolvido o ex-governador do RJ, Sérgio Cabral Filho, hoje preso.

Muita gente está comemorando a condenação de Eike Batista, aquele que foi há poucos anos, o maior empresário brasileiro. Pelo que a mídia tendenciosa e parcial diz, fica parecendo que a justiça foi feita, que finalmente um grande empresário foi preso e que a operações não são seletivas, blá, blá e BLÁ! Mas o episódio deve ser visto com muita cautela, pois parece se tratar de uma cortina de fumaça.

Cortinas de fumaça são factoides criados pela mídia, em acordo com os envolvidos com os mesmos, para que se desvie a atenção da opinião pública, escondendo os fatos verdadeiramente interessantes. A prisão de Batista, hoje falido e sem poder de influência, se encaixa nesta categoria e pode rá ser usado contra os petistas, pois o auge dele coincidiu com as gestões do PT no executivo.

Mas os próprios interessados na prisão de Batista estão ainda mais cautelosos. Os escândalos envolvendo o empresário envolvem gente graúda do PSDB, que se esforça de todas as maneiras para escapar de qualquer tipo de punição, colocando seus representantes no controle das instituições mais importantes do país para poder garantir a impunidade de seus membros e afiliados.

Se Batista resolver falar a verdade, muitos tucanos de alta plumagem poderão ser presos, caso os representantes enrustidos do partido não se empenhem rapidamente para impedir isto. Em caso de as maiores lideranças do PSDB serem presas, o golpe vai fracassar e a democracia e a justiça social retornarão, estragando os interesses dos mais ricos, gente gananciosa e preconceituosa que odeia repartir bens e direitos com quem eles não se simpatizam.

A prisão de Eike Batista pode ser apenas uma fachada. Ele está parecendo ser um mero bode expiatório. Se a justiça fosse realmente eficiente, prenderia logo todas as lideranças de direita do país - incluindo empresários consagrados - e todos aqueles que foram responsáveis pelo golpe que irá interromper bruscamente o desenvolvimento do país, levando praticamente tudo à falência.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Com Temer estabilizado na cadeira presidencial, povo aceita o golpe e desiste de protestar

O povo brasileiro é um povo acomodado. Só não quer que mexam nos seus interesses básicos (a saber: dinheiro, cerveja, futebol, carnaval, sexo e religião). Desde que seus interesses sejam respeitados e mantidos, o Brasil pode até ser totalmente esmagado por um meteoro ou uma poderosa bomba de Hidrogênio que está tudo tranquilo. 

Aliás, algo similar a uma bomba H já está acontecendo: Governo Temer, que já está eliminando os direitos da população e a venda de nossos maiores bens. Com isso, o Brasil retoma as injustiças sociais e abandona a sua condição de país em desenvolvimento para voltar a um reles país sub-desenvolvido, submisso aos países mais poderosos.

Mas o povo nem está aí. Segue a sua vida normal, preferindo acreditar que as gestões petistas, que tentavam consertar o país e foi responsável por vários importantes avanços, é que não prestavam. Em nome do combate a corrupção tiraram uma presidente honesta e competente por uma gangue de corruptos incompetentes que ainda por cima são gananciosos e arrivistas.

Ninguém mais se refere a Temer como um golpista. Ele já é o "presidente". Até as esquerdas, que tem o dever de continuar lutando contra o golpe, ergueram a sua bandeira branca e aceitam Temer na sua condição atual. Como se tudo tivesse que acontecer como aconteceu.

Temer age de acordo com os interesses de grandes corporações e do PSDB, que pretendem transformar o Brasil em uma ditadura capitalista, submissa aos EUA e que seja impossibilitada de se desenvolver para não ameaçar a hegemonia dos ianques. 

Brasil estagnado no subdesenvolvimento: um desejo das elites

Sabe-se que o Brasil é o país com maior vocação para uma nova guerra fria com os EUA por ter características muito parecidas com o país do Tio Sam. Imobilizar o Brasil é a meta e a mídia, junto com o judiciário tenta criminalizar todos aqueles que tentam desenvolver o Brasil, inventando mentiras para que a opinião pública os despreze. 

Manter o Brasil no atraso é a meta de Temer e de todos aqueles que os apoiam (incluindo Globo, Sérgio Moro, Neo-pentecostais, Gilmar Mendes, grandes empresários, etc.). Por isso que é importante para as elites impedir o desenvolvimento do Brasil. Como dizia o poeta, o Haiti é aqui e esta é a finalidade de nossas elites, que desejam um Brasil que seja bom apenas para elas. O "resto" que sofra ou morra, se quiser.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Se Lula for preso, ele será um preso político

Apesar de ter virado piada o fato de que o processo conhecido pela tola denominação de Lava-Jato querer prender o ex-presidente Luis Inácio da Silva, o Lula, sem qualquer motivo ("achamos o criminoso, falta encontrar o crime"), é um fato preocupante e que mostra que por mais que os direitistas batam o pé alegando que a democracia não acabou, nós não vivemos de fato em um momento democrático. Se a democracia ainda existe, ela não passa de um mero tapume a usar como fachada.

Os juízes e promotores da Lava-Jato não querem admitir para não perder apoio popular. Mas a realidade é que eles querem pegar Lula para ser um preso político, pois a liberdade dele atrapalha os planos do partido que patrocina a Lava-Jato, o PSDB, da qual vários integrantes, inclusive o próprio juiz Sérgio Moro, fazem parte.

Lula é muito influente. Apesar de odiado pelas elites que detestam ver alguém que foge de seus estereótipos tradicionais de liderança ser um lider, Lula também tem muitíssimos admiradores. Lula, ao mesmo tempo, é a pessoa maia amada e a mais odiada no Brasil. E esta polarização extrema tem servido de motivo de intensas discussões entre sensatos progressistas e selvagens conservadores. O ódio de quem odeia Lula se estende aos admiradores do ex-sindicalista e ex-presidente. Assumir que no mínimo se respeita Lula, já é um motivo para se correr um sério risco de morte, por um assassinato cometido por algum fascista que se ache "com razão".

Como não possui um motivo para ser preso, Lula seria certamente um preso político. Apesar de existir da fato corruptos no PT (rotulado pelos fascistas como "uma organização criminosa", fazendo com que integrantes do partido sejam agredidos gratuitamente por "cidadãos de bem"), Lula e Dilma não estão entre eles. Por mais imperfeitas que sejam suas atuações nos governos (as de Dilma não foi tao bom quanto as de Lula), desonestidade e enriquecimento ilícito não fazem parte dos erros dos ex-presidentes petistas. Se fascistas insistem em inventar os piores defeitos para ambos, é por puro ódio subjetivo.

Se Lula for preso, com muita certeza será por motivos políticos, como foram muitos na época da ditadura (como o Vladimir Herzog, cuja foto ilustra esta postagem). A mídia vai embutir uma falsa vilania em Lula para que os teleguiados, aqueles que só se informam através da mentirosa televisão, pensam que não houve prisão política. Admitir a prisão política é admitir o fim da democracia, algo que a mídia não quer assumir publicamente.

Se bem que para especialistas em política, a prisão é desnecessária. Ela apenas serviria para "confirmar" para a opinião púbica que Lula "não presta". Tirá-lo da corrida presidencial (e se possível todos os progressistas) já seria suficiente e é a verdadeira meta, para que o PSDB vença as eleições para que as elites se tranquilizem e os EUA  não tenham a sua hegemonia ameaçada por um país que é muito parecido como o dos ianques. Um  presidente tucano já seria bom demais para que os privilégios das elites fossem preservados, as custas do sofrimento das outras classes.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Todo o nosso apoio ao Guilherme Boulos

Infelizmente, o ativista em prol das pessoas sem-teto, Guilherme Boulos foi preso por - supostamente - ter desacatado a autoridade. Sabemos que na verdade foi uma prisão política, pois Boulos é uma das vozes mais atuantes contra o golpe e um dos maiores ativistas em prol do bem estar dos mais necessitados. A justificativa de "desacato" foi só para que a prisão não parecesse autoritária. E foi autoritária. Fatos comprovam isso.

Toda a nossa solidariedade a Guilherme Boulos e que eles recupere a liberdade e continue a lutar, com sua muitas vezes demonstrada coragem e sabedoria, em prol dessa gente sofrida que se encontra órfã das instituições, todas atualmente corrompidas com o vasto dinheiro recebido pelos magnatas interessados em quebrar o Brasil. Estamos contigo, Boulos!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Está cada vez mais claro que golpe foi para instalar neoliberalismo e não para combater a corrupção

Quando aconteceu o golpe, a mídia e setores afins espalharam para o país a ideia de que era preciso combater a corrupção e que para isso a gestão política tinha que mudar. O povo mal informado, confiante na mídia caiu como patinhos na lagoa e apoiou o golpe.

Hoje, além das medidas que prejudicam o povo para favorecer as elites e de uma gestão claramente incompetente na resolução de problemas, ainda temos os integrantes envolvidos em denuncias de corrupção (incluindo vários com envolvimento comprovado). Para percebermos depois, após análises frias de que a gestão expulsa do poder era muito mais competente e não há provas de que esteja envolvida em corrupção. Ou seja a mídia nos enganou; os corruptos capazes de quebrar o país são estes que estão aqui e não os que foram expulsos.

Com o golpe, setores da sociedade que tem o egoísmo e o sadismo em suas bases ideológicas começaram a "sair do armário" e agridem sem qualquer tipo de pudor qualquer opositor sob a justificativa de estar "se defendendo", o que legitima os atos de agressão levando-os á impunidade. Ou seja, o Brasil virou um pesadelo onde governo corta direitos e "cidadãos de bem" agem como seus ferozes cães de guarda a agredir e matar sob desculpas tidas como plausíveis.

Os maiores empresários do país e as elites que os apoiam nunca aceitaram que alguém que els consideram "inferior" pudesse ser presidente da República. Elites sonham em ver um membro delas no poder, para governar somente para elas. As elites querem um país só para elas e secretamente vemos as classes excluídas no alvo de desejos sádicos de eliminação. E é por isso que tantos direitos são eliminados para que um silencioso e discreto genocídio possa ser feito.

Especialistas alertam que o cenário do Brasil de hoje lembra muito o da Alemanha pré-Hitler. Que o neoliberalismo a ser instalado em sua forma mais agressiva (Ultraliberalismo) tem a finalidade de eliminar gradativamente as pessoas que "atrapalham" os planos das elites para que no fim somente elas possam usufruir, de forma abusada, dos bens que o Brasil possui.

Este papo de "combater a corrupção" é papo furado. Os corruptos estão aí, louvados pelas elites que também são corruptas, mas por não estarem em cargos políticos, são blindadas e por isso impunes.

Sinto vergonha de ser brasileiro hoje. Se ser brasileiro é ser elitista. Eu não sou brasileiro. Ou vão para Miami, elite desgraçada que quer arruinar o país. Mas Trump tá lá e ele não gosta de brasileiros... Nem mesmo de brasileiros ricos...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Fascismo brasileiro tem características próprias

O jornal Financial Times publicou recentemente um artigo falando do crescimento do nazifascismo no Brasil, estranho em uma terra que se pretende ser diversificada e alegre. O mesmo artigo fala que o predomínio desses ideais ocorre no Sul e no Sudeste (onde encontra a maior parte da elite branca) e que ideais ganharam visibilidade após o golpe político. Mesmo que Temer não seja fascista, ele não é tratado como um obstáculo pelos fascistas.

O que a reportagem não mencionou foi sobre alguns traços do fascismo tupiniquim. Tenho realmente notado um crescimento do fascismo no Brasil, mas ele pode ser bem maior do que se imagina, infelizmente. 

Muitos dos fascistas não se assumem como tais, com medo de punição e preferem acusar os esquerdistas de fascismo, ignorando que esquerdistas são altruístas, racionais e estão prontos para o diálogo, sem desejar morte e prejuízo alheio como fazem os fascistas. Ou seja, colocam nos esquerdistas o estereótipo fascista que na prática é cometido pelos "homens de bem" e nunca pelos "comunistas".

Os fascistas brasileiros podem ser racistas, mas o foco do preconceito deles é muito mais na classe do que na etnia. Para eles, os ricos são batalhadores, pessoas que "lutaram" para chegar onde estão (os fins justificam os meios) e por isso merecem respeito e a preservação dos bens que possuem.

Para fascistas quem está do lado dos pobres, estes tratados como sub-humanos, é "comunista" e por isso merece ser eliminado da sociedade para que não ameace o bem estar dos "homens de bem" (a elite branca e cristã), que no Brasil equivalem aos arianos da época de Hitler.

Os fascistas não se auto-rotulam como tais porque na mente deles eles são apenas cidadãos inconformados que querem se defender dos supostos inimigos que os ameaçam na tentativa de "roubar" os bens e valores que pertencem a eles. Os fascistas brasileiros tratam os atos de violência que cometem como "defesa" e por isso se acham corretos na inciativa de agredir os outros.

Não possuem ideologia própria. A ideologia que defendem é na verdade um engodo feito com valores que incluem moralismo cristão, respeito às hierarquias e direito a propriedade, além de ideais racistas e machistas (incluindo a homofobia) inclusos sem que esses rótulos sejam assumidos.

O que caracteriza tais ideias como fascistas é basicamente a escolha de um inimigo - geralmente quem está em descordo com valores defendidos pelos "homens de bem" - e a transformação deste inimigo em vilão (criminalização), o que acaba por legitimar o preconceito convertido em "ato justo de defesa". 

Ultimamente a vingança tem sido frequentemente confundida com justiça e muitos inocentes correm risco só porque não corresponde aos ideais defendidos pelos fascistas enrustidos, que se acham no direito de agredir. Mesmo que seu "inimigo" não ofereça ameaça real, existente apenas dentro da cabeça do fascista enrustido.

É urgente que se criminalize os ideais fascistas. Isso é praticamente impossível enquanto os golpistas estiverem no poder. Porque mesmo perigosos, fascistas tem sido muito úteis na manutenção dos golpistas e nas decisões sádicas que são tomadas para que apenas a elite possa ter direitos e bens sendo respeitados.

Tempos difíceis esses no Brasil. E quem conhece a História mundial sabe que o Nazismo começou exatamente nas mesmas condições em que se encontram o Brasil de atualmente. Se algo não for feito para frear esta sádica onda fascista, teremos um novo Hitler no comando e novo genocídio em nosso país. Quem viver, morrerá.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O nazismo tupiniquim mostra a sua cara medonha

Os fascistas brasileiros saíram do armário. Esta é uma infeliz constatação. Mesmo não assumindo o rótulo, pois iria pegar mal (eles até criaram um rótulo, bem hipócrita: "homens de bem"), já não tem mais o medo de assumir as suas características, decidindo por conta própria quem  é bom ou quem é mau com base em critérios duvidosos, criando um falso maniqueísmo que pode acabar em graves injustiças.

Fazendo um analogia com o nazismo, a forma mais conhecida de fascismo, poderíamos dizer que "homens de bem" seriam os nossos "arianos". Como o Brasil é etnicamente diversificado, portanto, impossível de haver uma raça pura no Brasil (na verdade nem no mundo há, mas lá fora o fenótipo permite o engano), os fascistas brasileiros elegerem outros critérios, com base no estereotipado moralismo cristão-capitalista, para definir quem é "puro" e quem "não presta". E para fascistas, "quem não presta" merece morrer.

O infeliz projeto secreto de "limpeza social"

Há muito se fala em um secreto projeto de "limpeza social" no Brasil. As elites odeiam diversidade e sonham com um brasil feito somente para elas. Nas favelas, muitos inocentes são mortos por serem "confundidos com bandidos". As chacinas nas prisões são também uma boa mostra disso. Talvez para a elite, a frase "bandido bom é bandido morto" seja insuficiente: menos hipócrita seria "pobre bom é pobre morto", pois a mesma elite não criminaliza os bandidos de colarinho, que são muitos.

É triste esta constatação, mas é real. Pessoas que pertençam às classes oprimidas e os que as defendem (esquerdistas) estão na mira sádico-assassina das elites, que demonstram não ter medo nem das leis, para tentarem cumprir seus interesses fascistas. Para eles, o diferente é inimigo e deve ser eliminado da sociedade, mesmo que não ofereça mal algum a sociedade.

É uma tática para legitimar atos de barbárie criminalizar pessoas que tenham alguma diferença marcante do estereótipo que representa "as pessoas normais" no imaginário dos fascistas. Inventa-se que "o outro" é uma ameaça e o ódio contra este é tratado como um "ato de defesa" e por isso legitimado. Acreditam os fascistas que ninguém irá para a cadeia por "se defender contra uma ameaça". Isso lhes dá coragem para agredir quem eles acham que deva ser agredido, mesmo que não mereça. Petistas e simpatizantes sabem muito bem o que significa ser agredido por um fascista.

Lembrando que fascista não é apenas quem segue ideais como os de Hitler e Mussolini ou os que apenas condenam ideais de esquerda. O que caracteriza alguém como fascista é o desejo de eliminar da sociedade alguém que ele define como "desafeto", por acreditar ele ser uma ameaça a seus interesses.

Isso pode acabar em um imenso genocídio, bem típico dos regimes fascistas como o nazismo, mas sob o pretexto de eliminar somente "quem não presta", com base no critério subjetivo dos direitistas preconceituosos. "Homens de bem" são ferozes, não querem diálogo e podem matar. Com eles, muito cuidado.

O fascismo brasileiro tem surgido do desespero das elites em perder seus privilégios, já que na opinião delas, há benefícios que não devem ser repartidos, sendo de propriedade exclusiva de quem supostamente se empenhou por elas. Para fascistas, a única chance dos "diferentes" escaparem da morte é se adequando às expectativas das elites e se mantendo longe dos privilégios das mesmas, que para as elites, devem ser preservados.

Como acabar com o fascismo?

O fascismo só irá acabar com um trabalho intenso de educação que faça com que as elites entendam que uma sociedade de classes, dividida em privilegiados e carentes, é ruim e vai contra a natureza humana. Somos todos humanos, com as mesmas capacidades e necessidades e a divisão proposta por ideologias como o Capitalismo, vai contra a natureza do ser humano, como se as pessoas pudessem ser divididas em sub-espécies, onde algumas são superiores as outras. 

Enquanto este pensamento equivocado que divide a espécie humana continuar, o vírus do fascismo continuará ativo na atmosfera, encorajando verdadeiros brucutus a "fazer justiça" com as próprias mãos, contribuindo para uma "limpeza social" que no final acabará sendo muito nociva para a sociedade como um todo. Pois sem diversidade, não há opções, não há novas ideias, não há vida.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Os estereótipos da moral, os massacres dos presídios e a impunidade aos ricos

Independente do caráter das vítimas, foi triste o fato de haver massacres nos presídios. Mas o mais triste é saber que entre os conservadores, muita gente comemorou a morte dos presidiários, acreditando que todos, sem exceção, eram bandidos perigosíssimos. Claro, eram todos pobres, negros e para a sociedade "limpinha", feios. 

A parte conservadora da sociedade, que se prende a estereótipos maniqueístas que definem quem é bom e quem é mau com base em critérios subjetivos, desconhece os bastidores do cárcere. Julga de forma superficial, com base nas aparências, quem deve ser punido ou não. Mas um detalhe a ser lembrado é que possivelmente - talvez provavelmente - haja algum inocente no meio dos presidiários mortos nessas chacinas. Este detalhe não está sendo lembrado.

Nosso sistema social como um todo é injusto, graças a irracionalidade (as pessoas não param para analisar fatos), pelo egoísmo e pela ganância. Muitos dos conceitos são baseados na fé religiosa, que apesar de ser uma mera mitologia, controla a moral da maioria das pessoas. Uma moral com base em fatos não comprovados pela realidade é com certeza bastante falha. É inevitável para a moral religiosa cometer injustiças, punindo inocentes e liberando culpados.

Imagine que uma pessoa é presa por engano ou porque desagradou alguém. Uma pessoa "antipática" por ter uma opinião contrária a uma de posição superior pode ser facilmente presa. Uma pessoa pode também ser presa por confusão de nomes e de aparência. Outra pode ser presa apenas para aguardar o processo que irá verificar se é culpada ou não. 

Bom lembrar um fato que muita gente desconhece: o de que existe interesses financeiros em lotar prisões, pois administradores das mesmas ganham dinheiro pelo número de pessoas que colocam atrás das grades. Isso explica bem o porque de tantas superlotações.

Outra coisa a lembrar é que muitos dos crimes deveriam ser punidos de outras formas. Prisões deveriam ser apenas para crimes cuja liberdade seria uma ameaça. Crimes financeiros (incluindo a corrupção), por exemplo, poderiam ser punidos com trabalho gratuito. Isso seria bem eficiente, pois ninguém gosta de trabalhar de graça. O fato dos moralistas cristãos querem prisão para qualquer crime é uma prova de que a mentalidade deles é bastante medieval.

A maldade cometida pelos "homens de bem"

Para ser coerente com a postura de "homens de bem" as pessoas deveriam analisar cada caso ao invés de apontar o dedo e garantir que fulano é bandido só porque é pobre "feio" e sujo. Se esquecem os "homens de bem" que grande parte dos ricos é composta por homens desonestos, arrivistas, que não medem escrúpulos e ferem ética e moral para satisfazerem seus interesses de poder e enriquecimento, para que se tornem pessoas "melhores" que as outras.

Os crimes de colarinho branco ainda são ignorados por uma sociedade que não consegue ver vilania em um homem bem vestido, com diploma de nível superior e fala bem articulada. São comprovados muitos casos de desonestidade cometidos por ricos - que querem ficar cada vez mais ricos - e a sociedade segue tranquila em relação a eles, se esquecendo que a pior ameaça sempre vem de cima.

Os defensores dos massacres falaram muito em "estupro", como se os prisioneiros mortos fossem estupradores comprovados. Se esquece a "sociedade de bem" que muitos integrantes de boas famílias praticam estupro. Há suspeitas fortes de que o assassino de Campinas queria estuprar o próprio filho, mesmo sendo aplaudido nas redes sociais pela chacina cometida.

As pessoas estão perdendo a noção de moralidade. pra muitas, moral é o maniqueísmo estimulado pelas obras de ficção - incluindo as religiosas, que não passam disso - decidindo com base em critérios duvidosos que pode ser considerado bom e mau.

Grande maioria insiste em viver ignorando que ninguém é 100% bom nem 100% mau. Uma pessoa que deseja a morte de outra, só pode ser considerada má, se esquecendo que um diálogo inteligente pode resolver muitos problemas resolvidos com o assassinato, mesmo em suposta defesa. 

Porque apoiar a chacina, havendo possibilidade de muitos presos estarem no cárcere por engano, ou por simples vingança causada por desafetos, além de outros que estão lá apenas para aguardar a conclusão de demorados processos?

Alegar que os que morreram eram "todos maus" além de sinal de ignorância, é um sinal de crueldade odiosa que é tão reprovada quanto a inclinação para a bandidagem. Os "homens de bem" demonstram que podem ser tão bandidos quanto a suposta bandidagem que alegam para os encarcerados. 

Todos nós somos pessoas más e só iremos deixar de ser pós um aprendizado muito duro que mostrará a verdadeira realidade longe das obras fictícias de suposta bondade cristã.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A intolerância é de direita

ESPREMENDO A LARANJA: Este texto abaixo resume o cenário triste da humanidade atual. Parece que ser altruísta deixou de ser moda e que em nome da crise, da ganância e da defesa de convicções particulares, é permitido arruinar com as vidas alheias. Puxa, como os seres humanos se emburrecem a ponto de retomarem a mais primitiva barbárie.

A intolerância é de direita

Fernando Brito - Blog o Tijolaço

A chacina em Campinas e o massacre em Manaus dão pra gente pensar muito.

É fácil dizer que são monstros, e foram, nas monstruosidades que fizeram.

Mas são produtos de uma doença coletiva, que sempre existiu de forma endêmica mas, de tempos para cá, virou um surto.

Gente muito “bacana” e politicamente correta começou a pregar que havia um jeito certo e um jeito errado para tudo.

Começou com o “pensamento único”, aquele que nos mandava “fazer o dever de casa”.

Houve até um tal de Francis Fukuyama que decretou o fim da história e da evolução da sociedade pelos conflitos e sua superação.

Como disse um certo sujeito, não se devia falar em crise, apenas trabalhar. O importante era fazer tudo como alguém tinha determinado, não importa quem fosse.

E que, em contrapartida, nos dava o direito de que as coisas estivessem sempre “em ordem”, ainda que a ordem fosse vil, desumana, opressiva.

As regras passam a ser a nossa razão e a nossa razão não aceita que as coisas possam ser diferentes aos olhos dos outros.

O que não é o que eu quero, o que eu acho que deve ser deve ser combatido e destruído.

Eu sou “do bem”, meu ex-semelhante, agora inimigo, “é do mal”.

Viramos “facções”, como os amotinados de Manaus e, às vezes, tão ferozes e criminosas quanto aquelas.

As ideias mais absurdas começam a parecer normais, porque estamos num estado de anormalidade.

Alguém mata um filho porque o ama? Uma mulher que ama porque esta o abandona? Ter a posse das pessoas é a condição do amor, como naqueles dramalhões do “ou minha ou de mais ninguém”?

A mãe da história de Salomão abria mão do próprio filho por amor, para que este não morresse pela espada do Rei.

Agora é a espada que simboliza o amor e a justiça?

Estamos salvando o nosso país destruindo suas empresas, os empregos, a produção?

Estamos salvando a democracia depondo eleitos e entregando o poder a quem por ele apenas conspirou?

Estamos querendo exterminar a “facção rival” e sermos donos de um presídio e não da liberdade?

O ódio e a intolerância são de direita porque impedem o progresso, a evolução humana, o convívio harmônico, porque o ódio e a intolerância só vencem pela destruição.

Devemos fazer um exercício diário de imunização a ele, porque é fácil contrair esta doença.

E passar a não ver que bem e mal não são compartimentos estanques e o que determina nossa humanidade é fazer um e conter o outro.

Para salvar o Brasil deste caos, é preciso entender que isso não se fará com uma seita fundamentalista.

Quem acredita nisso são os Moros e Dallagnóis.

Há um valor mais alto posto diante de nós: resgatar a democracia e a perspectivas de sermos um país independente, não uma nação que rasteja diante do mundo rico, oferecendo-se  e oferecendo o trabalho de seus filhos a preço vil.

Se não soubermos nos unir, se também quisermos praticar ódios e intolerâncias seremos cúmplices da chacina do Brasil.