segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Na Argentina, Macri defenderá a sua classe, a dos empresários. No Brasil, se a direita voltar, será a mesma coisa

Sabe porque o povo que defende a direita é chamado de coxinha? Porque "coxinha" é o novo sinônimo de trouxa. Quem não é rico e defende os ricos certamente vive fora da realidade, achando que os verdadeiros poderosos irão se abaixar e beneficiar quem os apoiou.

Os direitistas que não são ricos mal sabem que serão os primeiros a serem esquecidos pelos candidatos que colocarão no poder. As elites são tradicionalmente egoístas, defensoras não do bem estar coletivo, mas do sucesso individual. Para a elite, a sobrevivência é um prêmio que só deve ser concedido a uma minoria, que supostamente lutou por ele.

Macri, eleito pela população insatisfeita com o Socialismo ruim que estava sendo posto em prática na Argentina (como se ser ruim fosse uma das características do Socialismo), já começa a tirar a máscara de democrata e mostrar a sua cara feia de troglodita capitalista. Entregou praticamente ao FMI e a órgãos e empresas estadunidenses a missão de tentar equilibrar as contas do país. 

E Macri, empresário experiente, com grande riqueza acumulada, já deixou bem claro que sairá em defesa de sua classe. O povo deve sofrer para que o empresariado esteja bem. Inventa, como fazem todos os capitalistas, que o bem estar das empresas é que garante o equilíbrio das finanças e por consequência o bem estar da população. "Bem estar" entre aspas: leia-se consumismo.

Mas um consumismo de fachada, pois quem é sensato sabe que o Capitalismo detesta repartir renda. Marx dizia que o Capitalismo iria um dia morrer de suicídio. Mal sabem os capitalistas que renda mal distribuída impede o consumo e impede a entrada de renda nas empresas, provocando crises e falências. 

Ultimamente empresas tem sido extintas ou engolidas por corporações. Temos muito menos empresas do que a cerca e 30 anos atrás. Em muitos casos varias empresas são na verdade fachadas para uma empresa só, como se vê muito nas gravadoras e nos sistemas de ônibus.

No Capitalismo, democracia é mercadoria

Seria uma infantilidade acreditar que o novo presidente da Argentina esteja interessado em dar bem estar ao povo. Não está. Ele sabe mais do que ninguém que o cargo, somado ao fato dele vir do empresariado, lhe garante poder e autonomia para fazer o que bem entender. 

O Capitalismo nunca foi de fato uma democracia, esta vendida como um produto no sistema quando aplicado. "Se quer ser livre, pague", é o lema das democracias capitalistas. Se você tem que pagar ara ser livre, sinceramente a liberdade não é um direito e sim uma mercadoria.

Que os brasileiros fiquem muito atentos a tudo  que acontecer na Argentina. Façam de tudo para estar mais informados o possível sobre o que acontece por lá. A Argentina de Macri servirá de uma boa bola de cristal que mostrará o que poderá acontecer aqui quando o poder for devolvido nas mãos da elite egocêntrica. 

Os homens que usam ternos e gravatas como uniformes de trabalho certamente não ficarão prejudicados em um governo guiado por um representante seu. Mas o povo trabalhador é que deve ficar preocupado, principalmente os que desejam a volta dos capitalistas ao poder. A admiração que os coxinhas tem pelos seus ídolos de direita com certeza nunca é recíproca. Até porque capitalistas não costumam amar seres humanos. Nem eles mesmos.

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