segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Impedimento de Dilma não é a favor da democracia. É para interesse particular dos que querem o impedimento

Em vingança a ameaça de sua retirada do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o homem mais antipático e intrometido do país no momento, decidiu pela iniciativa de abrir o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Uma afronta à Constituição visto que não há um fato provável que justifique a destituição à presidente. Além do fato de que os requerentes errem tanto ou mais que os erros supostamente atribuídos à Dilma e aos seus compartidários.

Ou seja, apesar do combate à corrupção ser uma justificativa mais do que alardeada, evidências confirmam que não é bem este o motivo que faz com que muitos brasileiros torçam pela saída de Dilma e dos petistas do governo. 

As elites nunca gostaram de ver um representante das classes populares no poder. As acusações de corrupção a integrantes do PT e a seus aliados tem caído como uma luva para servir de oportunidade que essas elites encontrassem uma razão de satisfazer seu objetivo.

E caso entendam que a Dilma tenha que ser tirada do poder, a lei diz que Michel Temer seria seu sucessor no cargo. Mas como Temer é maré mansa (ou pelo menos era, até esta semana, já que passou a dar sinais de que quer também tirar Dilma), pode ser que ele seja estimulado, por algum motivo a entregar o cargo para seu colega de partido, Eduardo Cunha, o que deixaria claro o verdadeiro objetivo de Cunha: tomar a presidência.

As elites nunca foram defensoras dos interesses coletivos. Capitalistas e neoliberais, são entusiastas das conquistas individuais. Acham que a luta pela sobrevivência é uma competição e que direitos são prêmios pela vitória nesta "competição". Toleram a má distribuição de renda e acha que lideranças nunca erram e muito menos cometem abusos. Mas mantém a tradicional mania de tentar convencer a população em geral, incluindo muitos excluídos sociais, a se unir pelas causa da elite. Como se os interesses da elite fossem os interesses da população como um todo.

Com esta mentalidade que a população rica e de classe media está sedenta pela saída de Dilma. Os petistas não representam os interesses dessa elite. Colocar um líder "sofisticado" no poder, mesmo que seja também corrupto e incompetente, parece ser a verdadeira meta de uma população acostumada a acatar tudo que vem de cima. E ara isso nada melhor que um líder que venha de cima, pois dá a ilusão de que "sabe tudo" e "faz tudo corretamente". 

O povo se esqueceu da desastrosa experiência com a direita em muitos e muitos governos...

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