segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os 4 erros que aparecem nos escândalos de corrupção

ESPREMENDO A LARANJA: Jean Wyllys, um dos poucos políticos que se empenha em um trabalho sério e humanitário, postou em seu Facebook (que eu estou seguindo) interessantes observações sobre o que aparece nas cabeças das pessoas quando o assunto é corrupção. São observações que eu não havia percebido e são bastante coerentes.

Sinceramente as pessoas infelizmente não sabem o que é corrupção. Num misto de crença religiosa, torcida de futebol e plateia de novelas, as pessoas costumam ser bastante subjetivas ao tentar entender e julgar os casos de corrupção, ignorando que é algo muito complexo, difícil de ser resolvido e que uma simples retirada de "vilões escolhidos" nunca conseguirá encerrar esse tipo de prática.

Corrupção é algo que envolve uma corrente gigantesca e quase invisível, onde não apenas políticos se envolvem, mas quase todos que estão no poder, seja político, econômico e até cultural e social (setores que muita gente ainda acredita ser impossível aparecer casos de corrupção).

Wyllys escreveu os quatro pontos observados quando se toca no assunto de corrupção e os comentou. Leiam , pois é bem interessante e se entendermos bem o que ele escreveu, vamos parar com as asneiras ditas frequentemente quando tratamos cada caso de corrupção isoladamente, se esquecendo que ele é uma pequena parte de uma rede monstruosamente complexa, que somente a educação e o fim da ganância financeira podem tentar exterminar.

Os 4 erros que aparecem nos escândalos de corrupção

Por Jean Wyllys, em seu perfil oficial no Facebook

Existem quatro erros comuns que se repetem cada vez que um caso de corrupção vem à tona e se transforma no “escândalo”, sobre os quais precisamos refletir:

1. O problema da corrupção não são os casos individuais, porém, cada vez que um caso de corrupção estoura na mídia, é tratado como se fosse um caso isolado. Assistimos, então, à construção de um “vilão”, sobre o qual recai a culpa por algo que não é mais do que um sintoma de um problema sistêmico. Nenhum partido (nem o PSOL) está isento de ter, em suas fileiras, um corrupto. Se o problema fosse apenas existirem pessoas corruptas, não seria tão grave: a solução seria apenas identificar e expulsá-las. Mas sabemos que o problema não é esse.

A corrupção é um componente inevitável de um sistema de governo em que as campanhas são financiadas por bancos, empreiteiras, empresários do agronegócio, igrejas fundamentalistas milionárias e todo tipo de lobistas; a governabilidade se garante comprando votos no Congresso (e o “mensalão”, seja petista ou tucano, não é a única maneira de se fazer isso; existem formas indiretas, como a distribuição, entre partidos aliados, de ministérios e órgãos públicos em função não do mérito, mas do orçamento) e governantes e parlamentares se preocupam mais em agradar empresários e corporações do que em manter o espírito republicano.

2. O problema da corrupção não é só moral. O “udenismo” costuma dominar o debate sobre a corrupção, e tudo é reduzido a desvios éticos individuais. A corrupção é também um problema econômico (porque são bilhões de reais que “somem” do orçamento da União, dos estados e dos municípios) e, sobretudo, um problema POLÍTICO. Não é por acaso que o PT, que antigamente era visto como o partido da ética, passou a se envolver cada vez mais casos de corrupção desde que chegou aos governos.

A corrupção acompanhou a aliança com o poder financeiro e o agronegócio; veio junto com submissão ao fundamentalismo religioso e com os acordos cada vez mais escandalosos com pilantras disfarçados de pastores que dominam o Congresso; acompanhou o uso da repressão contra o povo nas ruas e a adoção do discurso da “segurança nacional” que, no passado, foi usado para reprimir aqueles que hoje estão no governo. Ou seja, o que houve não foi uma degradação moral, mas uma renúncia ideológica e programática.

E, por isso, a grana e os privilégios do poder substituíram, em muitos petistas (não em todos nem mesmo na maioria militante!), as convicções e a vontade de mudar o mundo como razão para se engajar na política. Então, se realmente quisermos acabar com a corrupção, o primeiro passo é voltar a dotar a política de sentido e conteúdo, para que mais gente entre nela desejando mudar o mundo e não ficar rico.

3. O problema da corrupção não é apenas a violação das normas, mas o fato de ela muitas vezes ser as próprias normas. Um bom exemplo disso é o financiamento de campanhas, que está sendo julgado pelo STF: se um candidato faz uma campanha milionária financiada por empreiteiras e empresários do transporte e, já eleito, tem que decidir entre aumentar ou não a passagem de ônibus ou tem de escolher entre os direitos dos moradores e os interesses de uma empresa cujo projeto imobiliário implica em removê-los, qual será mesmo a escolha dele? Se um senador teve sua campanha financiada pelo agronegócio, vai votar a favor de que tipo de Código Florestal?

Sendo assim, esse sistema eleitoral, que leva à formação de mega-coligações para garantir a governabilidade, não pode prescindir da corrupção. Ou vocês acham que o partido do sistema, que já foi aliado de petistas e tucanos, vai votar as leis porque lhe parecem boas se não tiver mais dois ministérios em troca? Tem inúmeras condições estruturais que favorecem ou até impõem a corrupção como combustível necessário para o funcionamento do sistema. Por isso, de nada adianta fazer, da corrupção, um problema apenas moral se não fizermos mudanças estruturais; se não mudarmos as regras do jogo.

4. A corrupção não é o único nem o mais importante problema da política. Vamos supor, por um instante, que fulano, candidato a presidente, governador ou prefeito, é uma pessoa comprovadamente honesta, no sentido mais restrito do termo: jamais usaria do cargo para se beneficiar ou beneficiar amigos e familiares; jamais enriqueceria com dinheiro público; jamais roubaria ou seria cúmplice ou partícipe de um roubo. Contudo, esse mesmo fulano defende uma política econômica que prejudica os trabalhadores; é fundamentalista, racista, homofóbico, tem ideias ultrapassadas sobre as relações humanas; é autoritário, personalista e etc. logo, a honestidade dever ser um dos requisitos para se escolher um político, mas não podemos nos esquecer de que o mais importante é a política que ele faz ou propõe: as ideias, o programa, a visão de mundo, os interesses em jogo.

Colocar a corrupção (vista, como já dissemos, como um problema moral, exclusivamente individual, identificado apenas com um determinado setor político e, ao mesmo tempo, despolitizado no sentido mais amplo) é também uma forma de esconder os verdadeiros debates de que o país precisa, como se todos os nossos problemas se reduzissem a três ou quatro escândalos convenientemente destacados nas manchetes.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Porque analfabetos políticos tendem para a direita?

Um dos fatos mais notados ultimamente é que os analfabetos políticos estão pendendo para a direita. Para quem não sabe o que é ideologia de direita, é qualquer ideologia que defenda valores estabelecidos e os interesses das classes dominantes. É basicamente isso.

Mas parece coincidência que analfabetos políticos defendam ideais de direita. Analfabetismo político é quando pessoas desconhecem fatos históricos e pretendem defender uma visão de política baseada no que é dito pelas pessoas comuns em conversas informais e pelos meios de comunicação, controlados por pessoas interessadas em manter valores e interesses estabelecidos.

Analfabetos políticos não precisam ser analfabetos em tudo. Há analfabetos políticos entupidos de diplomas com mais alto grau. Geralmente são formados em áreas que não trabalham diretamente com fatos históricos. Mas mesmo assim, há profissionais ligados à área de humanas que são analfabetos políticos por conveniência, já que estão isso mais para ganhar dinheiro do que para contribuir com a sociedade. Mas pós-graduados não são maioria entre os analfabetos políticos, embora existem em grande quantidade.

A grande maioria dos analfabetos políticos se encontra na população em geral. Jovens e adultos com preguiça intelectual, mas interessados em fingir que entendem política (isso dá prestígio), ao invés de assumirem que não sabem política, se metem a falar besteiras a respeito. Dependendo do prestígio e da influência social de quem as divulga, essas besteiras vão se espalhando e virando "verdades" no imaginário coletivo que acaba criando uma "historiografia" paralela sobre a realdade.

Os analfabetos políticos não só desconhecem História como desconhecem as leis. Costumam entrar em contradição e escolher entre dois políticos que cometem os mesmos erros qual será punido e qual não será. Distorce fatos do passado e costuma considerar deturpadores como "fiéis seguidores de doutrinas", colocando no fundador a culpa de atrocidades cometidas por deturpadores.

Ah, o mais importante: analfabetos políticos adoram estereótipos. Como acreditar em estereótipos não exige esforço, é o caminho mais conveniente. Mas estereótipos enganam. A percepção imediata das coisas costuma vir desacompanhada da lógica e muitas injustiças são cometidas com base na observação de estereótipos. mas é desta forma que os analfabetos políticos definem quem é "bom" e quem é "mau" no cenário político e econômico.

Mas porque analfabetos políticos tendem a ser de direita?

A resposta é simples: por instinto. Instinto animal. É conveniente para a sobrevivência humana defender valores estabelecidos (que mesmo falhos, garantem a permanência de alguns supostos direitos básicos) e os interesses de lideranças (o líder protege e orienta e nossa sociedade não se considera preparada para viver sem líderes, que podem ser considerados um mal necessário).

O Empresariado, que embora poucos saibam, sustenta e manda nos políticos, é uma classe muito respeitada pela população em geral. Donos dos meios de produção e responsáveis por dar empregos (ma remunerados) a população, nunca são alvo de críticas até porque são eles que darão emprego que vai sustentar, mesmo precariamente, a vida das pessoas. Com medo de se darem mal. optam por respeitar esta classe, escolhendo os políticos (estes na verdade capachos dos donos das empresas) como bodes expiatórios que se tornam alvos da revolta popular.

E agradar aos empresários (quem também controlam os meios de produção) é uma atitude instintiva do brasileiro, sobretudo do analfabeto político, que não vai criticar aquele que dá a esmolinha utilizada para que a população possa se virar para sobreviver.

Por isso que os  analfabetos políticos tendem para a direita. Desconhecendo as relações de poder, ao preferir ficar do lado dos mais fortes, para que nunca se deem mal. Quem tem que "se ferrar" são os representantes da classe dominada que "se meteram" com o poder, como muitos petistas.

O poder, segundo os direitistas, deve ser entregue aos ricos capitalistas, cujo estereótipo é  de serem pessoas ultra-perfeitas, quase sobre-humanas, "sempre inteligentes", "sempre responsáveis" e "sempre bondosas". Estereótipo respeitado justamente porque ninguém se interessa a pesquisar melhor sobre como funcionam as relações de poder. Analfabetos odeiam pesquisar. 

E isso explica a tendência dos analfabetos políticos penderem para a direita. A sobrevivência física e material é meta única e cada um pretende proteger seus interesses particulares mesmo que todo o mundo se exploda. Se o mundo acabar e apenas o interesse de cada um for preservado, o dono deste interesse estará tranquilo. 

Esqueçam que os analfabetos políticos querem combater a corrupção. Isso é conversa para obter prestígio social e satisfação imediata de seus interesses. A evolução e o bem estar de toda a coletividade nunca faz parte do interesse particular dos analfabetos políticos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Você sabe porque saiu às ruas ontem?

Você vai dizer que sabe. Foi para protestar contra a corrupção. Embora muita gente realmente respeitável tivesse aproveitado as manifestações marcadas pela direita para manifestações mais conscientizadas, boa parte da população nem sabia o que estava acontecendo, preferindo sair as ruas para se divertir, para destilar seu ódio contra o governo ou simplesmente para posar de politizado diante dos amigos.

Que o PT e suas lideranças estão merecendo uns bons cascudos, ah, estão sim! Mas isso não pode representar uma oportunidade para forças ocultas do Capitalismo mais excludente, forças que sabemos, realmente manda neste país, ganharem força e retomarem o poder para fazer aquilo que mais sabem fazer: excluir para que o excesso dos bens do país fiquem em suas mãos. E quase todos não sabem, mas esta elite oculta está por trás dessas manifestações esperando o momento certo de dar o bote. E poderá ser de surpresa.

Integrantes do PT tem se envolvido si, em corrupção. mas eu na considero a corrupção o pior erro petista e si a incompetência. Os governos petistas mais pareceram versões mais simpáticas dos tucanos, repetindo boa parte do que os governos de FHC e Collor fizeram. Não conseguiu transformar o país e propôs soluções paliativas para compensar as dificuldades resultantes da pobreza.

Mas achar que colocar outro incompetente no lugar dos petistas sob o pretexto de combater a corrupção é muito desconhecimento da vida política, algo muito complexo e que envolve uma intrincada rede de relações que incluí até não-políticos, gente que atrai a confiabilidade da população por não se enquadrar no estereótipo de vilania em que a população aprendeu a acreditar. 

Por isso que é complicado acabar com a corrupção. Ela vai continuar enquanto a renda for injustamente distribuída, enquanto uns ganharem mais do que os outros. A corrupção depende dessa má distribuição de renda para existir, já que envolve negociações que pretendem fazer circular dinheiro fácil nas mãos de quem quer mais dinheiro, e por isso é algo tipicamente capitalista. 

Quem diz que o Socialismo inventou a corrupção certamente é um ingênuo mal informado que desconhece História e Política, já que passou a vida inteira ocupado demais com futebol, cerveja e religião, supérfluos que representam as maiores zonas de conforto do povo brasileiro.

E acabar com a corrupção não é a unica coisa a fazer, pois não adianta um gestor honesto, mas incompetente. Talvez combater a incompetência seja melhor do que combater a corrupção, já que esta sempre vai haver enquanto a sociedade for injusta. 

Mas antes de tudo, se informa mais. Pode ser que você queira tirar o cara errado do poder, trocando-o por alguém bem pior, muito mais corrupto.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

"Combate à corrupção" é apenas pretexto para odiosos satisfazerem suas taras

Vivemos numa época onde o ódio anti-humano virou moda. Num mundo cada vez mais competitivo, pessoas entenderam que outras pessoas são os maiores obstáculos para satisfação de interesses. Isso reforça todo tipo de ódio para pessoas que atrapalham os interesses desses odiosos, que tratam a realidade como novela, achando que a simples eliminação de "vilões" escolhidos vai liberar o caminho para que estes odiosos continuem praticando seus abusos.

Mas ninguém quer posar de "vilão" Vilão é sempre o outro. Para o bandido, o mocinho e que é o vilão. O mau se acha um justiceiro, apenas tirando do caminho o outro que para ele, parece nefasto. Não existe maniqueísmo. Para os maus, os bons é que são maus.

E essa onda de ódio chegou à política. Capitalistas com o medo desesperado de perder seus privilégios, resolveram ressuscitar a onda de "caça as bruxas' usando os governos petistas como pretexto para combater a corrupção que eles creem fazer parte do Socialismo. 

Idiotice. Todos sabem que a corrupção é tipicamente capitalista. Que há muito tempo o PT não é Socialista , além de ter se aliado com muitas forças de direita, sobretudo o PMDB, que deveria ser o verdadeiro responsabilizado pelo fracasso governamental dos petistas. 

Mas os capitalistas não querem saber de fatos. Querem é tirar os obstáculos do caminho. Fingem querer combater a corrupção mas isso é só desculpa. Na verdade querem tirar os petistas e tudo que não representa o Capitalismo do poder e colocar um corrupto de direita no lugar. O que não muda nada, pois corrupto é corrupto do mesmo jeito, independente da ideologia que abraçar.

Os odiosos estão mesmo é com sede de vingança. Odeiam mortalmente seus inimigos pessoais, mas põe a capa de "luta ativista" em seu ódio particular para que outras pessoas se juntem e a vingança ganhe força. Eliminar o inimigo de qualquer jeito é a meta, mesmo que passe por cima, da moral, da ética, da lei e até do respeito humano. 

Satisfazer o interesse pessoal desses odiosos virou "causa nobre" e as elites odiosas tiram proveito da ignorância do povo brasileiro (viu como é "maravilhoso" não investir em Educação e investir em supérfluos como futebol, religião, carnaval e cerveja?) para angariar adeptos, formando um imenso exercito de zumbis odiosos com sede de vingança.

Para mim essa "luta contra a corrupção" (dia 16 tem mais manifestação. Não saiam para as ruas! Os coxinhas mordem!) na verdade é uma desculpa esfarrapada. sabemos que os que patrocina esta luta são muito mais corruptos que todos os petistas junto. E o que adianta trocar um corrupto por outro se o dinheiro público será desviado de qualquer maneira?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Stalin e a origem da intolerância anti-comunista

Uma onda enorme de anti-comunismo acontece no Brasil atual, estranhamente em pleno século XXI. Descontentes com a - real, até aí eu concordo - incompetência dos governos petistas, resolveram achar que isso é o verdadeiro Comunismo  (ou Socialismo, como queiram) e resolveram culpar até mesmo Karl Marx pelos erros que acontecem em nosso país e que nos enfiaram na crise em que encontramos.

Os anti-comunistas se esquecem que além disso tudo aí não ter nada a ver com as ideologias de esquerda (o governo do PT é na verdade uma Social-democracia, um Capitalismo mais humanista, já consagrado em países como a França) o verdadeiro Comunismo nunca foi posto em prática.

O surgimento do anti-comunismo no Brasil se deve a confusa difusão de informações equivocadas, distorcidas e mal compreendidas. Cientes do desinteresse dos brasileiros por pesquisa e estudo, as lideranças de direita trataram logo de criar sua visão pessoal de História mundial e colocaram nas cabeças de seus discípulos, tirando proveito do ódio resultante da revolta pela incompetência dos governos do Partido (outrora dos) Trabalhadores. 

Entre as informações distorcidas está a ideia absurda de que o Comunismo é genocida. De onde tiraram essa ideia? Eu li obras de Karl Marx e não vi nada disso. Marx queria o contrário, uma sociedade igualitária, com benefícios para todos. Como repartir renda de forma igualitária pode ser genocida. Isso só pode ser obra de um infeliz de bigodinho conhecido como Josef Stalin.

Stalin foi  grande deturpador das ideias de esquerda. Na verdade ele era uma espécie de Hitler da (falsa) esquerda. Falava em nome do Comunismo mas não era comunista. Pelo menos suas atitudes postas em prática não eram a de um comunista. Mas porque ele virou estereótipo de "comunista"?

Simples, porque os capitalistas, interessados em ampliar cada vez mais seu poder e suas fontes de lucro financeiro, necessitavam tirar d caminho qualquer ideologia que impedisse os avanços dos Grandes Empresários rumo ao lucro fácil e exorbitante. E viram no Comunismo um obstáculo aos seus planos. Entenderam que para enfraquecer o inimigo era necessário criar uma imagem negativa dele, se aproveitando de seus pontos fracos.

E aí veio Stalin e seu genocídio para confundir as cabeças dos capitalistas. Não é exagero dizer que Stalin favoreceu o Capitalismo. Seu autoritarismo e a crueldade de seu genocídio foram excelentes para que os capitalistas usassem isso para enfraquecer s ideais de esquerda. 

Simples, invente que Stalin e discípulo fiel de Marx, jogue no mesmo saco até mesmo os socialistas que discordavam de Stalin e voi-la! Os ideais de esquerda são enfraquecidos e a truculência capitalista ganha sua permissão para a atropelar quem quer que esteja na sua frente.

Burraldos oportunistas! Não é o Socialismo, Comunismo e os ideais de esquerda que são cruéis e contra o progresso. É Stalin, a velha Rússia e todos que seguiram seu modelo. O Comunismo (comunidade) e o Socialismo (sociedade) não podem ser anti-humanistas. Anti-humanista é o Capitalismo (capital = dinheiro e bens materiais)que prefere matar pessoas do que extinguir empresas. 

Que se preocupa em proteger patrimônios e largar seres humanos (ou ainda são ingênuos para pensar que seguranças de shopping-center estão lá para proteger pessoas?)! Que a menor crise opta por demitir gente do que reduzir a margem de lucro dos gananciosos donos, que só comem Bas Fond e que não conseguem passar período de férias sem sair do Brasil.

Portanto parem com esta tolice de usar Stalin para enfraquecer os ideais de esquerda. É mais do que sabido que por mais cruel que seja Stalin, ele matou muito menos gente que o Capitalismo, que até hoje continua a fabricar silenciosamente sua multidão de vítimas fatais.