terça-feira, 25 de novembro de 2014

A falta de noção de ética e a censura

Recentemente, coloquei uma postagem meio polêmica em uma comunidade do Facebook. A preocupação excessiva em não fazer um texto longo, comprometeu a clareza da postagem. A interpretação equivocada do que foi escrito fez com que o texto fosse denunciado automaticamente. E olha que escrevi sobre algo real e não uma calúnia ou qualquer suposição opinativa.

Mas que quer que fosse não entendeu o que estava escrito no texto, não se dispôs a analisar - brasileiros odeiam analisar - e classificou como "injúria" a minha postagem, com a mesma rapidez com que escrevi a mesma. Se eu errei em não escrever um texto claro, quem a denunciou cometeu erro similar de não ler atentamente o que foi escrito e analisado friamente.

A noção de ética e respeito ao próximo que a sociedade brasileira possui é precária. Em muitos casos, postagens bem mais agressivas - que estimulam a bebedeira, estimulam surras em crianças, mostram deformidades e humilham "comunistas" - passam livremente, enquanto críticas a erros cometidos pela coletividade são denunciados como se fossem preconceituosas. Ou seja, a população tem o direito de errar e pior: de continuar errando eternamente. Não é difícil imaginar porque nosso cotidiano nunca melhora.

Não vou dizer aqui o nome da comunidade e nem o que foi escrito. O que garanto é que foi uma crítica a um costume real, um erro cometido por muitas pessoas. Mas no Brasil, quando erros são cometidos pela maioria, são automaticamente convertidos em acertos, já que é tradicional acreditar no mito que diz "que se muitas pessoas aderem, é porque é bom e correto".

E um integrante dos "corretos" achou que foi ofensivo ter sido criticado por um erro cometido e denunciou. Após perceber isso, deletei imediatamente o texto, para não me envolver em encrencas.

Pobre, com poucos amigos e sem carisma ou poder de influência, envolver em encrencas, para mim, é sinônimo de algo bastante grave e de difícil resolução. É muito mais difícil eu sair de uma encrenca do que qualquer outra pessoa na mesma situação. Não há um "pistolão" ou advogado disposto a me defender. Até porque os advogados que eu conheço, comprovadamente capazes de cometer o mesmo erro, certamente estariam do lado de quem me denunciou, mesmo que não haja uma lei que o defenda. Até porque o que vale é o pensamento da maioria e não o bom senso.

De qualquer forma, deletei a postagem e mudei a privacidade da comunidade, que só poderá ser lida pelos membros. Infelizmente falta maturidade no povo brasileiro e a defesa de erros e de ilusões é muitos mais empenhada do que a luta pela qualidade de vida. Derrubem-se casas e cortem salários, mas não mexam com as ilusões alheias. 

Zonas de conforto são muito mais confortáveis do que uma vida realmente digna.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A confiança cega nos meios de comunicação

Não é a toa que chamam a imprensa de "quarto poder". Não somente pelo poder político que os donos dos meios de comunicação possuem, como pelo fato da imprensa ter se transformado em uma "instituição respeitável", quase como uma espécie de "sinônimo" de democracia. A democracia só é possível, de fato, na Anarquia, mas por representar uma ideia nobre e benéfica, a população resolveu pegar emprestado e "apelidar" a imprensa com esse nome.

Trocando em miúdos: encaixotaram a utópica ideia de que a democracia só é possível com a existência da liberdade de imprensa, como se quem controlasse a imprensa fosse gente como eu, você e seu cachorrinho de estimação. Não é.

Como seria lindo se houvesse uma imprensa que nos representasse. Mas isso não é a realidade. Quem possui e controla a imprensa são empresários com sede de poder político. São políticos, sim, mas da iniciativa privada. Agem como políticos, pensam como políticos, mas sua única diferença é que o salário deles não vem dos impostos que pagamos e sim dos lucros que eles obtém graças a venda de seu maior produto: notícias.

Tratar notícias como mercadoria compromete muito a verdade e a imparcialidade que deveriam ser características da imprensa. E o produto, para vender deve ser moldado - alterado - para que possa ser aceito e que o receptor possa "comprá-lo, garantindo o lucro do emissor da notícia. Estamos cansados de saber que verdade não rende dinheiro. Que se divulgue não os fatos e sim aquilo que os donos da mídia querem que o povo saiba.

Voltamos aos tempos do leitor de pergaminho medieval (Idade Mídia?) contratado pelo rei a noticiar as coisas do ponto de vista das elites dominantes. A imprensa, de fato, é a voz do dono e acreditar que ela representa a população é de uma tolice pueril que já deveria ter desaparecido de nossas mentes quando completamos 7 aninhos de idade.

Como achar que empresários riquíssimos e com poder político suficiente para mandar em presidentes da república (exceto nas "ditaduras" que resolveram disciplinar a atividade midiática em seus países) possam representar os interesses do mais rudimentar integrante da plebe social?

Curiosamente quem defende a ideia de que a imprensa nos representa são os defensores do Capitalismo e das ideias de direita, que tratam os poderosos donos dos meios de comunicação como se fossem trabalhadores tão sofridos quanto o mais humilde faxineiro. Com a onda direitista surgindo em nossa sociedade nos últimos anos, a confiança cega na imprensa tem aumentado bastante, após uma vertiginosa queda durante longo tempo. Reaprendemos a confiar nas mentiras que a mídia, nossa reguladora social, controlada por gente que não quer o nosso benefício, diz.

Há muito a imprensa NÃO nos representa. A mídia age como regulador social e a liberdade sem freio da imprensa é a liberdade do poder de manipulação social. Talvez queiramos que a imprensa seja livre para que possamos continuar sendo manipulados. Para que nossas ilusões possam se manter intactas, freando a evolução social, nos mantendo na eterna infância que permite que vivamos num mundo de faz-de-conta, onde grandes homens de negócios, ignorantes de nossa existência, possam nos representar na hora de exigirmos nossos direitos.

Até porque, seja por preguiça, seja por tradicional modismo, recusamos a querer lutar pela resolução de nossos problemas, preferindo entregar a outrem a responsabilidade de melhora as nossas vidas. E ninguém melhor que os donos da imprensa para "lutar" pelos nossos sonhos (leia-se ilusões).

Não confio na imprensa e sou a favor de seu controle. Controle não é censura e sim o ato de disciplinar a responsabilidade midiática. Tolice acreditar que dar liberdades a um poderoso empresário de comunicação é dar liberdade à sociedade. Até porque a liberdade do empresariado limita a liberdade da população e vice-versa. Alguma coisa precisa ser feita para conter os abusos empresariais dos donos da mídia.

Com o fim da ditadura militar, perdemos o verdadeiro sentido da palavra democracia. A mídia quer nos convencer de que a democracia é a própria mídia e pede para que lutemos por ela, pensando estar lutando pelos interesses da coletividade. Mas no fim, um empresário trancafiado em um escritório luxuosos e refrigerado em sua gigantesca mansão, terá a sua privilegiada condição de vida ampliada por causa de milhões de ingênuos a acreditar que a empresa dele seria a porta voz de nossos interesses. Povo tolo. 

A imprensa é o nosso Don Quixote. Move moinhos, mas não resolve problemas. Mas é considerada a nossa maior "salvadora". Mesmo que seja para nosso mal.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nosso salário mínimo é inconstitucional

Alguém precisa urgentemente lançar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) para o nosso salário mínimo. Vejam o Artigo 7, inciso IV de nossa Constituição Federal, lei máxima de nosso país e a qual todos devem obediência e adesão:

Constituição Federal do Brasil

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

Alguém pode me dizer como é possível satisfazer todas essas necessidades com apenas R$ 540,00, prometidos para o próprio governo? Um estudo concluiu que a felicidade custa cerca de R$11,000 e tenho absoluta certeza que se todos os trabalhadores de qualquer nível ganhassem o mesmo valor, daria para que todos ganhassem os onze mil imaginados pela pesquisa, com todos vivendo bem. Mas tem gente que adora essa desigualdade.

Posso parecer que estou exagerando, mas não, ao dizer que nosso salário é uma escravidão remunerada. E de que adianta Bolsas Família, Bolsas Disto, Bolsas Daquilo. Gente, isso é esmola. E esmolas não são dignidade para ninguém, além de estimularem um crescimento monstro da natalidade, estimulado pelas regras do benefício, o que poderá gerar um gigantesco colapso social, maior do que já existe, graças ao excesso de demanda por emprego, serviços e bens. Melhor que não tivesse essa esmola toda.

O que deveria ser feito? Melhorar a distribuição de renda, tirando o excesso dos ricos e dando para os pobres, que não possuem nem o mínimo necessário para sobreviver e pagar suas contas. Aumentar o salário mínimo não basta, já que ele é o referencial financeiro para todos, para quem ganha pouco e para quem ganha muito.

Se os ricos prestassem mais atenção ao que eles gastam ao que eles consomem, vão perceber que não precisam de cerca de 70% do que possuem. De que a ganância e o egoísmo não param de gerar estragos gigantescos em nossa economia. Pena que a maior parte dos economistas prefira ignorar isso, propondo soluções escalafobéticas para "distribuir" renda.

Nananinanina! Tem que ser como Robin Hood mesmo! Ser implacável com imposto dos ricos, procurando reduzir seus privilégios, proibindo presentes gratuitos a famosos, entre outras medidas que possam criar um limite a já ilimitada capacidade de enriquecimento dos ricos.

Senão as coisas continuarão como estão, com uma falsa redução das desigualdades sociais, gerada por miseras esmolas paliativas que não resolvem a vida de ninguém e muito menos melhoram a situação econômica de nossa sociedade.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O PT criou o neo-direitismo

Uma gigantesca onda de neodireitismo tem surgido nos últimos meses de forma irresponsável. Com base em boatos e falsas convicções, jovens começaram a acusar os erros dos governos direitistas usando as justificativas mais absurdas, num total desconhecimento de fatos históricos e do cenário atual da política.

Concordo que os governos petistas estão errando muito mais do que acertando. Mas isso tem criado um ódio coletivo que se transformou numa histeria sem limites que deseja condenar os governos petistas não pelos erros que eles cometeram e sim pelos que eles NÃO cometeram.

E tudo isso há um culpado: o próprio PT e sua incompetência de governar. A incompetência é tanta que o partido só conseguiu governar se aliando com forças retrógradas como a do PMDB e de outros partidos. Na verdade o PMDB é que merecia ser atacado por tudo isso que está aí, mas o PT teve a responsabilidade de se deixar ser governado pelo partido mais sanguessuga da história política brasileira.

O PT, do contrário que os direitinhas assumidos e enrustidos teimosamente insistem em crer, desde que ocupou a presidência, nunca pôs em prática o Socialismo. Nem pode, pois a Constituição Federal estipula o Capitalismo como sistema político-econômico no Brasil. Aliás, o Socialismo verdadeiro nunca foi posto em prática em lugar nenhum. Os que atacam o Socialismo por pensar que é isso aí que se apresenta sobre este nome, sinceramente, é um analfabeto em História.

Os erros cometidos pelo PT são tipicamente capitalistas. Corrupção, desvio de dinheiro, má aplicação em recursos, projetos mal bolados, soluções paliativas para problemas crônicos, esses e outros erros, não são característicos do Socialismo. Dentro das mais capitalistas empresas vemos esses mesmos erros acontecerem. Até porque o Capitalismo é que permite erros desse tipo, por envolver grande circulação de dinheiro.

Desconfio que esse papo de que o PT errou por ser "socialista" é uma tentativa subjetiva de tentar derrubar o Socialismo usando o PT como bode expiatório. Muitos dos direitinhas lambe-gravatas confiam cegamente nos Grandes Empresários e fazem de tudo para não criticá-los ou desagradá-los, talvez com a "esperança" de serem um dia contratados pelas empresas que esses poderosos homens gerenciam. Interessante que os Empresários causam um incalculável estrago em nossa sociedade, mas ninguém se dispõe a culpa-los por isso.

Creio eu que se o PT fosse de fato socialista, esses erros não aconteceriam. Até porque, para começo de conversa, as alianças com as forças retrógradas da política nunca teriam acontecido. E se não tivesse cometido esses erros, não teríamos essa onda burra de direita, onde fatos históricos são distorcidos para que uma minoria de privilegiados continue sendo privilegiada, arrastando junto um enorme exército de puxa-sacos a desejar algum retorno depois disso.

O PT errou, claro que sim. Não venham os petistas ficarem com esse papo "estamos com Dilma e não abrimos", pois os puxa-sacos da presidente vem com outra histeria, diferente, mas tão intensa e delirante quanto a histeria de direita. Enquanto petistas distorcem fatos atuais para dizer que "o Brasil vai bem", direitistas distorcem o passado para colocarem em seus algozes a culpa pela incompetência de integrantes de um partidinho e seus asseclas.

Tanto a histeria dos petistas quanto a histeria dos direitistas se baseiam em mentiras para criar suas convicções. Na verdade são dois grupos nada interessados no desenvolvimento do país, preferindo defender cada um a sua classe, seus interesses exclusivos e suas ideologias mortas. Todos os dois lados estão errados, porque na verdade são duas faces de uma só moeda: a da incompetência petista, que prefere resolver problemas com paliativos e fazer acordos estranhos com políticos de não-confiabilidade comprovada.

Petistas e direitistas, unidos para afundar de vez o Brasil. E la vão eles, junto com seus ídolos e tutores, fugindo para bem longe em seus barquinhos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O "direito" de ser melhor que os outros

O povo brasileiro não tem noções corretas de bondade, heroísmo e exemplo de vida. Trata religiosos, empresários e celebridades como se fossem benfeitores da humanidade e despreza os intelectuais que alertam a população para os erros e problemas corriqueiros e que por causa de nossa inércia, estimulada pela mídia e regras sociais, permanecem intactas e sem previsão de encerramento.

Para muitos, os "heróis" são na verdade pessoas que angariam simpatia por batalharem em prol do interesse próprio, servindo como exemplo de sucesso para a sociedade. São os "heróis de si mesmos": não salvam ninguém, não melhoram a sociedade, mas são os vencedores particulares desse sistema competitivo e e excludente.

Mas porque cultuar alguém ou algo que seja melhor que os outros? Não seria mais justo admirarmos alguém que colabore para que a sociedade seja cada vez mais igualitária? Porque admirarmos alguém que faz justamente o contrário, tomando para si os benefícios que deveriam ser repartidos igualmente entre as pessoas? Porque admirarmos alguém que colabora para que tudo permaneça como está, melhorando apenas através de paliativos que só resolvem por alguns instantes?

Todos querem vencer na vida. Mas parece que para a maioria, vencer, não é ter acesso a uma vida digna e sim, ser melhor que os outros. Aquele que consegue superar a maioria é ovacionado, amado, respeitado e tratado como uma espécie de semi-deus. São os faraós da modernidade, aqueles que ganharão o direito de opinar sobre tudo e tomas as rédeas da sociedade infantilizada, cada vez mais precisando de uma "babá" que lhes diga o que deve ser feito.

Em contrapartida, como eu disse, os intelectuais são desprezados. Estudiosos da sociedade, cientistas, são solenemente ignorados, tratados como "pessoas de mal com a vida", por alertarem sobre todos os erros que duram anos em nossa sociedade e nunca  se acabam. Gente como Noam Chomsky, que alertando sobre as injustiças do Capitalismo, é tratado como uma espécie de "Cassandra de Tróia", cujos conselhos foram abafados pela beleza imponente do cavalo de Tróia. O Capitalismo sabe muito bem como criar cavalos de Tróia para iludir as massas. Em 2014 teremos um grande cavalão a deslumbrar as massas.

Toda vez que alguém tenta dar conselhos, mas sem a autoridade da visibilidade que a mídia e as regras sociais garantem, nunca é ouvido e em muitos casos chega a sofrer chacota, pois o fato de não ter visibilidade o transforma em um "Zé Ninguém", alguém que não merece ser ouvido.

Do contrário, pessoas com o excesso de visibilidade, perfeitos formadores de opinião, não defendem mudanças reais para a sociedade, já que muitos deles se beneficiando de tudo isso que está aí, principalmente dos erros e injustiças. Até porque, se alguém tem o "direito" de ser melhor que os outros, é porque existe muita gente em má situação.

Devemos cultuar ideias e não pessoas. Se um fulano se deu bem na vida, parabéns a ele. E ele que se dane! Curta bem os seus privilégios e pare de encher o saco do resto da humanidade, além de tomar conhecimento de que o que lhe foi dado, pode - evai - muito bem ser tirado.

Paremos de cultuar também pessoas que nada fazem para mudar a sociedade, repartindo de maneira igual todos os benefícios ao nosso alcance. "Sangue azul" não existe e tirando os bens materiais, somos todos exemplares de uma mesma espécie, com os mesmos direitos e necessidades.

As pessoas que querem ser melhores que as outras devem ser solenemente ignoradas, para que a auto estima excessiva delas possa murchar e devolvê-las a realidade de que elas sempre vivem fugindo.

Os "grandes líderes da humanidade" nada tem a dizer se nada fazem por melhorias reais de todos, não apenas dos "súditos que o aplaudem.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Não há motivo para os "coxinhas" ficarem revoltados!

A vitória de Dilma Rousseff só piorou ainda mais a onda de ódio que marcou as reações dos capitalistas e simpatizantes do Capitalismo. Os lambe-gravatas, puxa-sacos de empresários que acham que os ricos tem o "direito" de mandar nas vidas de todos os cidadãos, vão continuar desfilando sua ignorância histórica e seu etnocentrismo preconceituoso a níveis bastante fascistas, desejando inclusive a morte de quem não pensa como os riquinhos e seus simpatizantes. Um verdadeiro show de histeria irresponsável.

Mas é muita histeria por nada, pois não vejo prejuízo nas classes abastadas. Os empresários continuam ditando os rumos da sociedade, usando a mídia e mais ainda as televisões para dizer o que os brasileiros devem pensar, gostar e fazer. Se houve algum empresário que perdeu dinheiro, não foi por causa dos governos petistas. E boa parte dos Grandes Empresários estão muito bem, obrigado, tratando presidentes da República como capachos, ganhando rios e mais rios de dinheiro e ainda pagando salário de fome aos trabalhadores que eles contratam.

Dilma, é verdade, continua mentindo, dando a impressão que estamos cada vez melhores. Não estamos. Pobres continuam pobres e ricos continuam ricos. Os pobres apenas ganharam um poder maior de consumo (muito mais por causa da estabilidade econômica da moeda lançada por FHC) e a "distribuição de renda" se resume a verdadeiras esmolas conhecidas como bolsas, também inventadas pelo FHC, considerado pelos "coxinhas" (essa ente endinheirada que quer mostrar seu desvalor) como o "melhor presidente brasileiro de todos os tempos. Porque criticar o PT por projetos criados pelo PSDB? Memória falha!

Aécio, que apesar de neto de Tancredo, é filho ideológico de FHC, era a esperança dos "coxinhas" para a "volta" do empresariado ao poder. Volta, como? Se os empresários nunca saíram do poder?

Na verdade, ver o PT, partido formado por "um bando de pés-rapados" é o que chateia os direitistas brasileiros, que gostariam de ver governos ocupados por representantes de sua nobreza. Mesmo que sejam burraldos que adorem futebol (esporte oficial dos tolos), musica brega e encham a cara, se tiverem diplomas de cursos superiores e "sangue azul", seria o ideal. Aécio era a personificação desse tipo de "sangue azul".

Como não há um motivo aparente para a burguesia estar assim tão revoltada (já que ela continua com seus privilégios intactos), somente o elitismo e o desejo de ver "sangue azul" (azul de PSDB!) na presidência pode justificar essa ânsia doentia de querer o PSDB de volta ao poder.

A burguesia gostaria muito de ser governada por um representante de sua classe (mesmo que ele não tenha classe nenhuma, como o farrista Aécio), já que, pelo que acredita essa burguesia, ela não seria traída. Infantilmente, os "coxinhas" se sentira traídos por Dilma Rousseff, que por incrível que pareça, continua a governar para os ricos, permitindo doa pobres o acesso apenas ao consumo e a uma esmola que estimula a preguiça e o  irresponsável descontrola da natalidade.

Pra quê os ricos e seus puxa-sacos continuarem odiando os governos petistas? Dilma está fazendo justamente o que eles querem, enganando os pobres com paliativos e mantendo a má distribuição de renda com um salário mínimo evidentemente inconstitucional. E tudo isso com os Grandes Empresários, imunes e presos em seus pedestais de ouro, sempre a pensar que a vontade particular deles é a vontade de toda a humanidade.

Risível pensar que vivemos em um país socialista. Somente os tolos, sejam os tolos de direita, sejam  os tolos de "esquerda", acreditam nessa lorota.