quarta-feira, 22 de maio de 2013

Prostitutas, drogados, esmolas e cultura ruim: deu a louca na esquerda petista

A "esquerda" brasileira pirou de vez. Na tentativa de agradar a gregos e troianos, jogou o bom senso e em vários casos a ética no lixo e deu a defender situações de moral duvidosa e de racionalidade estranha.

Se não bastasse tentar negar qualquer forma de corrupção nos partidos de "esquerda", agora deram para defender pessoas que vendem o próprio corpo, como as prostitutas, achar que usuários de crack tem discernimento para decidirem ser internados ou não, formas de esmola (que ainda por cima estimulam preguiça e o nascimento exagerado de bebês) como solução definitiva parta melhoria na distribuição de renda e a degradação cultural entendida como forma de evolução cultural.

Na mente de quem pensa assim, há uma tentativa de soar humanista, mas de forma incoerente e desastrosa. A "esquerda" brasileira, na tentativa de agradar, não enxerga os limites da sensatez, optando por esses pontos de vista que mais atrapalham do que ajudam na melhoria da população.

Como ver dignidade em quem vive de vender o corpo? por mais desesperador que possa ser, isso não é normal, é uma situação que deveria ser o mais provisória possível. Creio que ninguém goste de explorar seu corpo como mercadoria, a não ser alguém de baixíssima auto estima e com ausência de bom senso. As formas de ganhar dinheiro são inúmeras, o que dispensa a transformação da prostituição em profissão regulada.

E como podem achar que usuários de crack uma droga claramente destruidora do cérebro, podem ter o discernimento para decidir se querem ou não ser internados? Se eles, ao fugir das autoridades, atravessam a rua sem ver os carros que estão a lhes atingir, como é que possuem a razão em condições de decidir por alguma coisa? Até porque se perguntar a qualquer um, a resposta sempre será a de preferir ficar ali cheirando, tanto por causa do vício em si como da inércia confortável que se sentem durante o consumo.

Sobre as esmolas governamentais, falei em postagem recente. Sobre a decadência cultural, não faltam textos em meus blogues sobre o assunto.

Essas e outras loucuras que a "esquerda" deu de repentinamente defender mostram que as tentativas desesperadas de agradar as partes mais carentes da população parecem ultrapassar os limites da lógica e do bom senso, pois é mais fácil agradar estimulando a inércia dessa gente toda.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Bolsa família, outras bolsas e outras formas de esmola governamental

Sou esquerdista e assumo como tal. Mas não sou petista, por entender que o PT nem de longe representa a verdadeira esquerda. Um dos problemas gerados pelos governos petistas é a adoção de esmolas que deveriam ser provisórias conhecidas como "bolsas" e que segundo seus defensores é uma "revolucionária" (sic) forma de inclusão social e distribuição de renda. Além de ser mesquinho tentar distribuir renda através de esmolas, convém lembrar que essas "bolsas", de acordo com suas exigências, estimula indiretamente a preguiça e o aumento da taxa de natalidade, esta responsável por uma série de problemas que vemos em todos os dias dos últimos anos.

Recentemente houve um boato falando sobre o cancelamento do programa  Bolsa Família, a mais destacada dessas esmolas governamentais. Governistas e simpatizantes logo se mobilizaram para tentar negar o boato e investigar a sua origem. Provavelmente setores de direita, sobretudo integrados por tucanos, podem ter gerado os boatos. 

Os tucanos, como são conhecidos os integrantes e os simpatizantes do PSDB, principal partido de direita no país da atualidade,  nuca perdem a oportunidade de criticar os governos petistas, às vezes com alguma razão, mas sempre com a intenção exclusiva de derrubar os petistas, não a de ser coerentes. Como um Dick Vigarista a roubar para ganhar uma corrida.

De qualquer forma, reprovo essas bolsas que nem deveriam ser criticadas pelos tucanos, pois elas surgiram ainda no governo FHC, sendo apenas incrementadas nos governos petistas e que são coerentes com a lógica capitalista de agradar os pobres apenas com paliativos e "merrecas", ao invés de realmente distribuir renda, pois isso iria tirar o supérfluo excedente das mãos das elites, algo que ninguém, a não ser eu, deseja.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Conheça o pensamento de direita

A raiva das elites com os governos petistas tem feito surgir uma onda de neo direitismo assustador. Conhecidos como "neocons" ou neo-conservadores, os defensores do Capitalismo dão um gigantesco passo para trás ao defenderem um sistema egoísta, competitivo, excludente e injusto, em que poucos tem direito a ter o supérfluo enquanto muitos sequer tem acesso ao mínimo necessário. 

O Capitalismo é um sistema que já deveria ter sido extinto há muitos anos. Não foi porque quem manda nos alicerces das relações políticas, econômicas e também sociais é justamente a elite interessada na manutenção desse sistema nocivo. E a adesão de muitos jovens e gente que deveria ser progressista a esse sistema é um retrocesso sem tamanho que só pode gerar prejuízos a maior parte da população.

Tudo bem que os governos petistas decepcionaram. Até eu não gosto dos petistas e de toda a rede que o rodeia. Mas colocar erros capitalistas para resolver erros petistas é ao mesmo tempo falta de inteligência e de senso moral. Virar diretista só porque os governos petistas não agradaram, é com absoluta certeza uma falta de respeito com a coletividade.

Mas para quem não sabe bem o que é direitista e para aqueles que não se assumem como tais, vou citar algumas características que podem identificar os simpatizantes do Capitalismo.

- Defendem o bem estar e a liberdade individual ou de grupos delimitados, não da coletividade como um todo.
- Para eles pobre é pobre porque não batalha, sendo estes perdedores de uma competição que os direitistas consideram justa.
- Consideram os Grandes Empresários homens de responsabilidade extrema e infalíveis, tratando-os como se fossem sábios tutores da humanidade, sempre aprovando seus atos sem contestação. Direitistas adoram puxar saco de Grandes Empresários e altos executivos, talvez na esperança de obter algum favorecimento.
- Segundo eles, os ricos são ricos por mérito, não havendo limites ao aumento do patrimônio, por mais supérfluo e nocivo que seja.
- Valorizam demais o patrimônio e o direito de posse, subestimando o mérito e o caráter de quem enriqueceu. Agem como se concordassem com a famosa frase "os fins justificam os meios" usando-a, sem assumir abertamente, como lema.
- São altamente competitivos e para ceder e respeitar direitos, fazem muitas exigências, várias delas absurdas ou de difícil satisfação.
- Vivem num mundo a parte, se isolando dos problemas reais da sociedade. Ao se deparar com algum desses problemas, ou culpam as classes economicamente inferiores ou tratam esses problemas como se "fizessem parte da realidade".
- São bastante sisudos e quando criticam costumam ser bem antipáticos, às vezes agressivos, pois são irredutíveis. A teimosia é uma constante nos direitistas, que detestam debates com gente que pensa o oposto do que eles defendem, pois por estarem do lado das elites que eles acham sábias, se acham também as donas da sabedoria. Defendem suas opiniões como quem defende a própria vida.
- E, claro, são mercenários. Para eles dinheiro é tudo, muito mais que fonte de sustento, representando para eles uma fonte de poder e glória. Um meio de se tornar "melhor do que os outros".

São essas as características básicas dos direitistas, Há outras, mas essas são suficientes para qualificar alguém como tal.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma data para ser esquecida

Se as coisas fossem quando era na minha infância, em plena época da ditadura militar, hoje seria uma data cívica: a Abolição da Escravatura. Mas graças ao revisionismo histórico que percebeu que tal abolição nada tinha de humanista, não garantindo direitos aos ex-escravos e servindo de marco inicial para a favelização no Brasil, algo que considero um problema a ser resolvido, mas é tratado como "revolução arquitetônica" por setores da mídia, a data de 13 de Maio não é mais comemorada. Concordo plenamente.

O episódio se deu pela necessidade de desenvolvimento tecnológico de então. Os países desenvolvidos na ocasião já tinham trocado seus escravos por máquinas industriais. O Brasil começou a achar que a escravatura era um sistema obsoleto e acabou aprovando a abolição.

Apesar de muitos movimentos abolicionistas forem humanistas, a decisão de se decretar a abolição foi apenas técnica, visando o que foi dito no parágrafo anterior. E a Princesa Isabel, tida como "heroína" nos livros de História de minha infância (mito aceito por alguns setores do "Espiritismo" brasileiro, muito chegados a distorções históricas que favoreça a mitologia), na verdade era apenas uma funcionária responsável por assinar o documento, como uma espécie de secretária, completamente alheia aos movimentos abolicionistas, do contrário que se tradicionalmente acreditou.

O Movimento Negro sabiamente descobriu as verdades por trás da abolição e não comemora mais o 13 de Maio. Foram escolhidas duas datas para compensar. 21 de Março, curiosamente a data do meu aniversário, o Dia contra a Discriminação Racial. E o 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra, esse sim um dia que todos, não somente negros, deveriam comemorar, pois não é apenas o dia do orgulho negro, mas o dia da liberdade humana, onde se lembra as lutas dos povos negros pelo respeito aos seus direitos, liderados por Zumbi, cuja identidade ainda é um mistério, mas que liderou movimentos de libertação.

Hoje é um dia que passa em branco (ignorem a ironia, não é proposital) na História brasileira. Um decreto que acabou com a escravatura, mas não conseguiu dar dignidade aos ex-escravos, que enquanto submissos aos seus "donos" tinham casa e comida, apesar da humilhação e da falta de liberdade.

Era melhor que tivesse havido um plano, um projeto a criar condições de dignidade aos ex-escravos, ao invés de largarem feito cães vira-latas. Mas mesmo não sendo o dia adequado, penso que todos os dias são dias para lutarmos pela dignidade dos negros, nossos irmãos com uma pele um porquinho ais queimadinha, mas que não cansam de nos dar lições de vida e enriquecendo a nossa cultura com sua criatividade e inteligência ímpar. 

A data de hoje não deve ser comemorada. Não há motivo para isso. É mais um dia de luta para todos nós, como tem sido todos os dias.

O Movimento Negro continua sempre com a sua coragem e permanece na luta pela dignidade não somente do negro, mas de toda a população brasileira. Afinal, fazemos parte de um só povo, com igualdades de direitos e deveres.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Porque a maioria dos defensores da decadência cultural tem formação antropológica?

Não sei se alguém já reparou, mas sabiam que a maioria dos intelectuais que defendem o popularesco e toda essa baderna cultural que se tenta empurrar para as massas, tem formação antropológica?

Muitos desses intelectuais tem diploma de antropólogo, mas nem todos. Vários deles são sociólogos ou historiadores, mas conhecem muito bem (pelo menos de acordo com o que é ensinado nas faculdades de um sistema de ensino interessado mais em formar profissionais do que seres humanos) antropologia, por ter sido uma disciplina obrigatória em seu cursos. E porque essa estranha coincidência?

Simples: percebe-se facilmente que os intelectuais que defendem essa decadência cultural na verdade estão aplicando de forma errada e mal interpretada as ideias de Claude Levi Strauss, um dos mais importantes antropólogos da humanidade, quiçá o maior. A foto desta postagem ilustra a má interpretação feita por estes intelectuais brasileiros, muitos com alto - e imerecido - prestígio.

Não sou antropólogo, sou leigo no assunto, mas pelo pouco que sei, dá para perceber uma analogia equivocada e até cruel entre as favelas e o povo indígena, um dos objetos de estudo da antropologia tradicional.

Para esses antropólogos, historiadores e sociólogos oportunistas, os pobres são os novos indígenas e o que eles produzem "culturalmente" (bom lembrar que esses defensores ignoram a influência quase totalitária do entretenimento de mercado na produção "cultural" das favelas e periferias) deve ser analisado e respeitado.

Para estes intelectuais (que são pagos por instituições estrangeiras para pensar assim), enquanto os pobres são os novos índios, as favelas são as novas aldeias, os barracos são as novas ocas. Para escrachar, faltou dizer que os traficantes são os novos caciques.

Essa analogia toda é presente nos discursos de defesa não somente do "funk" mas de qualquer um dos ritmos popularescos, mesmo que não sejam mais produzidos nas favelas como a axé music e o breganejo, por exemplos, que mesmo tendo conquistado as elites, possui a tosqueira típica do que é produzido nas periferias que deslumbram tanto estes intelectuais.

Mas tudo isso não passa de uma má interpretação do que é a Antropologia, além de fazerem vista grossa para o fato de que não existe mais uma cultura que seja totalmente espontânea e imune da contaminação pelas mídias mercenárias. As tendências do popularesco, hoje hegemônicas, são, sem exceção, resultado da ganancia financeira de gravadoras, produtoras (sejam grandes ou pequenas) e meios de comunicação, além de "artistas" que não passam de meros cidadãos humildes que preferiram ganhar dinheiro de modo mais fácil e lucrativo, sem pegar na enxada.

Além do que, ser pobre não é nada bom, sendo uma situação que deveria ser provisória, com a saída desta condição impulsionada não somente pela melhoria financeira, mas pela melhora intelectual garantida por uma educação de qualidade e insubmissão a autoridades, à mídia e aos equivocados conceitos sociais. A ideia de "pobre feliz" é um absurdo que só tem gerado ainda mais absurdos, defendidos por essa intelectualidade burra, mercenária, chata e metida.

Não dá mais para falar sobre cultura atualmente, a não ser que fujamos de qualquer tendência de grande popularidade. Não dá para esperar uma cultura legítima de um povo submisso a mídia e louco para ganhar dinheiro, não o dinheiro suado conquistado para sobrevivência, mas o ganho para se sentir "melhor" que os outros, verdadeira meta dessa sociedade falida em que vivemos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O verdadeiro Lobo Mau



O Lobo Mau deve estar bem preocupado. Apareceu outro lobo pior ainda. Pelo jeito o antigo devorador de porcos e carneiros ficou bonzinho diante do Lobão Mão e os muitos Pigs.

Se não entendeu a polêmica, aperte aqui. Clique na imagem para ler melhor o que está escrito.