terça-feira, 30 de abril de 2013

"Funk" carioca: sem limites para investir

O que vou dizer aqui pode parecer delírio aos olhos de gente ingênua (e os poderosos estimulam que essa gente pense assim), mas ao investigar várias fontes, cheguei a conclusão de que o que vou lhes dizer é um triste fato. A população brasileira precisa saber disso e se virar contra, para que não perca definitivamente a sua cultura.

A mídia oficial e a mídia não oficial estão tentando empurrar goela abaixo o tal do "funk" carioca, ritmo mais ridículo e grotesco que já apareceu na face da terra, promovendo a volta do guturalismo troglodita dos tempos da pré-história, em contradição à evolução tecnológica.

Mas como algo explicitamente ridículo, tosco e grotesco, criado por pessoas sem o mínimo de discernimento e informação cultural, está tendo esta aceitação toda em uma sociedade que pensa estar "evoluída"? Só mesmo a custa de muito dinheiro (suborno?) para que essa atrocidade cultural seja possível.

Já foi denunciado várias vezes por artistas sérios o fato de que a CIA esteja disposta a destruir a cultura brasileira. O Brasil, embora muitos finjam ignorar isso, é um potencial inimigo dos EUA, por ter características muito parecidas com o país que pensa em governar o mundo. Acredito que a longo prazo os EUA possam entrar em uma guerra contra o Brasil, mas ainda não há indícios disso, embora não falte motivos.

Dominar culturalmente é mais eficiente que dominar politicamente

Os EUA instalaram a ditadura militar no Brasil na tentativa de imobilizar a população. Não conseguiu. Com a redemocratização do país, em 1985, era necessário encontrar outro modo de impedir que o povo brasileiro evoluísse e passasse a pernas nos americanos. Foi permitido a Antonio Carlos Magalhães, o famoso ACM, então ministro das comunicações, a vender concessões de rádio e TV para um monte de gente sem vocação para meios de comunicação, que só queria ganhar dinheiro com isso. 

E isso fez com que nos anos 90, a música de má qualidade, conhecida como "brega" se expandisse e ganhasse força. Não vou ficar alongando sobre o que aconteceu, mas em 1993 foi construído o cenário que acabou se resultando nessa miséria cultural que vemos hoje. 

Os poderosos então, descobriram que manipular a população através da cultura era mais eficiente do que através da política. Na ditadura militar, muito sangue foi derramado e a população continuava se conscientizando. Já a manipulação através da cultura não desperta desconfiança, já que há uma aura positiva de alegria e diversão em torno dela, que esconde facilmente todo o lado triste da anti-democratização.

Manipular através da cultura é eficiente porque, além de não despertar desconfiança (a não ser em pessoas altamente esclarecidas), interfere diretamente no cotidiano das pessoas, impedindo que algum germe intelectualizante se desenvolva. Tudo isso sendo feito discretamente e com atividades descontraídas, para ninguém parecer vilão.

E o que garante o sucesso desse tipo de manipulação é fazer tudo parecer que a cultura não está sendo destruída. Impedidos de raciocinar plenamente, as pessoas se tornam passíveis de aceitar teses absurdas e contradições sem contestar e o que é pior: considerar a burrice como nova forma de inteligência.

Cultura fraca gera povo fraco

Empresas estrangeiras não medem gastos para que a cultura dos países emergentes como o Brasil se enfraqueçam. Colocar tendências alienantes como nova forma de cultura, junto com um conjunto de valores sociais que desestimulem o intelecto e o altruísmo verdadeiro, tem sido a mais bem sucedida forma de dominação já feita. Tem atingido os objetivos de dominadores sem precisar derramar uma só gota de sangue. E como falei, a aura positiva que envolve o domínio cultural ajuda a desviar suspeitas. Por isso mesmo, muita gente vai ler esta postagem achando que eu estou inventando. Mas o que eu digo é resultado da montagem de um quebra cabeças macabro que quase todos insistem em ignorar.

Tradicionalmente se sabe que cultura fraca torna o povo fraco. O jornalista David Tame havia dito isto. Embora eu ficasse pasmo ao pesquisar no Google as expressões "cultura fraca" e "povo fraco" e não encontrasse quase nada a respeito, além do que eu e meu irmão Alexandre (do Mingau de Aço) havíamos escrito. Triste viver em um país que enfraquece a sua cultura pensando estar fortalecendo-a.

E sabendo que povo inculto é mais fácil de manobrar, as empresas dos EUA sob orientação da CIA, principal interessada no enfraquecimento das nações emergentes,  não tardaram em investir em projetos que deturpem os movimentos culturais, substituindo qualquer forma de cultura intelectualizante por formas alienadas, mas protegidas com um discurso falso que as faça parecer tão intelectualizadas que as formas que foram derrubadas. Fundações como a Ford, a Rockfeller e especuladores financeiros como George Soros atuam sob as orientações da CIA investindo muita grana no parasitismo cultural de países emergentes, sobretudo o Brasil, enriquecendo qualquer um que esteja disposto a aniquilar a cultura brasileira.

Por isso muitos doutores, sobretudo antropólogos, sociólogos e historiadores são remunerados em seus projetos de pesquisa para que criem um discurso que tente criar teses absurdas que tentem provar, através de um discurso rebuscado e prolixo que as manifestações alienadas são "na verdade", formas de "nova intelectualização cultural", como se não precisasse ter discernimento e informação para ser inteligente.

Esses argumentos servem para dar um caráter de seriedade a algo claramente patético que seria inofensivo se não fosse levado a sério. Mas levar a sério é a meta, já que isso faz com que as formas de cultura mais legítimas sejam abafadas e soterradas por essas formas alienantes. E bingo! A dominação da população está feita, transformando as pessoas em um monte de carneirinhos que aceitarão passivamente os abusos dos poderosos e a manutenção dos problemas cotidianos gerados por esses abusos.

Domínio cultural não é só música, TV e cinema. É tudo

Claro que no "funk" carioca isso é mais evidente. mas o domínio cultural não se restringe a isso. Nem se limita a música. Drogas lícitas e ilícitas, esportes e religião também fazem parte do pacote de manipulação através da cultura, pois são todas também formas de manifestação cultural. 

É praticamente impossível haver algum brasileiro que não seja manipulado em alguma manifestação. Torcedores de futebol que odeiam "funk", ateus que enchem a cara, esquerdistas iludidos pela decadência cultural, são exemplos de que não existe algum totalmente imune a manipulação ideológica. Sempre há alguém disposto a agradar o sistema. Praticamente somente eu, meu irmão e pouquíssimas pessoas estão dispostas a romper não com uma e outra, mas com todas as formas de manipulação.

"Funk" carioca, o rimo do sistema

E por ser a mais grotesca forma de "cultura", derrubando de uma só vez todos os valores sérios que uma sociedade deveria ter, o "funk" carioca é o carro chefe no auge na dominação cultural das massas, pois garante a alienação total da humanidade, através da confusão entre "grosseria" com "rebeldia", fazendo todos pensarem que estão indo contra o sistema, mas fazendo tudo o que ele quer.

Esse falso rebeldismo, sem causa e sem consequência, acaba por substituir a verdadeira rebeldia, deixando tranquilos os poderosos que poderão enriquecer facilmente às custas de uma sociedade injusta, problemática e cada vez mais burra e grotesca, jogando fora no lixo todo o aprendizado que tivemos durante séculos e séculos, achando que o homem do futuro é um troglodita ainda mais imbecilizado que os primeiros homens que ahbitaram esse planeta.

A exaltação do "funk" carioca é um retrocesso imenso que ira nos cobrar futuramente um valor muito caro. Quem viver (e eu não viverei para ver isso), chorará.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Hipocrisia Capitalista

Segundo a propaganda pró-capitalista,os defensores e praticantes desse sistema estão mais "humanizados, valorizando o altruísmo, procurando entender o funcionário como um ser humano e não como uma máquina biológica. Mas pelo jeito isso não é tudo, pois as regras do mercado de trabalho e o estilo de vida dos patrões ainda mantém inúmeras injustiças. Estamos ainda muito longe de um profissional realmente valorizado que trabalhe apenas o necessário e ganhe o que possa pagar todos os seus custos necessários.

Não acredito nesse discurso de que os capitalistas são democráticos e humanitários. Nunca foram. Não é agora que se tornarão assim , da noite para o dia. Capitalista só entende a linguagem do lucro e tudo que ele faz na vida é totalmente focado para isso. Até mesmo o lazer e a vida afetiva são totalmente direcionados a atividade lucrativa de seu trabalho prestigiado.

Porque agora resolveram posar de "bonzinhos", procurando humanizar o discurso? O salário continua baixo (o DIEESE calculou que para cumprir o que está na Constituição, o salário mínimo deveria ser igual ou maior a R$ 2,800,00), a carga horária de 8 horas ainda é alta e causa um estrago no cérebro do trabalhador (será que é por isso que o brasileiro está cada vez mais emburrecido?), graças a estafa resultante dessa grande jornada. Os ricos estão ainda mais ricos e dando pitaco em governos e na mídia, manobrando as mentes da população. Aonde está essa humanização do sistema capitalista, meu amigo? Neste mundo é que não é!

Não acredito nestes capitalistas e vou continuar não acreditando. Uns caras que fazem questão de ganhar milhões e milhões para gastar com supérfluos e se achar melhores que os outros, além de dar pitaco nas leis e no modo de pensar da sociedade, merecem nossa confiança e admiração. Certamente que não!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quero uma esquerda não-lulista. Mas diferente das outras que estão aí

Eu me considero de Esquerda. É a ideologia mais adequada no momento para tentar resolver os problemas do país. Li O Capital de Marx e me identifiquei com o que estava escrito, além de perceber muito bem que o Socialismo de Marx nunca foi posto em prática.

Mas com esta onda de neodireitismo, com uma cambada de jovens riquinhos defendendo as injustiças do Capitalismo, dá a impressão que esta seria a alternativa pelo fracasso do esquerdismo brasileiro.E não é. 

Não dá para ser capitalista sendo altruísta e desejando o progresso real da sociedade. Os capitalistas falam muito em progresso, mas o que ele chamam de "progresso" se limita a arrumar a aparência e desenvolver - a critério deles - a tecnologia, se puder, driblando a ética, o bom senso e até a vida de cidadãos. Tradicionalmente, capitalistas são gananciosos, egoístas e mentirosos e não dá para ser capitalista sem ter estes defeitos. Definitivamente, Capitalismo não é a minha.

Mas essa esquerda que está aí, também não serve, ainda mais a dos petistas. Os petistas traíram (mudou o significado da sigla PT? Partido dos Traidores?) a sua filosofia original e resolveram fazer um Capitalismo moderado e enrustido, com projetos sociais que mais parecem esmola e que tem estimulado a preguiça e a explosão da natalidade em nosso país.

Os petistas não cumpriram a promessa de mudança que fizeram em suas campanhas de eleição. Não vejo muita mudança em nosso cotidiano, a não ser para pior. Com Lula, a cultura se espatifou e a alienação da população ficou mais forte. Mesmo com internet, a população brasileira se mantém burra e fútil, muito mais preocupada em divertir e consumir do que realmente desejar uma qualidade de vida. 

E toda essa futilidade foi muito bem estimulada pelos governos petistas que inclusive se sentem tranquilas em não investir mais nas faculdades, hoje entregues ao "patrocínio" de empresas e fundações americanas mal intencionadas em destruir a cultura brasileira (falarei mais a respeito futuramente).

Mas que opção eu tenho? Todos acharam conveniente criticar os governos de Lula e de Dilma, mas sem oferecer alternativas, soluções. Fico sem saber que direção tomar.

A esquerda brasileira é mofada, velha e em alguns aspectos, burra. PSOL, PSTU, PCO não inspiram confiança, por tomarem em várias ocasiões atitudes incoerentes com o Socialismo, além de viverem presos na Rússia dos bolcheviques. Péssima ideia embalsamar Lênin. Parece o Retrato de Dorian Gray do socialista Oscar Wilde, um de meus escritores favoritos: conserva-se o corpo de Lênin, para que o Socialismo apodreça e morra de uma vez por todas.

Estou aqui ainda esperando uma esquerda que possa me dizer o que quero ouvir. Não tolero o Capitalismo, festivo, alegre, renovador, na aparência, mas podre em sua essência ególatra e sádica. Mas essa esquerda que está aí... hummm... Me lembrei que sou alérgico a mofo. Seja de que orientação política for.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O fracasso da ditadura militar e o sucesso da ditadura midiática

Fico pasmo com a imobilização social que vejo nos dias de hoje. As pessoas estão cada vez mais ignorantes, passivas, conservadoras e nem mesmo a internet conseguiu colocar alguma vontade de mudança nas mentes dessas pessoas, que preferem usar a grande rede apenas para afirmar e confirmar todos os valores retrógrados que aprenderem por outros meios, principalmente através da televisão, ainda a grande tutora da humanidade.

É um cenário que os responsáveis pela ditadura militar gostariam de ter visto. Os Grandes Empresários que administram os meios de comunicação e os que patrocinam, conseguiram fazer, sem derramar sangue, sem causar um único arranhão e sem causar prisões, muito mais do que queriam os militares que estiveram no poder entre 1964 e 1985 em nosso país.

A população brasileira em sua maioria está completamente alienada, intelectualmente inerte, se esforçando apenas para manter vivos valores retrógrados que não combinam em uma época de desenvolvimento tecnológico que caracteriza a nossa atual década. Enquanto máquinas avançam, nos andamos para trás, retomando todo o cenário duvidoso da América macartista que dominou os anos 40 nos EUA.

Se os militares tivessem previsto o que acontece no mundo de hoje, não teriam apelado para tanta violência e negação de direitos. O que vemos hoje é muito mais cruel do que víamos nos anos 60, já que mesmo com toda a violência, as mentes continuavam produtivas. Era moda ser inteligente na segunda metade dos anos 60. Hoje, pelo contrário, ser inteligente é ser marginal. Legal é ser burro e imitar o que a maioria faz de errado.

E como os poderosos conseguiram isso? Através dos meios de comunicação, ainda bastante confiáveis para a sociedade como um todo. Mesmo que as denúncias e críticas à ditadura midiática aumentem, ainda estamos bem longe de vê-la distante de ser uma forma de manipulação das mentes humanas, além de reguladora dos costumes sociais. As pessoas ainda obedecem ao que é dito na mídia oficial como se ela fosse porta-voz da sociedade. O que ela não é há muitas décadas.

Por acreditar que aquilo que vê nas novelas, nos telejornais, nos artigos de uma revista, por exemplo, é um retrato da população, o público acaba desenvolvendo uma confiança cega na mídia oficial, transformando em lei permanente aquilo que é dito nesses meios. E esta confiança cega acaba por moldar as convicções das pessoas que creem que o que foi induzido em suas mentes, nasceu por iniciativa delas mesmos, o que não é verdade. Psicólogos confirmam que é possível implantar ideias nas mentes das pessoas de uma forma a fazer que estas pessoas creditem que tais ideias nasceram de suas próprias mentes. Os discursos midiáticos são construídos dessa forma.

E aí vemos o que estamos vendo: uma população burra, alienada, conformista, conservadora, avessa a discernimento e com o hábito de reprovar tudo que seja intelectual, sobretudo os próprios intelectuais, preferindo seguir as orientações de celebridades e líderes vazios e mais interessados em criar um exército de escravos de seus interesses particulares, que a sociedade crê como interesses dela.

E bingo! A sociedade brasileira dos sonhos de qualquer ditador está pronta. Sem precisar de um só ato de violência ou negação de direitos. Uma sociedade imobilizada a satisfazer os interesses de poderosos de todos os tipos, guardiã dos valores duvidosos que mantém intactos a satisfação desses interesses.

E quando a sociedade se livrará disso? Não sei quando. Mas só se livrará no dia em que criar a coragem de se divorciar da mídia, da influência de líderes ou ídolos e dos valores duvidosos que ela difunde e que infelizmente a sociedade ainda os tem como valores positivos e salutares, pelo menos para uma sociedade submissa, crédula e intelectualmente inerte, detentora de uma cultura de hábitos burros e de muito mau gosto.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Defensores" da liberdade de expressão fazem censura contra jornalista

A grande mídia, que sempre posa de boazinha e defensora da população em seus meios, mostra as suas garras e diz para que veio. Ela sempre quer ficar com a palavra final, se considerando dona da democracia e porta-voz da população, mesmo agindo contra os verdadeiros interesses democráticos, manipulando mentes e regulando as regras sociais cada vez mais rígidas e menos democráticas.

Por ser muito criticada por isso, principalmente pela internet, o mais democrático dos meios de comunicação, já que é o único que permite que gente como eu e você possa expor seus pontos de vista, a grande mídia, porta-voz de seus donos, resolveu agir. E da pior forma.

Luiz Carlos Azenha, jornalista consagrado e responsável pelo excelente site Vi o Mundo, foi processado pelo diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, sob acusação de suposta difamação. Azenha perdeu a causa e terá que pagar uma imensa quantidade de dinheiro a Kamel, além de arcar com os custos do processo (muito comum em processos o perdedor ficar com a responsabilidade de pagar os advogados, que normalmente cobram um absurdo, o que aumenta o prestígio social já enorme desta classe). Azenha disse que pretende extinguir o Vi o Mundo após o episódio, o que causou comoção imediata na internet.

É uma pena, já que Azenha, em seu site, mostrava um lado diferente dos fatos, algo que não se vê nas TVs abertas, sempre dispostas a defender seus interesses pessoais sob a desculpa de que são interesses da população. E o que Kamel fez vai contra o que a sua rede tanto defende.

A Rede Globo em tese, se considera democrática e defensora irredutível daquilo que ela chama de "liberdade de expressão". Como se ela fosse porta-voz da população brasileira. Mas na verdade, confunde os termos "liberdade de expressão", "liberdade de imprensa" e "liberdade de empresa", as três totalmente diferentes.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO - O direito de qualquer cidadão de expor a sua opinião, por mais polêmica que seja, desde que não ofenda nem faça falsas acusações.

LIBERDADE DE IMPRENSA - O direito de qualquer jornalista ou instituição jornalística de correr atrás dos fatos e divulgá-los, para que os receptores entandam o que acontece ao seu redor.

LIBERDADE DE EMPRESA - O direito de uma empresa agir como tal, de acordo com as regras do Capitalismo. O termo é usado pejorativamente às empresas de comunicação, para definir os seus abusos.

Essa confusão é insistentemente lançada na mídia, tentando transformar a população em um exército de aliados da empresa de comunicação, no caso, a Globo, legitimando as atitudes que toma, mesmo as abusivas.

Se Azenha fosse um blogueiro qualquer, teria sido ignorado e "sumido do mapa". Mas como é um jornalista consagrado, felizmente trouxe repercussão ao caso e mostrou que a grande mídia não é tão democrática como insiste em dizer. 

Me uno a esse saudável exército de admiradores de Luiz Carlos Azenha e dou meu irrestrito apoio a permanência do Vi o Mundo, esse sim um meio realmente democrático e que precisa continuar para que realmente conheçamos os fatos como são e não como a grande mídia pretende mostrar.

Azenha, mantenha seu blogue e continue a luta. Pode até ter perdido uma batalha. Mas a guerra ainda não acabou. E temos grandes chances de ganhar, já que a democracia está do nosso lado.

Força Azenha. Vi o Mundo forever!!!!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ainda não nos acostumamos com a democracia

Há exatos 49 anos, começava um dos períodos mais desagradáveis da História brasileira: instalava a ditadura chefiada pelos militares, iniciativa sugerida pelo governo americano para impedir que o Brasil, além de outras nações latino-americanas se transformassem em "novas Cubas".

Para quem pesquisar na internet, terá acesso a inúmeros textos a respeito, para entender o quão nocivo foi esse período para o país. Mas leiam com cuidado, pois cada texto tem a sua visão, muitos deles cheios de mitos e defendendo cada um o seu lado. A objetividade e a isenção pessoal são necessárias para se entender friamente o episódio.

Mas falar sobre a ditadura militar não é o propósito desta postagem e sim entender como as pessoas estão encarando até hoje a redemocratização do país. E pelo jeito os brasileiros ainda não se acostumaram com a redemocratização, por mais utópica que seja uma democracia verdadeira.

Nos anos 90 até hoje, sinto que a população não se livrou das sequelas da ditadura. Não sabe aproveitar a liberdade que tem, após passar longo tempo acostumado a receber ordens e ter medo de autoridades. Até hoje temos medo daqueles que entendemos como líderes. Culturalmente - não somente no sentido das artes, mas no nossa maneira de encarar o cotidiano - estamos regredindo. O medo nos fez submissos, acomodados, preguiçosos e conservadores. Ficamos avessos a grandes mudanças. Esperamos sempre que algum ídolo, santo ou herói faça o papel de babá e resolva os problemas que recusamos a resolver. Ou que temos medo de resolver.

Claramente, a população brasileira, cada vez mais submissa a regras sociais e à mídia (a reguladora das regras sociais), dá sinais de que ainda não se recuperou da ditadura, ainda incapaz de andar com as próprias pernas. Mas não percebe isso, pois está tão acostumado a agir assim que pensa que tudo está dentro da normalidade.

E os políticos se aproveitam disso, claro com uma ajudinha da grande mídia e do dinheiro de Grandes Empresários, que se aproveitando de um povo fragilizado, abusam para que possam enriquecer e ganhar mais poder. Muitos até se inspiram na ditadura para impor medidas sem consulta popular e que a médio prazo acabam prejudicando a população. A turma das prefeituras e governos do PMDB, estranhamente o partido de oposição na ditadura militar, gosta de impor medidas desta forma. Já que o povo inerte permite...

E o que fazer para mudar isso? Não se sabe. A gente até tenta através de blogues e redes sociais a encorajar que as pessoas abandonem a alienação e o conformismo. Mas é difícil, pois muitos de nossos hábitos consagrados estimulam esse tipo de comportamento estagnado. O jeito é esperar a sociedade se amadurecer e se livrar de uma vez por todas das sequelas da ditadura militar. 

Pelo que se percebe, isso poderá levar muitas décadas. Muito mais que os quase 50 anos que geraram esse estrago enorme e de e difícil cura.