segunda-feira, 25 de março de 2013

Cabral, Paes & CIA: democracia não é com eles

O episódio ocorrido na última sexta-feira para a expulsão dos índios da Aldeia Maracanã, patrimônio cultural que ajudava a divulgar e preservar a cultura indígena e que abrigava algumas tribos, foi mais um dos muitos episódios tristes da gestão pemebedista do governo e prefeitura do RJ, mostrando que mesmo com pressão de toda a sociedade e de instituições ligadas ao Poder Judiciário, Eduardo Paes e  Sérgio Cabral Filho estão sempre indispostos a diálogos, sempre prevalecendo a opinião e decisão deles, por mais gente que seja prejudicada com isso.

Cabral e Paes são famosos por tomar decisões sem discutir com a sociedade, impondo na marra e lançando mão até da violência policial para que seus interesses pessoais não sejam contestados. Ignoram apelos, derrubam monumentos e parques ecológicos, desafiam juízes e são capazes de passar por cima da lei para que possam fazer o que querem. Isso em nome da democracia, imagine se não fosse em nome dela.

Falam que o que fazem é para interesse público, mas está na cara que é para agradar turistas e os organizadores que virão para a copa de 2014, razão de ser de todas essas medidas e que só servem na verdade para promover a imagem dos ditos senhores ao mundo e a "História", como responsáveis pelas "melhorias" (leia-se maquiagem) que favorecem o estado como ponto turístico.

Mas para isso, muita coisa realmente essencial tem sido derrubada para que estas obras possam acontecer. Se estão pensando que o desespero de Cabral pelos royalties do petróleo são a favor da população, estão sonhando. Cabral e Paes contam com o dinheiro dos royalties para concluir as obras para a copa. Lembrando que priorizar a copa já é em si uma ideia tola, pois futebol é laser, é supérfluo. Ninguém morrerá se o futebol, considerado pelos cariocas como um dever social,  for extinto. Só de suicídio pela falta do "lazer querido". O que não seria uma má ideia, pois ignorantes e chatos não servem para viver.

De qualquer forma, a truculência de Cabral e Paes está manchando a carreira deles. Mas eles não se importam com isso e muito menos com as críticas. Ao encerrar a copa, encerrará os mandatos e tudo voltará a mesma, com os velhos problemas intactos (ou até piorados) e os governantes bem longe daqui, muito provavelmente em uma bela praça de Barcelona, inspiração para toda essa cirurgia plástica que está sendo feita na cidade.

Mas uma crítica construtiva aos dois: não dava para perguntar à sociedade antes de tomar qualquer atitude, seja lá qual for? Daria, mas vocês não querem... Fazer o quê?

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