terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Melhorias na Educação, segundo mídia e governos

Toda vez que vocês ouvirem falar na mídia sobre ações de políticos e de empresários em prol da Educação, podem desconfiar: é mentira. Quase sempre mentira.

As medidas feitas para "melhorar" a Educação quase sempre se limitam a construção de escolas e pagar melhor os professores. Além disso, outras tentativas são baseadas na ideia arcaica da "tábula rasa" que até hoje domina o sistema estudantil e que se baseia na tola ideia de que as crianças são umas "tábuas rasas", caixas vazias onde o instrutor tem a missão de colocar ideias nelas para fazê-las "funcionar". Como programar o funcionamento de um robô. As disciplinas escolares até hoje são escolhidas com base no critério da "tabula rasa".

Para piorar ainda mais, os governos decidiram aumentar a carga horária e aplicar ainda mais provas, como se torturar os alunos, privando-os de sua liberdade, pudesse "fazer sere humanos melhores", quando na verdade faz o contrário. 

Outro grave erro do sistema educacional do nosso país é medir a qualidade do ensino pela carga horária. Para os governos, quanto mais presas nas escolas, mais as crianças aprendem. Mesmo que a disciplina exija apenas uma baixa carga horária para ser cumprida.

Esse negócio de usar a carga horária para medir a qualidade de ensino é baseada no emprego, que também erradamente é medido por carga horária, mesmo quando desnecessária. Daí aquela cena típica do seriado Os Aspones, com funcionários sem fazer nada só para cumprir o horário, após terem concluídos  com as obrigações previstas para o dia. E como a escola é o "emprego" da criança (só que remunerado por meros números colocados em um boletim), acharam bom manter a analogia. Até porque a vida escolar é que irá garantir o emprego futuro.

E garantir o futuro profissional é a verdadeira e única razão de ser de nosso sistema educacional. totalmente voltado a "fabricar" profissionais, quase nada interessado a educar seres humanos e resultando nisso que está aí, uma população de quase 200 milhões de robôs sem vontade própria, submissos às autoridades e escravos da mídia e das religiões, com pessoas desprovidas de coragem e discernimento que, mesmo não gostando, demostram satisfação com tudo que está errado em nosso cotidiano.

Defendo que a Educação em nosso país deveria ser extinta como um todo, totalmente demolida e reconstruída do nada, sem aproveitar um só tijolo dessa estrutura arcaica que tem demonstrado, de décadas em décadas, até hoje, um verdadeiro fracasso na suposta educação de nossa robotizada sociedade brasileira, movida a religião, a bebidas alcoólicas e as "orientações" da mídia.

Não esperemos melhorias na Educação. Educação ruim favorece os privilégios dos "mais fortes". Educação ruim faz pessoas submissas e "líderes" cada vez mais poderosos e ricos. A Educação é a raiz do funcionamento de qualquer sociedade. Estando ela mal, obviamente tudo irá fracassar. Como tem acontecido até hoje, sem que alguém possa tentar consertar isso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ditadores pseudo-democráticos

A lei nos diz que o Brasil é uma democracia. O Brasil todo, não. Pelo menos no Rio de Janeiro, a democracia parece não ter chegado. Por causa dessa irresponsabilidade chamada "copa do mundo de futebol", o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes e seus aliados políticos, passam por cima dos interesses da população sem medir consequências e respeitar seus direitos. 

Para eles, tudo é decidido por cima, na marra. São capazes até mesmo de atropelar a Constituição Federal, a lei máxima do país, que protege muitos direitos da população, para satisfazer os interesses particulares da cúpula governamental do Estado.

Muitos episódios mostram a truculência dessa dupla que se acha dona da verdade, conhecedora dos segredos mundiais e por isso, pensa que pode decidir tudo sem consultar o interesses daqueles que os colocaram no poder.

Pra começar, para as obras da copa, passavam por cima de tudo, residências, reservas florestais, monumentos históricos, entre outras as coisas. Impuseram que mais de 45 empresas de ônibus usassem uma mesma pintura, confundindo usuários e favorecendo a crescente redução de qualidade do transporte carioca, visivelmente observada na má conservação da frota e nos já rotineiros acidentes que nunca param de acontecer.

Mas o cúmulo aconteceu durante as obras de reforma do Maracanã (já foi um erro optar por reformá-lo, ao invés de construir um Estádio totalmente novo, como fizeram em Salvador, com menos custos e mais rapidez), já que uma escola, uma instituição indígena e até mesmo o anexo poliesportivo Célio de Barros serão derrubados para a ampliação do estacionamento. Estacionamento? Isso não estimula a utilização de automóveis? Que projeto de mobilidade urbana é esse?

Argumentam os irresponsáveis que isso tudo faz parte das exigências da FIFA. Mas no caso da escola e da instituição indígena isso não procede. A FIFA incluiu em suas exigências a manutenção de escolas e de instituições compromissadas coma preservação cultural da sociedade, o que inclui a Casa do Índio. Mas as autoridades fecharam seus ouvidos e mantém a derrubada, como mulas que se recusam a sair do lugar.

Resta saber que legado é esse que ficará após a copa, se explicitamente as autoridades observam essa copa (e também  a olimpíada) como fins únicos, ignorando tudo que passa longe de tais eventos. Dá para perceber que teremos ruínas em 2017, como fizeram com o PAN que aconteceu anos atrás no RJ.

E como a corda arrebenta para o lado do mais fraco, quem sairá perdendo é a população. Como sempre acontece, todos os anos.