sexta-feira, 1 de novembro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O fracasso dos projetos de mobilidade urbana

Quem usa o discernimento de maneira adequada, observa os fatos e pode dar um diagnóstico real do que acontece ou pode acontecer. Mas quem não raciocina, acostumado apenas a acreditar no que dizem, levando em conta apenas o prestígio de quem diz, acaba sendo enganado e pode se decepcionar mais tarde vendo a sua crença ruir.

Quando foram anunciados os projetos de mobilidade urbana, foi aquele alvoroço. Quase todo mundo comemorou como se fosse a chegada de um bombeiro a apagar algum incêndio. Eu não me entusiasmei muito, e ao demonstrar minha desconfiança, fui duramente criticado e humilhado.

Mas eu sabia em que terreno eu estava pisando. Sabia que uma fórmula pronta criada para um determinado lugar, não poderia ser implantado aleatoriamente em qualquer localidade. Mas era um projeto lindo, com aparência imponente, que deslumbra os olhos de quem vê. Uma lindeza!

Mas e a praticidade desse modelo, surgido em Curitiba a quase 40 anos e que fracassa inclusive em sua terra natal? Será que um modelo feito para 1974 serve para o século XXI? Claro que não!

A realidade de Curitiba em 1974 era muito diferente da atual. Mesmo não conhecendo a cidade, acredito ser impossível imaginar que nada tenha mudado por lá desde então. Mas é este mesmo projeto que está sendo vendido como novidade pelo país afora, como se ele tivesse sido criado na semana passada.

Deu-se um novo nome a ele, BRT, Bus Rapid Transit (em inglês mesmo para enganar incautos e incultos) e lá foram os responsáveis, incluindo o seu inventor, o político Jaime Lerner, para "vender seu peixe".

Uns adoraram, como os cariocas, tratando o projeto como se ele fosse a solução única, moderna e definitiva para os problemas de mobilidade. Uma festa. Outros nem tanto, como os soteropolitanos, já descontentes com as obras de metrô que nunca se concluem e realistas perante os problemas tradicionais do transporte na capital baiana.

Mas o que é fato é que em todas as cidades que tentam adotar tais projetos, há problemas que fazem com que a mobilidade urbana nesses lugares se destine ao inevitável fracasso. Em quase todos, a população decidiu fazer o oposto: largou os ônibus e encheram as ruas de automóveis. Inclusive Curitiba, berço do "Imaculado" BRT.

O transporte do Rio de Janeiro, como pude observar, pirou assustadoramente. Na frota municipal do Rio, quase todos os ônibus estão sucateados. Em Niterói, começa a acontecer a mesma coisa, com o aumento do sucateamento da frota municipal e parte da intermunicipal. A colocação de uniformes em frotas de ônibus, prática inventada por Jaime Lerner, inspiradas nos veículos militares, se revelou na verdade um meio de garantir a corrupção entre políticos e empresários de transporte, através da omissão da identidade das empresas operadoras de transporte.

Mas como a sociedade não é tola, ou pelo menos está aprendendo a não ser tola, cada cidadão vai aproveitando as facilidades das compras de automóveis (que até estão relativamente baratos, principalmente os semi-novos, encontrados a bons preços) e garantindo o seu meio de transporte particular. Interessante o governo fazer propaganda de mobilidade urbana ao mesmo tempo em que facilita a compra de automóveis por meio da redução de impostos e de burocracia.

E com isso, continuaremos com os velhos engarrafamentos. Os projetos deveriam ser muito melhor planejados, respeitando características próprias de cada cidade e a infra-estrutura existente (evitando obras onerosas). O foco deveria ser no transporte de trilhos e os ônibus deveriam ser espalhados pela cidade(com muitos terminais em cada cidade, distantes uns dos outros), não centralizados em um lugar, como no modelo curitibano.

Dá para perceber que esse papo de mobilidade urbana não passa de um modismo e de uma forma de embelezar cidades para agradar turistas. Se os projetos fossem realmente eficientes, os cidadãos teriam com absoluta certeza, largado seus automóveis e prestigiado o transporte público, evitando os engarrafamentos cotidianos que, pelo jeito, não tem prazo para se encerrar.

Tudo isso eu já sabia. Bastava terem me ouvido e evitado.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

25 anos da Constituição Federal do Brasil

Este último final de semana comemorou-se o aniversário de 25 anos da promulgação da Constituição Federal do Brasil, conjunto de leis que regem a nossa sociedade e que é conhecida como "Carta Magna" por submeter a ela todas as outras leis que surgirem.

A Constituição é o nosso bem maior. Não é perfeita, mas procurou incluir nela todo o básico que uma sociedade - em tese - democrática precisa para se orientar. Em maior parte dos itens, houve a preocupação prioritária em anular todos os malefícios gerados pela ditadura militar, encerrada 3 anos antes.

É um conjunto de leis que merece o nosso respeito e que deveria ser seguido pela sociedade, pois justamente muitos erros de nossa sociedade está, ou na não observância das leis, ou em sua má compreensão (o que gera interpretações equivocadas) ou até mesmo no seu não cumprimento. Muitas leis impostas na marra, sobretudo por prefeituras, resultam de interpretações erradas das leis, ou do desprezo à Carta Magna.

Bom, a Constituição está aí. Os protestos lançaram até uma discussão se deveríamos lançar uma nova. Creio que não é necessário. As emendas já servem como atualização (e a própria Constituição prevê essa emendas como elemento atualizador ou corretor). O que precisamos mesmo é levá-la a sério e analisá-la friamente para evitar más interpretações.

Pelo menos temos um conjunto de leis que, mesmo imperfeitas, foram criadas para nos beneficiar.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Será que os mensaleiros serão inocentados?

Um imenso trabalho está sendo feito para tentar liberar os integrantes do chamado "Mensalão" das grades. Os lulistas intensificam cada vez mais campanhas e mais campanhas para que os seus amigos escapem dos braços da lei, mesmo que esteja confirmada, senão pela justiça, mas pela opinião pública, a participação de petistas no Mensalão.

Os petistas e seus simpatizantes lulistas, que ultimamente vem defendendo a mediocrização do país através da decadência cultural, da defesa de valores retrógrados ou imorais e pela adoção de medidas paliativas como soluções definitivas para problemas crônicos, não estão nem aí com a ética, estando mais interessados em livrar da punição os seus tão amados amigos e líderes.

Se os mensaleiros forem libertados, para a alegria dos lulistas, teremos uma situação vergonhosa que mostra que ainda não estamos evoluídos, aceitando qualquer coisa que venha de cima, como se esses governantes de meia tigela, empresários cada vez mais inescrupulosos e políticos da "oposição" (tão corruptos que qualquer mensaleiro) fossem nossos tutores, aqueles que cuidam de nossos interesses, o que na verdade não passa de ingênua ilusão.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Família Irreal

O nascimento do filho do Príncipe William e sua repercussão mostram que ainda existe um fanatismo cego pela Família Real britânica. Este fanatismo talvez seja estimulado pelos contos de fada que falam sobre príncipes e princesas. Mas isso, levado à realidade, representa uma incoerência sem tamanho.

A importância da Família Real britânica é nula. Na verdade ela é mais nociva do que benéfica, se comportando como autêntica parasita dos cofres públicos ingleses. Seus integrantes mesmo que trabalhem (os homens da família seguem carreira militar, o que não os faz melhores nem piores do que seus supostos súditos), não fazem nada de relevante que possa justificar toda a admiração que recebem, caracterizada por um endeusamento desnecessário. 

O culto à Família Real britânica não tem explicação lógica. É como acontece com a religião (interessante como o nascimento do filho de William ter ocorrido no mesmo dia em que o Papa Francisco chegava ao Brasil para a sua primeira viagem fora da Itália), no mundo todo e com o futebol no Brasil: o culto é a razão de ser do próprio culto, que não possui motivação racional. Em todos esses casos, o estimulo midiático e social ao culto é o que explica o próprio culto.

Sou um republicano. Monarquias só combinam com o passado remoto, exceto quando o monarca realmente governa. No caso da Grã Bretanha, isso não acontece. Na verdade, a realeza britânica é um ponto turístico em forma de gente: sua existência só pode ser justificada pelo turismo. Puro enfeite.

Mas nem sei se vale a pena manter essa gente excessivamente rica e excessivamente inerte, como símbolo máximo da terra dos anglo-saxões. Está mais do que na hora da Grã Bretanha se levar a sério e dar enxada para estes personagens de fantasia começarem a produzir coisas realmente úteis ao povo britânico. Um dos impostos mais caros do mundo não deve existir para sustentar um bando de inertes. 

Que um dia a Grã Bretanha se torne república, para o bem de todos aqueles que vivem longe dos gloriosos castelos. A realidade dos ingleses não merece uma família tão irreal assim.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Projeto de revitalização do centro de Niterói ignora adequação de infra-estrutura

A prefeitura de Niterói, cidade onde moro, está empenhada em fazer obras de revitalização do centro de Niterói, principalmente na parte norte, atualmente abandonada. Entre as mudanças planejadas para a revitalização está a instalação de uma grande quantidade de prédios altos (cerca de 40 andares), que tem gerado muita polêmica.

Além de propor a construção de um número muito grande de espigões (nome dado a prédios bem altos), a infraestrutura necessária para o bom funcionamento da área revitalizada não faz parte dos planos. Empresas e organizações que poderiam ser responsáveis pela infraestrutura alegam não ter sido notificadas sobre algum planejamento a respeito. O que significa que, se depender da prefeitura, tudo será feito no improviso, construindo por construir, sem observar se a área está pronta para receber toda a revitalização e se vai funcionar bem após as obras concuídas.

Pode ser que este projeto de revitalização, na verdade, não tem nenhuma intenção de melhorar a vida dos niteroienses e sim satisfazer a especulação imobiliária, ganhando muito dinheiro com a venda de terrenos, casas e de salas e apartamentos dos prédios construídos. Algo que tem sido muito comum aqui em Niterói, onde se derruba casinhas para construir grandes prédios, mas com estruturas de luz, água e de trânsito, etc., mais adequadas a casinha que existia antes.

O Ministério Público (sempre ele, a única instituição 100% confiável e que quase ia perder seu poder de ação - palmas para o MP!!!) entrou com ação para impedir o início das obras de revitalização do centro, exigindo um projeto que levasse em conta toda a infraestrutura necessária para tal. A prefeitura diz que a infraestrutura foi leva em conta para os projetos, mas as empresas responsáveis dizem que desconhecem isso. Estou do lado dessas empresas, pois está na cara que o projeto da prefeitura foi malfeito, visto os danos causados pela especulação imobiliária que está sendo feita em Icaraí e que posso ver todos os dias escancarado diante dos meus olhos.

Vamos ver como - e quando - esta novela termina. Tomara que as empresas responsáveis pela infraestrutura sejam ouvidas. Nelas trabalham técnicos especializados que conhecem os danos de obras mal planejadas e que sabem que se tudo for feito de maneira exagerada, ao invés de melhorar a qualidade de vida, como se propõe a prefeitura em seus argumentos, a coisa piore cada vez mais, estragando ainda mais a - falsa - fama de IDH alto que a cidade possui.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O apoio das elites aos protestos e o apoio da sociedade à elite

Estava lendo o excelente texto de meu xará, Marcelo Semer, que fez uma observação importante: os manifestantes se limitaram a criticar os políticos. E os Grandes Empresários, de mãos dadas com a política publica e integrantes daquilo que eu chamo de política privada?  Porque isentá-los da vilania?

Infelizmente, nesta onda de neodireitismo gerado pela raiva - justa - pelos erros dos governos petistas, quase todo mundo se esqueceu dos abusos cometidos pelos Grandes Empresários, donos do poder e manipuladores da sociedade, cuja única razão de viver é fazer de tudo para serem melhores que o resto da humanidade. 

Em outros países a sociedade não se limitou a criticar políticos, sobrando também para os Grandes Empresários, já que lá, o povo conhece as manobras dos bastidores do poder.

Para muitos - e tive a infelicidade de escutar e/ou ler defesas apaixonadas aos Grandes Empresários - os homens mais ricos do país são tratados como se fossem meros trabalhadores. Como se eles fossem iguais a eu e você, que acorda cedo todos os dias para sofrer diariamente em busca de um mísero pedaço de pão. QUALÉ??!!!

Como imaginar que homens com o poder absoluto nas mãos, capazes de comprar tudo - e todos - fossem respeitados como trabalhadores braçais, os mesmos que eles remuneram com o escravista salário mínimo que vigora em nosso país? Isso enquanto ganham uma excessiva e supérflua fortuna que não lhes serve para nada além de uma postura arrogante (ou falsamente modesta, como no caso de alguns, como os similares a Luciano Huck, um ricaço igual aos outros, mas metido a "amigo dos pobres") de se achar melhor do que os outros, com mais direitos do que o resto da sociedade.

Se esquecem a população que os políticos mais corruptos SEM EXCEÇÃO também são empresários. Que empresários entram sem avisar em sedes de governo e falam grosso com qualquer integrante dos três poderes, inclusive o executivo. Que as leis nunca são aprovadas sem a aprovação ultra-restrita dos Grandes Empresários e em caso de reprovação, políticos são eliminados feito barata diante de inseticida. Ou acham que foram mendigos e pobres estudantes que tiraram Collor do poder em 1992, após o confisco da poupança que estragou os interesses dos ricaços?

E o mais estranho. Como se estivessem agradecendo o apoio incondicional da sociedade, os donos do poder apoiaram estranhamente os protestos. Parece que todos começaram a achar que os donos do poder estavam isentos da responsabilidade de tudo de errado que está em nosso país. Eles não só tem responsabilidade como são os principais responsáveis pelos erros, pois as leis em um país capitalista como o nosso - AINDA CAPITALISTA, COM PT E TUDO, VIRAM? - sempre tiveram cuidado em não ferir os interesses dos homens mais ricos do Brasil.

E porque este apoio estranho das elites? Simples, pela esperança que nada irá mudar nesse país. A vitória da "seleção" na copa diante da atenção maciça da população em uma época em que deveria haver desprezo ao supérfluo futebol mostra que os poderosos, todos patrocinadores da CBF (os jogadores de futebol não são mais os garotinhos pobrezinhos que jogam num terreno baldio, sabiam?) ainda estão com as rédeas e com condições de manipular a população a seu favor. 

E felizes em saber que seu poder se manteria intacto (até porque em caso de gravidade, a polícia e as forças armadas sempre estará do lado da elite para lhes proteger), resolveram apoiar os protestos e angariar a simpatia da população subserviente. 

Que bonitinho. A elite ainda se mantém intacta em sua capacidade de proselitismo e cada vez amada por uma sociedade que não sabe quem são os Grandes Empresários, confundindo-os com a gente humilde que costuma pegar ônibus junto com a sociedade. Quanta ingenuidade. Aguardem o golpe de facada pelas costas. Ele acontecerá, cedo ou tarde, em hora inesperada.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Leitor critica sabiamente a prefeitura de Niterói

No último domingo, no caderno de Niterói do jornal O Globo, na sessão de cartas, um missivista criticou abertamente o prefeito Rodrigo Neves, que na minha opinião nada fez de relevante para "mudar" a cidade, como foi dito no slogan de sua campanha.

Além de continuar a construir prédios e mais prédios (estragando a infra-estrutura da cidade, piorando serviços de água e de luz e causando engarrafamentos), principal erro do prefeito anterior, o "rocker" Jorge Roberto Silveira, Neves só irá maquiar na aparência, tornando a cidade onde eu moro mais bonita, mas sem resolver os principais problemas que insistem em permanecer. Neves, infelizmente, poderá representar para Niterói o que João Henrique representou para Salvador.

Acrescento ao missivista, de quem concordo plenamente, que Neves não irá resolver os problemas de mobilidade urbana. Além de jogar no lixo o projeto de Lerner, aproveitando apenas o pior ( a transformação da Avenida Roberto Silveira, muito larga, em mão única e uniformizar o visual de todos os ônibus municipais), desistindo de construir os cinco terminais que ajudariam a desafogar o engarrafadíssimo Terminal João Goulart, no centro da cidade.

Outra coisa: O centro que ganhará 250 espigões se situa em cima de um aterro, o que não é a mesma coisa do que construir sobre a parte continental, de solidez garantida. Quero ver se o aterro aguentará uma grande quantidade de prédios enormes e pesados.

Clique na foto para ler a carta escaneada de jornal. A Rua Noronha Torrezão mencionada nela faz esquina com a rua onde eu moro, o que me transforma em testemunha ocular dos engarrafamentos que viraram rotina na rua, não apenas nos horários de pico.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Trocar um pensamento único por outro pensamento único não dá!!!


O lulismo dos blogueiros tidos como progressistas chega a níveis de quase fanatismo, tão alienado como o fanatismo futebolístico que de vez em quando os mesmos demonstram ter. Tudo em relação aos governos petistas é defendido sem questionamento, como se os integrantes do PT fossem infalíveis, capazes apenas de cometer acertos.

O que se nota nos blogues lulistas é  na verdade uma nova onda de pensamento único, pró-petista. Eles mesmos falam em combater o pensamento único para quê? Para colocar outro pensamento único no lugar?

Essa defesa cega aos governos petistas tem demonstrado uma boa quantidade de incoerências (a maior parte delas defendendo paliativos como se fossem soluções definitivas e permanentes) que deveriam ser questionadas.

Não há democracia quando um grupo que defende o governo e seus aliados é cega perante os erros cometidos por estes. Mesmo que sejamos simpáticos com alguém, não é plausível que aceitemos seus erros como se fossem acertos.O discernimento deveria vir antes da admiração pessoal. Até porque pessoas erram, fatos não.

Por esta e outras que eu não confio mais na suposta esquerda brasileira, cada vez mais subserviente e passiva.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Blogues de "esquerda" apelam para a histeria e se posicionam contra os protestos

A natureza não dá saltos. Bem que eu notei que foi tudo muito repentino. As pessoas que querem que as coisas permaneçam como estão já começam a reagir. E justamente quem deveria estar a favor dos protestos, os esquerdistas, estão entre estas pessoas.

Na tentativa de defender os mensaleiros, os petistas da linha lulista, surtaram de uma vez por todas. Agem feito loucos e agora acusam os protestos de fascismo e de direitismo. Até onde eu sei, não tenho visto nada disso e os protestos continuam independentes. Independentes como os lulistas não querem.

Os lulistas queriam usar as passeatas como palanque para a reeleição de Dilma e da eleição de seus candidatos. Ano que vem é eleição e essa oportunidade de usar as passeatas para promoção pessoal (como fizeram os partidos nas Diretas Já, elegendo Tancredo) era considerada essencial ("democrática", nas palavras dos lulistas) e única, segundo os seus argumentos. Como foram proibidos de partidarizar os protestos, resolveram se vingar. Com todo o ódio que - acham - que tem o direito.

Os lulistas inclusive, já apoiam a PEC 37, medida que enfraquece o Ministério Público na investigação de corruptos. Como a PEC 37 aprovada, haveria uma possibilidade de livrar os mensaleiros da punição, já que seriam julgados como cidadãos comuns, sem a intervenção do Ministério Publico.

Mas o que acontece agora é que tudo virou uma Torre de Babel, com trocas de acusações entre direitistas e as esquerdinhas, desviando totalmente o foco dos protestos. Há quem defenda que as reivindicações tivessem que ter se limitado às passagens. Sinceramente isso é o mesmo que nada, que parar as manifestações, o que os políticos, sejam de qualquer lado, querem.

Mas isso é um bom sinal. Se está incomodando corruptos e conservadores é porque está dando certo. O objetivo das manifestações é desagradar os políticos e os Grandes Empresários (sobretudo os que patrocinam a FIFA e a CBF). Se os poderosos e seus discípulos estão incomodados é porque eles tem medo das mudanças.

Avisem aos lulistas que sistema de cotas é racismo, que bolsas isso e aquilo são esmolas, que a PEC 37 é anti-democrática, copa é supérflua, que os mensaleiros são corruptos e que o povo não é bobo.

Se o PT e seus simpatizantes continuarem com esta histeria, vão perder a popularidade e sumir de vez como está acontecendo com o DEM, cada vez mais desacreditado como partido.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os Lulo-dilmistas enlouqueceram!

Os tidos esquerdistas ficaram em polvorosa quando souberam que os protestos deveriam ser apartidários. Acusaram a proibição de partidos nas manifestações como "anti-democrático" e até mesmo "fascismo". Quando palavras fortes são utilizadas, é um sinal claro de desespero.

Na verdade, os partidos queriam transformar as manifestações em palanque para as eleições do ano que vem. Seus simpatizantes, obviamente queriam o mesmo, tal e qual foi feito durante as Diretas Já, na década de 80. Esperavam talvez que a utilização política das manifestações fosse capaz de lançar um "novo Tancredo" que pudesse servir de "Salvador da Pátria".

Estranho os partidos de direita não fazerem a mesma reivindicação. Até porque o mais influente dos partidos de direita, o PSDB, prepara justamente o neto de Tancredo, o playboy das Minas Gerais, Aécio Neves, para as eleições do ano que vem. 

Mas a esquerda de araque está visivelmente revoltada com a impossibilidade de ter utilizado as manifestações para promoção pessoal e palanque e isso é bem visível em vários textos espalhados pelos blogues ditos progressistas. Em muitos a raiva chega a ser extrema.

A raiva inclusive é ainda maior entre os lulo-dilmistas. Se esqueceram eles que os protestos foram justamente contra os abusos cometidos pelo governo Dilma e por governadores e prefeitos aliados, em prol de um evento supérfluo e meramente lúdico, que é a copa do mundo de 2014. Quem tem o discernimento sabe muito bem que esse papo de que "a copa trará melhorias"  é papo furado. Além da  copa em si não trazer melhoria nenhuma, apenas maquiagem (e das mais lindas), não precisávamos de copa para atrair turismo, pois temos atrações por todo o país, a maior parte natural, muito mais interessante do que qualquer partida de futebol e com capacidade de atrair um publico imensamente maior. Atrações que inclusive, não existem em lugar algum fora de nosso país. Então, precisamos de copa?

Os "esquerdinhas" bundas-moles agora resolvem se unir aos vândalos que desmoralizam as manifestações históricas que podem (ou poderiam) mudar o país, ou no mínimo a mentalidade coletiva das pessoas. Ficaram com a cara murcha por saberem que não puderam utilizar as manifestações para demonstrar seu sectarismo oportunista que desviaria totalmente o foco das reivindicações, colaborando para manutenção de tudo que está errado em nosso cotidiano. Se é para mudar, mudemos tudo, até mesmo o nosso modo de nos manifestar, sem os urubus partidários, seja de que lado eles venham.

domingo, 23 de junho de 2013

Torre de Babel e a Caixa de Pandora

 Parece que a alegria em ver a conscientização social do começo dos protestos foi para o ralo. Apesar de instalada uma nova forma de pensamento na sociedade brasileira, vários sectários resolveram bagunçar os protestos na intenção de enfraquece-los, desviando o foco e transformando o país em uma Torre de Babel odiosa, onde ninguém entende ninguém.

Primeiro foram os poucos vândalos que se encarregaram de destruir tudo pela frente, independente de fazer parte ou não dos alvos das manifestações. Os poucos vândalos conseguiram atrair mais atenção da mídia que os muitos manifestantes pacíficos, dando um caráter hostil aos protestos e esvaziando as dicussões.

Isso fez com que os conservadores, contra qualquer manifestação, reagissem de maneira desagradável, já que para estes o Brasil não deveria passar por mudanças, já que quem quer conservar, é porque vive bem com tudo como está.

Também houveram oportunistas, sejam políticos ou celebridades que queriam embarcar na onda para angariar a simpatia dos manifestantes, se promovendo através disso. Outra coisa reprovável.

Agora um festival de discussões surge na internet, onde a discussão não se foca mais nas reivindicações e sim no direito ao sectarismo, com integrantes de partido exigindo a sua participação ostensiva nas manifestações. Se esquecem eles que ostentar logos de partidos soa como propaganda e isso ajuda muito a desviar do foco, além de tentar tirar a vilania dos alvos dos protestos. Se o protesto é contra político, pra quê associá-lo à política?

Essas brigas, sobretudo entre os dilmistas e os anti-dilmistas, ambos erradíssimos, com opiniões que em muitos casos acaba em fascismo dois dois lados, acabou desmoralizando os atos que para mim, representam a maior ruptura social  nunca existente depois que eu nasci. 

Era para ser um marco de conscientização coletiva, de mudanças reais para o país. Mas chega alguns sectários, certamente com a intenção de manter tudo como está, e desvia do foco, estragando o que era para ser a maior manifestação democrática desde os Diretas Já.

O que sei é que ao invés de respostas, teremos agora as perguntas. perguntas que nunca fazíamos em nossa inerte confiança nas instituições. Abriu-se a caixa de Pandora e agora teremos que encarar todos os questionamentos que aparecem desde agora, pois se achávamos que o "terceiro milênio" iria ser a redenção do país, na verdade se tornou a nosso puberdade coletiva, quando deixamos de acreditar em fantasias futebolísticas e políticas para cobrarmos por soluções reais para nossos problemas crônicos.

O Brasil está querendo melhorar. Não desviemos do foco. Se desviarmos, tudo volta como era antes. Ou volta até pior.

sábado, 22 de junho de 2013

Se dilmistas e "esquerdistas" querem partidarizar as manifestações a direita também pode!

Ao ler este texto, até parece que eu estou apoiando a direita. Nada disso. A direita é grande responsável por tudo de errado que existe em nosso país e merece o desprezo. O que eu não quero é a partidarização dos movimentos, reivindicada pela "esquerda" brasileira, sob o risco de virar propaganda política.

Claro que a existência de partidos é característica da democracia. Mas como disse sabiamente o ministro Joaquim Barbosa, os partidos não representam mais a população. Com absoluta certeza,. se a partidarização fosse permitida nas manifestações, não somente haveria propaganda partidária, se preparando para as eleições de 2014, como o vandalismo seria ainda maior do que houve, através das brigas entre integrantes de partidos diferentes.

Por isso achei melhor não haver a partidarização. Mas se tivesse que haver partidos, como querem os "esquerdistas", a direita teria que participar também, para haver coerência. Se bem que com a direitização da "esquerda" brasileira, que age mais como se fosse uma direita mais ao centro,  não haveria diferença ideológica nenhuma, os dois participarem do mesmo evento. Evento que deveria ser da sociedade brasileira e não do sistema partidário brasileiro.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O legado que ficará após estes protestos

Algo que não se via há mais de 45 anos aconteceu de modo surpreendente. Ameaçado de virar o país dos alienados, de repente, graças a muita insistência de poucos através das redes sociais fez surgir uma onda de conscientização que acabou se transformando nos protestos que ocorreram durante esta semana, que chegaram inclusive a ofuscar a vitória da "seleção" no jogo de ontem, algo que era impensável até há poucas semanas.

Em todo o país, incluindo estados mais longínquos como o Acre, protestos e mais protestos, sob os mais variados motivos, embora catapultados pela insatisfação dos preços e da qualidade do transporte público, ocorriam com número cada vez maior de participantes, mostrando que a população cansou de ser enganada pela mídia e políticos e de ser chamada de alienada por pessoas mais esclarecidas. 

Os protestos estão ganhando uma repercussão sem igual em todos os setores da sociedade brasileira. Não se fala em outra coisa. Isso é bom, pois acaba estimulando uma onda de concientização coletiva que só houve de fato durante a ditadura militar.

Pode ser que nada muda por parte das autoridades. Mas o que fica é o receio destas a uma população que não aceita mais ser enganada e explorada como tem sido há quase 30 anos. Outra lição que fica é que já não vai mais pegar bem ser alienado. As pessoas agora vão sentir o gosto bom da intelectualização, da observação ao que acontece ao nosso redor, a utilizar a internet para se evoluir, se informar e difundir as novas ideias que surgem.

É esse o legado que fica: o verdadeiro orgulho de ser brasileiro e lutar pelo bem estar de sua sociedade, através de uma qualidade de vida no mínimo digna, onde possamos viver satisfeitos e seguros, onde possamos exercer a nossa cidadania com alegria e conforto. Não queremos mais do que isso.

Torço para que a partir de agora, as coisas só caminhem para a frente e que nunca retomemos a nefasta alienação que se ameaçava crônica.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A população brasileira está acordando?

Ontem, assistindo a uma TV que estava ligada na padaria onde fui comprar pão, no final da tarde, fiquei pasmo com o que vi. Multidões e multidões de pessoas protestando em todas as capitais do país, incluindo a federal, contra os gastos abusivos ( e desnecessários) para a copa das confederações que acabaram faltando para serviços essenciais. Em tempos de alienação cultural, para mim foi uma surpresa saber dessas manifestações, que estão senso chamadas de "outono brasileiro" em referência as primaveras, nome que se dá aos protestos que ocorrem durante estas estações.

De início pensava que eram apenas para protestar contra os aumentos das passagens dos transportes públicos. Mas pelo que parece, as pessoas se cansaram de ficar protestando apenas em redes sociais na internet e resolveram sair as ruas, não para celebrar a futilidade infantil do futebol, mas para protestar mesmo contra tudo que está errado. Até mesmo no jogo de inauguração da copa das confederações, houve espaço para o protesto, através das vaias ensurdecedoras contra a presidente Dilma e o presidente da FIFA.

Legal que isso aconteça, para mostrar a essas autoridades e a mídia (que de início ficou contra os protestos e tentou distorcer os verdadeiros motivos, mas que agora teve que admitir, na impossibilidade de esconder as imensas manifestações) que estamos cansados de ser enganados e que os problemas crônicos de nosso cotidiano, resultantes da ganância e da incompetência de nossas autoridades, pedem agora um fim urgente.

Pois a vitória que queremos ver não é a que ocorre no interior dos gramados. Isso é lazer, é fantasia, é ilusão. A verdadeira vitória está na dignidade de termos uma vida digna e que satisfaça plenamente as nossas necessidades. É só isso que queremos.

Boas vindas a essas manifestações sadias, que mostram um surpreendente despertar da população que poderá realmente fazer as mudanças (não as anunciadas pelas autoridades e sim as que interferem em nosso cotidiano) para o país.

O Brasil estava necessitando de um movimento assim. Tomara que seja um marco que traga mudanças radicais de melhoria para a nossa sociedade.

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NOTA: Esta postagem é extraordinária. Retomaremos as postagens regulares a partir de Julho.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Prostitutas, drogados, esmolas e cultura ruim: deu a louca na esquerda petista

A "esquerda" brasileira pirou de vez. Na tentativa de agradar a gregos e troianos, jogou o bom senso e em vários casos a ética no lixo e deu a defender situações de moral duvidosa e de racionalidade estranha.

Se não bastasse tentar negar qualquer forma de corrupção nos partidos de "esquerda", agora deram para defender pessoas que vendem o próprio corpo, como as prostitutas, achar que usuários de crack tem discernimento para decidirem ser internados ou não, formas de esmola (que ainda por cima estimulam preguiça e o nascimento exagerado de bebês) como solução definitiva parta melhoria na distribuição de renda e a degradação cultural entendida como forma de evolução cultural.

Na mente de quem pensa assim, há uma tentativa de soar humanista, mas de forma incoerente e desastrosa. A "esquerda" brasileira, na tentativa de agradar, não enxerga os limites da sensatez, optando por esses pontos de vista que mais atrapalham do que ajudam na melhoria da população.

Como ver dignidade em quem vive de vender o corpo? por mais desesperador que possa ser, isso não é normal, é uma situação que deveria ser o mais provisória possível. Creio que ninguém goste de explorar seu corpo como mercadoria, a não ser alguém de baixíssima auto estima e com ausência de bom senso. As formas de ganhar dinheiro são inúmeras, o que dispensa a transformação da prostituição em profissão regulada.

E como podem achar que usuários de crack uma droga claramente destruidora do cérebro, podem ter o discernimento para decidir se querem ou não ser internados? Se eles, ao fugir das autoridades, atravessam a rua sem ver os carros que estão a lhes atingir, como é que possuem a razão em condições de decidir por alguma coisa? Até porque se perguntar a qualquer um, a resposta sempre será a de preferir ficar ali cheirando, tanto por causa do vício em si como da inércia confortável que se sentem durante o consumo.

Sobre as esmolas governamentais, falei em postagem recente. Sobre a decadência cultural, não faltam textos em meus blogues sobre o assunto.

Essas e outras loucuras que a "esquerda" deu de repentinamente defender mostram que as tentativas desesperadas de agradar as partes mais carentes da população parecem ultrapassar os limites da lógica e do bom senso, pois é mais fácil agradar estimulando a inércia dessa gente toda.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Bolsa família, outras bolsas e outras formas de esmola governamental

Sou esquerdista e assumo como tal. Mas não sou petista, por entender que o PT nem de longe representa a verdadeira esquerda. Um dos problemas gerados pelos governos petistas é a adoção de esmolas que deveriam ser provisórias conhecidas como "bolsas" e que segundo seus defensores é uma "revolucionária" (sic) forma de inclusão social e distribuição de renda. Além de ser mesquinho tentar distribuir renda através de esmolas, convém lembrar que essas "bolsas", de acordo com suas exigências, estimula indiretamente a preguiça e o aumento da taxa de natalidade, esta responsável por uma série de problemas que vemos em todos os dias dos últimos anos.

Recentemente houve um boato falando sobre o cancelamento do programa  Bolsa Família, a mais destacada dessas esmolas governamentais. Governistas e simpatizantes logo se mobilizaram para tentar negar o boato e investigar a sua origem. Provavelmente setores de direita, sobretudo integrados por tucanos, podem ter gerado os boatos. 

Os tucanos, como são conhecidos os integrantes e os simpatizantes do PSDB, principal partido de direita no país da atualidade,  nuca perdem a oportunidade de criticar os governos petistas, às vezes com alguma razão, mas sempre com a intenção exclusiva de derrubar os petistas, não a de ser coerentes. Como um Dick Vigarista a roubar para ganhar uma corrida.

De qualquer forma, reprovo essas bolsas que nem deveriam ser criticadas pelos tucanos, pois elas surgiram ainda no governo FHC, sendo apenas incrementadas nos governos petistas e que são coerentes com a lógica capitalista de agradar os pobres apenas com paliativos e "merrecas", ao invés de realmente distribuir renda, pois isso iria tirar o supérfluo excedente das mãos das elites, algo que ninguém, a não ser eu, deseja.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Conheça o pensamento de direita

A raiva das elites com os governos petistas tem feito surgir uma onda de neo direitismo assustador. Conhecidos como "neocons" ou neo-conservadores, os defensores do Capitalismo dão um gigantesco passo para trás ao defenderem um sistema egoísta, competitivo, excludente e injusto, em que poucos tem direito a ter o supérfluo enquanto muitos sequer tem acesso ao mínimo necessário. 

O Capitalismo é um sistema que já deveria ter sido extinto há muitos anos. Não foi porque quem manda nos alicerces das relações políticas, econômicas e também sociais é justamente a elite interessada na manutenção desse sistema nocivo. E a adesão de muitos jovens e gente que deveria ser progressista a esse sistema é um retrocesso sem tamanho que só pode gerar prejuízos a maior parte da população.

Tudo bem que os governos petistas decepcionaram. Até eu não gosto dos petistas e de toda a rede que o rodeia. Mas colocar erros capitalistas para resolver erros petistas é ao mesmo tempo falta de inteligência e de senso moral. Virar diretista só porque os governos petistas não agradaram, é com absoluta certeza uma falta de respeito com a coletividade.

Mas para quem não sabe bem o que é direitista e para aqueles que não se assumem como tais, vou citar algumas características que podem identificar os simpatizantes do Capitalismo.

- Defendem o bem estar e a liberdade individual ou de grupos delimitados, não da coletividade como um todo.
- Para eles pobre é pobre porque não batalha, sendo estes perdedores de uma competição que os direitistas consideram justa.
- Consideram os Grandes Empresários homens de responsabilidade extrema e infalíveis, tratando-os como se fossem sábios tutores da humanidade, sempre aprovando seus atos sem contestação. Direitistas adoram puxar saco de Grandes Empresários e altos executivos, talvez na esperança de obter algum favorecimento.
- Segundo eles, os ricos são ricos por mérito, não havendo limites ao aumento do patrimônio, por mais supérfluo e nocivo que seja.
- Valorizam demais o patrimônio e o direito de posse, subestimando o mérito e o caráter de quem enriqueceu. Agem como se concordassem com a famosa frase "os fins justificam os meios" usando-a, sem assumir abertamente, como lema.
- São altamente competitivos e para ceder e respeitar direitos, fazem muitas exigências, várias delas absurdas ou de difícil satisfação.
- Vivem num mundo a parte, se isolando dos problemas reais da sociedade. Ao se deparar com algum desses problemas, ou culpam as classes economicamente inferiores ou tratam esses problemas como se "fizessem parte da realidade".
- São bastante sisudos e quando criticam costumam ser bem antipáticos, às vezes agressivos, pois são irredutíveis. A teimosia é uma constante nos direitistas, que detestam debates com gente que pensa o oposto do que eles defendem, pois por estarem do lado das elites que eles acham sábias, se acham também as donas da sabedoria. Defendem suas opiniões como quem defende a própria vida.
- E, claro, são mercenários. Para eles dinheiro é tudo, muito mais que fonte de sustento, representando para eles uma fonte de poder e glória. Um meio de se tornar "melhor do que os outros".

São essas as características básicas dos direitistas, Há outras, mas essas são suficientes para qualificar alguém como tal.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma data para ser esquecida

Se as coisas fossem quando era na minha infância, em plena época da ditadura militar, hoje seria uma data cívica: a Abolição da Escravatura. Mas graças ao revisionismo histórico que percebeu que tal abolição nada tinha de humanista, não garantindo direitos aos ex-escravos e servindo de marco inicial para a favelização no Brasil, algo que considero um problema a ser resolvido, mas é tratado como "revolução arquitetônica" por setores da mídia, a data de 13 de Maio não é mais comemorada. Concordo plenamente.

O episódio se deu pela necessidade de desenvolvimento tecnológico de então. Os países desenvolvidos na ocasião já tinham trocado seus escravos por máquinas industriais. O Brasil começou a achar que a escravatura era um sistema obsoleto e acabou aprovando a abolição.

Apesar de muitos movimentos abolicionistas forem humanistas, a decisão de se decretar a abolição foi apenas técnica, visando o que foi dito no parágrafo anterior. E a Princesa Isabel, tida como "heroína" nos livros de História de minha infância (mito aceito por alguns setores do "Espiritismo" brasileiro, muito chegados a distorções históricas que favoreça a mitologia), na verdade era apenas uma funcionária responsável por assinar o documento, como uma espécie de secretária, completamente alheia aos movimentos abolicionistas, do contrário que se tradicionalmente acreditou.

O Movimento Negro sabiamente descobriu as verdades por trás da abolição e não comemora mais o 13 de Maio. Foram escolhidas duas datas para compensar. 21 de Março, curiosamente a data do meu aniversário, o Dia contra a Discriminação Racial. E o 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra, esse sim um dia que todos, não somente negros, deveriam comemorar, pois não é apenas o dia do orgulho negro, mas o dia da liberdade humana, onde se lembra as lutas dos povos negros pelo respeito aos seus direitos, liderados por Zumbi, cuja identidade ainda é um mistério, mas que liderou movimentos de libertação.

Hoje é um dia que passa em branco (ignorem a ironia, não é proposital) na História brasileira. Um decreto que acabou com a escravatura, mas não conseguiu dar dignidade aos ex-escravos, que enquanto submissos aos seus "donos" tinham casa e comida, apesar da humilhação e da falta de liberdade.

Era melhor que tivesse havido um plano, um projeto a criar condições de dignidade aos ex-escravos, ao invés de largarem feito cães vira-latas. Mas mesmo não sendo o dia adequado, penso que todos os dias são dias para lutarmos pela dignidade dos negros, nossos irmãos com uma pele um porquinho ais queimadinha, mas que não cansam de nos dar lições de vida e enriquecendo a nossa cultura com sua criatividade e inteligência ímpar. 

A data de hoje não deve ser comemorada. Não há motivo para isso. É mais um dia de luta para todos nós, como tem sido todos os dias.

O Movimento Negro continua sempre com a sua coragem e permanece na luta pela dignidade não somente do negro, mas de toda a população brasileira. Afinal, fazemos parte de um só povo, com igualdades de direitos e deveres.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Porque a maioria dos defensores da decadência cultural tem formação antropológica?

Não sei se alguém já reparou, mas sabiam que a maioria dos intelectuais que defendem o popularesco e toda essa baderna cultural que se tenta empurrar para as massas, tem formação antropológica?

Muitos desses intelectuais tem diploma de antropólogo, mas nem todos. Vários deles são sociólogos ou historiadores, mas conhecem muito bem (pelo menos de acordo com o que é ensinado nas faculdades de um sistema de ensino interessado mais em formar profissionais do que seres humanos) antropologia, por ter sido uma disciplina obrigatória em seu cursos. E porque essa estranha coincidência?

Simples: percebe-se facilmente que os intelectuais que defendem essa decadência cultural na verdade estão aplicando de forma errada e mal interpretada as ideias de Claude Levi Strauss, um dos mais importantes antropólogos da humanidade, quiçá o maior. A foto desta postagem ilustra a má interpretação feita por estes intelectuais brasileiros, muitos com alto - e imerecido - prestígio.

Não sou antropólogo, sou leigo no assunto, mas pelo pouco que sei, dá para perceber uma analogia equivocada e até cruel entre as favelas e o povo indígena, um dos objetos de estudo da antropologia tradicional.

Para esses antropólogos, historiadores e sociólogos oportunistas, os pobres são os novos indígenas e o que eles produzem "culturalmente" (bom lembrar que esses defensores ignoram a influência quase totalitária do entretenimento de mercado na produção "cultural" das favelas e periferias) deve ser analisado e respeitado.

Para estes intelectuais (que são pagos por instituições estrangeiras para pensar assim), enquanto os pobres são os novos índios, as favelas são as novas aldeias, os barracos são as novas ocas. Para escrachar, faltou dizer que os traficantes são os novos caciques.

Essa analogia toda é presente nos discursos de defesa não somente do "funk" mas de qualquer um dos ritmos popularescos, mesmo que não sejam mais produzidos nas favelas como a axé music e o breganejo, por exemplos, que mesmo tendo conquistado as elites, possui a tosqueira típica do que é produzido nas periferias que deslumbram tanto estes intelectuais.

Mas tudo isso não passa de uma má interpretação do que é a Antropologia, além de fazerem vista grossa para o fato de que não existe mais uma cultura que seja totalmente espontânea e imune da contaminação pelas mídias mercenárias. As tendências do popularesco, hoje hegemônicas, são, sem exceção, resultado da ganancia financeira de gravadoras, produtoras (sejam grandes ou pequenas) e meios de comunicação, além de "artistas" que não passam de meros cidadãos humildes que preferiram ganhar dinheiro de modo mais fácil e lucrativo, sem pegar na enxada.

Além do que, ser pobre não é nada bom, sendo uma situação que deveria ser provisória, com a saída desta condição impulsionada não somente pela melhoria financeira, mas pela melhora intelectual garantida por uma educação de qualidade e insubmissão a autoridades, à mídia e aos equivocados conceitos sociais. A ideia de "pobre feliz" é um absurdo que só tem gerado ainda mais absurdos, defendidos por essa intelectualidade burra, mercenária, chata e metida.

Não dá mais para falar sobre cultura atualmente, a não ser que fujamos de qualquer tendência de grande popularidade. Não dá para esperar uma cultura legítima de um povo submisso a mídia e louco para ganhar dinheiro, não o dinheiro suado conquistado para sobrevivência, mas o ganho para se sentir "melhor" que os outros, verdadeira meta dessa sociedade falida em que vivemos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O verdadeiro Lobo Mau



O Lobo Mau deve estar bem preocupado. Apareceu outro lobo pior ainda. Pelo jeito o antigo devorador de porcos e carneiros ficou bonzinho diante do Lobão Mão e os muitos Pigs.

Se não entendeu a polêmica, aperte aqui. Clique na imagem para ler melhor o que está escrito.

terça-feira, 30 de abril de 2013

"Funk" carioca: sem limites para investir

O que vou dizer aqui pode parecer delírio aos olhos de gente ingênua (e os poderosos estimulam que essa gente pense assim), mas ao investigar várias fontes, cheguei a conclusão de que o que vou lhes dizer é um triste fato. A população brasileira precisa saber disso e se virar contra, para que não perca definitivamente a sua cultura.

A mídia oficial e a mídia não oficial estão tentando empurrar goela abaixo o tal do "funk" carioca, ritmo mais ridículo e grotesco que já apareceu na face da terra, promovendo a volta do guturalismo troglodita dos tempos da pré-história, em contradição à evolução tecnológica.

Mas como algo explicitamente ridículo, tosco e grotesco, criado por pessoas sem o mínimo de discernimento e informação cultural, está tendo esta aceitação toda em uma sociedade que pensa estar "evoluída"? Só mesmo a custa de muito dinheiro (suborno?) para que essa atrocidade cultural seja possível.

Já foi denunciado várias vezes por artistas sérios o fato de que a CIA esteja disposta a destruir a cultura brasileira. O Brasil, embora muitos finjam ignorar isso, é um potencial inimigo dos EUA, por ter características muito parecidas com o país que pensa em governar o mundo. Acredito que a longo prazo os EUA possam entrar em uma guerra contra o Brasil, mas ainda não há indícios disso, embora não falte motivos.

Dominar culturalmente é mais eficiente que dominar politicamente

Os EUA instalaram a ditadura militar no Brasil na tentativa de imobilizar a população. Não conseguiu. Com a redemocratização do país, em 1985, era necessário encontrar outro modo de impedir que o povo brasileiro evoluísse e passasse a pernas nos americanos. Foi permitido a Antonio Carlos Magalhães, o famoso ACM, então ministro das comunicações, a vender concessões de rádio e TV para um monte de gente sem vocação para meios de comunicação, que só queria ganhar dinheiro com isso. 

E isso fez com que nos anos 90, a música de má qualidade, conhecida como "brega" se expandisse e ganhasse força. Não vou ficar alongando sobre o que aconteceu, mas em 1993 foi construído o cenário que acabou se resultando nessa miséria cultural que vemos hoje. 

Os poderosos então, descobriram que manipular a população através da cultura era mais eficiente do que através da política. Na ditadura militar, muito sangue foi derramado e a população continuava se conscientizando. Já a manipulação através da cultura não desperta desconfiança, já que há uma aura positiva de alegria e diversão em torno dela, que esconde facilmente todo o lado triste da anti-democratização.

Manipular através da cultura é eficiente porque, além de não despertar desconfiança (a não ser em pessoas altamente esclarecidas), interfere diretamente no cotidiano das pessoas, impedindo que algum germe intelectualizante se desenvolva. Tudo isso sendo feito discretamente e com atividades descontraídas, para ninguém parecer vilão.

E o que garante o sucesso desse tipo de manipulação é fazer tudo parecer que a cultura não está sendo destruída. Impedidos de raciocinar plenamente, as pessoas se tornam passíveis de aceitar teses absurdas e contradições sem contestar e o que é pior: considerar a burrice como nova forma de inteligência.

Cultura fraca gera povo fraco

Empresas estrangeiras não medem gastos para que a cultura dos países emergentes como o Brasil se enfraqueçam. Colocar tendências alienantes como nova forma de cultura, junto com um conjunto de valores sociais que desestimulem o intelecto e o altruísmo verdadeiro, tem sido a mais bem sucedida forma de dominação já feita. Tem atingido os objetivos de dominadores sem precisar derramar uma só gota de sangue. E como falei, a aura positiva que envolve o domínio cultural ajuda a desviar suspeitas. Por isso mesmo, muita gente vai ler esta postagem achando que eu estou inventando. Mas o que eu digo é resultado da montagem de um quebra cabeças macabro que quase todos insistem em ignorar.

Tradicionalmente se sabe que cultura fraca torna o povo fraco. O jornalista David Tame havia dito isto. Embora eu ficasse pasmo ao pesquisar no Google as expressões "cultura fraca" e "povo fraco" e não encontrasse quase nada a respeito, além do que eu e meu irmão Alexandre (do Mingau de Aço) havíamos escrito. Triste viver em um país que enfraquece a sua cultura pensando estar fortalecendo-a.

E sabendo que povo inculto é mais fácil de manobrar, as empresas dos EUA sob orientação da CIA, principal interessada no enfraquecimento das nações emergentes,  não tardaram em investir em projetos que deturpem os movimentos culturais, substituindo qualquer forma de cultura intelectualizante por formas alienadas, mas protegidas com um discurso falso que as faça parecer tão intelectualizadas que as formas que foram derrubadas. Fundações como a Ford, a Rockfeller e especuladores financeiros como George Soros atuam sob as orientações da CIA investindo muita grana no parasitismo cultural de países emergentes, sobretudo o Brasil, enriquecendo qualquer um que esteja disposto a aniquilar a cultura brasileira.

Por isso muitos doutores, sobretudo antropólogos, sociólogos e historiadores são remunerados em seus projetos de pesquisa para que criem um discurso que tente criar teses absurdas que tentem provar, através de um discurso rebuscado e prolixo que as manifestações alienadas são "na verdade", formas de "nova intelectualização cultural", como se não precisasse ter discernimento e informação para ser inteligente.

Esses argumentos servem para dar um caráter de seriedade a algo claramente patético que seria inofensivo se não fosse levado a sério. Mas levar a sério é a meta, já que isso faz com que as formas de cultura mais legítimas sejam abafadas e soterradas por essas formas alienantes. E bingo! A dominação da população está feita, transformando as pessoas em um monte de carneirinhos que aceitarão passivamente os abusos dos poderosos e a manutenção dos problemas cotidianos gerados por esses abusos.

Domínio cultural não é só música, TV e cinema. É tudo

Claro que no "funk" carioca isso é mais evidente. mas o domínio cultural não se restringe a isso. Nem se limita a música. Drogas lícitas e ilícitas, esportes e religião também fazem parte do pacote de manipulação através da cultura, pois são todas também formas de manifestação cultural. 

É praticamente impossível haver algum brasileiro que não seja manipulado em alguma manifestação. Torcedores de futebol que odeiam "funk", ateus que enchem a cara, esquerdistas iludidos pela decadência cultural, são exemplos de que não existe algum totalmente imune a manipulação ideológica. Sempre há alguém disposto a agradar o sistema. Praticamente somente eu, meu irmão e pouquíssimas pessoas estão dispostas a romper não com uma e outra, mas com todas as formas de manipulação.

"Funk" carioca, o rimo do sistema

E por ser a mais grotesca forma de "cultura", derrubando de uma só vez todos os valores sérios que uma sociedade deveria ter, o "funk" carioca é o carro chefe no auge na dominação cultural das massas, pois garante a alienação total da humanidade, através da confusão entre "grosseria" com "rebeldia", fazendo todos pensarem que estão indo contra o sistema, mas fazendo tudo o que ele quer.

Esse falso rebeldismo, sem causa e sem consequência, acaba por substituir a verdadeira rebeldia, deixando tranquilos os poderosos que poderão enriquecer facilmente às custas de uma sociedade injusta, problemática e cada vez mais burra e grotesca, jogando fora no lixo todo o aprendizado que tivemos durante séculos e séculos, achando que o homem do futuro é um troglodita ainda mais imbecilizado que os primeiros homens que ahbitaram esse planeta.

A exaltação do "funk" carioca é um retrocesso imenso que ira nos cobrar futuramente um valor muito caro. Quem viver (e eu não viverei para ver isso), chorará.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Hipocrisia Capitalista

Segundo a propaganda pró-capitalista,os defensores e praticantes desse sistema estão mais "humanizados, valorizando o altruísmo, procurando entender o funcionário como um ser humano e não como uma máquina biológica. Mas pelo jeito isso não é tudo, pois as regras do mercado de trabalho e o estilo de vida dos patrões ainda mantém inúmeras injustiças. Estamos ainda muito longe de um profissional realmente valorizado que trabalhe apenas o necessário e ganhe o que possa pagar todos os seus custos necessários.

Não acredito nesse discurso de que os capitalistas são democráticos e humanitários. Nunca foram. Não é agora que se tornarão assim , da noite para o dia. Capitalista só entende a linguagem do lucro e tudo que ele faz na vida é totalmente focado para isso. Até mesmo o lazer e a vida afetiva são totalmente direcionados a atividade lucrativa de seu trabalho prestigiado.

Porque agora resolveram posar de "bonzinhos", procurando humanizar o discurso? O salário continua baixo (o DIEESE calculou que para cumprir o que está na Constituição, o salário mínimo deveria ser igual ou maior a R$ 2,800,00), a carga horária de 8 horas ainda é alta e causa um estrago no cérebro do trabalhador (será que é por isso que o brasileiro está cada vez mais emburrecido?), graças a estafa resultante dessa grande jornada. Os ricos estão ainda mais ricos e dando pitaco em governos e na mídia, manobrando as mentes da população. Aonde está essa humanização do sistema capitalista, meu amigo? Neste mundo é que não é!

Não acredito nestes capitalistas e vou continuar não acreditando. Uns caras que fazem questão de ganhar milhões e milhões para gastar com supérfluos e se achar melhores que os outros, além de dar pitaco nas leis e no modo de pensar da sociedade, merecem nossa confiança e admiração. Certamente que não!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quero uma esquerda não-lulista. Mas diferente das outras que estão aí

Eu me considero de Esquerda. É a ideologia mais adequada no momento para tentar resolver os problemas do país. Li O Capital de Marx e me identifiquei com o que estava escrito, além de perceber muito bem que o Socialismo de Marx nunca foi posto em prática.

Mas com esta onda de neodireitismo, com uma cambada de jovens riquinhos defendendo as injustiças do Capitalismo, dá a impressão que esta seria a alternativa pelo fracasso do esquerdismo brasileiro.E não é. 

Não dá para ser capitalista sendo altruísta e desejando o progresso real da sociedade. Os capitalistas falam muito em progresso, mas o que ele chamam de "progresso" se limita a arrumar a aparência e desenvolver - a critério deles - a tecnologia, se puder, driblando a ética, o bom senso e até a vida de cidadãos. Tradicionalmente, capitalistas são gananciosos, egoístas e mentirosos e não dá para ser capitalista sem ter estes defeitos. Definitivamente, Capitalismo não é a minha.

Mas essa esquerda que está aí, também não serve, ainda mais a dos petistas. Os petistas traíram (mudou o significado da sigla PT? Partido dos Traidores?) a sua filosofia original e resolveram fazer um Capitalismo moderado e enrustido, com projetos sociais que mais parecem esmola e que tem estimulado a preguiça e a explosão da natalidade em nosso país.

Os petistas não cumpriram a promessa de mudança que fizeram em suas campanhas de eleição. Não vejo muita mudança em nosso cotidiano, a não ser para pior. Com Lula, a cultura se espatifou e a alienação da população ficou mais forte. Mesmo com internet, a população brasileira se mantém burra e fútil, muito mais preocupada em divertir e consumir do que realmente desejar uma qualidade de vida. 

E toda essa futilidade foi muito bem estimulada pelos governos petistas que inclusive se sentem tranquilas em não investir mais nas faculdades, hoje entregues ao "patrocínio" de empresas e fundações americanas mal intencionadas em destruir a cultura brasileira (falarei mais a respeito futuramente).

Mas que opção eu tenho? Todos acharam conveniente criticar os governos de Lula e de Dilma, mas sem oferecer alternativas, soluções. Fico sem saber que direção tomar.

A esquerda brasileira é mofada, velha e em alguns aspectos, burra. PSOL, PSTU, PCO não inspiram confiança, por tomarem em várias ocasiões atitudes incoerentes com o Socialismo, além de viverem presos na Rússia dos bolcheviques. Péssima ideia embalsamar Lênin. Parece o Retrato de Dorian Gray do socialista Oscar Wilde, um de meus escritores favoritos: conserva-se o corpo de Lênin, para que o Socialismo apodreça e morra de uma vez por todas.

Estou aqui ainda esperando uma esquerda que possa me dizer o que quero ouvir. Não tolero o Capitalismo, festivo, alegre, renovador, na aparência, mas podre em sua essência ególatra e sádica. Mas essa esquerda que está aí... hummm... Me lembrei que sou alérgico a mofo. Seja de que orientação política for.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O fracasso da ditadura militar e o sucesso da ditadura midiática

Fico pasmo com a imobilização social que vejo nos dias de hoje. As pessoas estão cada vez mais ignorantes, passivas, conservadoras e nem mesmo a internet conseguiu colocar alguma vontade de mudança nas mentes dessas pessoas, que preferem usar a grande rede apenas para afirmar e confirmar todos os valores retrógrados que aprenderem por outros meios, principalmente através da televisão, ainda a grande tutora da humanidade.

É um cenário que os responsáveis pela ditadura militar gostariam de ter visto. Os Grandes Empresários que administram os meios de comunicação e os que patrocinam, conseguiram fazer, sem derramar sangue, sem causar um único arranhão e sem causar prisões, muito mais do que queriam os militares que estiveram no poder entre 1964 e 1985 em nosso país.

A população brasileira em sua maioria está completamente alienada, intelectualmente inerte, se esforçando apenas para manter vivos valores retrógrados que não combinam em uma época de desenvolvimento tecnológico que caracteriza a nossa atual década. Enquanto máquinas avançam, nos andamos para trás, retomando todo o cenário duvidoso da América macartista que dominou os anos 40 nos EUA.

Se os militares tivessem previsto o que acontece no mundo de hoje, não teriam apelado para tanta violência e negação de direitos. O que vemos hoje é muito mais cruel do que víamos nos anos 60, já que mesmo com toda a violência, as mentes continuavam produtivas. Era moda ser inteligente na segunda metade dos anos 60. Hoje, pelo contrário, ser inteligente é ser marginal. Legal é ser burro e imitar o que a maioria faz de errado.

E como os poderosos conseguiram isso? Através dos meios de comunicação, ainda bastante confiáveis para a sociedade como um todo. Mesmo que as denúncias e críticas à ditadura midiática aumentem, ainda estamos bem longe de vê-la distante de ser uma forma de manipulação das mentes humanas, além de reguladora dos costumes sociais. As pessoas ainda obedecem ao que é dito na mídia oficial como se ela fosse porta-voz da sociedade. O que ela não é há muitas décadas.

Por acreditar que aquilo que vê nas novelas, nos telejornais, nos artigos de uma revista, por exemplo, é um retrato da população, o público acaba desenvolvendo uma confiança cega na mídia oficial, transformando em lei permanente aquilo que é dito nesses meios. E esta confiança cega acaba por moldar as convicções das pessoas que creem que o que foi induzido em suas mentes, nasceu por iniciativa delas mesmos, o que não é verdade. Psicólogos confirmam que é possível implantar ideias nas mentes das pessoas de uma forma a fazer que estas pessoas creditem que tais ideias nasceram de suas próprias mentes. Os discursos midiáticos são construídos dessa forma.

E aí vemos o que estamos vendo: uma população burra, alienada, conformista, conservadora, avessa a discernimento e com o hábito de reprovar tudo que seja intelectual, sobretudo os próprios intelectuais, preferindo seguir as orientações de celebridades e líderes vazios e mais interessados em criar um exército de escravos de seus interesses particulares, que a sociedade crê como interesses dela.

E bingo! A sociedade brasileira dos sonhos de qualquer ditador está pronta. Sem precisar de um só ato de violência ou negação de direitos. Uma sociedade imobilizada a satisfazer os interesses de poderosos de todos os tipos, guardiã dos valores duvidosos que mantém intactos a satisfação desses interesses.

E quando a sociedade se livrará disso? Não sei quando. Mas só se livrará no dia em que criar a coragem de se divorciar da mídia, da influência de líderes ou ídolos e dos valores duvidosos que ela difunde e que infelizmente a sociedade ainda os tem como valores positivos e salutares, pelo menos para uma sociedade submissa, crédula e intelectualmente inerte, detentora de uma cultura de hábitos burros e de muito mau gosto.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Defensores" da liberdade de expressão fazem censura contra jornalista

A grande mídia, que sempre posa de boazinha e defensora da população em seus meios, mostra as suas garras e diz para que veio. Ela sempre quer ficar com a palavra final, se considerando dona da democracia e porta-voz da população, mesmo agindo contra os verdadeiros interesses democráticos, manipulando mentes e regulando as regras sociais cada vez mais rígidas e menos democráticas.

Por ser muito criticada por isso, principalmente pela internet, o mais democrático dos meios de comunicação, já que é o único que permite que gente como eu e você possa expor seus pontos de vista, a grande mídia, porta-voz de seus donos, resolveu agir. E da pior forma.

Luiz Carlos Azenha, jornalista consagrado e responsável pelo excelente site Vi o Mundo, foi processado pelo diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, sob acusação de suposta difamação. Azenha perdeu a causa e terá que pagar uma imensa quantidade de dinheiro a Kamel, além de arcar com os custos do processo (muito comum em processos o perdedor ficar com a responsabilidade de pagar os advogados, que normalmente cobram um absurdo, o que aumenta o prestígio social já enorme desta classe). Azenha disse que pretende extinguir o Vi o Mundo após o episódio, o que causou comoção imediata na internet.

É uma pena, já que Azenha, em seu site, mostrava um lado diferente dos fatos, algo que não se vê nas TVs abertas, sempre dispostas a defender seus interesses pessoais sob a desculpa de que são interesses da população. E o que Kamel fez vai contra o que a sua rede tanto defende.

A Rede Globo em tese, se considera democrática e defensora irredutível daquilo que ela chama de "liberdade de expressão". Como se ela fosse porta-voz da população brasileira. Mas na verdade, confunde os termos "liberdade de expressão", "liberdade de imprensa" e "liberdade de empresa", as três totalmente diferentes.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO - O direito de qualquer cidadão de expor a sua opinião, por mais polêmica que seja, desde que não ofenda nem faça falsas acusações.

LIBERDADE DE IMPRENSA - O direito de qualquer jornalista ou instituição jornalística de correr atrás dos fatos e divulgá-los, para que os receptores entandam o que acontece ao seu redor.

LIBERDADE DE EMPRESA - O direito de uma empresa agir como tal, de acordo com as regras do Capitalismo. O termo é usado pejorativamente às empresas de comunicação, para definir os seus abusos.

Essa confusão é insistentemente lançada na mídia, tentando transformar a população em um exército de aliados da empresa de comunicação, no caso, a Globo, legitimando as atitudes que toma, mesmo as abusivas.

Se Azenha fosse um blogueiro qualquer, teria sido ignorado e "sumido do mapa". Mas como é um jornalista consagrado, felizmente trouxe repercussão ao caso e mostrou que a grande mídia não é tão democrática como insiste em dizer. 

Me uno a esse saudável exército de admiradores de Luiz Carlos Azenha e dou meu irrestrito apoio a permanência do Vi o Mundo, esse sim um meio realmente democrático e que precisa continuar para que realmente conheçamos os fatos como são e não como a grande mídia pretende mostrar.

Azenha, mantenha seu blogue e continue a luta. Pode até ter perdido uma batalha. Mas a guerra ainda não acabou. E temos grandes chances de ganhar, já que a democracia está do nosso lado.

Força Azenha. Vi o Mundo forever!!!!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ainda não nos acostumamos com a democracia

Há exatos 49 anos, começava um dos períodos mais desagradáveis da História brasileira: instalava a ditadura chefiada pelos militares, iniciativa sugerida pelo governo americano para impedir que o Brasil, além de outras nações latino-americanas se transformassem em "novas Cubas".

Para quem pesquisar na internet, terá acesso a inúmeros textos a respeito, para entender o quão nocivo foi esse período para o país. Mas leiam com cuidado, pois cada texto tem a sua visão, muitos deles cheios de mitos e defendendo cada um o seu lado. A objetividade e a isenção pessoal são necessárias para se entender friamente o episódio.

Mas falar sobre a ditadura militar não é o propósito desta postagem e sim entender como as pessoas estão encarando até hoje a redemocratização do país. E pelo jeito os brasileiros ainda não se acostumaram com a redemocratização, por mais utópica que seja uma democracia verdadeira.

Nos anos 90 até hoje, sinto que a população não se livrou das sequelas da ditadura. Não sabe aproveitar a liberdade que tem, após passar longo tempo acostumado a receber ordens e ter medo de autoridades. Até hoje temos medo daqueles que entendemos como líderes. Culturalmente - não somente no sentido das artes, mas no nossa maneira de encarar o cotidiano - estamos regredindo. O medo nos fez submissos, acomodados, preguiçosos e conservadores. Ficamos avessos a grandes mudanças. Esperamos sempre que algum ídolo, santo ou herói faça o papel de babá e resolva os problemas que recusamos a resolver. Ou que temos medo de resolver.

Claramente, a população brasileira, cada vez mais submissa a regras sociais e à mídia (a reguladora das regras sociais), dá sinais de que ainda não se recuperou da ditadura, ainda incapaz de andar com as próprias pernas. Mas não percebe isso, pois está tão acostumado a agir assim que pensa que tudo está dentro da normalidade.

E os políticos se aproveitam disso, claro com uma ajudinha da grande mídia e do dinheiro de Grandes Empresários, que se aproveitando de um povo fragilizado, abusam para que possam enriquecer e ganhar mais poder. Muitos até se inspiram na ditadura para impor medidas sem consulta popular e que a médio prazo acabam prejudicando a população. A turma das prefeituras e governos do PMDB, estranhamente o partido de oposição na ditadura militar, gosta de impor medidas desta forma. Já que o povo inerte permite...

E o que fazer para mudar isso? Não se sabe. A gente até tenta através de blogues e redes sociais a encorajar que as pessoas abandonem a alienação e o conformismo. Mas é difícil, pois muitos de nossos hábitos consagrados estimulam esse tipo de comportamento estagnado. O jeito é esperar a sociedade se amadurecer e se livrar de uma vez por todas das sequelas da ditadura militar. 

Pelo que se percebe, isso poderá levar muitas décadas. Muito mais que os quase 50 anos que geraram esse estrago enorme e de e difícil cura.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Comercial honesto do Banco Imobiliário Cidade Olímpica

Para quem não sabe, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na tentativa de se mostrar "simpático" as crianças, resolveu fazer um acordo (como?) com a Estrela, tradicional fabricante de brinquedos, para criar uma versão pessoal do famoso jogo Banco Imobiliário (Monopoly, no original), como uma discreta - mas nem tanto - propaganda das obras para a copa e a olimpíada que, segundo o prefeito, vão "melhorar" a cidade - na verdade uma maquiagem , pois os problemas estão aí - ganhando assim uma melhoria em sua imagem, já manchada pela capacidade de tomar decisões autoritárias.

O jogo rendeu muita polêmica por inúmeros motivos. Além de servir de propaganda pessoal, desconhece de que maneira a prefeitura conseguiu o acordo para colocar o seu nome no jogo. Fala-se em uso de dinheiro público no acordo. Não se sabe. O que se sabe é o que o jogo irritou as pessoas de bom senso e que não adianta mais esconder o caráter publicitário da prefeitura do Rio no jogo.

Então, encontrei um vídeo interessante que mostra como seria uma propaganda honesta de venda do jogo, mostrando o seu verdadeiro caráter e colocando no mesmo, jogadas que possam mostrar o que é feito realmente nos bastidores dos governos. Afinal tanta alegria por esta copa e por esta olimpíada não é para o benefício da sociedade, não é Paes?

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cabral, Paes & CIA: democracia não é com eles

O episódio ocorrido na última sexta-feira para a expulsão dos índios da Aldeia Maracanã, patrimônio cultural que ajudava a divulgar e preservar a cultura indígena e que abrigava algumas tribos, foi mais um dos muitos episódios tristes da gestão pemebedista do governo e prefeitura do RJ, mostrando que mesmo com pressão de toda a sociedade e de instituições ligadas ao Poder Judiciário, Eduardo Paes e  Sérgio Cabral Filho estão sempre indispostos a diálogos, sempre prevalecendo a opinião e decisão deles, por mais gente que seja prejudicada com isso.

Cabral e Paes são famosos por tomar decisões sem discutir com a sociedade, impondo na marra e lançando mão até da violência policial para que seus interesses pessoais não sejam contestados. Ignoram apelos, derrubam monumentos e parques ecológicos, desafiam juízes e são capazes de passar por cima da lei para que possam fazer o que querem. Isso em nome da democracia, imagine se não fosse em nome dela.

Falam que o que fazem é para interesse público, mas está na cara que é para agradar turistas e os organizadores que virão para a copa de 2014, razão de ser de todas essas medidas e que só servem na verdade para promover a imagem dos ditos senhores ao mundo e a "História", como responsáveis pelas "melhorias" (leia-se maquiagem) que favorecem o estado como ponto turístico.

Mas para isso, muita coisa realmente essencial tem sido derrubada para que estas obras possam acontecer. Se estão pensando que o desespero de Cabral pelos royalties do petróleo são a favor da população, estão sonhando. Cabral e Paes contam com o dinheiro dos royalties para concluir as obras para a copa. Lembrando que priorizar a copa já é em si uma ideia tola, pois futebol é laser, é supérfluo. Ninguém morrerá se o futebol, considerado pelos cariocas como um dever social,  for extinto. Só de suicídio pela falta do "lazer querido". O que não seria uma má ideia, pois ignorantes e chatos não servem para viver.

De qualquer forma, a truculência de Cabral e Paes está manchando a carreira deles. Mas eles não se importam com isso e muito menos com as críticas. Ao encerrar a copa, encerrará os mandatos e tudo voltará a mesma, com os velhos problemas intactos (ou até piorados) e os governantes bem longe daqui, muito provavelmente em uma bela praça de Barcelona, inspiração para toda essa cirurgia plástica que está sendo feita na cidade.

Mas uma crítica construtiva aos dois: não dava para perguntar à sociedade antes de tomar qualquer atitude, seja lá qual for? Daria, mas vocês não querem... Fazer o quê?