sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Precisamos de um novo "Grito de Independência"?

A população brasileira é alienada. Adora ser enganada e pensar que vivemos a prosperidade plena que "não existe em qualquer outro lugar". Ninguém sabe que nos bastidores do poder econômico, algo bem sombrio acontece para abalar a já frágil soberania, garantida por lei e exaltada de maneira fantasiosa em vários hinos cívicos.

Nossa soberania de fachada já é de muito abalada pela forte presença de empresas estrangeiras em nosso país, o que sinaliza perfeitamente uma forma moderna de colonialismo, com todas as características que a definem como tal. Isso tudo acontecendo bem longe dos olhos da população, já que nas campanhas publicitárias, essas empresas se travestem de brasileiras, interessadas no bem estar da população local.

Isso não significa que o Brasil está em alta. Pode até mesmo significar o oposto, já que á a mão de obra barata e a personalidade submissa do povo brasileiro que são os verdadeiros atrativos para que estas empresas se instalem por aqui, muitas vezes através de aquisições de empresas nacionais, silenciosamente dilacerando nossa soberania e impedindo o nosso crescimento econômico. 

O Brasil há muito demonstra que tem capacidade de e crescimento econômico. Mas autoridades e empresários estrangeiros não querem que o Brasil abandone a sua condição de "subdesenvolvido", já que estão interessados em defender a soberania (exagerada) deles, como "líderes mundiais" e não a soberania dos outros. Comprar empresas brasileiras tem demonstrado ser uma excelente forma de manipulação do poder. Até porque como eu falei em outros textos, grandes empresários não se contentam em apenas administrar empresas. Querem administrar as sociedades também, como se todos os cidadãos fossem também escravos dos interesses . Sim, escravos.

Nossas empresas acabam não se desenvolvendo e tendo que submeter as regras impostas pelas matrizes estrangeiras, além de dar uma gorda fatia de lucro para estas. Está na cara que as empresas gringas não se instalariam no país se realmente tiverem que deixar os lucros no país-filial. A lei pode até garantir a permanência dos lucros em nossas terras, mas é algo que nem sempre é garantido na prática, visto que nossos políticos, mesmo os do Poder Executivo, são altamente submissos a grandes empresários.

Precisamos de um novo "Grito do Ipiranga"?

A realidade nos diz que de fato, não somos independentes. A comemoração do Dia da Pátria é puramente simbólica. Um país altamente religioso, em que a crença e a defesa de lendas fictícias são tidas como motivo de salvação pessoal, os fatos históricos também são contados de forma altamente lendária. Ou seja, paramos para celebrarmos uma ficção.

Na verdade nos livramos do governo português, mas estamos atrelados a novos colonizadores que, como os de outrora, chegam aqui com a mesma intenção de explorar, de arrancar de nós o benefício que deveria ser nosso. De impedir que as nossas mentes possam se desenvolver com risco de ultrapassar os países que são os "donos" do mundo.

Não sabemos como mudar isto. Como a instalação das empresas gringas ocorreu de forma limpa (até prova ao contrário), não dá para simplesmente expulsarmos os estrangeiros de nossas terras. É preciso que as empresas pequenas fortaleçam e possam comprar as grandes, tomando-as de volta aos braços nacionais.

Hoje não temos motivos para comemorar. Estamos muito mais dependentes dos outros do que antes. Se o lema foi mesmo "Independência ou Morte", o Brasil já morreu a muito tempo e ninguém avisou.

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