quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os candidatos não vão melhorar a Educação. E isso não é uma opinião. É um fato certo

Vejo nas campanhas para prefeito muitas promessas de melhorias na Educação. Tudo conversa fiada, pois sabemos que 9 entre 10 brasileiros, ainda veem a educação escolar apenas como um meio de garantir o futuro profissional, através de um currículo excessivamente exigente e completamente irreal e de uma carga horária estressante e desnecessária, além de não desenvolver as aptidões naturais de cada aluno, ainda tratado como se fosse uma caixa vazia a ser preenchida. Escolas se tornaram na verdade, fábricas de profissionais, que chegam ao mercado de trabalho tratados como se fossem meras máquinas, sem opinião, sem atitudes e sem direitos.

O conceito tradicional de Educação em nosso país é bem arcaico. Nossa Educação não estimula o senso crítico, o discernimento e a individualização de ideias. Ainda nos encontramos em um sistema que impõe a obediência, o cumprimento cego de deveres e onde a carga horária ainda é tida como elemento mais importante de um sistema que nunca consegue ensinar o essencial para suas crianças, preferindo impor uma rotina igual ao de um assalariado, com a desvantagem que ao invés de dinheiro, ganham notas, meros números que não trazem a dignidade nas vidas dos alunos.

E o que me assusta é que os adultos brasileiros agem como se nunca tivessem sido crianças, impondo para as crianças de hoje tudo aquilo que não gostariam que fosse imposto a eles quando crianças. Um ato de egoísmo irresponsável que ao invés de melhorar o mundo, piora cada vez mai, graças a estabilização de um sistema podre e falho que resulta no mau comportamento que os jovens e, principalmente os adultos de hoje, demonstram, pela total falta de discernimento e excesso de arrogância e teimosia.

E o que as autoridades propõem? Mantenha-se esse sistema. Apenas remunera-se melhor os professores, constroem mais escolas e amplia a carga horária para os alunos (o que acho na verdade o oposto do que deveria ser feito, pois tira a liberdade tão necessária à infância, transformando as crianças em robôs programados por estas escolas). Medidas que não estão diretamente relacionadas a Educação própriamente dita e em nada ajudam no desenvolvimento da personalidade de qualquer aluno.

Mas é evidente que os político nunca vão melhorar a Educação. E nem querem. Sabem que crianças bem educadas se transformam em cidadãos responsáveis. E cidadãos responsáveis não dão ouvidos a políticos mentirosos, cobrando destes maior atitude em suas gestões, o que significa diminuir o interesse destes, verdadeira razão que os motivou a seguir na carreira política. 

É interesse clássico dos políticos que a Educação sempre seja ruim. Em tempos de copa no Brasil, o que já era ruim promete piorar, pois se a educação é o setor que menos recebe verbas - propositadamente, deve receber menos ainda ou nada, para que as obras de embelezamento e maquiagem das cidades possam ser concluídas a tempo.

Claro que nas escolas existem alguns professores dispostos a estimular o discernimento nos alunos. Eu mesmo tive vários. Mas são casos isolados, muito mais por iniciativa de cada professor do que por melhoria no sistema que com toda a tecnologia e todas as pesquisas avançadas no setor de Pedagogia, ainda continua o mesmo de muitas décadas atrás.

Não esperemos melhorias na Educação. Cada criança que se eduque por si mesma, desenvolvendo opiniões próprias e recusando uma ideia errada, mesmo difundida pela grande mídia e seguida por ampla maioria da população. Cada pessoa deve por si só desenvolver suas atidões, pois se esperarmos alguma coisa de um sistema claramente e insistentemente falido, estaremos eternamente perdidos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dilma pode ter barateado energia para estimular audiência de televisões

Recentemente a presidente Dilma Rousseff anunciou que a energia elétrica será mais barata nos próximos meses, estimulando a concorrência entre as distribuidoras de energia. Mas junto com esta boa notícia, vem junto uma péssima, que muita gente ainda não percebeu.

Na verdade, não é o único motivo, mas é um forte motivo, já que a suposta ordem nacional depende dela: estimular o aumento do consumo de televisores. Isso mesmo que você leu: Dilma mandou reduzir o preço da energia para que os brasileiros possam assistir a mais televisão.

Isso é bom? isso é péssimo. A televisão, que em tempos remotos era apenas um instrumento de lazer e informação, hoje é a legisladora oficial das regras sociais, que não são escritas na Constituição, mas são seguidas e cobradas com o mesmo rigor que as leis da Carta Magna do país. Estimular o hábito de ver TV é, para os poderosos, necessário para que as massas se mantenham na - falsa - ordem, obedecendo regras que garantirão a submissão e aceitação das injustiças que dão privilégios aos mais "fortes". 

Impedir o consumo de TV gera um grande risco de rebeldia, pois dará oportunidade para a população pensar por si mesma, o que não acontece quando há submissão televisiva, pois todos passam a agir conforma os programas de televisão orientam.

É tolice achar que a televisão é a voz do povo. A voz do povo é a internet. Emissoras de televisão são a voz de seus donos. O que aparece veiculada por elas estão coerentes ao pensamento de seus donos. Tudo aquilo que vai contra as convicções e interesses deles nunca é colocado em seus programas. E sempre as TVs são perfeitamente utilizadas quando seus donos desejarem impor alguma linha de pensamento.

Não se iludam. "Quando a esmola é muita, o santo desconfia", diz a sabedoria tradicional. Certamente os empresários de TV e publicitários, ou qualquer outro "peixe grande" interessado na submissão das massas certamente fez esse pedido para que as pessoas possam assistir a mais televisão e com isso impedir que seus cérebros funcionem por conta própria, se resumindo a serem meros reprodutores das ideias, gostos e costumes impostos pelos donos de emissoras, principais interessados para que os erros do Brasil continuem como estão, já que estes erros garantem e aumentam seus lucros.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Precisamos de um novo "Grito de Independência"?

A população brasileira é alienada. Adora ser enganada e pensar que vivemos a prosperidade plena que "não existe em qualquer outro lugar". Ninguém sabe que nos bastidores do poder econômico, algo bem sombrio acontece para abalar a já frágil soberania, garantida por lei e exaltada de maneira fantasiosa em vários hinos cívicos.

Nossa soberania de fachada já é de muito abalada pela forte presença de empresas estrangeiras em nosso país, o que sinaliza perfeitamente uma forma moderna de colonialismo, com todas as características que a definem como tal. Isso tudo acontecendo bem longe dos olhos da população, já que nas campanhas publicitárias, essas empresas se travestem de brasileiras, interessadas no bem estar da população local.

Isso não significa que o Brasil está em alta. Pode até mesmo significar o oposto, já que á a mão de obra barata e a personalidade submissa do povo brasileiro que são os verdadeiros atrativos para que estas empresas se instalem por aqui, muitas vezes através de aquisições de empresas nacionais, silenciosamente dilacerando nossa soberania e impedindo o nosso crescimento econômico. 

O Brasil há muito demonstra que tem capacidade de e crescimento econômico. Mas autoridades e empresários estrangeiros não querem que o Brasil abandone a sua condição de "subdesenvolvido", já que estão interessados em defender a soberania (exagerada) deles, como "líderes mundiais" e não a soberania dos outros. Comprar empresas brasileiras tem demonstrado ser uma excelente forma de manipulação do poder. Até porque como eu falei em outros textos, grandes empresários não se contentam em apenas administrar empresas. Querem administrar as sociedades também, como se todos os cidadãos fossem também escravos dos interesses . Sim, escravos.

Nossas empresas acabam não se desenvolvendo e tendo que submeter as regras impostas pelas matrizes estrangeiras, além de dar uma gorda fatia de lucro para estas. Está na cara que as empresas gringas não se instalariam no país se realmente tiverem que deixar os lucros no país-filial. A lei pode até garantir a permanência dos lucros em nossas terras, mas é algo que nem sempre é garantido na prática, visto que nossos políticos, mesmo os do Poder Executivo, são altamente submissos a grandes empresários.

Precisamos de um novo "Grito do Ipiranga"?

A realidade nos diz que de fato, não somos independentes. A comemoração do Dia da Pátria é puramente simbólica. Um país altamente religioso, em que a crença e a defesa de lendas fictícias são tidas como motivo de salvação pessoal, os fatos históricos também são contados de forma altamente lendária. Ou seja, paramos para celebrarmos uma ficção.

Na verdade nos livramos do governo português, mas estamos atrelados a novos colonizadores que, como os de outrora, chegam aqui com a mesma intenção de explorar, de arrancar de nós o benefício que deveria ser nosso. De impedir que as nossas mentes possam se desenvolver com risco de ultrapassar os países que são os "donos" do mundo.

Não sabemos como mudar isto. Como a instalação das empresas gringas ocorreu de forma limpa (até prova ao contrário), não dá para simplesmente expulsarmos os estrangeiros de nossas terras. É preciso que as empresas pequenas fortaleçam e possam comprar as grandes, tomando-as de volta aos braços nacionais.

Hoje não temos motivos para comemorar. Estamos muito mais dependentes dos outros do que antes. Se o lema foi mesmo "Independência ou Morte", o Brasil já morreu a muito tempo e ninguém avisou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Parem de chamar o Lulismo de Socialismo!

Os defensores do Capitalismo são gente que não tem o hábito de usar o discernimento. Além de não usarem argumentos convincentes para defender um sistema cheio de defeitos, está na cara que eles são beneficiados pelos erros que as injustiças desse sistema oferecem em nosso cotidiano.

E claro, eles são contra o socialismo. Mas para atacar o Socialismo, um sistema que, sendo bem elaborado é totalmente justo, argumentam justificando que os governos do PT são "autenticamente socialistas". Na falta de encontrar defeitos para o Socialismo, enxertam os dos governos petistas.

Mas eu disse no início que discernimento não é forte deles - e nem da maioria dos brasileiros - e por isso mesmo eles se esqueceram de observar que os governos petistas são claramente capitalistas. Que justamente os erros dos governos de Lula e de Dilma, são erros capitalistas, tipicamente de acordo com as regras do "livre mercado". O Socialismo nunca foi implantado de fato em nosso país. Além disso, a nossa Constituição obriga o país a nunca abandonar a sua condição de capitalista, não admitindo qualquer sistema que não seja este.

Mas os capitalistas não vão atacar aquilo que eles defendem, não é? O direito de uns privilegiados de ganharem muito mais que o resto da população é considerado "sagrado" e nunca pode ser mexido. 

Os defensores do Capitalismo, por estarem do lado dos mais fortes, rugem como feras quando algo não vai como eles querem. Poucos sabem o verdadeiro motivo que tirou Collor do poder, preferindo acreditar no falso mito de que um monte de adolescentes matadores de aula, sedentos por um carnaval fora de época, tivessem expulsado o presidente. Nada disso. A elite prejudicada pelo confisco da poupança - medida temida pelos detratores do PT na época da campanha de Collor - obrigou o congresso a expulsar - por meio de um processo chamado "impeachment" (sempre o inglês, não é chique?), resultando naquilo que a história política mostrou.

Os capitalistas querem sempre estar no poder. Trabalharam - nem sempre "duro" como alegam - para isso e não estão satisfeitos em concentrar a renda supérflua que impede muitos a terem o necessário. Querem também mandar e por a população inteira no cabresto.

É infantil imaginar que grandes empresário estejam interessados em apenas administrar as suas empresas. Eles querem também mandar no país. Já viram grandes empresários de cabeça baixa perante presidentes (a suposta maior autoridade de nosso país)? Nunca. Pois vemos autoridades do executivo falarem bem fininho com poderosos empresários, pois sabem que, bem e principalmente mal, os recursos virão deles. E que eles não fazem por caridade (do contrário que os defensores do capitalismo dizem), sempre exigindo algo em troca, principalmente o direito de mandar no país mais que qualquer Presidente da República. 

Aliás, torço para que o próximo presidente seja de um partido assumidamente capitalista. Criticar quando os problemas são causados por alguém que não é de nossa confiança é muito fácil. Quero ver como os capitalistas e seus simpatizantes reagirão quando os problemas de nossa sociedade forem causados pelos seus "irmãos" de ideologia. Se realmente continuarão a defender um sistema que nunca para de dar problemas e fazer injustiças.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A malandragem do governo Dilma

Acabar com a pobreza é uma tarefa difícil. Quem ganha muito não quer saber de reduzir o seu padrão de vida, por mais inútil e dispendioso que seja. É um trabalho que exige muitas décadas de educação, colocando na mente dos jovens que não é necessário ser rico e que temos que repartir para que todos possam viver bem. Esse trabalho educacional é muito demorado e não é um, nem 10 e nem 100 governos que farão isto.

Mas a Dilma Rousseff, presidente do nosso país no ano atual, cismou que queria acabar com a pobreza. Transformou em meta e até colocou como slogan no símbolo oficial da gestão. Só que como eu falei, é algo que depende da educação das pessoas e de uma radical (violenta até) mudança em toda a nossa sociedade, repensando inclusive o valor salarial de muitas profissões bem remuneradas.

Mas Dilma, ao invés de assumir que é difícil, que exige tempo, apelou para o famosos "jeitinho brasileiro" para poder "cumprir" a promessa de governo: se baseando apenas no consumismo (que não é sinônimo de qualidade de vida e nem a substitui), resolveu reclassificar as classes sociais. Os pobres que tem acesso a algumas bugigangas tecnológicas foram imediatamente reclassificados como "classe média", com direito a ampla propaganda feita pela Rede Globo (a legisladora dos costumes sociais de nosso país). Em tempos de mediocrização de tudo, essa é a cereja do bolo (fecal) da mediocrização.

Aí ficou legal, já que os pobres, pensando que viraram "classe média" param de reivindicar e permanecem na sua inércia, tranquilizando os mais ricos que agora podem gozarem o privilégio de serem os beneficiados dessa injusta má distribuição de renda, infelizmente mantida perpetuamente em nosso país.

A propósito: virei rico? Com todos os meus problemas e a dificuldades que tenho para adquirir o que realmente preciso e cheio de dívidas, se depender dessa nova classificação, virei rico. Ricaço. 

Ora, vai enganar outro, Dona Dilma!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Brasil poderá ser o novo Oriente Médio


Dizem os sensatos que o Brasil é uma panela de pressão prestes a explodir. A maioria dos brasileiros, embora até assimile essa previsão, não costuma levá-la a sério, acreditando que nossa (falsa) fama de pacíficos irá nos levar ao desenvolvimento pacífico, servindo de exemplo mundial. Uma falsa fama de pacíficos que já começa, através das redes sociais a cair abaixo.

O povo brasileiro tem demonstrado ultimamente um defeito bem grave, que é a teimosia. Os brasileiros , quando chegam aos 18 anos acreditando em certos valores, mesmo que sejam errados, levam esses valores para o túmulo, pois para ele, mudar de ponto de vista fere o seu orgulho. Essa defesa de valores duvidosos tem sido a origem de muitas brigas entre internautas e mostra que o mito da "índole pacífica" do nosso povo é uma mentira prestes a ruir de vez.

O interessante é que, para justificar o suposto pacifismo do brasileiro, usa-se a religiosidade, que é alta em nossa população. A maioria das pessoas acredita que não há pacifismo sem religiosidade (o bom senso e o discernimento mostra que são duas coisas completamente diferentes e independentes uma da outra) e isso faz com que os brasileiros se tranquilizem com a suposta possibilidade de não-violência por causa disso. Será?

A religiosidade nada tem a ver com moral. E pode até impedi-la

A moral não depende de religião. Depende da consciência de que vivemos em grupo (habitantes do planeta terra) e que por isso, todos os integrantes desse grupo tem direito ao bem estar, em todos os aspectos. A moral resultante da religiosidade não é espontânea e é frouxa, pois não resulta da compaixão e sim da necessidade de se obedecer - olha que absurdo - a um ser fictício, inventado pelas religiões.

Religiões se baseiam em lendas. Isso é ótimo para a cultura e para o entretenimento. Mas é péssimo em assuntos sérios de nosso cotidiano. A fé cega trava o discernimento e gera um efeito em seu portador muito parecido com a alucinação por droga: a transformação de algo fictício em realidade. Essa alucinação "santa" acaba por gerar transtornos que só prejudicam a sociedade. Homofobia, transfusão de sangue, alimentação, procriação, e muitas outras situações provaram como a religiosidade atrapalha a nossas vidas quando levada excessivamente a sério.

Somando a isso temos o tradicional costume de nos ofendermos facilmente e agressivamente quando nossa fé é questionada. Por causa de crenças em fatores não confirmados (e em muitos casos contestados pelo bom senso), brigamos com outras pessoas alegando que o "deus" (em letra minúscula mesmo - é aquele feito à imagem e semelhança humana, em que a maioria dos brasileiros acredita) da religião ficou ofendido. Não é Deus que foi ofendido. Deus não se ofende (ofensa é reação de orgulhoso - orgulho é um defeito que o Deus real não possui), quem se ofende é o próprio fiel, que acha mais nobre acusar "deus" de tudo.

Essas brigas acabam por tornar o brasileiro um "xiita" em potencial, provando que a religiosidade não freia o instinto de agressividade de nossa sociedade tão atrasada. A religião não é a única fonte de brigas, mas com a responsabilidade de tentar impedir estas brigas, ele acaba gerando outras por teimosia de qualquer fiel que tem medo de analisar as questões que provam que a sua fé cega está errada.

Não nos animemos com o Brasil. Embora muita gente esteja animada com o destaque que o país vem tendo no entretenimento, acreditando desta forma, chegar ao "primeiro mundo" e "conduzir" o planeta, com supostos exemplos de idoneidade moral, na verdade estamos caminhando para sermos os novos xiitas, matando uns aos outros por qualquer motivo (pesquisas e noticiários mostram que homicídios praticados por "não-bandidos" tem aumentado muito), negando de uma vez por todas o falso pacifismo brasileiro, resultante de uma moral frouxa que não está baseada no amor ao próximo e sim na obediência cega aos deuses, santos e espíritos que as religiões inventaram para manter a sociedade no cabresto.