quarta-feira, 13 de junho de 2012

A nova "classe média" não é média, coisa nenhuma!

O governo, que adotou o lema: "Brasil rico é Brasil sem pobreza", vendo que é quase impossível acabar com a pobreza sem mudanças radicais em toda a sociedade, resolveu apelar para uma malandragem para poder dizer que está cumprindo o que é dito no lema: reclassificar o conceito de "classe média" em nosso país. Com isso tira a obrigação do governo de gastar por melhorias reais (não é "lindo"?).

E aí, um festival de confusões e preconceitos nascem de uma nova reclassificação, já que essa "nova classe média" ainda mantém as características que a definem como pobre: baixo salário, analfabetismo funcional (sabe ler, mas interpreta mal o que lê), má qualidade na infraestrutura do lugar onde vivem, etc.. Apenas uma relativa facilidade de acesso aos bens de consumo a fazem encaixar, de modo bem frouxo, ao novo rótulo de classificação. Que aliás, pode contribuir para a estagnação desses defeitos, já que melhorando seu rótulo, faz os seus detentores acreditarem que não precisarão mais se evoluir. O rótulo já fez isso por eles.

Dentre os danos que podemos ter com a nova classificação:
- Permanência dos defeitos dos pobres, como o analfabetismo funcional;
- Nivelação por baixo de serviços para se adequar a estes defeitos;
- Preconceito das outras classes e confusão de rótulos entre elas;
- Descaso do governo em investir em novas melhorias (aliás, o motivo oculto dessa reclassificação);
- Consumismo sendo utilizado como substituto de melhorias reais de qualidade de vida.

E esses são os danos que me lembrei. Uma prova de que não sou petista e que esse governo Dilma é muito mais direitista do que se pensa, preferindo mudar rótulos do que trabalhar por melhorias reais que exigem uma total revisão de valores que não interessa a ninguém, principalmente as classes mais abastadas.

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