sábado, 30 de junho de 2012

Julian Assange e a liberdade de informar

ESPREMENDO A LARANJA: Legal o Sidney Resende, que não é ligado aos blogueiros progressistas, defender Assange. Isso dá credibilidade a defesa, por eliminar qualquer hipótese de sectarismo.

O que Julian Assange, que tem o aspecto de um nerd legítimo, fez nada mais é que um ato legitimamente democrático de divulgar o que governos, formados em sua maioria por pessoas escolhidas, em tese, por cidadãos como nós.

Para o Capitalismo, pessoas como Assange são nocivas porque denunciam as irregularidades destes governos, que na prática só querem beneficiar eles mesmos e os homens mais ricos dos lugares onde governam. É fundamental que essas falcatruas cheguem ao conhecimento da população para que ela um dia possa deixar de ser enganada.

Agradecemos a Assange e ao seu Wikileaks. Assange é um herói moderno, uma espécie de Robin Hood da política mundial. E muita coisa ainda vamos saber através dele. Aguardem.

Julian Assange e a liberdade de informar

SRZD | Sidney Rezende | 22/06/2012 10h38

As autoridades europeias, com apoio americano, conseguiram empurrar o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, para um perigoso corner. A extradição seguida de prisão configurará a barreira definitiva no sentido de se impedir a divulgação de documentos até bem pouco tempo secretos. Por isso, Assange tenta, desesperadamente, se abrigar no Equador.

Assange agrediu interesses poderosos e está pagando um preço pessoal alto por isso. Mas o importante, além do conteúdo disponibilizado, é a discussão sobre os direitos do cidadão ao acesso à informação.

No mundo global, digital, em rede, como o atual, não existe mais espaço para ações ao feitio da guerra fria. Portanto, a luta de Julian Assange é a luta do cidadão moderno. Há uma possibilidade de daqui para frente tudo ser mais transparente. Ou será que ocorrerá o oposto?

Temos ou não temos direito de conhecermos o conteúdo e procedimento do serviço secreto e da diplomacia?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A letra política do Depeche Mode

Uma das grandes bandas do alternativo inglês dos anos 80, a Depeche Mode, lançou em 1983, uma música de conteúdo político que, apesar de falar de um fato da época, dá para confrontar com o que acontece distante dos olhos da população, em qualquer lugar do planeta. Aqui vai a tradução da letra e embaixo, o clipe oficial da música.



Everything Counts (Tudo conta)

Letra e Música: Martin L. Gore


O aperto de mão sela o contrato
Do contrato não há retorno
A guinada em uma carreira
Na Coréia, sendo desonesto
O feriado foi cheio de diversões,
O contrato, ainda intacto

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
As mãos gananciosas agarram tudo o que podem
Tudo para elas afinal de contas
É um mundo competitivo,
Vale tudo em grandes quantias

O gráfico na parede
Conta a história disso tudo,
Imagine agora
Veja como
As mentiras e a fraude ganharam um pouco mais de poder
Confiança adotada
Com um bronzeado e um sorriso discreto

As mãos gananciosas agarram tudo o que podem...


quarta-feira, 13 de junho de 2012

A nova "classe média" não é média, coisa nenhuma!

O governo, que adotou o lema: "Brasil rico é Brasil sem pobreza", vendo que é quase impossível acabar com a pobreza sem mudanças radicais em toda a sociedade, resolveu apelar para uma malandragem para poder dizer que está cumprindo o que é dito no lema: reclassificar o conceito de "classe média" em nosso país. Com isso tira a obrigação do governo de gastar por melhorias reais (não é "lindo"?).

E aí, um festival de confusões e preconceitos nascem de uma nova reclassificação, já que essa "nova classe média" ainda mantém as características que a definem como pobre: baixo salário, analfabetismo funcional (sabe ler, mas interpreta mal o que lê), má qualidade na infraestrutura do lugar onde vivem, etc.. Apenas uma relativa facilidade de acesso aos bens de consumo a fazem encaixar, de modo bem frouxo, ao novo rótulo de classificação. Que aliás, pode contribuir para a estagnação desses defeitos, já que melhorando seu rótulo, faz os seus detentores acreditarem que não precisarão mais se evoluir. O rótulo já fez isso por eles.

Dentre os danos que podemos ter com a nova classificação:
- Permanência dos defeitos dos pobres, como o analfabetismo funcional;
- Nivelação por baixo de serviços para se adequar a estes defeitos;
- Preconceito das outras classes e confusão de rótulos entre elas;
- Descaso do governo em investir em novas melhorias (aliás, o motivo oculto dessa reclassificação);
- Consumismo sendo utilizado como substituto de melhorias reais de qualidade de vida.

E esses são os danos que me lembrei. Uma prova de que não sou petista e que esse governo Dilma é muito mais direitista do que se pensa, preferindo mudar rótulos do que trabalhar por melhorias reais que exigem uma total revisão de valores que não interessa a ninguém, principalmente as classes mais abastadas.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quer fazer Doutorado e Mestrado? Um conselho: não queira mudar o mundo!

Foi isso mesmo que você leu. Para se tornar um Doutor ou Mestre e se dar bem no mercado de trabalho com estes títulos, você tem que desistir da ideia de melhorar o mundo. Ideias que possam trazer novos modos de pensar e que mudem radicalmente a sociedade como um todo, são facilmente rejeitadas pela banca que seleciona os temas de pós graduação. Sabem porquê?

Porque nas universidade brasileiras, sobretudo as públicas, que não possuem recursos próprios o suficiente para funcionar e nem recebem apoio suficiente dos governos (a Educação sempre foi o "patinho feio" dos investimentos governamentais, por razões que estamos carecas de conhecer: "povo burro é mais fácil de manobrar"), se tornaram reféns de instituições estrangeiras infiltradas em seus meios.

Elas, em troca de apoio financeiro (que os governos não dão, embora a lei os responsabilize por este apoio)  para a realização de pesquisas, é feita uma série de exigências, já que muitas dessas instituições são mantidas por gente que não gostaria de ver um país subdesenvolvido como o Brasil, desenvolvendo sua intelectualidade, com medo de ver o país-natal de cada uma dessas instituições ser ultrapassado. É preciso garantir a permanência na condição servil do Brasil, para que a "ordem mundial" seja estabelecida.

A moda hoje é fazer trabalhos que exaltem a pobreza em aspectos de acomodação. Essas instituições sabem que o povo pobre é uma ameaça em potencial, pois a sua incurável má qualidade de vida é um bom motivo para o surgimento de subversivos nesse meio. Emburrecer as classes carentes é algo que está na honra dos exploradores do "primeiro mundo", pois garante a manutenção das injustiças que garantem o poder dos mais ricos.

Trabalhos que falem de intelectualidade ou de  alguma coisa que possa dar uma alteração significativa ao funcionamento do "sistema", nem pensar. Trabalhos que possam supostamente estimular algum pensamento subversivo são automaticamente rejeitados. Isso pode gerar um enfraquecimento intelectual nos meios acadêmicos, entregando a liderança desses meios a gente medíocre que só gosta de ver pobre alucinado com falsas alegrias.

Torcemos que um dia não precisemos mais dessas instituições e que as universidades voltem a ser palco de discussões realmente questionadoras, preocupadas com o bem estar da sociedade como um todo e não do bem estarde uns "acadêmicos" dispostos a torrar seus grandes salários com besteiras, às custas de trabalhos inócuos sobre favelados que, por exemplo, criaram um novo tipo de dança. Paciência, né?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Futebol, Armas e Cotas Raciais: quando a Esquerda comete erros

Minha orientação política é de esquerda. Mas não essa esquerda que está aí. Embora muitos não concordem comigo, sempre acreditei que a verdadeira esquerda nunca existiu no Brasil e sim uma caricatura dela, ao mesmo tempo mofada (agindo como nos tempos dos bolcheviques) e pouco contestadora.

Mas em três assuntos, os esquerdistas cometem absoluta incoerência com os pontos básicos do verdadeiro socialismo: futebol, armas e cotas raciais.

Futebol, o mais capitalista dos esportes

Os esquerdistas ainda tratam o futebol como "símbolo cívico", tratando com seriedade assuntos relacionados a ele e dedicando quase de maneira militante durante as copas, como se algum título conquistado pudesse melhorar a vida dos brasilairos. 

Mal sabem eles que não há nada mais capitalista que futebol, prefeito instrumento de manobra ideológica, alienação e passividade, frequentemente utilizado como forma de impedir protestos ou qualquer tipo de contestação. Além de, claro, servir para aumentar ainda mais a corrupção, graças ao dinheiro fácil e farto que circula no meio.

Armas representam a estagnação da barbárie

Infelizmente tenho a oportunidade de ver muitas pessoas de mentalidade progressista defender o porte de armas pelos cidadãos comuns. Eles argumentam que é para a defesa, mas conhecendo a personalidade de 90% dos brasileiros, numa sociedade brasileira ainda bem atrasada, ignorante, ao mesmo tempo medrosa e com preguiça de raciocinar, que insiste em preferia a fuga através de divertimento fútil do que resolver seus problemas cotidianos, com certeza vai querer descarregar a sua raiva da pior maneira se estiver portando uma arma.

Isso é batata. Para um povo naturalmente catártico, que briga no trânsito por qualquer besteira, que gosta de bater em filho e se dar bem com jeitinho, ter uma arma  pode potencializar  ainda mais essa catarse, transformando em algo perigoso e altamente fatal a quem estiver por perto.

A presença de armas, na minha opinião, é um sintoma claro e evidente de atraso em nossa sociedade, que nos remete a tempos bem antigos, onde se guerreavam por qualquer motivo, como na Idade Antiga. Sinal que nos estamos bem longe da evolução humana, ainda estando na condição de animais aprendendo a ser gente.

Sistema de cotas é racismo bem cruel

Sou contra o sistema de cotas. Sou mestiço, neto de negros por parte paterna. Poderia me beneficiar me registrando como negro, mas sou contra isso.

O sistema de cotas leva em conta a absurda ideia de que os negros e outras etnias são menos inteligentes que as outras, merecendo um "empurrão" para alcançarem seus objetivos.

Os defensores desse sistema argumentam que ele existe para reparar erros seculares desde os tempos de escravidão, o que pra mim não faz sentido nenhum. Culpar o passado pelos erros do presente em que a origem não se encontra nesse passado é um erro. O que é necessário, é educar as pessoas desde cedo a parar com este erro chamado racismo, uma ignorância pura que estipula diferenças onde elas não existem na verdade. Afinal, raça é para cachorro, já que os seres humanos não possuem diferenças o suficiente para caracterizar um conjunto de traços "uma raça".

Desde séculos temos muitas provas da grande inteligência criativa da raça negra, provando que os racistas estavam errados. Principalmente na cultura, vemos uma invejável capacidade de raciocínio que resultou em inúmeras maravilhas que podemos usufruir até hoje. Certamente quem tem esse poder não precisa de cotas para vencer e sim do respeito humano que, como eu disse, deve ser desenvolvido desde a mais tenra infância.

Não há porque as esquerdas defenderem esses três pontos, que só negam aquilo que o verdadeiro esquerdismo pregou em todos esses anos no mundo.