sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alienação do brasileiro protege poderosos. Do contrário, seria uma catástrofe

Infelizmente, é necessário que a população brasileira seja mantida na alienação. Acomodadas em seus valores e superestimando o lazer, acabam ocupadas em suas emoções baratas, se esquecendo dos problemas e injustiças que tanto beneficiam os poderosos. E estes, que controlam a mídia, se esforçam e muito para que os valores alienantes sejam transmitidos para manter a sociedade totalmente imobilizada. Porquê?

Simples. Imagine um país como o nosso, enorme com uma população gigantesca. Imagine quase 200 milhões de revoltados diante de, digamos, um milhão de autoridades. Ia ser um quebra-quebra de dimensões colossais. O país estaria arrasado.

Por isso mesmo a alienação é mantida para que a população continue quietinha e obediente. Para compensar, existe a "comidinha de cachorro", que são os paliativos feitos para calar a boca da população e é principalmente no lazer que essa "comidinha" é dada. E essa "comidinha" ainda serve para dar a ilusão de que "está tudo bem".

Fiquemos com tudo como está, deixando as autoridades fazerem o que quiserem, mesmo que isso nos prejudique. Não faz mal. A televisão logo tratará de tapar os nossos olhos com algo "magnífico" que servirá de antolhos para que não percebamos todos os danos reais que sofremos em nossas vidas.

Não vivem dizendo que "brasileiro extrai alegria da dor"? Let it bleed!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Una-se aos fortes que será um deles"

Uma das coisas que eu sempre estranhei no Brasil é o fato de que ninguém reclama dos grandes empresários. Pelo jeito se esquecem de que tradicionalmente, os presidentes da república nunca são os que mais mandam neste país, já que todas as decisões deles nunca passam por cima dos interesses de grandes capitalistas, que aliás, falam de igual para igual ou até grosso com presidentes.

Essa noção errada de que o presidente é que decide tudo faz com que ele se torne o bode expiatório de todos os erros ocorridos em nosso cotidiano, o que é bom para esses grandes empresários, pois esses, os verdadeiros responsáveis, se livram da culpa e consequentemente tem o ódio que deveria ser direcionado a eles desviados aos políticos do poder executivo.

Esse ódio a presidentes e o não assumido, mas assiduamente adotado respeito pelos grandes empresários, tem favorecido o neoconservadorismo, surgido na forma de um novo direitismo, que trata os poderosos capitalistas como "meros trabalhadores como nós", "gente como a gente", num explícito desconhecimento dos bastidores do poder em nosso país.

Políticos são empresários, empresários também são políticos

O respeito que os poderosos capitalistas recebem da população brasileira em contraste com o ódio a políticos tem dois motivos: primeiro, enquanto os políticos usam o dinheiro pago pela população em impostos para seus privilégios pessoais, os empresários usam o dinheiro pago - também pela população - pela venda de produtos. O povo paga de qualquer maneira, mas como houve uma "troca", os abusos dos empresários não são reprováveis.

O outro motivo é a possibilidade de algum cidadão arrumar um emprego dado por algum poderoso magnata. Aliás, essa possibilidade tem feito com que muita gente tenha mudado de ideia e se tornado direitista, na esperança de que, com a afinidade ideológica, facilite a contratação para algum cargo. "Una-se aos fortes que será um deles", não é o que dizem?

Na verdade, o ódio a políticos e o respeito a grandes empresários soa contraditório. Eles se parecem muito e a sua semelhança vai muito além do fato de irem "trabalhar" (prefiro botar aspas neste verbo) de terno e gravata.

Os políticos que tem mais poder e são mais conhecidos por causa disso, são todos donos de algum meio de produção. São também empresários. E é dessa forma que eles mantem o seu poder. Os políticos que não são donos de nada se enfraquecem, perdem poder e somem a médio prazo.

Além disso, eu considero a atividade dos grandes empresários uma espécie de "política privada", pois eles são também políticos, agem como políticos, só que com o bem privado, do contrário que aqueles que consideramos como "políticos", que cuidam dos bens públicos.

Falta de informação favorece direitismo

E tradicional que empresários de grande porte mandem no executivo dos locais onde estão situados. Com o poderio financeiro que possuem, são capazes de trocar favores com políticos do executivo em troca de aprovações ou até de "desobediências limpas" às leis.

É infantil achar que o presidente decida tudo, até porque a nossa Constituição garante o caráter capitalista de nosso sistema político. Os empresários tem também vontades como todo mundo, mas tem em seu favor o poder financeiro, pois podem comprar tudo e pagar todos para obter em troca favorecimentos que mantenham a sua imensa renda e seu poder político de decisão sobre as leis.

Mas grande parte da população desconhece esse fato, embora os noticiários já deixem claro que não existe hierarquia quando o presidente se reúne com grandes empresários (ou se existe, só se os empresários estiverem acima). Para grande parte da população, os grandes empresários são "trabalhadores" como qualquer um e seu ganho vem do "suor" e de "muito sofrimento". Sinceramente não vejo sofrimento em distribuir ordens sentado numa confortável poltrona de uma bela sala com ar condicionado.

Heróis de si mesmos

Muitos grandes empresários, na tentativa de angariar simpatia da população (que poderia muito bem servir de "exército" de defesa quando necessário), lançam muitos livros dando dicas de sucesso e escrevendo biografias pomposas, muitas vezes com algumas mentiras.

Esses livros acabam criando uma imagem de "heróis de si mesmos", de alguém que supostamente sofre para garantir a sua sobrevivência , mas vai além. A população nem se importa pelo fato dos grandes empresários ganharem uma renda que deveria estar na mão do restante da população. A comoção com as supostas lições dos donos do poder faz com que população - certamente fazendo o papel de otária - ache justo que um PIB de algum país inteiro possa estar nas mãos de uma só pessoa.

E isso favorecerá um novo direitismo, que perpetuará o poder desses seres gananciosos que, com seu poder tem feito muitos estragos em nosso sistema, incluindo o fato de que a satisfação de seus supérfluos impede a aquisição do necessário pela população carente, que ultimamente tem sido enganada com as migalhas doces que caem em suas mãos, pensando que melhorarão de vida colocando consumismo no lugar das necessidades reais, algo friamente defendido pelos neoconservadores que se esforçam para construir uma nova direita que fará de tudo para que a humanidade nunca se evolua, se conformando com migalhas e paliativos.

Pois é esse atraso em nossa sociedade, com a manutenção de tradições duvidosas que tem garantido imensurável poder a esses "reis" que com esse privilégio, possuem as condições favoráveis para mandarem inclusive em presidentes, que agem feito gatinhos mansos perto dos poderosos donos da iniciativa privada.

Desse modo, nenhum país se desenvolve. Somente o poder e o conjunto de bens dos grandes empresários.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ENEM: O governo só quer "salvar" a educação através de avaliações

E tome provas! Provas, provas e mais provas. É dessa forma que as autoridades querem "melhorar" a educação no Brasil. Obrigando os alunos a fazerem provas.

No final de semana passado ocorreram as provas do ENEM, uma exigência do Ministério da Educação para a conclusão do Ensino Médio e para a entrada em uma faculdade.

E a fase da juventude, na qual o tempo livre para facilitar o auto-conhecimento, vem se escasseando cada vez mais, com a preparação para o mercado de trabalho, diminui ainda mais com o tempo de estudo para as benditas avaliações exigidas pelo Ministério da Educação.

Precisamos dessas provas? Não, não precisamos. O próprio cotidiano do ensino médio já tem as suas próprias avaliações. Elas que sejam consideradas. Mas não. O governo quer entupir os estudantes de provas e mais provas. É o "imposto" dos jovens". Os país pagam em dinheiro e os filhos pagam em "provas".

O que o governo quer com essas provas? Será que estão querendo manter os jovens ocupados para que eles não tenham consciência do que acontece ao seu redor? Ou como eles dizem: "é para escolher os melhores alunos que irão entrar nas faculdades"?

Balela. Provas não provam nada. Só provam que é possível um aluno medíocre tirar notas altas enquanto um possível gênio é reprovado com categoria, por não satisfazer o gabarito de uma prova. Mesmo com o sistema altamente excludente, com o ingresso em faculdades cada vez mais restrito, isso não impede a entrada de pessoas altamente ignorantes nas mesmas, o que estamos cansados de ver por aí. Os ritmos do "brega-universitário", uma sinalização de decadência cultural, são uma boa prova de que burros podem entrar em faculdades.

Para mim, deveria haver outras formas de avaliação que possam realmente escolher as melhores mentes, não baseadas nas supérfluas dificuldades criadas pelo currículo do ensino médio, mas em situações que possam estimular o senso crítico e o raciocínio observador, duas qualidades tão ausentes na juventude universitária de hoje em dia.

Se deixarmos as coisas como estão, nossos sistema corre o risco de ser liderado por um monte de ignorantes que mal conhecem sobre si mesmos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Governador do Rio é um filho desobediente

Todos sabem que o Governador do Rio de janeiro Sérgio Cabral Filho dá muita força aquela imbecilização que é conhecida como "funk" carioca. O "funk" é excelente para manter a massa imobilizada, pensando que está se engajando. Não oferece perigo para as elites.

Mas o seu pai, o sensato intelectual Sérgio Cabral, deu uma declaração que pode dar o que falar se for confirmada, pois há muito sabemos que é interesse dos EUA que a cultura de países emergentes se enfraqueça para que o povo perca a sua soberania e capacidade de discernimento, se tornando passiva e submissa, consequentemente presa fácil para os domínios mercenários da elite dominadora, que não quer perder nem poder, nem dinheiro e nem privilégios.

A declaração dita pelo Cabral-pai é de envergonhar o filho "funqueiro": "Eu acredito que a CIA criou o funk para destruir o samba".

Todos sabem que o samba - o legítimo - é o maior símbolo cultural do Rio e destruí-lo ou pelo menos diluí-lo é uma maneira eficaz de enfraquecer culturalmente o Rio de Janeiro, satisfazendo toda a ganância que faz parte do caráter daqueles que sonham em ver a população completamente amordaçada, nem que seja intelectualmente.

Mas é vergonhoso, senhor Governador, desobedecendo o seu pai!!!!!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Com a censura na internet, aqueles que não curtem futebol poderão ficar sem direitos



Os EUA, com medo de perder dinheiro com seus produtos, usando o argumento da pirataria, pretende acabar com a liberdade de expressão na internet, criando limites que podem acabar servindo de mordaça digital para quem não comunga dos mesmos interesses dos grandes empresários.

Para isso foram criados a SOPA (Stop On Line Piracy Act, ação de interrupção da pirataria pela internet), PIPA (Protect Internet Protocol Act, ato de proteção ao protocolo de internet) e o mais cruel deles, o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement, Tratado comercial Contra a falsificação), este último, feito para ser adotado internacionalmente.

A origem disso tudo está no aumento de descarregamento de arquivos pela internet e pelo vazamento de informações pelo site Wikileaks, de Julian Assange, este o estopim para a criação dessas medidas.

Apesar de estarem relacionadas a pirataria, há um temor que possa se estender ao direito de opinião. Ou seja, quem defender ideias que discordem daquilo que é defendido pelos poderosos, será vigiado, ou terá a sua opinião de deturpada a bloqueada, correndo inclusive o risco de ter suas contas de internet extintas ou até mesmo ser preso.

E o que o futebol tem a ver com isso?

O futebol é um excelente instrumento de manipulação. Além de gerar uma estratosférica quantia de dinheiro aos envolvidos (clubes, mídia, patrocinadores, etc.), já que torcedor é um gastador fidelíssimo, a sua associação a valores superiores como patriotismo, sociabilização, inclusão social (sic), acaba por criar um fanatismo que transforma o futebol em uma obrigação muito exigida pela sociedade, o que inclusive resulta nesta fidelidade em consumir produtos ligados a ele. É de interesse dos poderosos que o fanatismo do futebol se mantenha, passando de geração a geração.

E por ser assim uma fonte de renda tão garantida e um meio de manipulação tão poderoso, estar de fora do futebol é quase que um crime. A pessoa que admitir que não curte futebol está praticamente excluída da sociedade, ridicularizada ou esnobada pelos que gostam ou fingem gostar.

Mas com essas ações autoritárias, a coisa poderá ser pior, já que para a grande mídia, sobretudo a brasileira, ser "cidadão" e ser "torcedor de futebol" são quase sinônimos. As opiniões que vão contra o fanatismo futebolístico poderão ser caladas, fazendo com que as vozes não-futebolísticas, que já não tem espaço nos outros meios de comunicação, que fingem que os não-torcedores não existem, possam perder o seu único espaço que é a internet.

E aí o "salutar" hábito de curtir futebol se transformará numa imposição rigorosa que perpetuará o fanatismo que transforma milhões de brasileiros em zumbis alienados sem opinião, que fazem tudo que a grande mídia lhes ordena, mantendo intactos os interesses de políticos e grandes empresários.