segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fernando Henrique Superstar

Ultimamente tenho notado que é maior do que eu imaginava o número de pesoas satisfeitas e até felizes com os anos em que o Brasil foi governado pelo sociólogo pseudo-esquerdista Fernando Henrique Cardoso, se esquecendo - ou até se lembrando - de que foi nesse governo que o capitalismo brasileiro ganhou o seu maior impulso, vendendo importantes empresas ao capital privado, sobretudo estrangeiro e piorando cada vez mais a situação dos pobres, apesar de ter conseguido estabilizar a moeda, o que só melhorou bem pouco a vida da classe mais carente.

Esse novo culto ao FHC mostra que o conservadorismo está em alta e que o verdadeiro altruísmo está sendo enterrado de vez, substituído pelo assistencialismo, uma forma tosca de altruísmo caracterizada pela distribuição de esmolas, sejam grandes ou não e pela utilização de paliativos para resolver os problemas dos mais carentes. As pessoas têm se mostrado cada vez mais egoístas e alheias aos problemas do cotidiano. Óbvio, já que os fãs de FHC n~]ao são vítimas desses problemas, já que muitos pertencem as classes abastadas.

É preciso tomar cuidado com a onda de neoconservadorismo que está chegando por aí, ressuscitando ideias decadentes, defendendo valores duvidosos e perpetuando todas as injustiças que estamos cansados de ver por aí.

FHC é símbolo máximo da decadência do Brasil. Dizer que o governo dele foi o melhor é o mesmo do que mandar toda a população brasileira para o raio que a parta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como é um moderador de internet ou como colocar pessoas comuns para liderar

Diz um ditado famoso que: para se conhecer uma pessoa, é preciso dar poder a ela. E é uma verdade. O poder é um narcótico viciante que dá uma estranha liberdade que pode ser desastrosa na mão de quem não tem vocação para liderar.

No poder, uma pessoa age da maneira que quer. Confunde a sua missão de liderar como se fosse um privilégio para agir da maneira que entende, satisfazendo seus interesses particulares ( e de quem ele se simpatiza) e colocando suas próprias convicções subjetivas como critério de aceitação e eliminação de ideias ou pessoas.

Na internet, observamos muito isso, pois existe a chamada "moderação", uma espécie de liderança de sites ou fóruns e que cuja tecnologia favorece a liderança irresponsável, ao mesmo tempo que impede o diálogo. As punições são muitas vezes automáticas, para quem não concorda com os termos de uso (muitas vezes cheios de regras subjetivas), sem oportunidade de diálogo, muitas vezes causando um grande estrago ao prejudicado pela eliminação.

O moderador muitas vezes é uma pessoa comum que abusa da liderança conquistada facilmente para fazer o que quer, obter o que deseja e eliminar do seu caminho as pessoas que poderão ferir seus interesses.

Mesmo assim, a internet ainda é o meio mais democrático de comunicação. Na grande rede de computadores é que pessoas simples, que não concordam com as injustiças de nosso mais-do-que falho sistema social, tem a oportunidade de divulgar suas ideias. Coisa impossível de se fazer em outros meios como a televisão. mas como citei, a internet também dá privilégios aos líderes ruins.

O ideal é que houvesse uma oportunidade de diálogo, uma revisão de conceitos e interesses e uma negociação ampla para quem nenhum lado fosse prejudicado. Privilegiar apenas os fortes é um ato retrógrado que não combina mais em tempos de informatização ampla em que vivemos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Que país é esse?, com Aborto Elétrico e os 15 anos sem Renato Russo

Hoje lembramos os 15 anos de desencarne de Renato Russo, um dos compositores que mais escreveram letras bem críticas ao nosso sempre falido sistema político-econômico-social.

Essa gravação é uma relíquia, pois não se trata da Legião Urbana e sim do Aborto Elétrico, banda punk liderada por Russo. A gravação, segundo que postou a mesma, data de 1978, ainda na ditadura militar (apesar de ser o ano que encerrou o temido AI5. Um dos momentos mais marcantes do rock de Brasília.

Saudades de Renato. Ela nos faz muita falta. Justamente quando cada vez mais precisamos de compositores e pessoas como ele.

Obrigado por tudo, Renato.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acreditar que "benefícios" da copa serão "eternos" é o mesmo que confiar em autoridades corruptas

Uma onda de otimismo exagerado tomou conta do país por causa dessa copa desnecessária. O Brasil virou a meca do entretenimento e por isso os gastos com diversão viraram prioridades, mesmo com os problemas típicos de terceiro mundo ainda mantidos.

E com isso, muita gente se alegra com as obras de mobilidade urbana que serão feitas por causa do evento. Há uma polêmica, já que muitos dizem que não estão sendo feitas por causa da copa, mas ao memo tempo que provam que estão. Se estas obras não são para a copa, porque precisam desse evento para serem feitas? E porque os projetos priorizam trajetos que estão diretamente ligados ao evento?

Quem pensam que querem enganar? Tá na cara que estas obras estão sendo feitas para a copa. Mas aí eu pergunto, porque não cancelar essa copa e simplesmente concluir as obras. Os alienados vão argumentar que somente com a copa é que estas obras poderão ser construídas. Falta de raciocínio lógico adequado.

Das duas uma: Ou essas obras são para a copa e dependem dela para serem feitas, ou são para a população, podendo cancelar o evento e continuar tranquilamente. Para mim, apesar dessas obras não dependerem de copa para serem feitas - ao menos que queiram jogar uma pelada numa estação de BRT - é por causa desses eventos que elas estão sendo feitas, com a única finalidade de promover os políticos responsáveis diante de uma demanda estrangeira - que não será tão grande assim - e mostrarem uma fachada primeiro-mundista de nosso país, numa tentativa de esconder ainda mais os problemas crônicos , que aliás não serão resolvidos com os BRTs. Ou os enormes ônibus articulados vão tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres. Melhorias para mim, só se houver um Robin Hood no Brasil. Só ele salva.

De repente, todos começaram a confiar em políticos corruptos

E pelo jeito o plano desses políticos não só está ajudando a promover a imagem diante do mundo como diante dos brasileiros também. De uma hora para a outra, a população começou a confiar nos políticos, normalmente corruptos, na conclusão e manutenção dessas obras. Vários acreditam que elas estão sendo feitas para a população, quando a realidade mostra que não é bem assim.

Mesmo que permaneçam, essas obras de mobilidade urbana irão perder a eficiência com o encerrar dos grandes eventos. Não é tradição de nossos políticos fazer algo que agrade a população. Com o tempo, os enormes articulados vão se mostrar grandes "elefantes brancos" que não ajudarão a reduzir os automóveis - simbolo de status para muita gente ainda - e muito menos resolverão os problemas de trânsito das cidades onde estarão instaladas.

Com o tempo, os articulados irão apodrecer com a má conservação e se mostrarão caros, podendo ser substituídos a longo prazo por ônibus menores e muito mais baratos de se conservar. Para os fanáticos por articulados, isso parece um pesadelo, mas experiências passadas mostram que são grandes as chaces disso acontecer. Até mesmo em Curitiba, que antes desse modismo da mobilidade estava comprando mais ônibus convencionais de motorização dianteira, só aderiu aos belos Megas BRT por causa desse mesmo modismo. Quando a festinha acabar, voltamos aos velhos "cabritos" também na capital paranaense. Para quem não sabe, já se fala na extinção dios biarticulados, com a conclusão das obras do metrô curitibano. É aguardar para ver.

Muitos problemas, muitas cidades, mas uma só solução

Outra coisa a observar é que todas as cidades estão usando uma só solução para o transporte, inspirados no BRT de Curitiba. Parece que toda cidade resolveu brincar de "Mamãe eu sou Curitiba". Até a apertadíssima São Gonçalo, resolveu aderir ao modismo. Todas se esquecendo de que colocar articulados em vias exclusivas não é a única solução para o transporte e que apesar de ser mitologicamente considerado perfeito, também possui desvantagens, como veículos grandes demais e a longa distância entre os pontos de ônibus e o destino de muitos passageiros, já que os BRTs não rodam em todas as ruas.

O brasileiro tem tradição modista. Adora modismos, que pagam aqui com muita rapidez. E os modismos duram, como o secular modismo do futebol que atrai gerações e gerações e que faz todo mundo ficar feliz em sediar o seu esporte "preferido", em muitos casos, colocando acima de interesses mais sérios e necessários. Divertir virou a palavra de ordem. Divertir ficou mais importante que do que viver.

E justamente essa mentalidade de diversão e fascínio pelo espetáculo que faz todos babarem pelos enormes articulados que irão circular nas vias exclusivas. Uma admiração claramente subjetiva, apaixonada, ao mesmo tempo irresponsável. Não adianta argumentar que a defesa dos BRTs visa o bem estar de seus usuários. Isso não convence quem sabe que cada caso é um caso e que muita coisa tem que ser feita para melhorara mobilidade urbana, que colocar articulados, além de ser apenas um detalhe desse projeto de mobilidade, ele não serve para qualquer localidade.

Defender essas obras como única solução do transporte e ignorar as suas consequências negativas, seja a sua inadequação, seja o descaso em sua conservação após os eventos, é na verdade aderir a um espetáculo miraculoso proposto pelas corruptas autoridades, muito mais interessadas em ganhar dinheiro enganando a população, do que oferecer um serviço de qualidade que possa causar um bem estar à mesma.

Acordem, população, isso é Brasil. Milagres não existem. E segurem as suas carteiras! Tem gatuno por perto!