segunda-feira, 19 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

10 passos para se construir um país idiota

Vejam o primeiro video que diz tudo e ouçam a música da banda Eletronic, que tem o ex-New Order Bernard Sumner e o ex-Smiths Johnny Marr, que se chama "País Idiota" e aproveitem para desabafar!



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Postagem depois do almoço



Hoje por motivos alheios a nossa vontade, postaremos após o almoço. Aguarde-nos e tenha um ótimo apetite. Daqui a pouco estaremos de volta.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Porque o grande interesse e comoção da grande mídia com o "11 de setembro"?

Ontem, foi a "comemoração" (ou o que querem que isso signifique) dos 10 anos aos ataques ao World Trade Center, ocorridos em 11 de setembro de 2001.

A semana do episódio foi, pessoalmente para mim, uma época de mudanças. Primeiro, aconteceu no 30° ano de minha vida. Era o terceiro dia que passei a morar na Rua Cassilandro Barbuda (minha última residência em Salvador, antes de voltar a Niterói após 18 anos). Era também o início do segundo semestre que eu cursei na volta a faculdade, após ter trancado para trabalhar como supervisor no Censo de 2000.

Vi pela TV a notícia, ligada no Hospital da Marinha que ficava na Cidade Baixa, buscar o resultado de um exame para a minha mãe. Estranhei aquela cena vista na tela da TV. Só fui realmente entender o que aconteceu quando eu cheguei em casa.

Mas o que eu questiono aqui é porque tanto culto a esse episódio se ele interessa mais aos EUA e seu número de vítimas, embora grande, é inferior a muitos desastres e atos de violência que vemos por aí.

Interessante que os estadunidenses, com sua clássica histeria (todo arrogante é histérico quando ferido, seja fisicamente, materialmente ou psicologicamente) acharam que o ataque foi contra "o mundo", achando que todos os países estavam em risco tanto com os EUA. Pelas informações que eu sei, e que os histéricos insistem em ignorar, é que o ataque era claramente contra os EUA, como uma forma - péssima, diga-se de passagem - de protesto contra a mania ianque de ficar se metendo nos assuntos de outras nações.

Não confundam esse questionamento como uma espécie de "apoio" aos ataques. É até óbvio dizer que os ataques são totalmente reprováveis. Quem apóia ou é ignorante ou tem más intenções.

O que quero dizer é: pra quê ficar cultuando esse episódio? Cultuar não vai trazer as vítimas de volta. Cultuar, não vai diminuir nossa insegurança diante dos perigos existentes. Cultuar não vai ajudar em nada a melhorar a sociedade.

Claro que lá nos EUA, sobretudo em Nova York, o episódio tem muita razão de ser lembrado, já que é incontestável admitir que houveram muitas consequências a nível local. Mas a nível mundial, quase nada.

É inútil ficarmos fazendo especiais, dedicando páginas, textos e deixarmos de fazer nossas coisas para ficar cultuando esse episódio. Isso só confirma mais ainda nossa insegurança e submissão aos ditames dos EUA. Como se cultuar o episódio fosse melhorar nossas relações com o país mais poderoso do mundo. Como se cultuar o ocorrido fosse provar que somos "boas pessoas" (e não somos mesmo - estamos aprendendo a ser).

Pelo jeito, o culto maciço da mídia brasileira ao episódio é um verdadeiro ato de bajulação aos EUA. Já é de longe o fato de que a grande mídia brasileira é totalmente submissa aos EUA. Pelas propagandas, pelos produtos vendidos e pelo fato de que quase todos os termos técnicos surgidos nos últimos anos sejam em inglês, para percebermos que vivemos abaixando nossas cabeças aos ianques, desmentindo totalmente a utópica soberania que só existe nas páginas da Constituição Federal e na letra do Hino.

Ainda não declaramos nossa independência dos EUA. E não sabemos quando iremos.

O que sabemos é que o sangue e as lágrimas derramadas por causa das mortes do 11 de setembro de 2001, nunca irão lavar a nossa sujeira cotidiana. Esta, que deveria ser limpa com o nosso suor e não com a inércia de ficarmos cultuando os desastres alheios.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Poder e visibilidade dá credibilidade a decisões subjetivas de tecnocratas

Todos sabem que um diploma de nível superior facilita e muito as coisas na vida profissional. E isso até é bom, pois o profissional que possui a teoria ensinada nas universidades, é bem mais preparado para encarar dos desafios que a profissão - e a vida também - oferecem a cada dia.

Mas tem gente que exagera. Tem gente que usa o diploma como instrumento de poder, se achando melhor do que os outros e dono da verdade só porque possui uma graduação universitária ou pós. A esses sujeitos que acham que o diploma é a voz da consciência coletiva, impondo suas ideias, mesmo erradas ou subjetivas, damos o nome de tecnocratas.

Esse profissionais se encasquetaram de pensar que sabem melhor do que os outros e, se baseando nisso, impor suas vontades e convicções subjetivas, simplesmente porque "possuem o conhecimento necessário" para tomarem alguma atitude.

Mas aí, se esquecendo de que são seres humanos, acabam cometendo equívocos simplesmente porque o diploma e a visibilidade lhes dá o direito de decidirem pela maioria, mesmo que seja algo contra o interesse dessa mesma maioria.

Mas o bom senso deveria prevalecer. Temos que entender que diploma não é atestado de inteligência ou sabedoria, que aprendizado acadêmico não é tudo. E que os tecnocratas são sers humanos como nós, passíveis de erros. Afinal todos os dias somos surpreendidos por situações que desafiam o nosso conhecimento. E isso não é coisa para ser resolvida com um simples diploma.

Que os tecnocratas engavetem sua arrogância e reconheçam que eles não sabem tudo. É preciso passar por muitas experiências, algumas desagradáveis , para que conheçamos os fatos e possamos realmente discutir sobre qual a melhor solução para determinado problema.

Porque posar de deuses e impor decisões pode acarretar numa responsabilização de uma consequência desagradável, que pode prejudicar a muita gente. Pensem nisso.

Enquanto para a população, eu aconselho não confiar em qualquer autoridade. Eles também cometem erros.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As trapalhadas do Rio de Janeiro para a copa e olimpíadas

Com absoluta certeza, foi sem pensar que as autoridades lançaram a candidatura do Brasil para a copa e do Rio para as olimpíadas. Do mesmo jeito que um jovem que não sabe dirigir pega um carro para sair de madrugada e beber antes de pegar no volante.



Falarei do Rio porque vivo em Niterói, cidade vizinha e observo bem o que está acontecendo. E muitas trapalhadas tem aparecido demonstrando a total incompetência de nossas autoridades, muito mais preocupadas em lucrar financeiramente e em visibilidade com esse eventos.



O episódio dos bueiros, a queda de qualidade no transporte municipal - onde o BRT só vai servir como um tapete para tapar o buraco do transporte carioca - que ganha mais um capítulo com o fatal acidente dos bondes (que curiosamente são administrados pelo estado), além dos problemas que estamos cansados de ver.



E em alguns desses episódios, turistas estrangeiros se encontram entre as vítimas, podendo render uma imagem negativa ao exterior. Se bem que os embriagados hooligans que virão para a copa até gostarão dos problemas daqui porque representarão uma "aventura" para eles se divertirem.



BRT pode ser um engodo na capital do Rio



Agora, sobre o recente fato dos bondes, uma pergunta: quem não sabe cuidar de bondes, vai saber cuidar do BRT? E será que não tinha outra solução melhor para o Rio que não fossem os onerosos BRTs. Planejar melhor o transporte que já existe, conservando e renovando a frota constantemente, não seria melhor?



Mas tem que ter esse trenzão sobre pneus para mostrar serviço. As coisas têm que melhorar na aparência para os trouxas poderem ficar deslumbrados e pensar que tudo está melhorando. Melhorias que não são vistas de longe, mesmo sendo concretas, não empolgam visualmente.



Numa época em que até a música tem que ser visual para fazer sucesso, as melhorias também tem que ser visuais para que possam ser percebidas.



O BRT (que segundo o plano proposto para Niterói, é adequado, mas chega a ser nocivo para São Gonçalo), pode não ser o ideal para a capital fluminense. Era melhor replanejar o sistema que já existe (e não dividindo em consórcios, que é a mesma coisa que colocar judeus e muçulmanos no mesmo balaio), alterando itinerários e pontos, sem a necessidade de derrubar casas para uma via que na verdade só serve para separar os turistas da população local.



Essa copa e essa olimpíada ainda vão dar o que falar. mesmo que dê certo, vai render uma recessão financeira que será paga pela mesma população que, ingenuamente, aplaude essas caras obras. Quem viver, chorará.