segunda-feira, 16 de maio de 2011

Até tu Bono?... ou não dá para confiar em ninguém

"Fact is fiction, TV is Reality"
(BONO VOX, no ano de 1983)

Apesar do U2 ser minha banda favorita, nunca pus a mão na fogueira de Bono Vox. Para mim, se um cara que diz fazer caridade continua rico, é porque ele não distribuiu toda a grana que deveria. Soa hipócrita. Mas a hipocrisia do cidadão Paul Hewson é bem pior do que surpreendentemente poderia se imaginar.

Eu já havia notado que, desde o álbum Achtung Baby, de 1991, os temas políticos foram abandonados das letras escritas por Bono. Coincidentemente, isso aconteceu ao mesmo tempo que a banda irlandesa se tornou a maior do mundo em atividade. É realmente estranho que uma banda que se consagrou e angariou fama por causa das letras politizadas, tenha abandonado o assunto que era relatado como ninguém faria, justamente no auge da carreira.

Se observarmos a face oculta por trás do cantor/letrista do U2, e lembrarmos da existência, não de Bono Vox, mas do especulador Paul Hewson, poderemos entender que a despolitização das letras (que ajudaram a diminuir a qualidade musical do U2 - desde Pop, não lançam um disco que seja considerado ótimo), nada tem de incoerente.

O Paul que está por trás de Bono

Li em um site na internet um texto que desmascara a suposta farsa por trás de Bono Vox. Suposta, porque as informações ainda são novidade para mim, para confirmá-las preciso ler bastante a respeito.

Tudo bem, Hewson criou uma ONG e sai por aí "negociando" (sic) - será mesmo, ou será pose? - com autoridades sobre projetos - onde estão? - para "melhorar" a vida da população pobre. Mas além da perda do ativismo-social em suas letras, algumas coisas entram em contradição com a imagem de bom moço associada ao músico. Bono pode ser um personagem fictício, criado e interpretado pelo ator Paul Hewson, assim como o Macphisto mostrado na foto que lustra este tópico. Aliás, Hewson parece ter mais a ver com Macphisto do que com Bono Vox.

A decepcionante descoberta começou quando se soube que Hewson, através da Elevation Partners, empresa que criou ( interessante, Bono é dono de várias empresas...), possui 1,5% das ações do Facebook, que segundo Julian Assange, do Wikileaks (nada a ver com Wikipedia), tem a função de investigar pessoas comuns para que possa impedir qualquer atitude que possa prejudicar os interesses das classes poderosas. Já vou mesmo cancelar minha conta.

1,5% pode parecer pouco. Mas se lembrarmos que os lucros do Facebook são gigantescos, ainda mais com a adesão cada vez maior e maciça de pessoas, essa porcentagem representa cerca de 750 milhões de dólares. Isso em ações. Em lucros, Hewson já deve receber 525%, desde a aquisição das ações.

Acharam muito? Pois as estrepolias do cidadão Paul Hewson (que tem um patrimônio declarado de mais de 700 milhões de euros e mora em um castelo) não param por aí. E são coisas que negam a fama altruísta de Bono e que podem deixar os fãs - como eu - de cabelos em pé (ainda bem que raspei minha crespa cabeleira).

A Elevation Partners ainda é acionista de duas empresas de jogos que fabricam jogos violentos, numa total contradição à imagem de pacifista difundida por Hewson. Além disso, Hewson é membro de uma estranhíssima entidade conhecida como The Bohemian Club, um cruzamento com Opus Dei e Maçonaria que realiza rituais que lembram os de magia negra. Um horroroso clube que tem muitos membros da elite como membros. Será que foi daí que ele tirou a inspiração para criar o Macphisto?

E mais: Hewson é acusado de sonegar os impostos transferindo o controle dos direitos autorais para editoras e gravadoras sediadas na Holanda. Eu percebi que os registros das músicas do U2 nos últimos 10 anos vinham creditadas a Universal Music International, BV, filial holandesa da Universal Music e antiga sede administrativa da PolyGram (adquirida pela Universal em 1998).

Além disso, Hewson é participante ativo do Fórum Econômico de Davos, que se reune anualmente para discutir medidas de proteção e incentivo aos interesses das classes mais ricas de todo o mundo. Hewson, que nunca foi a algum fórum social, para não manchar sua imagem de bom-moço, argumenta que quer ser um "representante dos excluídos" no Fórum Econômico Mundial.

Tudo isso reunido, representa uma triste decepção para quem, como eu ainda acreditava na imagem que Hewson difundia através de "Bono Vox", o Mcphisto bonzinho. Continuarei sendo fã das musicas do U2, mas as letras politizadas serão atribuídas ao modo de pensar antigo do letrista/cantor, ausente no mesmo atualmente. Bono, o revolucionário, morreu em 1987 e eu nem sabia. O que veio depois é apenas um espectro do que ele era.

Se Bono, que foi o que foi, tem uma imagem bem suja por trás de sua imaculada imagem, que dirá o Luciano Huck, que não consegue enganar ninguém com aquela cara de tanso. Se investigar, nem esterilizando se limpará toda a sujeira que aparecerá. O nariz do Huck até que cresceu pouco diante das mentiras que conta.

Realmente não dá para confiar em ninguém.

domingo, 15 de maio de 2011

É um absurdo ter que pagar caro para ir a uma cidade vizinha

Estive pensando nesses últimos dias: eu, um morador de Niterói, classe média, não posso ir à capital fluminense a todo momento. Motivo: é caro demais.

Saindo de Santa Rosa de ônibus, pago no mínimo R$ 4,35. Se optar ir ao centro e pegar barcas, pago R$ 5,10. Isso só de ida.

Niterói ainda não tem uma infra-estrutura adequada, principalmente no que se refere a comércio. faltam bons shoppings e boa variedade de produtos. Comprar CD em Niterói nem pensar. Se eu quiser, por exemplo comprar um CD de R$ 24,90, no Rio, na verdade ele sairia a R$ 33,60, com a passagem mais barata incluída.

Ou as autoridades fazem uma revolução no comércio de Niterói ou criam um acesso gratuito para atravessar a Baía da Guanabara. A galeria interna da ponte poderia ser reformada para permitir a passagem de pedestres, sem cobrar nada. Facilitaria bastante, embora do Gasômetro ao centro do Rio propriamente dito seria uma boa andada.

Ou pelo menos baixar em 50% o preço dos ônibus que levam ao Rio. Já pesaria bem menos no bolso, embora ainda pese bastante. Se bem que o valor máximo que acho justo para ir a uma cidade vizinha é 1 real na ida e 1 real na volta.

Porque do jeito que está, querem que o orçamento nosso seja incinerado, quase que literalmente.

É um absurdo ter que pagar caro para ir a uma cidade vizinha.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A TV influencia muito mais do que se imagina

No Brasil, apesar do crescimento da utilização da internet, a televisão ainda é de longe o meio mais influente para os brasileiros em geral, embora muitos neguem. A internet, na verdade só existe para confirmar e consagrar tendências lançadas pela televisão. Mesmo que um "artista" tenha surgido através de vídeos divulgados pela internet, ele segue sempre tendências lançadas antes pela TV.

Além disso, se a internet realmente fosse mais influente, nossos costumes e convicções teriam mudado radicalmente (o que não acontece, já que pensamos, agimos como há 80 anos atrás, com pouquíssimas mudanças). E isso é um fato.

A televisão é tão influente que chega a influenciar até na noção de realidade. As pessoas costumam definir a realidade da mesma forma como acontece na ficção, nas novelas e filmes.

Dois fatos acontecidos no último final de semana mostraram a influência que a ficção pode fazer na cabeça das pessoas: o casamento real e a morte do terrorista Osama Bin Laden. Ambos foram tratados com absoluto subjetivismo, pela mídia e pela população, com direito a histeria notada em vários meios.

Para a população, enquanto o casamento real era visto como "a prova concreta de amor" (sic), Laden era tratado como vilão de filme de ação, como se somente ele fosse capaz de fazer as maldades que fez. Eu acredito na hipótese que ele não foi o único mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001. Uma catástrofe daquele porte só poderia ter ocorrido por decisão de várias mentes perversas.

Já quanto ao casamento real, não conheço os dois, mas pompas e aparição na mídia não provam existência de amor. A lógica e a coerência não impedem que duas pessoas que se desprezam possam realizar um casamento como aquele. Até porque aparências servem para esconder imperfeições. Não estou confirmando nada. Apenas digo que o evento não serve como prova da existência do amor, que pelo que sei, deve vir de dentro. Não são matrimônios que fazem nascer o amor. Deveria ser o oposto.

Ninguém é 100% bom nem 100% mau no estágio de planeta em que vivemos. Há sim, o predomínio de um, dependendo da evolução espiritual e da experiência de vida de um indivíduo. Mas escolher alguém para fazer os papéis de "heróis" e de "vilões", é muita submissão à mídia.

Não existem "heróis" nem "vilões", existem seres humanos, que podem ser bons ou maus dependendo das circunstâncias. pelas injustiças que ainda existem, fica muito bem entendido que o mal ainda pulsa livremente em nosso cotidiano. Para piorar, a noção de "bem" e "mal" da sociedade pode não coincidir com a realidade. Quer um exemplo?

Na minha opinião, os ricos estão entre as pessoas mais más desse mundo. Concentram a renda em suas mãos para gastar besteira e aumentar a sua influência para ganhar poder. Além de não distribuir renda (a não ser paliativamente, com esmolas ou pequenas doações), ainda decidem as regras sociais para que impeça o surgimento de possíveis subversivos que possam tirar os seus privilégios. Mas nem eles servem como "vilões", pois não são 100% maus, pois tratam muito bem aqueles que fazem parte de seu meio.

O "santo" e o "vilão" hollywoodiano

O "santinho" da hora e candidato a "herói nacional" sabe-se lá por que motivo (dever ser pela coragem de apresentar um programa tão ruim como o Caldeirão ou por ter abandonado a vida irresponsável de playboy, graças a um casamento com uma mulher decente como a Angélica), escreveu um comentário sobre Bin Laden que soa subjetivo demais e típico de quem não está por dentro dos fatos, sabendo só porque "ouviu falar":

"Já vai tarde, Bin Laden! Sem dúvida a morte mais cara da história da humanidade! Um tributo as famílias das vítimas de atentados covardes e de soldados que deram a vida por este infeliz."

O comentário, que poderia ter sido feito por qualquer pobre mortal, mostra claramente que as convicções sociais se baseiam claramente no maniqueísmo lançado pela televisão. Laden é o "vilão" da hora. Matá-lo deu a ilusão de que o mal desapareceu da face da Terra (e não desapareceu). Um "vilão" construído seguindo as regras impostas pelo padrão hollywoodiano.

E dá para perceber a histeria neste ou em qualquer comentário subjetivo sobre qualquer tema. A histeria bloqueia qualquer capacidade de raciocínio. Lembrem das besteiras homéricas ditas a respeito de Michael Jackson depois de seu falecimento, com distorções historiográficas a respeito do astro e a colocação de qualidades e funções que de fato não eram dele, não faziam parte de seu currículo.

Do mesmo modo que o casamento real, visto como o fato mais romântico dos últimos anos. Vi um trecho do casamento e não vi nada disso. Tenho a absoluta certeza que o meu, apesar de mais barato e menos pomposo (ou por causa disso, até), será muuuito mais romântico. Pois o romantismo têm que vir de dentro, da alma.

E não adianta dizer que "Deus abençoou, então é legítimo". Deus mesmo só abençoa relacionamentos realmente apaixonados. Em casamentos por interesse (seja financeiro ou não, já que casamento por interesse não é somente por dinheiro, mas é sempre sem amor), nem adianta o padre invocar Deus com palavras em latim ou aumentar o a pompa e o rigor do ritual: Deus é amor e fala a língua do amor. Sem amor, sem sintonia com Deus. E não adianta negociar. Com Ele é assim.

Não estou dizendo que o casamento real é assim. O que quero dizer, repito, é que ele não serve como prova de que o romantismo existe. Experimente tirar todo o luxo e depois verifique. Se o romantismo se manter sem o luxo, aí poderemos imaginar a hipótese da existência do amor. Imaginar, eu falei.

A influência da Televisão

As pessoas definem seus conceitos com base na televisão, que infelizmente tomou o lugar dos verdadeiros educadores, totalmente esquecidos. Ela é que dita as regras sociais, os hábitos, os costumes e o modo de pensar das pessoas. A copa de 2010 mostrou como a influência da TV ainda é monstruosa, com o país completamente paralisado e os brasileiros com visual padronizado de camisetinhas amarelas e numa hipnotizados pela histeria imposta pela TV.

Não por acaso, as atrações de TV recebem o nome de "programas" pois programam o indivíduo a fazer compulsivamente o que os donos de emissoras desejam que a sociedade faça.

A internet não consegue competir com a TV por dar a oportunidade do aparecimento de vários pontos de vista, causando confusão na mente das pessoas, que já foram "educadas" a não pensar, sobretudo nos momentos de lazer.

Graças a TV, uma bebida de gosto ruim e bastante nociva à saúde física e mental é a mais popular; todos querem se tatuar, ter carro e fazer filhos, sem medir as consequências disto; se arriscam a sair de madrugada, entre outras barbaridades, só porque a TV mandou e faz acreditar nisso como forma de inclusão social.

Através da TV que se pensa que moral depende da religiosidade, que futebol é um dever do cidadão brasileiro, que todo político é ladrão, que todos se casam por amor e or aí vai.

Pois usar o cérebro para discernir exige esforço, algo desincentivado pela TV que quer que a massa encefálica se atrofie pela inércia e garanta a soberania da "máquina de fazer doidos" no consciente coletivo no Brasil.

A TV é o cérebro do Brasil. E estimula a alienação para que não haja concorrência a ela.

Aprovado aumento da carga horária para estudantes

Uma péssima notícia - infelizmente aplaudida por muitos - ronda a já mais-do-que falha educação juvenil: aprovado o (desnecessário) aumento da carga horária estudantil dos níveis infantil, fundamental e médio, de 800 para 960 horas. Como se manter a criança na escola por mais tempo ouvindo as mesmas besteiras, fosse melhorar a sua formação.

Só esse ato já representa um festival de erros e prova que nossas autoridades não entendem bulhufas sobre educação.

Educação não é para ser medida por carga horária e sim por conteúdo. Se querem dar mais aula para a criançada ficar ocupada - e não ter tempo livre para se auto conhecer e conhecer o sistema, já que jovem "desocupado" é jovem "subversivo" - era só aumentar o curriculo com matérias realmente necessárias, que ajudem a formar o ser humano.

Mas num país cheio de absurdos, em que o esporte é supervalorizado como "meio de educação", por exemplo, nosso sistema educacional anda na contramão:

- o que deve ser feito não é e vice versa;
- cobra-se o inútil e dispensa o necessário;
- acabam com OSPB e Moral & Cívica, que REALMENTE formam cidadãos, mas obriga-se o ensino religioso (com base em lendas e opiniões subjetivas)

Para piorar, esse aumento de carga horária é uma contradição à lei contra o trabalho infantil, já que a vida escolar é o "emprego" da criança, com a desvantagem de não ser remunerado. Ou as "sábias" autoridades acham que escola é lazer? Escola é trabalho e merece ser tratada como tal.

Triste saber que, para as autoridades, é muito mais interessante cumprir horários e manter as crianças e adolescentes ocupados do que realmente educá-los. É tratar relógio como professor.

É uma irresponsabilidade que fará com que os já pessimamente educados jovens continuem decaindo em seu nível moral, intelectual e cognitivo.

Bola fora para o falido Ministério da Educação.

Todo os sistema educacional, incluindo o Ministério da Educação e todo o conceito de escola e currículo estudantil merece ser extinto, derrubados, sem direito a ruínas e reinventados do nada.

Uma radical reforma curricular é o que deveria ser feito - e com urgência - para tentar melhorar a educação. Ensinar as mesmas inutilidades por uma período maior, só irá piorar as coisas. Um desestimulo a mais aos jovens já acostumados a não gostar de estudar.

Reinventar o sistema de ensino do zero é assumir a responsabilidade de formação de nossos jovens. Caso contrário, nada feito e aguentem adultos cada vez mais delinquentes.