segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Plano da direita é estimular nulos, brancos e abstenções na esquerda para eleger um plutocrata

Pouca gente te falado nisso, mas observando o andar dos fatos, eu cheguei a uma conclusão. Como não vão impedir a eliminação de Lula nas eleições de 2018, sabendo que ele é o líder absoluto nas pesquisas. As elites e a classe média preconceituosa não quer ver ele na presidência e agem de forma unida e articulada para tirá-lo do páreo. 

Concluída a primeira etapa da eliminação de Lula, as esquerdas, mesmo permanecentes no páreo, ficarão enfraquecidas. A grande mídia, que ainda atrai confiança de grande parte da população, trataria de desunir as esquerdas ara pulverizar os votos ou tiraria proveito da eliminação de Lula, estimulando abstenções, nulos e brancos para que um plutocrata ganhe, mesmo perdendo para os não-votos.

Isso aconteceu nas eleições para prefeito de São Paulo, dando a vitória ao boçal João Dória e no Chile, dando vitória ao mega-capitalista Sebastian Piñera, cuja foto oficial ilustra esta postagem. Este é o plano secreto da direita que as esquerdas pouco comentam. A direita sabe muito bem que não vai conseguir atrair os votos de esquerdistas para um plutocrata. Mas pode fazê-lo ganhar caso estimulem um gigantesco número de não-votos entre os esquerdistas.

É bom ficarmos atentos, pois ao meu ver, tudo caminha para que este plano seja o escolhido. Já vejo nesta última semana a grande mídia estimulando uma pulverização das esquerdas que começam a se desentender, cada uma querendo para si uma fatia do eleitorado de Lula, ao invés de unir para combater as forças conservadoras que, como cupins, destroem o país rapidamente.

O golpe infelizmente continuará e demoraremos talvez décadas ou seculos para vermos o país como um país. Ou para quem está ansioso pelas ilusões que começarão no meio deste ano na Rússia, talvez um título no futebol compense o fim de nossa soberania.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

APENAS 60% acham que Lula está sendo condenado injustamente

A grande mídia ainda exerce uma grande influência na sociedade brasileira. Estamos ainda longe de ver uma sociedade brasileira majoritariamente desconfiada dos grandes meios de comunicação. Ou seja, a grande mídia em si virou uma instituição consagrada e respeitável e ainda não conseguiu ser derrubada, apesar de estar cometendo erros graves facilmente observáveis por quem tem o mínimo de intelecto.

Isso prova o fracasso da luta popular contra a condenação do maior líder popular da história política brasileira. mesmo que fatos comprovem o oposto, Lula ainda é considerado um bandido por uma gigantesca arcela da sociedade brasileira, sobretudo no sul e sudeste, que sonham com um presidente europeizado, com características similares ao de um príncipe encantado, longe do perfil proletário/nordestino do líder petista.

Segundo pesquisa recente, cerca de 60% dos pesquisados - é bom destacar: dos pesquisados, esqueçam o mito de que 100% dos brasileiros são pesquisados - sabem que a condenação de Lula foi injusta. Apesar de ser maioria dos entrevistados, o número foi bem pequeno. E é bom lembrar que maioria dos entrevistados pode ser parte da minoria da população.

Mesmo que a pesquisa tenha sido feita com 100% do povo brasileiro, 60% ainda é bem pouco, pois 40% são um número muito grande para a população do país e com poder de influência suficiente para abafar os outros 60%. 

Sinaliza que apesar da intensa campanha conscientizadora da mídia alternativa, pouca gente tem se convencido que as acusações contra Lula são mentiras para tirá lo do páreo eleitoral para favorecer um continuador do golpe a tomar posse em 2019, mantendo as maldades que preservam a ganância capitalista escondida pela grande mídia, tradicional e fiel cúmplice do poder econômico.

O resultado me entristeceu e pode ser considerado como uma derrota. nem para vitória de Pirro ela serve pois a esta altura 60% é um número muito pequeno, com reduzida diferença entre os que possuem outras opiniões, vindas de quem ainda acha que os meios oficiais de comunicação são a fonte mais confiável de informações sobre política em nosso país.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Leonardo Stoppa faz críticas sensatas à esquerda

Leonardo Stoppa, que é jornalista, engenheiro, economista e analista político, fez um vídeo necessariamente longo, fazendo observações sobre o comportamento das esquerdas, que apesar de sensatas na maioria das ocasiões, cometem muitos erros que acabam enfraquecendo as forças progressistas e dando oportunidade para a antiquada e burra direita dar o bote e sair vitoriosa.

Vejam com muita atenção, até o final, porque nele Stoppa fala coisas que poucos esquerdistas tem coragem de falar de seus correligionários. Sã críticas respeitosas construtivas e baseadas em fatos. Se as esquerdas não corrigirem as suas falhas, poderão ser varridas do mapa, pois mesmo sem popularidade e sem razão, as direitas possuem muito dinheiro e estrutura para vencerem os mais difíceis combates. 

Valeu, Stoppa! Mais uma aula de sensatez política vinda de você.

 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

José Serra liberado após condenação de Lula: porque Tucanos nunca são punidos?

A justiça brasileira mostrou que tem lado. Não existe combate a corrupção e sim combate às forças progressistas. Após a condenação de Lula, foi revelado que José Serra foi beneficiado por impunidade.

Serra, cuja corrupção não somente é infinitamente maior que a suposta corrupção de Lula - caracterizada pelo risível triplex de classe média - como é comprovada por fatos e documentos, teve seu processo devidamente arquivado, por prescrição (esgotamento do prazo). Claro, deixaram o processo demorar de propósito, para liberá-lo. 

A alegação foi que o crime "prescreveu". Para quem não sabe, prescrição é quando o prazo para punição de um delito cometido é esgotado. Claro. A justiça costuma ser bem lenta com tucanos. Até porque a justiça trabalha para os tucanos, o partido oficial dos maiores capitalistas brasileiros. 

É bom lembrarmos que não há combate a corrupção. Além da corrupção não ser o maior problema do país e muito menos a sua raiz, muitos corruptos são úteis para a plutocracia. Tucanos sempre agiram a favor dos maiores capitalistas mundiais, entre corsários especuladores e megaempresários ultragananciosos. Punir políticos do PSDB é dificultar o caminho para o enriquecimento fácil dos grades capitalistas.

A meta da justiça brasileira, composta pelo Poder Judiciário e por forças auxiliares (como o Ministério Público) é estar do lado da plutocracia, classe dos grandes capitalistas. Seja por interesses financeiros, seja por afinidade ideológica, juízes, em sua maioria - há juristas responsáveis, infelizmente sem influência para destruir o Golpe de 2016 - agem para defender os interesses dos mais ricos, não hesitando em oprimir ainda mais as classes tradicionalmente oprimidas.

Com isso, juízes agem para punir não aqueles que agem a seu favor e sim as forças opostas, que defendem as classes que  nada tem a ver com os abastados juízes, portadores de privilégios monstruosos e receptadores de altíssimos salários, que os colocam do lado dos ainda mais privilegiados grandes capitalistas. Trocando em miúdos, privilegiado ajuda privilegiado. Rico ajuda rico.

O que acontece na política brasileira tem muito a ver com isso. A ajudinha nobre de juízes autoritários que fazem o que querem, independente de estar ou não de acordo com as leis mais justas do direito, usa apenas conceitos da disciplina para forjar uma justiça diante de decisões que privilegiam as classes dominantes, independente delas se envolverem em crimes ou não.

A punição a Lula, sem provas e sem fundamento teórico, já classificada por juristas sérios como fraude, é na verdade a punição a uma liderança popular que atrapalha os planos gananciosos das elites que são clientes desses juízes, que agem como advogados de acusação para forças progressistas.

Nunca esperemos que um sistema jurídico comprometido com a plutocracia irá punir algum membro do PSDB. É de interesse das classes de juízes a liberdade de tucanos para que estes ajam em prol dos interesses dos mais ricos. Por isso esperemos sempre ver progressistas presos e conservadores soltos. É assim que eles controlam as nossas vidas e perpetuam os problemas.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Temos o nosso Nelson Mandela

Ao chegar em casa após uma saída tranquila, recebi a triste notícia (mais uma? Não bastava o incêndio em meu prédio ontem?) da condenação de Lula, agravada pelo aumento da pena de 9 a 12 anos de prisão que, pela idade do condenado, soa como uma verdadeira pisão perpétua. Quase uma pena de morte.

Lula se torna o mártir de um povo. O melhor presidente de todos os tempos, que elevou o país e deu dignidade a muitas pessoas, foi condenado por uma interpretação subjetiva de três riquíssimos desembargadores, alinhados com o golpe e que não serão prejudicados nem pela decisão injustamente tomada, nem pelas consequências das medidas que se seguem com o andamento do golpe, autorizado indiretamente pela sentença dada.

É bom que se guarde os nomes dos três desembargadores, que agem não somente como carrascos modernos, mas também como verdadeiros apátridas a contribuir, mesmo indiretamente, para a decadência do país, do fim dos direitos humanos, e do aumento da concentração de renda. 

Os nomes, já devidamente escritos nas listas negras dos maiores vilões da História brasileira: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, já manchados pela iniciativa de ir contra a vontade popular, condenando o ex-presidente usando uma mera interpretação como "prova" de crime. 

Ou eles são burros, ou são malvados mesmo, o que significa que em ambos os casos, os três desembargadores são juízes de péssima qualidade. Pois foi tomada uma decisão subjetivamente e que reduz o julgamento a uma farsa para preservar os interesses de uma classe que insiste em viver de forma nababesca.

Foi informado também que Lula será preso a curto prazo. Os juízes pertencem a um aclasse que está interessada em ver um golpista governando a partir de 2019, para completar o serviço de sucateamento do Brasil, escravização do povo brasileiro e a preservação do patrimônio e direitos dos mais ricos, os verdadeiros motivos que fizeram 1% a destruir, em 2016, os direitos de 99% do povo.

Tristes tempos que temos hoje no Brasil, E como aconteceu com Nelson Mandela, na África do Sul, temos um novo mártir a ser largado na prisão pelo "crime" de pertencer a uma classe tradicionalmente oprimida. Com Lula fora, o caminho está livre para que um ganancioso plutocrata continue as maldades de Temer, eliminando de vez a nossa soberania e nossa dignidade.

Resta saber se, como Mandela, Lula será o foco de uma intensa campanha internacional de liberdade, como aconteceu com o líder sul-africano.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A democracia e o altruísmo irão para a cadeia

Dia 24 haverá o julgamento do recurso proposto pela defesa de Lula e que pretende anular a condenação política proposta subjetivamente pelo juiz tucano e agente dos EUA Sergio Moro. Há indícios de que os juízes do TRF4 de Porto Alegre estejam empenhados em confirmar a condenação do ex-presidente.

Lula ainda pode recorrer ao STF, que apesar de claramente contra o ex-presidente, resolveu também reprovar Sérgio Moro e a sua famigerada e seletiva Lava Jato, a operação que nunca pega tucanos. Ou seja, tudo pode acontecer. A mídia oficial e a mídia alternativa estão em guerra e cada um tem a sua versão sobre o episódio, pendendo a oficial para a condenação irrestrita das forças progressistas.

Fatos comprovam que Lula é inocente e que a sua condenação é evidentemente política, na intenção de impedi-lo de voltar a governar o país, o que prejudicaria os planos de uma elite gananciosa e sádica, condutora da Lava Jato.

Mesmo assim, sabemos qual foi o "crime" de Lula: em resumo, foi melhorar as condições de vida dos mais pobres e transformar o Brasil em uma potência emergente. Os EUA sempre foram encafifados com o Brasil por ter o nosso país características muito semelhantes a terra do Tio Sam. 

Os EUA e a Lava Jato

Os EUA, que se acham os donos do mundo - por isso deram autonomia aos governadores para que estes cuidem do país enquanto o presidente cuida das relações exteriores, quer impedir de todo o modo não apenas que países deixem de sofrer influência ianque como também impedir o surgimento de potências que possam ameaçar a hegemonia dos EUA. 

O país dos ianques é uma potência em franca decadência. Mas seus gestores e as grandes corporações - inclusive as não-sediadas nos EUA, pasmem! - não querem que os ianques percam a hegemonia, hoje ameaçada pelo crescimento da China e lançam mão de todos os recursos, sobretudo financeiros para que países emergentes deixem de emergir e perpetuem a sua miséria, servindo de meras colônias de exploração submissas ao capital estrangeiro e com a população semi-escravizada.

É mais do que nítido o interesse dos EUA em impedir o crescimento do Brasil. Toda vez que o Brasil começa a se desenvolver, os EUA se incomoda. Eu particularmente acho que a montadora Gurgel foi assassinada no governo Collor para que o Brasil não se tornasse uma potência automobilística. Isso é apenas um exemplo do que como os EUA desejam que o Brasil se exploda.

A Lava Jato, que foi criada para supostamente combater a corrupção - vendida erroneamente como "raiz" de todos os problemas do Brasil quando é apenas caule - se mostrou uma operação orquestrada nos EUA e a ida frequente, não apenas de Sérgio Moro mas também de outros membros e apoiadores ao país dos ianques, joga muita lenha na fogueira da hipótese desta operação ser de interesse gringo.

A intenção de preservar a ganância capitalista

A condenação de Lula (acusado do forjado "crime" de se corromper por causa de um simples apartamento de classe média) e não de integrantes do PSDB (que derrubaram empresas gigantescas e roubaram literalmente trilhões de dólares) mostra que a operação não está nem aí para a corrupção. É uma operação política e Lula, sendo preso será o novo Valdimir Herzog, um mártir para o golpe de 2016.

A liderança absoluta de Lula nas pesquisas de voto preocupa os plutocratas, pois o ex-presidente tem condições naturais de revogar todas as medidas tomadas pelo golpe e arruinar os interesses gananciosos das elites que estão gastando bilhões para convencer instituições e pessoas para difundir lendas de que um ganancioso capitalista no poder seria bom para o país.

Até mesmo o segundo colocado nas pesquisas, a patética caricatura de militar Jair Bolsonaro, preocupa as elites brasileiras por ser imprevisível e provavelmente indomável. Mesmo tendo afinidade ideológica em muitos pontos com as elites, ele não gera confiança, senso capaz de se virar contra as elites quando o momento for oportuno para isso. Por isso as elites já descartaram o ex-capitão e procuram um candidato que apesar de moderado, conserve a ganância das elites instaladas no país.

No dia 24, com olheiros de todo o mundo, o recurso de Lula será julgado. Sabe-se que o Poder Judiciário do país está comprado. A Constituição Federal cometeu o letal erro de dar poderes e privilégios gigantescos - e vitalícios - a juízes a ponto de transformá-los nestes verdadeiros monstros a conduzir o golpe atual. 

Integrantes da parte mais alta da Classe Média - segundo a classificação proposta pelo sociólogo Jessé de Souza em sua obra-prima A Elite do Atraso - juízes, salvo exceções, agem em nome das classes abastadas e assim devem agir para condenar o maior líder das classes oprimidas, acusado por um crime que nunca cometeu. Um crime muito mais leve que o cometido pelos tucanos protegidos pela ditadura de toga, interessada apenas em fazer um Brasil que funcione apenas para os ricos.

Não hesito em dizer que na verdade a democracia e o altruísmo irão para a cadeia. Com Lula impossibilitado de voltar a ser presidente, a esquerda enfraquece e teremos mais um capitalista no poder a arruinar o Brasil e as vidas de milhões de brasileiros. Seria a vitória da ganância e do sadismo capitalista, que nunca gostou de seres humanos, limitados a instrumentos para satisfazer a gula dos mais ricos.

domingo, 10 de setembro de 2017

Pausa para mudanças

Vamos fazer algumas mudanças nos blogues principais e por isso teremos que parar por um tempo. Mas em 2018 voltaremos com grandes novidades, mas torcendo para que o Brasil mude para melhor, retomando a democracia nocauteada por um bando de gananciosos a serviço de interesses de forças dominadoras. Aguardem e desculpe a longa espera.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

É oficial: governo golpista revoga o Sete de Setembro

Oficialmente hoje, foi revogado o estatuto de nação para o Brasil. Agora somos uma colônia de exploração e nossa soberania foi completamente eliminada. Ou seja o Dia da Pátria foi completamente revogado.

Aliás, Pátria? Que Pátria? Interessados em nossas riquezas e em tudo que puderem saquear daqui, vários corsários gananciosamente famintos resolveram nos invado de vez e retirar uma presidente honesta para que os representantes locais desses corsários pudessem entregar o país a eles, para que façam o que quiserem.

Os habitantes deste ex-país, o Brasil, agora reduzidos a escravos, com exceção dos "nobres" a puxar o saco dos corsários invasores (incluindo a nossa classe média alta), se calam definitivamente para realizar o trabalho brutal de extrair todas as riquezas e entregar aos corsários dominadores a troca de simples migalhas que mal dão para passar um mês.

Tirado o governo democrático de Dilma, sob a desculpa esfarrapada das "pedaladas fiscais", uma verdadeira máfia cleptocrata se instalou e neste instante seus integrantes brigam pela divisão do butim, que é insuficiente para agradar a todos os golpistas.

Inúmeras medidas tem sido feitas para preparar o Brasil para que fique ao gosto dos corsários invasores. Tudo longe dos olhos da população que, confiante na mídia corporativa (porta-voz não assumida desses corsários), acredita serem as medidas desvinculadas do golpe e necessárias para o bem da população. Bem só para masoquistas.

Agora eu pergunto: como considerar o Brasil um país se ele perde a sua soberania e se prepara para prejudicar o seu próprio povo? Sem essa de querer que o futebol substitua a nossa dignidade, pois a modalidade esportiva não passa de mera brincadeira (tanto e que se chamou Ludopédio: brincadeira com os pés), cuja vitória é mera ilusão que não afeta o mundo real. Brasil, o país do mundo real, está em frangalhos e se prepara para ser uma colônia de exploração de magnatas gananciosos vindos de fora. E não há vitória em futebolzinho besta que compense o fim de nossos direitos!

O hino, a bandeira, os escudos e seja lá o que for não faz sentido diante de um violento sucateamento feito em nome do suposto "combate a corrupção". Milhares de agentes espalhados pelo país, muito bem remunerados para esta "missão", se empenham em preparar para entregar o que tiver de valioso a estes corsários que como parasitas, se beneficiarão às custas do prejuízo de multidões.

E aí, você ainda tem motivos para comemorar o Sete de Setembro? A festa que houve hoje não passou de um Salão do Automóvel militar, apresentando as novidades dos veículos das forças armadas e só. O postiço, que finge ser nosso presidente, mordomo das corporações invasoras, cada vez mais impopular, assiste de forma obrigatória ao lado de sua netinha esposa, a festa para celebrar uma mentira cada vez mais confirmada como tal.

Se nunca fomos tao brasileiros, não será agora que seremos. Pois, nunca passamos de capachos dos magnatas estrangeiros. E pelo jeito vamos continuar sendo. Afinal, para isso que foi dado o golpe de 2016. Para isso que o Sete de Setembro acaba de ser oficialmente revogado.

Porque país sem soberania não comemora o Dia da Pátria. Feliz Dia da Dependência!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Exclusivo: as Esquerdas cogitam negociar com golpistas

Infelizmente, o golpe tende a ser bem mais longo do que pretendia ser. As esquerdas, que nunca fizeram um movimento realmente impactante contra o golpe e vive de triunfalismo, já começam a dar sinais de trégua. Interessados em manter a índole pacífica do brasileiro - na verdade um ato de medo explicito - integrantes sempre sonharam em soluções pacíficas contra aqueles que lançam mão de medidas agressivas para acabar com as riquezas e direitos do povo brasileiro.

As esquerdas que sempre agiram de forma pacífica diante do golpe resolveram erguer a bandeira branca e propor uma trégua ao golpe. O golpe continua, desde que tire Temer e amenize as reformas. Sabe-se que boa parte da classe média brasileira acredita que escapará dos danos das reformas e esta crença estimula uma certa passividade. Não há interesse de quem tem um relativo conforto na vida em combater um sistema que impedirá o alcance de maior parte da população à mínima dignidade.

Nunca tivemos de fato uma esquerda combativa. Com medo dos estereótipos ligados a antigos socialistas como Che Guevara, Zapata, Simon Bolivar, entre outros, as nossas esquerdas sempre prefiram o caminho da conciliação. As esquerdas sempre demonstraram aceitar, mesmo sem concordar, a má distribuição de renda e direitos, do poder das classes dominantes e do "direito" de poderosos empresários de explorar pessoas e manipular as leis. As esquerdas brasileiras nunca se empenharam em combater os abusos das classes opressoras.

Mesmo os governos esquerdistas sempre se caracterizaram pelo espírito de conciliação com as elites sem lutar de fato pela mudança do sistema. O resultado deste ato pacífico foi o golpe, pois as elites nunca foram afeitas a ninguém e mesmo que não percam privilégios e poder, sempre querem mais e o simples freio para seus abusos é combatido de forma agressiva, com a agressividade que a esquerdinha paz e amor sempre evitou ter.

Esquerdinha paz e amor pede para deixarmos plutocratas em paz

Além da ação sempre pacífica (ou passiva?) das esquerdas diante das agressivas classes opressoras, vários episódios acontecidos nas ultimas semanas demonstram uma vontade da esquerda de aceitar o golpe, pedindo apenas para amenizar as mudanças - o que na prática não significa nada - que acabaria seguindo sua trajetória destruidora praticamente sem reação das esquerdas, tranquilas em sua vida pequeno-burguesa confortavelmente precária.

- O apoio de setores progressistas a Marcelo Bretas, representante carioca da operação  "Lava Jato", apoiador do golpe e ligado a igrejas evangélicas de mentalidade conservadora. A mesma manifestação de apoio contou com membros do "Vem para Rua" patrocinados pelos mega-especuladores da Família Koch, que patrocinam ditaduras de direita pelo mundo afora.

- Lula já sinaliza chamar Josué Alencar, filho de seu vice, José Alencar (hoje falecido) para ser seu vice para 2018. Mas filho nem sempre é igual a pai e Josué dá sinais de ser mais conservador que o pai, o que pode criar problemas para a gestão Lula, podendo resultar em outro golpe, talvez pior que este que aconteceu em 2016.

- Palestrantes de esquerda já começam a pedir, de forma bem sutil, respeito para a ganância da classe opressora, propondo uma espécie de negociação que preservasse as desigualdades de forma moderada, sem eliminar a miséria e o desemprego.

- Personalidades de direita são convidadas a participar de debates "sadios" com palestrantes de esquerda, inclusiva havendo respeito à ideologias conservadoras. Este respeito ao pensamento de direita (muito frequente nos debares de esquerda) sugere uma possibilidade de direitistas poderem ter alguma razão nas falácias ditas por eles. Ou seja, direitistas não estão tão errados assim como alega o bom senso. Pode ser que haja um lado justo nesta injustiça social, com os fortes tendo o "direito legítimo" de esmagar os mais fracos.

- O foco em protestos individuais para cada causa, se esquecendo que todas as medidas danosas do golpe estão relacionadas de forma inseparável. Era preciso combater o golpe como um todo, mas a esquerda preferiu combater uma causa ali, outra acolá e com isso esvaziar o movimento, dando forma ao golpe que segue arrasando tudo e todos que encontra pale frente.

Como vemos, salvo raras exceções, a esquerda está disposta a dialogar com golpistas e exploradores. Sem assumir uma derrota diante de inimigos tão fortes e truculentos, as esquerdas resolveram aceitar o golpe e seus danos e se conformar com a sua vidinha pequeno burguesa, Pelo menos dá para comprar celular, o carro do ano, morar em Copacabana e viajar de vez em quando para a Disney. São muitos patetas a tranquilizar a ganância dos plutos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Regulação da mídia não é censura

Um jornalista ligado ao rock, mas de mentalidade direitista (curioso como rock se transformou em uma coisa de direitista, algo francamente contraditório) escreveu em seu blog que regulação da mídia é censura, repetindo o mantra falacioso dos defensores da mídia corporativa. 

Eu iria explicar a ele que não é bem assim, mostrando o que é realmente a tal regulação. Mas ele bloqueou os comentários, pois se envolve constantemente em polêmicas porque a maioria dos roqueiros são de esquerda, contrários a muitos pontos defendidos pelo tal jornalista (que age por boa fé, ingenuidade, não como fazem outros direitistas) nas redes sociais.

Mas se ele puder ler este texto, vou explicar aqui, em linguagem de leigo (eu não sou jornalista; jornalista é o meu irmão e ele é que poderia explicar melhor sobre o assunto), mostrando que nada tem a ver com censura, além de revelar quem é a mídia oficial, nada a ver com jornalistas "heroicos" supostamente a serviço da população.

A regulação da mídia tem o propósito de evitar abusos dos meios de comunicação corporativo. Esqueça o romantismo do jornalista comprometido com a ética e a verdade dentro das grandes empresas de comunicação. O verdadeiro jornalismo já abandonou a mídia corporativa há muito tempo. O bom jornalismo se vê agora na mídia alternativa, esta sim sofrendo constantemente censura por não se aliar e alinhar com as vozes do chamado poder econômico.

Submissão ao poder das corporações é a verdadeira censura

A mídia corporativa (Globo, Veja, Band, IstoÉ, Folha, Estadão, Jovem Pan, e similares) atende aos interesses de grandes capitalistas. Além destes serem os patrocinadores desses meios, os próprios donos dos meios são capitalistas poderosos. O que lhes dá o poder de fazer o que querem, inclusive mentir, difamar, humilhar e fazer censura interna. Sim, há censura interna nos meios de comunicação.

Engana quem pensa que o patrocínio é pago apenas para apresentar os produtos e serviços para poderem ser vendidos. O pagamento é também um cala-boca feito aos jornais. Se uma empresa patrocinadora comete irregularidades, isso logo é abafado. A mídia se cala diante d atrocidades cometidas por empresários patrocinadores.

Por estar sob o controle de poderosos homens sem algum tipo de controla acima deles, a mídia comete inúmeros abusos. E para combater estes abusos que existe a regulação da mídia. Ser contra a regulação da mídia é dar o direito aos empresários de usarem a mídia para fazerem o que quiserem, atropelando o interesse inclusive dos próprios leitores, ouvintes e telespectadores.

É preciso existir algum tipo de legislação que impeça os meios de, por exemplo, mentir. Para derrubar Dilma e impedir a esquerda de voltar ao poder, para que os empresários coloquem um representante deles no Planalto, foi preciso muita mentira e difamação. Vários jornalistas sujaram a sua reputação em apoio ao golpe e nem o fato de criticar o governo golpista está servindo para salvá-los. Há muitos jornalistas na lista negra dos que apoiaram o golpe e vários deles estão envolvidos com corrupção.

Regulação da mídia é para evitar abusos e também impedir a censura

Um país sério deve ter regulação da mídia. É preciso impor limites aos abusos dos empresários de comunicação. E acredite, isso é o oposto de censura, pois há muita censura nos meios de comunicação, impostas não por governos, mas por empresários interessados em impor seu poder e ponto de vista, derrubando desafetos e alçando quem trabalhará em nome do grade capital.

O que o jornalista roqueiro deveria saber é que se nada for feito, se confirmará a alcunha de "Quarto Poder" dado à comunicação, que estará a serviço da difusão de mentiras para favorecer classes privilegiadas que terão o maior prazer em explorar e arruinar com as vidas da maior parte da população. 

Pense na regulação como algo que favorecerá o jornalismo, tornando mais comprometido com a população e não com empresários sádicos que nao medem escrúpulos para proteger a sua ganância.

domingo, 27 de agosto de 2017

Apoio a Marcelo Bretas pode arruinar imagem do PSOL

Apesar de reconhecer que as esquerdas, os que se assumem como tais e apoiadores das mesmas tenham que se unir nestes tempos difíceis, há de convir que ideologicamente nem todos estão preparados para esta união. Há muita gente que dá as mãos nessas horas para depois, com a poeira abaixada, se bandear para o outro lado em busca da satisfação de interesses particulares. Partidos como o PSOL dá sinais de ser um tipo assim.

Nunca fui muito confiante no PSOL, apesar de admirar algumas de suas lideranças como Jean Wyllys e Guilherme Boulos. Mas no geral, o PSOL age de forma estranha como se preparasse para virar direitista a qualquer momento. É sabido de partidos que eram de esquerda que viraram direitistas como o PV (Partido Verde) e o PPS (ex-PCB). Várias personalidades de direita são ex-esquerdistas.

PSOL, partido da Pequena Burguesia

O PSOL é um partido formado por o que é conhecido pejorativamente como "Pequena Burguesia", integrantes da classe média alta que não conheceram as dificuldades das classes mais oprimidas, apesar de solidarizarem com estas no discurso. Vários integrantes são professores universitários, vários concursados e oriundos de classes com algum relativo conforto no padrão de vida.

Sua atuação moderada e longe dos estereótipos da esquerda tradicional estão fazendo com que o PSOL ganhe visibilidade e popularidade. Já é a segunda força entre as esquerdas após o PT. E tem a vantagem de ter um certo respeito da direita moderada (apenas extremistas atacam o partido), o que poderá sinalizar uma guinada em um futuro próximo.

Uma característica do PSOL, além da evidente priorização de causas secundárias em detrimento da melhoria na qualidade de vida,  é uma espécie positiva de segregação social na área da cultura e dos costumes e apologia a drogas e à prostituição. Coisas que costumam estar ligadas à limpeza étnica feita de forma bem sutil. É uma característica que não gosto e que caiu imediatamente  no senso comum não apenas de psolistas mas de todos aqueles que se assumem de esquerda, infelizmente.

O que eu chamo de "segregação positiva" é a forma de separar pobres e ricos em matéria de apreciação cultural e na prática de costumes. Para o PSOL, o pobre deve evitar formas intelectuais de cultura, não deve ser elegante e assumir a ridiculosidade como característica própria. O fim desta segregação se daria "por baixo", com os pobres impondo aos ricos a sua ridiculosidade ao invés dos ricos ensinarem os pobres a serem mais cultos e elegantes.

Esta tese de que a "evolução" da cultura e dos costumes se daria pelo abaixamento das calças e pelo descarte da intelectualidade (usada apenas para o mercado de trabalho) caiu no gosto dos esquerdistas que enxergam o progresso cultural como uma forma de fascismo (???!!!), afirmando que o futuro da cultura está no empinamento de bundas.

É uma ideologia que humilha as classes pobres, tachando-a de ridícula e estipulando que esta seria a sua qualidade inerente. Pobre tem que ser ridículo e patético. Tem que "descer até o chão". Como se a vida no nível mais baixo da pobreza lhes permitisse descer ainda mais para baixo.

PSOL apoiando o golpe?

E o PSOL difusor desta ideologia da "suave segregação" declarou recentemente seu apoio ao juiz golpista Marcelo Bretas, representado por Marcelo Freixo, autor de um manifesto pró-"funk", ritmo que humilha os pobres através de danças patéticas, sons irritantes e letras em pé nem cabeça. Freixo concorreu a prefeitura do Rio apoiado pela Rede Globo e pela elite local, perdendo para Marcelo Crivella. Que marcelada! se não bastasse eu mesmo ser um Marcelo!

O PSOL tem dado sinais de que pode descambar para a direita. Chico Alencar foi visto saudando uma liderança tucana, com direito a elogios. Luciana Genro apoia a Lava Jato e defende alguns pontos de vista que coincidem com os da direita. Há lideranças claramente direitistas entre os integrantes do partido. Segundo esquerdistas mais sensatos, o PSOL deu sinais de que apoiou discretamente o golpe de 2016 e compactua com algumas ideias de direita.

Um episódio pode mostrar que o PSOL não é tao esquerda assim. Numa entrevista, Lula criticou a postura do PSOL que costuma colocar causas secundárias em suas reivindicações em detrimento de causas mais necessárias. As críticas foram sensatas e respeitosas, mas integrantes do partido não gostaram. Interpretaram omo ofensa, numa clara ausência de auto-crítica a um erro que de fato é cometido por integrantes do partido, que respondeu de forma meio estranha às críticas.

Sobrevivência poderá exigir "endireitamento" do PSOL

A própria característica de ser um partido burguês, mesmo com ideais progressistas mostra que com o andar da carruagem política no Brasil, o partido poderá rumar para a direita por uma questão de sobrevivência. Integrantes já demonstram claras intenções de conversar com forças conservadoras e negociar. Só que negociar com direitista significa acatar as ideias de direita, que favorecem apenas os que estão bem de vida. 

Como é o caso do PSOL, cujos integrantes não serão prejudicados com as atrocidades do golpe, tranquilamente bem remunerados e instalados em confortáveis residências de bairros de classe média alta em centros urbanos pelo país.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Apoio a Bretas e Lula conciliador: Fora Temer e Fica Golpe!

Antes de escrever este texto, quero deixar claro que sou esquerdista por convicção - após análises, claro, mas não apoio esquerdistas que erram. Nunca vou virar direitista porque não apoio ideologias que tem a ganância e a seletividade na base ideológica. Outra coisa é que por pior que seja a nossa esquerda, é muito melhor um esquerdista incompetente no poder que um direitista competente, pelas razões que mencionei.
Mas os esquerdistas brasileiros são frouxos mesmo. Além da certeza que eu tenho que o sucesso do golpe se deu por causa da inércia dos esquerdistas, dois episódios mostram que a esquerda pode mudar de lado e favorecer os direitistas, sempre a serviço dos donos do capital e provavelmente manter o país no golpe que iniciou em 2016, mas com algumas pequenas concessões.

Apoio da esquerda dúbia a juiz golpista

Uma  é o evento que uniu celebridades e personalidades ligadas a política e a justiça em apoio ao juiz golpista Marcelo Bretas. O juiz de mesmo prenome que o meu é o representante carioca da mais do que duvidosa operação conhecida pelo nome boboca de Lava Jato (interessante como gostam de botar nomes cretinos em operações de justiça) e responsável pela prisão injusta do maior cientista brasileiro da atualidade, o Almirante Othon, especialista em ciência nuclear para fins pacíficos.

O tal evento era na verdade uma manifestação contra o juiz-ministro Gilmar Mendes, que mandou soltar os empresários de ônibus cariocas que tinham sido presos por ordens de Bretas. Entendendo que a atitude do juiz era pelo combate à corrupção e não um jogo de interesses como é fato, infelizmente, várias celebridades decidiram se manifestar ao apoio a Bretas.

Curioso que entre os manifestantes, além de direitistas assumidos como Marcelo Serrado (intérprete de Sérgio Moro no filme "Justiça para Todos menos para os Plutocratas", e entidades fascistas como "Vem pra Rua", há esquerdistas meio estranhos como o Mídia Ninja (possivelmente patrocinado por George Soros), Caetano Veloso (que já foi tucano um dia e tem "ou não" como bordão) e partidos como o PSOL e Rede Sustentabilidade (partido pequeno burguês que ameaça virar direitista como fizeram o PV e o PPS).

Esta manifestação pode servir de desmascaramento das forças esquerdistas meio duvidosas que nunca foram combativas de fato e que demonstram um certo direitismo em alguns pontos de vista, o que tranquiliza as foças golpistas. Afinal estes esquerdistas com sangue de barata (sem trocadilho com o empresário preso a mando de Bretas) não são coitadinhos, tendo um estilo de vida muito bem abastado, sem passar pelas dificuldades de maior arte da nação. Certamente não sofrerão danos com a prorrogação do Golpe de 2016.

Lulinha Paz e Amor está de volta

Condenado sem provas comprovadas, pela mesma Lava Jato representada no RJ por Bretas, Lula segue uma caravana pelo nordeste para testar a sua popularidade para depois iniciar oficialmente a sua campanha para as eleições de 2018. A caravana tem mostrado imensa popularidade de Lula pelo nordeste, embora eu, sinceramente, não acredito muito em pesquisas. 

Há uma mania do brasileiro de confundir maioria com "todos". Números de pesquisa se reverem a pessoas pesquisadas e não à totalidade dos brasileiros. Se a maioria das pesquisas que não fizeram nem comigo nem com quaisquer das pessoas que eu ouvi falar, indicam vitória de Lula, é estatística referente ao número de pesquisados. Porque aqui em Niterói, a rejeição de Lula ainda é bastante gigantesca. Lula ganha nas pesquisas: fato. Mas a vontade dos pesquisados é a vontade dos brasileiros? Sei não.

De repente, este otimismo gerado por estas pesquisas  e pela boa recepção que o líder petista tem recebido em sua caravana, fez ressuscitar não o Lula combativo dos tempos sindicais (o que seria o meu desejo), mas o Lulinha Paz e Amor que quase foi derrubado no escândalo do Mensalão. O otimismo fez com que Lula voltasse a conciliar com a direita, o que pode significar novo perigo em tempos futuros. Até porque o Golpe de 2016 mostrou que a nossa direita, mesmo em sua parte moderada, não está disposta para conversas.

Além de contar com direitistas, como Renan Calheiros, em seus palanques, Lula anunciou que está em conversas com o filho de José de Alencar, hoje falecido e que era seu vice durante sua gestão, Josué Alencar, para ser seu vice nas eleições de 2018.

O problema é que Josué é filiado ao PMDB, partido que o PT não quer mais fazer acordos pela traição dada através do Golpe de 2016. Josué teria que se filiar ao PR, partido que abrigou o seu pai, que apoia Temer, mas segue linha moderada e cujas várias lideranças mantém boas relações com petistas. 

Mesmo assim, a decisão é bem duvidosa. Devemos analisá-la com cuidado. Melhor seria Lula fazer acordos com políticos como Roberto Requião, na minha opinião perfeito para ser vice do petista. Requião, apesar de ainda filiado ao PMDB, segue claramente ideias progressistas, na linha ainda mais a esquerda do que o MDB na época da ditadura militar. É surpreendentemente lúcido e sensato e pode oferecer suporte perfeito à candidatura de Lula. Só que teria que sair do PMDB, hoje carcomido.

Mas estes dois episódios, o apoio a Bretas e o desejo de Lula de se reconciliar com a direita, demonstram que temos que ficar atento aos esquerdistas. Brasil sempre quis ser cópia dos EUA e lá a esquerda é fraca. Vamos enfraquecer a esquerda aqui também?

Mesmo que esta pergunta não seja respondida, creio que a esquerda brasileira, mesmo não querendo Temer, quer a permanência do Golpe e de suas reformas. O Brasil nunca foi mesmo um país justo, que tire os mais carentes de sua desgraça cotidiana...

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O conservadorismo das esquerdas

Brasileiros são pessoas tradicionalmente conservadoras. Sempre foram contra grandes mudanças e possuem um repertório de valores inúteis que acham que devem ser preservados. Não esperemos que o Brasil possa se desenvolver de forma acelerada porque, pasmem, não é o que os brasileiros querem. 

Até mesmo os que se assumem como progressistas desejam um progresso lento, gradual e que não destrua de forma rápida as estruturas de poder vigentes. É uma falta de compreensão da realidade se pensarmos nos progressistas brasileiros como pessoas que querem mudar radicalmente o país. Nem mesmo Lula mudou e nem vai mudar. 

Mesmo aberto a mais questões do que os conservadores assumidos, o próprio Lula tem um certo nível de conservadorismo. O próprio fato de sua gestão ter sido conciliadora é uma boa prova disto, somado ao fato dele ser religioso e gostar de breguice, cerveja e futebol, coisas típicas do conservadorismo brasileiro (e muito bem sustentadas pelas instituições capitalistas). Se Lula, o mais combativo dos esquerdistas, é uma pessoa conservadora, imagine o resto dos esquerdistas, menos combativos. O mofo faz a festa.

Esquerdas fiéis a certas tradições ideológicas

As esquerdas brasileiras, sem exceção, tem sido fiéis a certas ideologias tradicionais presentes no senso comum do Brasil. O que as esquerdas entendem como progressismo se limita a ampliação de direitos a um número maior de pessoas. Mas não a mudança de valores que faça com que o interesse de pessoas que pensem de forma diferente seja respeitado e atendido.

Eu sou um ateu que não curte futebol, detesta breguice e que evita sair à noite. Tenho os meus próprios gostos e convicções. Mas isso não me faz ganancioso, sádico ou egoísta. Sou altruísta e consigo entender até mesmo as ideias que discordo, sem desejar mal a quem pensa diferente de mim. Mas noto um desprezo das esquerdas por quem pensa diferente do senso comum esquerdista.

A esquerda dá sinais de que está construindo uma realidade paralela muito parecida com a realidade construída pela direita. Ao invés de construir uma realidade bem diferente, faz-se uma espécie de réplica da realidade direitista, só que com a mudança (leve) de alguns valores. Mas curiosamente vários valores defendidos pela esquerda estão na realidade da direita, o que dá um certo caráter de hipocrisia nos esquerdistas que alegam desejar mudar o mundo.

Esquerda brasileira: progressismo sem derrubar valores

Claro que mesmo não sendo totalmente revolucionária como pensa ser, a esquerda brasileira apoia certos avanços, sem radicalismo. Uma esquerda ruim sempre será melhor que uma direita boa, pois a direita é radicalmente comprometida com o atraso e a ganância. Mas estamos longe de ver a esquerda derrubando muros e mudando valores.

A foto que ilustra esta postagem mostra alguns valores defendidos pela esquerda e que são coisas típicas de conservadores. Eu mesmo não apoio nenhuma desses valores que se revelam inúteis para o desenvolvimento de qualquer sociedade. São zonas de conforto que nada servem, mas a sociedade se recusa em se livrar delas por uma questão de comodidade. A manutenção desses valores pela esquerda mostra que progressistas brasileiros tem um pé bem fincado no conservadorismo.

Esta recusa em romper com valores e estruturas fortalece a direita, já que os esquerdistas, preservando valores que a direita também preserva, cria uma situação em que os abusos da direita não sejam punidos, favorecendo coisas como o golpe de 2016. Recusando mudar o sistema, as esquerdas se auto-destroem sem perceber.

Construir novas fachadas com velhas estruturas, sem derrubá-las

O que eu quero dizer é que se queremos mudanças, devemos mudar tudo. Se há um prédio velho, de estruturas apodrecidas tem mais é que derrubá-lo. O que as esquerdas pretendem fazer é construir um a fachada nova a um prédio apodrecido que poderá cair a qualquer momento. Não seria hora de nos livrarmos das zonas de conforto e procurarmos outras formas de lazer, de pensamento e de relações pessoais?

Mas para a tranquilidade de quem se recusa a mudar do país, as zonas de conforto serão preservadas. Até porque ela serão úteis como fuga de uma realidade que se mostrará perversa com o fim de muitos direitos e da venda de nossas riquezas. Para a Nova África em que o Brasil se transformará, graças aos invencíveis golpistas, essas fugas serão bem úteis para dar a ilusão de que estamos bem. 

As esquerdas no fundo, não estão nem aí para mudanças. Senão teriam largado "funk", cerveja, futebol e religião e juntado milhões de brasileiros para invadir Brasília e as sedes das empresas que apoiam o golpe. Quero ver se meia duzia de plutocratas apoiados por uns milhares de policiais e soldados iria controlar uma multidão de mais de 100 milhões de descontentes.

Os plutocratas agradecem as esquerdas por se recusarem a mudar o Brasil.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lutar por causas isoladas é desviar o foco: é preciso combater o golpe como um todo

As esquerdas não somente estão dando sinais de que abandonaram as lutas - não por desistência ideológica, mas por perplexidade - como preferiram lutar por causas isoladas. Uns contra reforma X outros contra reforma Y, outros contra racismo, machismo, outros defendendo merenda nas escolas, direitos para os gays, etc. Tudo isso é válido, mas não seria melhor unir todas as causas em uma só: lutar contra o golpe?

Será que não perceberam que tudo isso está acontecendo porque tem uma elite e seus apoiadores que desejam que haja um monte de retrocessos no país, para que apenas os interesses dessa elite sejam preservados?

Será que não perceberam que lutar isoladamente por cada causa, além de desvio de foco, desperta a desunião dos manifestantes e diminuição da quantidade de pessoas pelas causas progressistas? Este isolamento de causas agrada muito os golpistas, que veem nisso um esvaziamento das manifestações progressistas, onde cada um vai para o seu lado, dispersando o movimento.

Não devemos esquecer as causas isoladas, mas temos a obrigação de compilá-las na luta contra o golpe. Cada prejuízo está relacionado com  golpe. Não existe nada isolado. Tudo que está sendo feito tem um único objetivo: diminuir a quantidade de beneficiários para que bens, direitos e valores permaneçam exclusivos nas mãos de quem as possui em excesso.

Quando se cria um preconceito contra classe X ou Y, está na verdade tirando pessoas do caminho do benefício, transformando a luta pela sobrevivência em uma competição covarde onde os vencedores tem que trapacear para não perder a invencibilidade.

Unir as causas no combate ao golpe fortalece o movimento e cria a união não somente das causas como de pessoas, aumentando drasticamente a quantidade de manifestantes e criando uma credibilidade à manifestação.

Vamos reunir todas as reivindicações em uma só: acabe o golpe, punir golpistas e apoiadores e colocar no poder personalidades e leis comprometidos com o bem estar da população e com o desenvolvimento do país. Chega de sermos uma precária República de Bananas, controlada por gananciosos.

sábado, 19 de agosto de 2017

"Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais". Que tempos excepcionais?

Um argumento repetido como mantra pelos defensores da operação conhecida como "Lava Jato" que surgiu supostamente para combater a corrupção e mais tarde se revelou como estratégia para gerar o golpe para favorecer interesses dos maiores capitalistas instalados no país é a frase citada no título desta postagem. Mas aí eu pergunto: tempos excepcionais? Que tempos excepcionais, cara pálida?

A lei garante as medidas de exceção quando há uma perigosa ameaça à população. Um fato que possa arrasar com o país como um todo ou levar prejuízo e morte a grande parte da população. Mas esta ameaça não existe e as medidas de exceção (incluindo a atuação mais do que subjetiva do juiz Sérgio Moro - enrustidamente filiado ao PSDB e secretamente ligado a entidades políticas estadunidenses) mostraram suas verdadeiras intenções nos últimos meses, sendo impossíveis de serem negadas.

É tradição que governos trabalhistas que beneficiem os mais carentes sejam combatidos. Ricos são gananciosos e fazem de tudo - inclusive gastar dinheiro - para manipular o sistema político e a sociedade para que a sua ganância, confundida como direito básico dos mais ricos, seja preservada.

Mas com o amadurecimento da sociedade que aos poucos vai conhecendo como funciona a política, os métodos tem que ser alterados. Não se permite mais o estado de exceção e sim medidas de exceção em uma falsa democracia. É preciso colocar, de forma... digamos pacífica, de que as medidas são "necessárias" e a população se dará bem com elas.

Como fazer a população aceitar as medidas de exceção

Mas para que as desculpas esfarrapadas soem convincentes é preciso piorar a qualidade da educação, reforçar a influência da grande mídia e desestimular o desenvolvimento intelectual e o interesse pela política. Um povo alienado, com baixo senso crítico, e também altamente crédulo (é preciso ter FÉ) e acomodado, é um grupo de presas fáceis de cair em armadilhas, tornando uma espécie de "exército" útil para as classes dominantes.

É preciso estimular os valores que estimulem o conservadorismo e o respeito à ganância alheia (que não será rotulada com este nome pejorativo). Se possível estimular um certo messianismo, a crença em uma espécie de "xerife", "herói" ou "salvador" que fará sozinho ou com ajuda de um pequeno grupo o que a população não sabe ou não quer fazer.

Para completar o processo que favorece a aceitação da população dessas medidas de exceção, é preciso alienar o lazer para que as pessoas não usem o tempo livre para pensar e desenvolver subversão. Enfiar na cabeça que patriotismo é futebol, cerveja é necessário e enfatizar músicas e filmes que desestimulem o intelecto e foque à diversão pura, mantendo pessoas ocupadas com atividades puramente lúdicas, dificultando de desenvolver o intelecto.

Por isso que foi bem fácil utilizar as medidas de exceção e glorificar uma operação que se moatra como uma farsa. Pois a mesma operação poupa corruptos muito mais perigosos, envolvidos em acusações muito mais sérias que um apartamento de classe média e um sítio capenga, para condenar um político sem crimes comprovados que sempre lutou e luta pelo bem estar dos mais carentes.

Golpistas deveriam ser punidos. Todos!

Se tempos excepcionais exigem medidas excepcionais, a principal medida seria prender todos os políticos do PSDB e aliados e também todas as forças auxiliares (juízes, empresários, "investidores", internautas e jornalistas) que favoreceram o golpe que atua para destruir literalmente o país, tornando-o pior do que os países mais miseráveis da África. 

Infelizmente, este golpe, assim como muitos outros pelo mundo afora, surgiu para o benefício exclusivo dos homens mais ricos instalados no país, comprometidos com interesses ocultos de grandes capitalistas e que sempre se intrometem na política tupiniquim.