domingo, 10 de setembro de 2017

Pausa para mudanças

Vamos fazer algumas mudanças nos blogues principais e por isso teremos que parar por um tempo. Mas em 2018 voltaremos com grandes novidades, mas torcendo para que o Brasil mude para melhor, retomando a democracia nocauteada por um bando de gananciosos a serviço de interesses de forças dominadoras. Aguardem e desculpe a longa espera.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

É oficial: governo golpista revoga o Sete de Setembro

Oficialmente hoje, foi revogado o estatuto de nação para o Brasil. Agora somos uma colônia de exploração e nossa soberania foi completamente eliminada. Ou seja o Dia da Pátria foi completamente revogado.

Aliás, Pátria? Que Pátria? Interessados em nossas riquezas e em tudo que puderem saquear daqui, vários corsários gananciosamente famintos resolveram nos invado de vez e retirar uma presidente honesta para que os representantes locais desses corsários pudessem entregar o país a eles, para que façam o que quiserem.

Os habitantes deste ex-país, o Brasil, agora reduzidos a escravos, com exceção dos "nobres" a puxar o saco dos corsários invasores (incluindo a nossa classe média alta), se calam definitivamente para realizar o trabalho brutal de extrair todas as riquezas e entregar aos corsários dominadores a troca de simples migalhas que mal dão para passar um mês.

Tirado o governo democrático de Dilma, sob a desculpa esfarrapada das "pedaladas fiscais", uma verdadeira máfia cleptocrata se instalou e neste instante seus integrantes brigam pela divisão do butim, que é insuficiente para agradar a todos os golpistas.

Inúmeras medidas tem sido feitas para preparar o Brasil para que fique ao gosto dos corsários invasores. Tudo longe dos olhos da população que, confiante na mídia corporativa (porta-voz não assumida desses corsários), acredita serem as medidas desvinculadas do golpe e necessárias para o bem da população. Bem só para masoquistas.

Agora eu pergunto: como considerar o Brasil um país se ele perde a sua soberania e se prepara para prejudicar o seu próprio povo? Sem essa de querer que o futebol substitua a nossa dignidade, pois a modalidade esportiva não passa de mera brincadeira (tanto e que se chamou Ludopédio: brincadeira com os pés), cuja vitória é mera ilusão que não afeta o mundo real. Brasil, o país do mundo real, está em frangalhos e se prepara para ser uma colônia de exploração de magnatas gananciosos vindos de fora. E não há vitória em futebolzinho besta que compense o fim de nossos direitos!

O hino, a bandeira, os escudos e seja lá o que for não faz sentido diante de um violento sucateamento feito em nome do suposto "combate a corrupção". Milhares de agentes espalhados pelo país, muito bem remunerados para esta "missão", se empenham em preparar para entregar o que tiver de valioso a estes corsários que como parasitas, se beneficiarão às custas do prejuízo de multidões.

E aí, você ainda tem motivos para comemorar o Sete de Setembro? A festa que houve hoje não passou de um Salão do Automóvel militar, apresentando as novidades dos veículos das forças armadas e só. O postiço, que finge ser nosso presidente, mordomo das corporações invasoras, cada vez mais impopular, assiste de forma obrigatória ao lado de sua netinha esposa, a festa para celebrar uma mentira cada vez mais confirmada como tal.

Se nunca fomos tao brasileiros, não será agora que seremos. Pois, nunca passamos de capachos dos magnatas estrangeiros. E pelo jeito vamos continuar sendo. Afinal, para isso que foi dado o golpe de 2016. Para isso que o Sete de Setembro acaba de ser oficialmente revogado.

Porque país sem soberania não comemora o Dia da Pátria. Feliz Dia da Dependência!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Exclusivo: as Esquerdas cogitam negociar com golpistas

Infelizmente, o golpe tende a ser bem mais longo do que pretendia ser. As esquerdas, que nunca fizeram um movimento realmente impactante contra o golpe e vive de triunfalismo, já começam a dar sinais de trégua. Interessados em manter a índole pacífica do brasileiro - na verdade um ato de medo explicito - integrantes sempre sonharam em soluções pacíficas contra aqueles que lançam mão de medidas agressivas para acabar com as riquezas e direitos do povo brasileiro.

As esquerdas que sempre agiram de forma pacífica diante do golpe resolveram erguer a bandeira branca e propor uma trégua ao golpe. O golpe continua, desde que tire Temer e amenize as reformas. Sabe-se que boa parte da classe média brasileira acredita que escapará dos danos das reformas e esta crença estimula uma certa passividade. Não há interesse de quem tem um relativo conforto na vida em combater um sistema que impedirá o alcance de maior parte da população à mínima dignidade.

Nunca tivemos de fato uma esquerda combativa. Com medo dos estereótipos ligados a antigos socialistas como Che Guevara, Zapata, Simon Bolivar, entre outros, as nossas esquerdas sempre prefiram o caminho da conciliação. As esquerdas sempre demonstraram aceitar, mesmo sem concordar, a má distribuição de renda e direitos, do poder das classes dominantes e do "direito" de poderosos empresários de explorar pessoas e manipular as leis. As esquerdas brasileiras nunca se empenharam em combater os abusos das classes opressoras.

Mesmo os governos esquerdistas sempre se caracterizaram pelo espírito de conciliação com as elites sem lutar de fato pela mudança do sistema. O resultado deste ato pacífico foi o golpe, pois as elites nunca foram afeitas a ninguém e mesmo que não percam privilégios e poder, sempre querem mais e o simples freio para seus abusos é combatido de forma agressiva, com a agressividade que a esquerdinha paz e amor sempre evitou ter.

Esquerdinha paz e amor pede para deixarmos plutocratas em paz

Além da ação sempre pacífica (ou passiva?) das esquerdas diante das agressivas classes opressoras, vários episódios acontecidos nas ultimas semanas demonstram uma vontade da esquerda de aceitar o golpe, pedindo apenas para amenizar as mudanças - o que na prática não significa nada - que acabaria seguindo sua trajetória destruidora praticamente sem reação das esquerdas, tranquilas em sua vida pequeno-burguesa confortavelmente precária.

- O apoio de setores progressistas a Marcelo Bretas, representante carioca da operação  "Lava Jato", apoiador do golpe e ligado a igrejas evangélicas de mentalidade conservadora. A mesma manifestação de apoio contou com membros do "Vem para Rua" patrocinados pelos mega-especuladores da Família Koch, que patrocinam ditaduras de direita pelo mundo afora.

- Lula já sinaliza chamar Josué Alencar, filho de seu vice, José Alencar (hoje falecido) para ser seu vice para 2018. Mas filho nem sempre é igual a pai e Josué dá sinais de ser mais conservador que o pai, o que pode criar problemas para a gestão Lula, podendo resultar em outro golpe, talvez pior que este que aconteceu em 2016.

- Palestrantes de esquerda já começam a pedir, de forma bem sutil, respeito para a ganância da classe opressora, propondo uma espécie de negociação que preservasse as desigualdades de forma moderada, sem eliminar a miséria e o desemprego.

- Personalidades de direita são convidadas a participar de debates "sadios" com palestrantes de esquerda, inclusiva havendo respeito à ideologias conservadoras. Este respeito ao pensamento de direita (muito frequente nos debares de esquerda) sugere uma possibilidade de direitistas poderem ter alguma razão nas falácias ditas por eles. Ou seja, direitistas não estão tão errados assim como alega o bom senso. Pode ser que haja um lado justo nesta injustiça social, com os fortes tendo o "direito legítimo" de esmagar os mais fracos.

- O foco em protestos individuais para cada causa, se esquecendo que todas as medidas danosas do golpe estão relacionadas de forma inseparável. Era preciso combater o golpe como um todo, mas a esquerda preferiu combater uma causa ali, outra acolá e com isso esvaziar o movimento, dando forma ao golpe que segue arrasando tudo e todos que encontra pale frente.

Como vemos, salvo raras exceções, a esquerda está disposta a dialogar com golpistas e exploradores. Sem assumir uma derrota diante de inimigos tão fortes e truculentos, as esquerdas resolveram aceitar o golpe e seus danos e se conformar com a sua vidinha pequeno burguesa, Pelo menos dá para comprar celular, o carro do ano, morar em Copacabana e viajar de vez em quando para a Disney. São muitos patetas a tranquilizar a ganância dos plutos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Regulação da mídia não é censura

Um jornalista ligado ao rock, mas de mentalidade direitista (curioso como rock se transformou em uma coisa de direitista, algo francamente contraditório) escreveu em seu blog que regulação da mídia é censura, repetindo o mantra falacioso dos defensores da mídia corporativa. 

Eu iria explicar a ele que não é bem assim, mostrando o que é realmente a tal regulação. Mas ele bloqueou os comentários, pois se envolve constantemente em polêmicas porque a maioria dos roqueiros são de esquerda, contrários a muitos pontos defendidos pelo tal jornalista (que age por boa fé, ingenuidade, não como fazem outros direitistas) nas redes sociais.

Mas se ele puder ler este texto, vou explicar aqui, em linguagem de leigo (eu não sou jornalista; jornalista é o meu irmão e ele é que poderia explicar melhor sobre o assunto), mostrando que nada tem a ver com censura, além de revelar quem é a mídia oficial, nada a ver com jornalistas "heroicos" supostamente a serviço da população.

A regulação da mídia tem o propósito de evitar abusos dos meios de comunicação corporativo. Esqueça o romantismo do jornalista comprometido com a ética e a verdade dentro das grandes empresas de comunicação. O verdadeiro jornalismo já abandonou a mídia corporativa há muito tempo. O bom jornalismo se vê agora na mídia alternativa, esta sim sofrendo constantemente censura por não se aliar e alinhar com as vozes do chamado poder econômico.

Submissão ao poder das corporações é a verdadeira censura

A mídia corporativa (Globo, Veja, Band, IstoÉ, Folha, Estadão, Jovem Pan, e similares) atende aos interesses de grandes capitalistas. Além destes serem os patrocinadores desses meios, os próprios donos dos meios são capitalistas poderosos. O que lhes dá o poder de fazer o que querem, inclusive mentir, difamar, humilhar e fazer censura interna. Sim, há censura interna nos meios de comunicação.

Engana quem pensa que o patrocínio é pago apenas para apresentar os produtos e serviços para poderem ser vendidos. O pagamento é também um cala-boca feito aos jornais. Se uma empresa patrocinadora comete irregularidades, isso logo é abafado. A mídia se cala diante d atrocidades cometidas por empresários patrocinadores.

Por estar sob o controle de poderosos homens sem algum tipo de controla acima deles, a mídia comete inúmeros abusos. E para combater estes abusos que existe a regulação da mídia. Ser contra a regulação da mídia é dar o direito aos empresários de usarem a mídia para fazerem o que quiserem, atropelando o interesse inclusive dos próprios leitores, ouvintes e telespectadores.

É preciso existir algum tipo de legislação que impeça os meios de, por exemplo, mentir. Para derrubar Dilma e impedir a esquerda de voltar ao poder, para que os empresários coloquem um representante deles no Planalto, foi preciso muita mentira e difamação. Vários jornalistas sujaram a sua reputação em apoio ao golpe e nem o fato de criticar o governo golpista está servindo para salvá-los. Há muitos jornalistas na lista negra dos que apoiaram o golpe e vários deles estão envolvidos com corrupção.

Regulação da mídia é para evitar abusos e também impedir a censura

Um país sério deve ter regulação da mídia. É preciso impor limites aos abusos dos empresários de comunicação. E acredite, isso é o oposto de censura, pois há muita censura nos meios de comunicação, impostas não por governos, mas por empresários interessados em impor seu poder e ponto de vista, derrubando desafetos e alçando quem trabalhará em nome do grade capital.

O que o jornalista roqueiro deveria saber é que se nada for feito, se confirmará a alcunha de "Quarto Poder" dado à comunicação, que estará a serviço da difusão de mentiras para favorecer classes privilegiadas que terão o maior prazer em explorar e arruinar com as vidas da maior parte da população. 

Pense na regulação como algo que favorecerá o jornalismo, tornando mais comprometido com a população e não com empresários sádicos que nao medem escrúpulos para proteger a sua ganância.

domingo, 27 de agosto de 2017

Apoio a Marcelo Bretas pode arruinar imagem do PSOL

Apesar de reconhecer que as esquerdas, os que se assumem como tais e apoiadores das mesmas tenham que se unir nestes tempos difíceis, há de convir que ideologicamente nem todos estão preparados para esta união. Há muita gente que dá as mãos nessas horas para depois, com a poeira abaixada, se bandear para o outro lado em busca da satisfação de interesses particulares. Partidos como o PSOL dá sinais de ser um tipo assim.

Nunca fui muito confiante no PSOL, apesar de admirar algumas de suas lideranças como Jean Wyllys e Guilherme Boulos. Mas no geral, o PSOL age de forma estranha como se preparasse para virar direitista a qualquer momento. É sabido de partidos que eram de esquerda que viraram direitistas como o PV (Partido Verde) e o PPS (ex-PCB). Várias personalidades de direita são ex-esquerdistas.

PSOL, partido da Pequena Burguesia

O PSOL é um partido formado por o que é conhecido pejorativamente como "Pequena Burguesia", integrantes da classe média alta que não conheceram as dificuldades das classes mais oprimidas, apesar de solidarizarem com estas no discurso. Vários integrantes são professores universitários, vários concursados e oriundos de classes com algum relativo conforto no padrão de vida.

Sua atuação moderada e longe dos estereótipos da esquerda tradicional estão fazendo com que o PSOL ganhe visibilidade e popularidade. Já é a segunda força entre as esquerdas após o PT. E tem a vantagem de ter um certo respeito da direita moderada (apenas extremistas atacam o partido), o que poderá sinalizar uma guinada em um futuro próximo.

Uma característica do PSOL, além da evidente priorização de causas secundárias em detrimento da melhoria na qualidade de vida,  é uma espécie positiva de segregação social na área da cultura e dos costumes e apologia a drogas e à prostituição. Coisas que costumam estar ligadas à limpeza étnica feita de forma bem sutil. É uma característica que não gosto e que caiu imediatamente  no senso comum não apenas de psolistas mas de todos aqueles que se assumem de esquerda, infelizmente.

O que eu chamo de "segregação positiva" é a forma de separar pobres e ricos em matéria de apreciação cultural e na prática de costumes. Para o PSOL, o pobre deve evitar formas intelectuais de cultura, não deve ser elegante e assumir a ridiculosidade como característica própria. O fim desta segregação se daria "por baixo", com os pobres impondo aos ricos a sua ridiculosidade ao invés dos ricos ensinarem os pobres a serem mais cultos e elegantes.

Esta tese de que a "evolução" da cultura e dos costumes se daria pelo abaixamento das calças e pelo descarte da intelectualidade (usada apenas para o mercado de trabalho) caiu no gosto dos esquerdistas que enxergam o progresso cultural como uma forma de fascismo (???!!!), afirmando que o futuro da cultura está no empinamento de bundas.

É uma ideologia que humilha as classes pobres, tachando-a de ridícula e estipulando que esta seria a sua qualidade inerente. Pobre tem que ser ridículo e patético. Tem que "descer até o chão". Como se a vida no nível mais baixo da pobreza lhes permitisse descer ainda mais para baixo.

PSOL apoiando o golpe?

E o PSOL difusor desta ideologia da "suave segregação" declarou recentemente seu apoio ao juiz golpista Marcelo Bretas, representado por Marcelo Freixo, autor de um manifesto pró-"funk", ritmo que humilha os pobres através de danças patéticas, sons irritantes e letras em pé nem cabeça. Freixo concorreu a prefeitura do Rio apoiado pela Rede Globo e pela elite local, perdendo para Marcelo Crivella. Que marcelada! se não bastasse eu mesmo ser um Marcelo!

O PSOL tem dado sinais de que pode descambar para a direita. Chico Alencar foi visto saudando uma liderança tucana, com direito a elogios. Luciana Genro apoia a Lava Jato e defende alguns pontos de vista que coincidem com os da direita. Há lideranças claramente direitistas entre os integrantes do partido. Segundo esquerdistas mais sensatos, o PSOL deu sinais de que apoiou discretamente o golpe de 2016 e compactua com algumas ideias de direita.

Um episódio pode mostrar que o PSOL não é tao esquerda assim. Numa entrevista, Lula criticou a postura do PSOL que costuma colocar causas secundárias em suas reivindicações em detrimento de causas mais necessárias. As críticas foram sensatas e respeitosas, mas integrantes do partido não gostaram. Interpretaram omo ofensa, numa clara ausência de auto-crítica a um erro que de fato é cometido por integrantes do partido, que respondeu de forma meio estranha às críticas.

Sobrevivência poderá exigir "endireitamento" do PSOL

A própria característica de ser um partido burguês, mesmo com ideais progressistas mostra que com o andar da carruagem política no Brasil, o partido poderá rumar para a direita por uma questão de sobrevivência. Integrantes já demonstram claras intenções de conversar com forças conservadoras e negociar. Só que negociar com direitista significa acatar as ideias de direita, que favorecem apenas os que estão bem de vida. 

Como é o caso do PSOL, cujos integrantes não serão prejudicados com as atrocidades do golpe, tranquilamente bem remunerados e instalados em confortáveis residências de bairros de classe média alta em centros urbanos pelo país.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Apoio a Bretas e Lula conciliador: Fora Temer e Fica Golpe!

Antes de escrever este texto, quero deixar claro que sou esquerdista por convicção - após análises, claro, mas não apoio esquerdistas que erram. Nunca vou virar direitista porque não apoio ideologias que tem a ganância e a seletividade na base ideológica. Outra coisa é que por pior que seja a nossa esquerda, é muito melhor um esquerdista incompetente no poder que um direitista competente, pelas razões que mencionei.
Mas os esquerdistas brasileiros são frouxos mesmo. Além da certeza que eu tenho que o sucesso do golpe se deu por causa da inércia dos esquerdistas, dois episódios mostram que a esquerda pode mudar de lado e favorecer os direitistas, sempre a serviço dos donos do capital e provavelmente manter o país no golpe que iniciou em 2016, mas com algumas pequenas concessões.

Apoio da esquerda dúbia a juiz golpista

Uma  é o evento que uniu celebridades e personalidades ligadas a política e a justiça em apoio ao juiz golpista Marcelo Bretas. O juiz de mesmo prenome que o meu é o representante carioca da mais do que duvidosa operação conhecida pelo nome boboca de Lava Jato (interessante como gostam de botar nomes cretinos em operações de justiça) e responsável pela prisão injusta do maior cientista brasileiro da atualidade, o Almirante Othon, especialista em ciência nuclear para fins pacíficos.

O tal evento era na verdade uma manifestação contra o juiz-ministro Gilmar Mendes, que mandou soltar os empresários de ônibus cariocas que tinham sido presos por ordens de Bretas. Entendendo que a atitude do juiz era pelo combate à corrupção e não um jogo de interesses como é fato, infelizmente, várias celebridades decidiram se manifestar ao apoio a Bretas.

Curioso que entre os manifestantes, além de direitistas assumidos como Marcelo Serrado (intérprete de Sérgio Moro no filme "Justiça para Todos menos para os Plutocratas", e entidades fascistas como "Vem pra Rua", há esquerdistas meio estranhos como o Mídia Ninja (possivelmente patrocinado por George Soros), Caetano Veloso (que já foi tucano um dia e tem "ou não" como bordão) e partidos como o PSOL e Rede Sustentabilidade (partido pequeno burguês que ameaça virar direitista como fizeram o PV e o PPS).

Esta manifestação pode servir de desmascaramento das forças esquerdistas meio duvidosas que nunca foram combativas de fato e que demonstram um certo direitismo em alguns pontos de vista, o que tranquiliza as foças golpistas. Afinal estes esquerdistas com sangue de barata (sem trocadilho com o empresário preso a mando de Bretas) não são coitadinhos, tendo um estilo de vida muito bem abastado, sem passar pelas dificuldades de maior arte da nação. Certamente não sofrerão danos com a prorrogação do Golpe de 2016.

Lulinha Paz e Amor está de volta

Condenado sem provas comprovadas, pela mesma Lava Jato representada no RJ por Bretas, Lula segue uma caravana pelo nordeste para testar a sua popularidade para depois iniciar oficialmente a sua campanha para as eleições de 2018. A caravana tem mostrado imensa popularidade de Lula pelo nordeste, embora eu, sinceramente, não acredito muito em pesquisas. 

Há uma mania do brasileiro de confundir maioria com "todos". Números de pesquisa se reverem a pessoas pesquisadas e não à totalidade dos brasileiros. Se a maioria das pesquisas que não fizeram nem comigo nem com quaisquer das pessoas que eu ouvi falar, indicam vitória de Lula, é estatística referente ao número de pesquisados. Porque aqui em Niterói, a rejeição de Lula ainda é bastante gigantesca. Lula ganha nas pesquisas: fato. Mas a vontade dos pesquisados é a vontade dos brasileiros? Sei não.

De repente, este otimismo gerado por estas pesquisas  e pela boa recepção que o líder petista tem recebido em sua caravana, fez ressuscitar não o Lula combativo dos tempos sindicais (o que seria o meu desejo), mas o Lulinha Paz e Amor que quase foi derrubado no escândalo do Mensalão. O otimismo fez com que Lula voltasse a conciliar com a direita, o que pode significar novo perigo em tempos futuros. Até porque o Golpe de 2016 mostrou que a nossa direita, mesmo em sua parte moderada, não está disposta para conversas.

Além de contar com direitistas, como Renan Calheiros, em seus palanques, Lula anunciou que está em conversas com o filho de José de Alencar, hoje falecido e que era seu vice durante sua gestão, Josué Alencar, para ser seu vice nas eleições de 2018.

O problema é que Josué é filiado ao PMDB, partido que o PT não quer mais fazer acordos pela traição dada através do Golpe de 2016. Josué teria que se filiar ao PR, partido que abrigou o seu pai, que apoia Temer, mas segue linha moderada e cujas várias lideranças mantém boas relações com petistas. 

Mesmo assim, a decisão é bem duvidosa. Devemos analisá-la com cuidado. Melhor seria Lula fazer acordos com políticos como Roberto Requião, na minha opinião perfeito para ser vice do petista. Requião, apesar de ainda filiado ao PMDB, segue claramente ideias progressistas, na linha ainda mais a esquerda do que o MDB na época da ditadura militar. É surpreendentemente lúcido e sensato e pode oferecer suporte perfeito à candidatura de Lula. Só que teria que sair do PMDB, hoje carcomido.

Mas estes dois episódios, o apoio a Bretas e o desejo de Lula de se reconciliar com a direita, demonstram que temos que ficar atento aos esquerdistas. Brasil sempre quis ser cópia dos EUA e lá a esquerda é fraca. Vamos enfraquecer a esquerda aqui também?

Mesmo que esta pergunta não seja respondida, creio que a esquerda brasileira, mesmo não querendo Temer, quer a permanência do Golpe e de suas reformas. O Brasil nunca foi mesmo um país justo, que tire os mais carentes de sua desgraça cotidiana...

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O conservadorismo das esquerdas

Brasileiros são pessoas tradicionalmente conservadoras. Sempre foram contra grandes mudanças e possuem um repertório de valores inúteis que acham que devem ser preservados. Não esperemos que o Brasil possa se desenvolver de forma acelerada porque, pasmem, não é o que os brasileiros querem. 

Até mesmo os que se assumem como progressistas desejam um progresso lento, gradual e que não destrua de forma rápida as estruturas de poder vigentes. É uma falta de compreensão da realidade se pensarmos nos progressistas brasileiros como pessoas que querem mudar radicalmente o país. Nem mesmo Lula mudou e nem vai mudar. 

Mesmo aberto a mais questões do que os conservadores assumidos, o próprio Lula tem um certo nível de conservadorismo. O próprio fato de sua gestão ter sido conciliadora é uma boa prova disto, somado ao fato dele ser religioso e gostar de breguice, cerveja e futebol, coisas típicas do conservadorismo brasileiro (e muito bem sustentadas pelas instituições capitalistas). Se Lula, o mais combativo dos esquerdistas, é uma pessoa conservadora, imagine o resto dos esquerdistas, menos combativos. O mofo faz a festa.

Esquerdas fiéis a certas tradições ideológicas

As esquerdas brasileiras, sem exceção, tem sido fiéis a certas ideologias tradicionais presentes no senso comum do Brasil. O que as esquerdas entendem como progressismo se limita a ampliação de direitos a um número maior de pessoas. Mas não a mudança de valores que faça com que o interesse de pessoas que pensem de forma diferente seja respeitado e atendido.

Eu sou um ateu que não curte futebol, detesta breguice e que evita sair à noite. Tenho os meus próprios gostos e convicções. Mas isso não me faz ganancioso, sádico ou egoísta. Sou altruísta e consigo entender até mesmo as ideias que discordo, sem desejar mal a quem pensa diferente de mim. Mas noto um desprezo das esquerdas por quem pensa diferente do senso comum esquerdista.

A esquerda dá sinais de que está construindo uma realidade paralela muito parecida com a realidade construída pela direita. Ao invés de construir uma realidade bem diferente, faz-se uma espécie de réplica da realidade direitista, só que com a mudança (leve) de alguns valores. Mas curiosamente vários valores defendidos pela esquerda estão na realidade da direita, o que dá um certo caráter de hipocrisia nos esquerdistas que alegam desejar mudar o mundo.

Esquerda brasileira: progressismo sem derrubar valores

Claro que mesmo não sendo totalmente revolucionária como pensa ser, a esquerda brasileira apoia certos avanços, sem radicalismo. Uma esquerda ruim sempre será melhor que uma direita boa, pois a direita é radicalmente comprometida com o atraso e a ganância. Mas estamos longe de ver a esquerda derrubando muros e mudando valores.

A foto que ilustra esta postagem mostra alguns valores defendidos pela esquerda e que são coisas típicas de conservadores. Eu mesmo não apoio nenhuma desses valores que se revelam inúteis para o desenvolvimento de qualquer sociedade. São zonas de conforto que nada servem, mas a sociedade se recusa em se livrar delas por uma questão de comodidade. A manutenção desses valores pela esquerda mostra que progressistas brasileiros tem um pé bem fincado no conservadorismo.

Esta recusa em romper com valores e estruturas fortalece a direita, já que os esquerdistas, preservando valores que a direita também preserva, cria uma situação em que os abusos da direita não sejam punidos, favorecendo coisas como o golpe de 2016. Recusando mudar o sistema, as esquerdas se auto-destroem sem perceber.

Construir novas fachadas com velhas estruturas, sem derrubá-las

O que eu quero dizer é que se queremos mudanças, devemos mudar tudo. Se há um prédio velho, de estruturas apodrecidas tem mais é que derrubá-lo. O que as esquerdas pretendem fazer é construir um a fachada nova a um prédio apodrecido que poderá cair a qualquer momento. Não seria hora de nos livrarmos das zonas de conforto e procurarmos outras formas de lazer, de pensamento e de relações pessoais?

Mas para a tranquilidade de quem se recusa a mudar do país, as zonas de conforto serão preservadas. Até porque ela serão úteis como fuga de uma realidade que se mostrará perversa com o fim de muitos direitos e da venda de nossas riquezas. Para a Nova África em que o Brasil se transformará, graças aos invencíveis golpistas, essas fugas serão bem úteis para dar a ilusão de que estamos bem. 

As esquerdas no fundo, não estão nem aí para mudanças. Senão teriam largado "funk", cerveja, futebol e religião e juntado milhões de brasileiros para invadir Brasília e as sedes das empresas que apoiam o golpe. Quero ver se meia duzia de plutocratas apoiados por uns milhares de policiais e soldados iria controlar uma multidão de mais de 100 milhões de descontentes.

Os plutocratas agradecem as esquerdas por se recusarem a mudar o Brasil.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lutar por causas isoladas é desviar o foco: é preciso combater o golpe como um todo

As esquerdas não somente estão dando sinais de que abandonaram as lutas - não por desistência ideológica, mas por perplexidade - como preferiram lutar por causas isoladas. Uns contra reforma X outros contra reforma Y, outros contra racismo, machismo, outros defendendo merenda nas escolas, direitos para os gays, etc. Tudo isso é válido, mas não seria melhor unir todas as causas em uma só: lutar contra o golpe?

Será que não perceberam que tudo isso está acontecendo porque tem uma elite e seus apoiadores que desejam que haja um monte de retrocessos no país, para que apenas os interesses dessa elite sejam preservados?

Será que não perceberam que lutar isoladamente por cada causa, além de desvio de foco, desperta a desunião dos manifestantes e diminuição da quantidade de pessoas pelas causas progressistas? Este isolamento de causas agrada muito os golpistas, que veem nisso um esvaziamento das manifestações progressistas, onde cada um vai para o seu lado, dispersando o movimento.

Não devemos esquecer as causas isoladas, mas temos a obrigação de compilá-las na luta contra o golpe. Cada prejuízo está relacionado com  golpe. Não existe nada isolado. Tudo que está sendo feito tem um único objetivo: diminuir a quantidade de beneficiários para que bens, direitos e valores permaneçam exclusivos nas mãos de quem as possui em excesso.

Quando se cria um preconceito contra classe X ou Y, está na verdade tirando pessoas do caminho do benefício, transformando a luta pela sobrevivência em uma competição covarde onde os vencedores tem que trapacear para não perder a invencibilidade.

Unir as causas no combate ao golpe fortalece o movimento e cria a união não somente das causas como de pessoas, aumentando drasticamente a quantidade de manifestantes e criando uma credibilidade à manifestação.

Vamos reunir todas as reivindicações em uma só: acabe o golpe, punir golpistas e apoiadores e colocar no poder personalidades e leis comprometidos com o bem estar da população e com o desenvolvimento do país. Chega de sermos uma precária República de Bananas, controlada por gananciosos.

sábado, 19 de agosto de 2017

"Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais". Que tempos excepcionais?

Um argumento repetido como mantra pelos defensores da operação conhecida como "Lava Jato" que surgiu supostamente para combater a corrupção e mais tarde se revelou como estratégia para gerar o golpe para favorecer interesses dos maiores capitalistas instalados no país é a frase citada no título desta postagem. Mas aí eu pergunto: tempos excepcionais? Que tempos excepcionais, cara pálida?

A lei garante as medidas de exceção quando há uma perigosa ameaça à população. Um fato que possa arrasar com o país como um todo ou levar prejuízo e morte a grande parte da população. Mas esta ameaça não existe e as medidas de exceção (incluindo a atuação mais do que subjetiva do juiz Sérgio Moro - enrustidamente filiado ao PSDB e secretamente ligado a entidades políticas estadunidenses) mostraram suas verdadeiras intenções nos últimos meses, sendo impossíveis de serem negadas.

É tradição que governos trabalhistas que beneficiem os mais carentes sejam combatidos. Ricos são gananciosos e fazem de tudo - inclusive gastar dinheiro - para manipular o sistema político e a sociedade para que a sua ganância, confundida como direito básico dos mais ricos, seja preservada.

Mas com o amadurecimento da sociedade que aos poucos vai conhecendo como funciona a política, os métodos tem que ser alterados. Não se permite mais o estado de exceção e sim medidas de exceção em uma falsa democracia. É preciso colocar, de forma... digamos pacífica, de que as medidas são "necessárias" e a população se dará bem com elas.

Como fazer a população aceitar as medidas de exceção

Mas para que as desculpas esfarrapadas soem convincentes é preciso piorar a qualidade da educação, reforçar a influência da grande mídia e desestimular o desenvolvimento intelectual e o interesse pela política. Um povo alienado, com baixo senso crítico, e também altamente crédulo (é preciso ter FÉ) e acomodado, é um grupo de presas fáceis de cair em armadilhas, tornando uma espécie de "exército" útil para as classes dominantes.

É preciso estimular os valores que estimulem o conservadorismo e o respeito à ganância alheia (que não será rotulada com este nome pejorativo). Se possível estimular um certo messianismo, a crença em uma espécie de "xerife", "herói" ou "salvador" que fará sozinho ou com ajuda de um pequeno grupo o que a população não sabe ou não quer fazer.

Para completar o processo que favorece a aceitação da população dessas medidas de exceção, é preciso alienar o lazer para que as pessoas não usem o tempo livre para pensar e desenvolver subversão. Enfiar na cabeça que patriotismo é futebol, cerveja é necessário e enfatizar músicas e filmes que desestimulem o intelecto e foque à diversão pura, mantendo pessoas ocupadas com atividades puramente lúdicas, dificultando de desenvolver o intelecto.

Por isso que foi bem fácil utilizar as medidas de exceção e glorificar uma operação que se moatra como uma farsa. Pois a mesma operação poupa corruptos muito mais perigosos, envolvidos em acusações muito mais sérias que um apartamento de classe média e um sítio capenga, para condenar um político sem crimes comprovados que sempre lutou e luta pelo bem estar dos mais carentes.

Golpistas deveriam ser punidos. Todos!

Se tempos excepcionais exigem medidas excepcionais, a principal medida seria prender todos os políticos do PSDB e aliados e também todas as forças auxiliares (juízes, empresários, "investidores", internautas e jornalistas) que favoreceram o golpe que atua para destruir literalmente o país, tornando-o pior do que os países mais miseráveis da África. 

Infelizmente, este golpe, assim como muitos outros pelo mundo afora, surgiu para o benefício exclusivo dos homens mais ricos instalados no país, comprometidos com interesses ocultos de grandes capitalistas e que sempre se intrometem na política tupiniquim.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Proibição de benefícios e homenagens deixa clara a perseguição subjetiva a Lula

Dois episódios acontecidos em pequeno limite de tempo comprovam que a plutocracia elegeu Lula como inimigo público número 1 por ameaçar a ganância dos mais ricos. para não ficar feio para a opinião pública, travestiu o ex-presidente de "bandido de alta periculosidade" e iniciou-se a sua perseguição, intensificada após uma condenação sem justificativa plausível e sem base em provas.

Doação de 500 mil reais a Lula, por uma "ovelha negra" das elites

Uma filha de banqueiro, indo na contra-mão do que deseja a sua classe social, Roberta Luchsinger, decidiu ajudar Lula após saber que o juiz do PSDB Sérgio Moro bloqueou os bens de Lula após o condená-lo por risíveis acusações de corrupção sem quaisquer tipo de provas. Roberta decidiu doar 500 mil reais para que Lula possa se manter e manter os custos de seu processo judicial.

Mas ontem, um juiz de São Paulo, Felipe Albertini Nani Viaro, alegou que Roberta tinha dívidas de 62 mil (uma migalha para quem é rico) e mandou ela pagar antes de completar a doação. A exigência acabou soando como um obstáculo à doação e deixou subentendida uma certa proibição na doação, já que setores do judiciário estão comprometidos a prejudicar Lula de qualquer maneira, para honrar compromissos com forças interessadas em evitar um novo governo de esquerda.

Roberta afirmou que irá dobrar o valor da doação após a exigência e que também vê nesta atitude um claro interesse em prejudicar Lula, já que o seu governo feriu os interesses de uma elite - que não é o caso de Roberta, esta sim uma verdadeira patriota altruísta - interessada em ver renda e direitos mal distribuídos e uma elite fechada em sua ganância, egoisticamente preservada como "direito básico".

Cancelamento do título de Honoris Causa

Hoje, com o início da caravana que servirá de campanha para que o povo ajude Lula a limpar a sua imagem falsa de vilão, imagem construída pelas elites gananciosas, surgiu a oportunidade, anunciada há meses pelo reitor da UFRB na Bahia, do ex-presidente receber mais um título Honoris Causa pelos benefícios que fez à sociedade brasileira tanto na luta pela redemocratização, como pela excelente gestão como Presidente da República. 

Um vereador do DEM, Alexandre Aleluia, filho do famosos político José Carlos Aleluia, este sim um político ganancioso de ideias retrógradas, decidiu por as manguinhas de fora para impedir a homenagem, alegando de forma bem subjetiva que a iniciativa "fere o princípio da moralidade pública". Aleluia Jr. acionou o juiz Evandro Reimão dos Reis para que a decisão fosse tomada.

E mais: A Polícia Federal foi também acionada para que o evento com a homenagem não acontecesse, o que pode resultar em algum tipo de violência, caso a decisão do juiz e do DEM seja desobedecida, o que poderá manchar a imagem dos integrantes do DEM (ex-ARENA), responsáveis pelo Golpe, prestes a cometer a safadeza de mudar de nome para a hipócrita denominação MUDE. Caras de Pau são os integrantes do reacionário DEM, e não os que querem homenagear Lula.

 Com isso, os responsáveis tratam o ex-presidente como se fosse um bandido, com base em acusações sem prova, ferindo com a decisão várias garantias constitucionais como a presunção de inocência e o princípio da autonomia universitária. Se a reitoria da UFRB decidiu homenagear Lula é porque há razão justa para isso.

Ameaças de morte e homenagem sem motivo

Bom lembrar que um reitor de outra universidade, em Alagoas, recebeu ameaças de morte ao anunciar outra homenagem similar a Lula. Sem fazer afirmações contra Fulano ou Sicrano, é bom lembrar que coronéis no Nordeste, como o caso de políticos de direita, costumam ser mandantes de assassinatos de desafetos na região. Mas a ameaça pode ter vindo apenas de outro detrator de Lula, sem ligação com a política. 

Outro detalhe é que o mesmo DEM decidiu fazer outra homenagem, só que a João Dória, prefeito de São Paulo, hoje uma capitania do PSDB, sem qualquer motivo justo, já que o publicitário que governa a maior cidade do país não fez qualquer tipo de benefício a outrem que justificasse a homenagem. 

Trocando em miúdos, Para os semi-fascistas do DEM, Lula não pode ser homenageado por sua brilhante trajetória, mas Dória pode ser homenageado por coisa nenhuma, sem qualquer tipo de feito que mereça qualquer tipo de parabenização, apenas por bajulação. Dois pesos, duas medidas.

Tristes tempos no Brasil. Estamos sim em uma ditadura infeliz e quem negar, estará mentindo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Somente imbecis acham que Nazismo é de esquerda


Com a notícia do terrível ato neonazista ocorrido nos EUA, brasileiros mal informados começaram a retomar a tese cretina de que o Nazismo e ideais semelhantes são "de esquerda". Uma prova de que gente odiosa não está disposta ao menor raciocínio e que desconhece fatos históricos preferindo construir a compreensão da realidade com base em convicções próprias, como se temperasse uma comida a seu gosto pessoal. 

Eu, pessoalmente conheço um direitista enrustido que acredita nesta tese. Mas não vou citar o nome dele, pois não me interessa prejudicar os outros. Ele que procure se informar melhor para não ser objeto de chacota alheia. Provavelmente, se ele ainda usa redes sociais e insiste nesta tese, já deve ter virado piada para muita gente um pouco mais sensata que ele.

 A tese de que o Nazismo é de esquerda é idiota porque ideais de esquerda são construídos com base no altruísmo. Como uma ideologia oposta ao altruísmo e altamente genocida pode ser considerada "de esquerda"? Esta ideia é resultante de uma grande confusão com regimes stalinistas e similares.

O Nazismo nunca pode ser de esquerda porque é excludente e tem base na ideia de que existem seres humanos que são melhores e merecem ter exclusividade em muitos benefícios. Algo que vai contra os ideais de esquerda que enxergam todos os seres humanos como iguais e merecedores dos mesmos direitos. Quando erram, devem responder também da mesma forma, sem distinção.

Ah, quase eu ia me esquecendo: Hitler odiava a esquerda. Considerava socialistas seus inimigos mortais e perseguiu e matou muitos ideólogos de esquerda pois reprovava ideologias que pretendessem proteger as classes que considerava inferiores. Enfim, como o Nazismo poderia ser de esquerda se odiava a esquerda? A burrice da direita brasileira parece ignorar limites.

Stalin e o estereótipo equivocado das esquerdas

Josef Stalin usou o estereótipo socialista e comunista para definir a sua gestão, mas no fundo, sua gestão tinha características de fascismo. Eu considero o stalinismo uma espécie de fascismo. Apesar de estereótipo de "esquerda" frequentemente associado a Stalin, eu não o considero um esquerdista. Até porque Stalin mandou matar Trotski, este sim um verdadeiro esquerdista, o que sugere oposição ideológica entre eles.

Stalin gerou um estereótipo negativo para as esquerdas graças aos estadunidenses, sobretudo a Joseph McCarthy (Josef, Joseph, coincidência?) que definiu os esquerdistas típicos com as características de Stalin, que agia de forma muito parecida com Adolf  Hitler.

Para piorar ainda mais o estereótipo, o nome Nazismo vem de "Nacional Socialismo" com os direitistas se esquecendo que a palavra "socialismo" no caso da ideologia de Hitler, tinha sentido bem diferente da do Socialismo de esquerda. Se lembrarmos bem, há partidos de direita que usam a palavra em seus nomes, incluindo o famoso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), de explícita linha capitalista neoliberal.

Extremistas de direita brasileiros são nazistas enrustidos

Outra coisa que os direitistas que alegam ser o Nazismo uma ideologia "de esquerda" se esquecem é que eles tem muita afinidade com as ideias defendidas pelos nazistas. Mas como o Nazismo gerou um mau estigma e nossas leis condenam ideias deste tipo, podendo levar extremistas para a cadeia, os extremistas brasileiros logo trataram de jogar a "bomba" para longe de suas mãos e recusar o rótulo que casa com a ideologia que defendem.

Para os extremistas brasileiros foi conveniente jogar o rótulo de "nazista" para as esquerdas. Para os extremistas é uma boa forma de criminalizar as esquerdas e tirar do caminho uma ideologia oposta a deles. Mesmo que não faça nenhum sentido, classificar o Nazismo como "de esquerda" enfraquece as esquerdas além de dar a esperança aos extremistas de ver esquerdistas na cadeia por "afinidade" ideológica com a mais genocida das ideologias.

Mas para que um pingo é letra sabe muito bem que os extremistas brasileiros se afinam totalmente com o Nazismo e ideais afins. Recusam o rótulo com medo de punições, mas se olharmos bem o repertório ideológico dos extremistas brasileiros, vemos de forma bem nítida a presença de ideais herdados do Nazismo.

É necessário lembrar que infelizmente se existem extremistas de direita no Brasil é porque devemos ter o maior cuidado possível. São todos assassinos em potencial.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Partidos conservadores trocam de nome: nova embalagem para conteúdo apodrecido

Alguém já me disse que a melhor forma de conservar algo antigo é colocá-lo em uma embalagem nova. Pelo jeito os partidos conservadores trataram esta frase como conselho e trataram logo de comprar roupas novas para os mortos-vivos. Vários partidos conservadores já trataram de mudar seus nomes. Mas mantendo suas velhas ideias, várias nocivas à população em geral.

O curioso é que em quase todos, os novos nomes tem relação a valores nobres e positivos, como se a simples utilização de um nome que transmita melhora e responsabilidade fosse o suficiente para transmitir essa ideia e ganhar confiança dos eleitores.

Mas alto lá! Estes partidos são os mais retrógrados que existem no país e com a mais absoluta certeza não cumprirão o que dizem em seus novos nomes. Até fazem parte de sua ideologia e seus interesses permanecer retrógrados, para que continuem lucrando e ferrando com aqueles que eles julgam ser seus adversários.

A hipocrisia é a constante nestas mudanças de nome. São as mesmas carinhas feias que fizeram plastica sem melhorar a sua linha de pensamento. E você os conhece muito bem. A saber:

DEM (Democratas) - MUDE (Movimento de Unidade Democrática)
PEN (Partido Ecológico Nacional) - Patriotas
PTN (Partido Trabalhista Nacional) - Podemos
PT do B (Partido Trabalhista do Brasil) - Avante
PSL (Partido Social Liberal) - Livres

Isso sem falar do "Partido Novo" que segue a mesma linha ideológica do PSDB, embora seja de fato um partido inédito. Tirando este, os outros evitam colocar a palavra "partido" no nome para forjar uma "anti-política". Fazer política sem política é algo sem sentido. Mas no Brasil, absurdos e contradições sempre foram permitidos.

Enquanto isso, partidos de esquerda seguem fazendo justamente o oposto: oferecem conteúdo novo com embalagens velhas, o que espanta os eleitores que certamente serão ingenuamente seduzidos pelas belas embalagens de conteúdo velho dos partidos de direita. Se as esquerdas não mudarem também, vão continuar perdendo.

Pena que quando abrirem as novas e belas embalagens sentirão aquele fedor de mofo dos tempos das múmias e aí será tarde demais para descobrir que foi atingido pela maldição dos antigos faraós. Esses mesmos "faraós" que realizaram o golpe e pretendem voltar legitimamente ao poder. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Esperança para os coxinhas: PSDB vai pedir perdão

O que eu sempre desconfiei está prestes a acontecer: na tentativa de se recuperar e voltar ao poder, já que é o partido alugado pelas grades corporações estrangeiras, o PSDB vai lançar uma campanha de recuperação de sua imagem com direito a um pedido de perdão pelo envolvimento em escândalos políticos.

Claro que é um perdão meio cara-de-pau pois todo mundo sabe que o PSDB é totalmente corrompido (não escapa um, segundo Jucá) e que o esquema do Aécio todo mundo já conhece, incluindo os "ingênuos" Armínio Fraga e Luciano Huck, que fingiram ser traídos pelo partido.

Mas como não há uma campanha de ódio contra o PSDB, vai ser fácil convencer a população mal informada (incluindo muitos diplomados, de nível superior e pós-superior, que estudam apenas para se dar bem no mercado de trabalho) de que os tucanos "são gente honesta que entrou no esquema por ingenuidade", prometendo se recuperar e retomar o suposto estadismo que alegam ter vocação.

Enquanto isso, o PT segue levando murro na cara e insistindo em se manter de pé sangrando e cambaleando, ao invés de dar um pequeno sumiço para voltar fortalecido e combater o direitismo que destrói o país. 

Lula crescendo nas pesquisas não significa nada fora das teorias, pois o crescimento se dá apenas entre as pessoas que foram pesquisadas, que não são todos os brasileiros. Não é impossível Lula perder de forma humilhante nas eleições de 2018 e entregar o poder a um ganancioso capitalista que arruinará ainda mais o país e eliminar de vez os direitos dos brasileiros.

Porque se o PSDB recuperar a sua imagem, vai voltar ao poder e continuar as "reformas" que irão transformar o Brasil numa imensa África, com direito a extrema miséria e ao apartheid que separará pobres e abastados que declararão entre si a enrustida guerra civil que já transforma cidadãos em belicosos inimigos uns dos outros.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Achille Mbembe: A era do humanismo está terminando

ESPREMENDO A LARANJA: O cientista político e historiador camaronense, professor de universidades na África do Sul, Achille Mbembe é um dos maiores e mais importantes intelectuais da atualidade e fez um preciso e claro diagnóstico da política atual, além de fazer um alerta de como a humanidade será tratada neste início de século, muito diferente do que pensavam os antigos futurólogos e suas previsões mai otimistas sobre a época atual.

Esta entrevista com o cientista fez parte de um artigo publicado no Mail & Guardian da África do Sul e traduzido em português por André Langer e publicado na revista iHU da Unisinos e no site da revista Fórum. Leia abaixo parte do excelente artigo e o link para o texto integral vem logo em seguida.

A era do Humanismo estão terminando

Achille Mbembe, tradução de André Lianger - Site Instituto Humanitas - Unisinos

Não há sinais de que 2017 seja muito diferente de 2016.

Sob a ocupação israelense por décadas, Gaza continuará a ser a maior prisão a céu aberto do mundo.

Nos Estados Unidos, o assassinato de negros pela polícia continuará ininterruptamente e mais centenas de milhares se juntarão aos que já estão alojados no complexo industrial-carcerário que foi instalado após a escravidão das plantações e as leis de Jim Crow.

A Europa continuará sua lenta descida ao autoritarismo liberal ou o que o teórico cultural Stuart Hall chamou de populismo autoritário. Apesar dos complexos acordos alcançados nos fóruns internacionais, a destruição ecológica da Terra continuará e a guerra contra o terror se converterá cada vez mais em uma guerra de extermínio entre as várias formas de niilismo.

As desigualdades continuarão a crescer em todo o mundo. Mas, longe de alimentar um ciclo renovado de lutas de classe, os conflitos sociais tomarão cada vez mais a forma de racismo, ultranacionalismo, sexismo, rivalidades étnicas e religiosas, xenofobia, homofobia e outras paixões mortais.

A difamação de virtudes como o cuidado, a compaixão e a generosidade vai de mãos dadas com a crença, especialmente entre os pobres, de que ganhar é a única coisa que importa e de que ganhar – por qualquer meio necessário – é, em última instância, a coisa certa.

Com o triunfo desta aproximação neodarwiniana para fazer história, o apartheid, sob diversas modulações, será restaurado como a nova velha norma. Sua restauração abrirá caminho para novos impulsos separatistas, para a construção de mais muros, para a militarização de mais fronteiras, para formas mortais de policiamento, para guerras mais assimétricas, para alianças quebradas e para inumeráveis divisões internas, inclusive em democracias estabelecidas.

Nenhuma das alternativas acima é acidental. Em qualquer caso, é um sintoma de mudanças estruturais, mudanças que se farão cada vez mais evidentes à medida que o novo século se desenrolar. O mundo como o conhecemos desde o final da Segunda Guerra Mundial, com os longos anos da descolonização, a Guerra Fria e a derrota do comunismo, esse mundo acabou.

Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo.

O capitalismo e a democracia liberal triunfaram sobre o fascismo em 1945 e sobre o comunismo no começo dos anos 1990 com a queda da União Soviética. Com a dissolução da União Soviética e o advento da globalização, seus destinos foram desenredados. A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização.

Apoiado pelo poder tecnológico e militar, o capital financeiro conseguiu sua hegemonia sobre o mundo mediante a anexação do núcleo dos desejos humanos e, no processo, transformando-se ele mesmo na primeira teologia secular global. Combinando os atributos de uma tecnologia e uma religião, ela se baseava em dogmas inquestionáveis que as formas modernas de capitalismo compartilharam relutantemente com a democracia desde o período do pós-guerra – a liberdade individual, a competição no mercado e a regra da mercadoria e da propriedade, o culto à ciência, à tecnologia e à razão.

(Leia o texto completo neste link)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Leonardo Stoppa explica as razões do golpe de maneira bem simples

O economista Leonardo Stoppa é um dos melhores analistas políticos da atualidade. Muito bem informado, ele explica muito bem os bastidores da política em uma linguagem facilmente entendida por leigos e por pessoas que não estão por dentro destes bastidores.

Stoppa postou há pouco tempo um vídeo onde explica como foi possível o golpe de forma bem simples. Nele, você vai perceber porque a Dilma foi expulsa do poder e porque Temer não. É um vídeo curto, mas direto, onde em poucas palavras se sabe porque os deputados agiram de forma bem diversa nos dois casos.

Claro que o desejo dos EUA em impedir o desenvolvimento do Brasil e pegar para si as nossas riquezas é o motivo central do golpe. Mas aqui entendemos como se deu o processo através do congresso, que na realidade nunca representa o povo que votou mas sim os empresários e classes dominantes que patrocinaram as campanhas de seus ocupantes.

Veja o vídeo abaixo e entendam porque Dilma caiu e Temer ficou de pé.